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Normas e Piedade Litúrgica

Normas e Piedade Litúrgica

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Published by Dominus Iesus
para quem exerce alguma função na Santa Missa, e essencial também para quem deseja conhecer a fundo um pouco mais sobre a nossa liturgia.
para quem exerce alguma função na Santa Missa, e essencial também para quem deseja conhecer a fundo um pouco mais sobre a nossa liturgia.

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09/24/2010

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+ Francis Cardinal ArinzeApril 8, 2005http://www.adoremus.org/0505Arinze.html
"O povo de Deus tem o direito de que a liturgia sejacelebrada como a Igreja quer".
1 - Introdução
A Sagrada Eucaristia ocupa um lugar central no culto público da Igreja e na sua vida. Sua celebração deve, então,receber de todos nós a maior atenção. Por essa razão, estou feliz de saber que esta "Gateway Liturgical Conference"está consagrada especialmente para a atenção com a celebração digna da Sagrada Eucarisita, de acordo com aencíclica do Santo Padre, Ecclesia de Eucharistia, e a instrução Redemptionis Sacramentum, da Congregação para oCulto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Isso também está no sentido do presente Ano da Eucaristia.No desenvolvimento do tema atribuído para mim, "Normas Litúrgicas e Piedade Litúrgica", eu tenho a intenção decomeçar examinando por que devem existir normas litúrgicas, como o que a Igreja acredita e como ela reza estãorelacionados, e quem tem autoridade para emitir normas para a liturgia. Este será o momento para explicarclaramente o que entendemos por piedade litúrgica. Criatividade é uma questão que surge freqüentemente, no quese refere à liturgia. Ela deve ser examinada. O desejo para fazer celebrações litúrgicas interessantes tambémmerece ser analisado.Algumas pessoas querem introduzir danças na liturgia. A discussão dessa tendência não pode ser evitada. Nósvamos concluir perguntando-nos se a observação das normas litúrgicas é uma chamada para o formalismo ourubricismo, ou um promotor da fé e da piedade.
2. Razões para Normas Litúrgicas
A sagrada liturgia é um exercício do ofício sacerdotal de Jesus Cristo. É o culto público realizado pelo Corpo Místicode Cristo, pela Cabeça e por Seus membros (cf Sacrosanctum Concilium [SC] 7).Celebrações litúrgicas possuem alguns elementos que são de instituição divina. Esses são os aspectos maisimportantes dos sete sacramentos. Existem elementos que são de instituição eclesial. Ao decidir sobre esseselementos, a Igreja tem um grande cuidado para ser fiel à Sagrada Escritura, para honrar a tradição transmitidaatravés dos séculos, para manifestar sua fé e alegrar-se nela, e para levar todos os fiéis para o culto de Deus,seguindo o exemplo de Cristo, e mostrando amor e serviço para seu próximo. Entre esses dois, podemos falar de umterceiro: aqueles elementos da liturgia que são encontrados desde os primeiros anos em todas ou praticamentetodas as grandes tradições litúrgicas e que devem, portanto, retornar pelo menos a um período muito próximo dosapóstolos, e talvez mesmo a Nosso Senhor. O fato de podermos não ter conhecimento certo sobre isso em um dadocaso é uma forte razão para evitar inovações ou negligências precipitadas. (cf Varietates Legitimae [VL] 26-27,Instrução Geral para o Missal Romano [IGMR] 397, Liturgiam authenticam [LA] 4-5, Redemptionis Sacramentum[RS] 9)Celebrações litúrgicas devem ser experiência da fé tradicional que é confessada, celebrada e comunicada, daesperança que é expressada e confirmada, e da caridade que é cantada e vivida.
 
