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Anarquia e Cristianismo por Jacques Ellul

Anarquia e Cristianismo por Jacques Ellul

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Published by Coletivo Periferia
Nessa obra Jacques Ellul demonstra vínculos da anarquia com a Bíblia Hebraica e com o Novo Testamento.
Nessa obra Jacques Ellul demonstra vínculos da anarquia com a Bíblia Hebraica e com o Novo Testamento.

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1
Jacques EllulAnarquia eCristianismo
 
2
Nota do tradutor 
Desde já adianto que este é um trabalho amador. O meu, não o de JacquesEllul. Quando comecei a ler o livro, após o terceiro ou o quarto parágrafo, jápensava “fulano, sicrano e beltrano deviam ler este livro!”, mas eu sabia queeles talvez não tivessem tempo, paciência ou mesmo o conhecimento paraum livro em inglês. Aí começou a minha vontade de traduzi-lo.Obviamente, não pensei nesse trabalho apenas para meus amigos, maspara que esta obra pudesse atingir mais pessoas, que ela se tornasse maisacessível, e essa é a minha única intenção. Que através destas linhas, maise mais pessoas se tornem conscientes do amor de Deus, e, aquelas que já Oconhecem, que possam se tornar livres da opressão que vivemos.Tentei passar ao leitor o que eu também aprendi ao traduzir esta obra.Todas as anotações que eu fiz, simbolizei com o (N. do T.), as demais, sãotodas de Ellul.Agradeço aqui ainda, a Deus, pelo seu amor, pela libertação e pelas minhascapacidades. Agradeço também à minha companheira e esposa, Cibele, queda maneira dela, esteve ao meu lado me apoiando, me ouvindo falar sobre olivro incessantemente, e, de noite, ao dormir, não se incomodou com o tec-tec das teclas do computador.“...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8:32)Filipe Ferrari, 13 de agosto de 2009 filipe.ferrari@gmail.com
Nota do Editor 
 Anarquia e Cristianismo
de Ellul ao lado de
Cristianismo e Anarquismo
deTolstoi, ambos agora disponíveis em português no Scridb, constituem doisimportantes depoimentos que não podem ser desprezados pelos leitores emgeral nem por anarquistas ou cristãos em particular. Outras obras não menosimportantes ainda em processo de tradução, como
Não Resistência Cristã
deAdin Ballou e
O Que eu Creio
de Jacques Ellul prometem no mínimoengrossar e agitar ainda mais o caldo libertário, ampliando o debate,incitando pessoas à não conformação com este século, revolucionando vidaspara a desconstrução do estado e não colaboração com o sistema. O tempourge, o dia de hoje é o momento da prática, da realização e damaterialização efetiva dos nossos sonhos. Comente este livro também emCristãos Anarquistasno orkut:
 
3
Railton de Sousa Guedes, fevereiro de 2010 –railtong@gmail.comhttp://taborita.blogspot.com/ 
INTRODUÇÃO
A questão que estou querendo discutir aqui, é muito difícil, pois opiniõesfirmes têm sido alcançadas por ambos os lados e nunca foram sujeitadas aum mínimo exame. É tido como certo que anarquistas são hostis a todas asreligiões (e cristianismo é classificado como uma). Também é garantido quecristãos devotos abominam a anarquia como fonte de desordem e negaçãode uma autoridade estabelecida. São essas crenças simplistas eincontestadas que me proponho a mudar. Entretanto, pode ser útil dizer deonde eu venho, como os estudantes costumavam dizer em 1968. Soucristão, não por ascendência, mas por conversão.Quando era jovem, tinha um horror por movimentos fascistas. Demonstreicontra as Cruzes em chamas[1] em 10 de fevereiro de 1934.Intelectualmente, eu era muito influenciado por Marx. Eu não nego que istofoi devido mais a considerações familiares do que intelectuais. Meu paiperdeu o emprego depois da crise de 1929, e tivemos que aprender comoera estar desempregado em 1930. Tamm houveram circunstânciasindividuais. Como estudante, entrei em conflito com a polícia (em greves, por exemplo), e comecei