Como as celebrações litúrgicas são atos públicos realizados em nome da Igreja universal, com o próprio Jesus Cristocomo o Sacerdote-Chefe, segue-se que ao longo dos séculos, a Igreja necessariamente desenvolveu normas deacordo com as quais seu culto público é expressado. Normas litúrgicas protegem esse tesouro que é o culto Cristão.Elas manifestam a fé da Igreja, promovem-na, celebram-na e comunicam-na. Elas também manifestam a fé daIgreja como uma família constituída hierarquicamente, uma comunidade de culto, amor e serviço, e um corpo quepromove união com Deus e santidade de vida e dá aos pecadores esperança de conversão, perdão e vida nova emCristo.Além disso, normas litúrgicas ajudam a proteger a celebração dos mistérios sagrados, especialmente a SagradaEucaristia, de serem danificados por adições ou subtrações que danificam a fé e podem, por vezes, até tornar umacelebração sacramental inválida. O povo de Deus tem, assim, celebrações garantidas na linha da fé tradicional da féCatólica e não é deixado à mercê de idéias pessoais, sentimentos, teorias ou idiossincrasias.O Papa João Paulo II é muito insistente no papel importante das normas relativas à celebração da Eucaristia. "Essasnormas são uma expressão concreta da natureza eclesial da Eucaristia; este é seu significado mais profundo.Liturgia nunca é propriedade privada de alguém, seja ele o celebrante ou a comunidade na qual os mistérios sãocelebrados" (Ecclesia de Eucharistia [EE] 52). O amor à Igreja leva a pessoa a observar essas normas: "Sacerdotesque, com fé, celebram a Missa de acordo com as normas litúrgicas, e a comunidade que às mesmas adere,demonstram de modo silencioso mas expressivo seu amor à Igreja" (ibid). Nosso respeito pelos mistérios de Cristonos leva a respeitar essas normas: "A ninguém é permitido aviltar esse mistério confiado a nossas mãos: édemasiado grande para que alguém possa permitir-se tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando seu carátersagrado nem a sua dimensão universal" (ibid).
3. Lex orandi, lex credendi
Os sacramentos estão ordenados à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo e, por fim, a prestarculto a Deus; como sinais, têm também a função de instruir. Não só supõem a fé, mas também a alimentam,fortificam e exprimem por meio de palavras e coisas, razão pela qual se chamam "sacramentos da fé". (cf SC 59)A fé da Igreja manifestou-se na forma como a Igreja reza e especialmente em como ela celebra a Sagrada Eucaristiae os outros sacramentos. Existem palavras e conceitos que adquiriram um significado profundo na vida, fé e oraçãoda Igreja ao longo dos séculos. Exemplos são pessoa, trindade, majestade divina, encarnação, paixão, ressurreição,salvação, mérito, graça, intercessão, redenção, pecado, arrependimento, perdão, propiciação, misericórdia,penitência, reconciliação, comunhão e serviço. Existem gestos e posturas que ajudam a expressar o que a Igrejaacredita. Exemplos são o Sinal da Cruz, inclinar a cabeça, ajoelhar-se, sentar-se, ouvir e ir em procissão."A fé da Igreja é anterior à fé do fiel, que é convidado a aderir a ela. Quando a Igreja celebra os sacramentos,confessa a fé recebida dos apóstolos." (Catecismo da Igreja Católica, 1124). Esse é um argumento forte em favor dogrande cuidado na formulação, nos gestos e nas normas das celebrações litúrgicas.A relação entre a fé da Igreja e sua celebração litúrgica foi encapsulada em um dito antigo, lex orandi, lex credendi(a lei da oração é a lei da fé), ou legem credendi lex statuat supplicandi (deixar a lei da oração determinar a regrada fé). Essa afirmação da fé Católica é creditada a Prosper de Aquitaine, do 5º século (Ep. 8). Ela é citada noIndiculus ou Capítulos Pseudo-Celestinos. O Papa Celestino reinou de 422 a 432 (cf. Ds 246).A Igreja crê como ela reza. A liturgia é um elemento constitutivo da santa e viva tradição da Igreja (cf. Dei Verbum8). É por isso que a Igreja não permite ao ministro ou à comunidade modificar ou manipular qualquer sacramentalou mesmo o rito litúrgico geral. "Mesmo a suprema autoridade da Igreja não deve mudar a liturgia arbitrariamente,mas tão somente em obediência à fé e com respeito religioso ao mistério da liturgia" (Catecismo da Igreja Católica,1125)A Redemptionis Sacramentum é incisiva nesse ponto: "A mesma Igreja não tem nenhum poderio sobre aquilo quetem sido estabelecido por Cristo, e que constitui a parte imutável da Liturgia. Posto que, caso seja rompido estevínculo que os sacramentos têm com o mesmo Cristo que os tem instituído e com os acontecimentos que a Igrejatem sido fundada, nada seria vantajoso aos fiéis, mas sim poderia ser gravemente danoso. De fato, a sagradaLiturgia está estreitamente ligada com os princípios doutrinais por que o uso de textos e ritos que não têm sidoaprovados leva a uma diminuição ou desaparecimento do nexo necessário entre a lex orandi e a lex credendi." (RS10)
4. Autoridade sobre a Liturgia
As reflexões acima nos levam a perguntar quem tem autoridade sobre a sagrada liturgia. Quem decide sobre ostextos, as cerimônias, as normas? Nós não podemos nos dar o luxo de ser vagos nisso.
 
O Concílio Vaticano Segundo não é ambíguo: "Regular a sagrada Liturgia compete unicamente à autoridade daIgreja, a qual reside na Sé Apostólica e, segundo as normas do direito, no Bispo. Em virtude do poder concedidopelo direito, pertence também às assembléias episcopais territoriais competentes, de vários gêneros, legitimamenteconstituídas, regular, dentro dos limites estabelecidos, a Liturgia." Então o Concílio adiciona a advertência: "Por isso,ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que forem matéria litúrgica". (SC 22)Essas regras não são um sinal de falta de respeito por quem quer que seja. Elas derivam do fato de que a liturgia éuma celebração da Igreja universal. "As orações dirigidas a Deus pelo sacerdote que preside, na pessoa de Cristo, àassembléia, são ditas em nome de todo o Povo santo e de todos os que estão presentes. Os próprios sinais visíveisque a sagrada Liturgia utiliza para simbolizar as realidades invisíveis foram escolhidos por Cristo ou pela Igreja."(SC33)Dessas considerações segue que uma atitude de "faça por si mesmo" não é aceitável no culto público da Igreja. Elacausa dano ao culto da Igreja e à fé das pessoas. O povo de Deus tem o direito de que a liturgia seja celebradacomo a Igreja quer que ela seja (cf RS 12). Os mistérios de Cristo não podem ser celebrados de acordo com gostoou capricho pessoal. " O 'tesouro' é demasiado grande e precioso para se correr o risco de o empobrecer ouprejudicar com experimentações ou práticas introduzidas sem uma cuidadosa verificação pelas competentesautoridades eclesiásticas" (EE 51).
5. Piedade Litúrgica
Quando nós dizemos piedade, nós pensamos em geral em honra e reverência dada a alguém que é, de algumaforma, responsável por nossa existência e bem estar. Entretanto, a virtude da piedade refere-se, antes de tudo, aDeus, que é nosso criador e constante provedor. Mas nós podemos também falar de piedade para nossos pais,parentes próximos, país, tribo ou povo.Como uma virtude Cristã, a piedade é um dos dons do Espírito Santo. Ela nos move ao culto de Deus, que é o Pai detodos nós, e também a fazer o bem a outros como reverência a Deus. Com o salmista, nós cantamos: "Como sãoamáveis as vossas moradas, Senhor dos exércitos! Minha alma desfalecida se consome suspirando pelos átrios doSenhor. Meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo."(Salmo 83(84):2-3). Celebrações litúrgicas tornam-seatraentes para pessoas piedosas. O sino da igreja que toca para a Missa é um som bem-vindo: "Que alegria quandome vieram dizer: 'Vamos subir à casa do Senhor...'.Eis que nossos pés se estacam diante de tuas portas, óJerusalém!" (Salmo 121(122):1-2). A alma piedosa tem alegria pura em estar na igreja e mais ainda em juntar-seao culto divino: "Verdadeiramente, um dia em vossos átrios vale mais que milhares fora deles. Prefiro deter-me nolimiar da casa de meu Deus a morar nas tendas dos pecadores." (Salmo 83(84):11)A piedade litúrgica, como uma bela manifestação de virtude da religião, é ao mesmo tempo um composto de amor aDeus, fé nEle, adoração, respeito, reverência, alegria pura em Seu serviço, e desejo de servi-Lo da melhor formaque pudermos. O espírito da fé e reverência que se mostra, por si próprio, na fiel observância das normas litúrgicas,é mais favorável à promoção da piedade litúrgica.
6. Criatividade nas Celebrações Litúrgicas
Alguém pode perguntar se existe algum espaço para a criatividade na liturgia. A resposta é que existe, mas ela deveser entendida corretamente.Antes de tudo, é necessário ter em mente que o culto público da Igreja é algo que recebemos na fé através daIgreja. Não é algo que inventamos. Na verdade, a essência dos sacramentos foi estabelecida pelo próprio Cristo. Eos ritos detalhados, incluindo palavras e ações, foram cuidadosamente elaborados, guardados e transmitidos pelaIgreja ao longo dos séculos. Portanto, não seria uma atitude própria para um indivíduo ou comitê ficar pensando eplanejando a cada semana como inventar uma nova forma de celebrar a Missa.Além disso, a prioridade na Missa e em outros atos litúrgicos é o culto a Deus. A liturgia não é um campo para auto-expressão, livre criação e demonstração de habilidades pessoais. Idiossincrasias tendem a atrair atenção à pessoano lugar dos mistérios de Cristo que estão sendo celebrados. Elas também podem perturbar, complicar, molestar,enganar ou confundir os fiéis.No entanto, também é verdade que as normas litúrgicas permitem alguma flexibilidade. Com referência à açãolitúrgica central e mais importante, a Missa, por exemplo, nós podemos falar de três níveis de flexibilidade.Primeiramente, existem no Missal e no Lecionário alguns textos alternativos, ritos, cantos, leituras e bênçãos, apartir das quais o sacerdote pode escolher (cf. IGMR 24, RS 39). Depois, existem escolhas que são de competênciado Bispo diocesano ou da Conferência dos Bispos. Exemplos são a regulação da celebração, normas relativas à

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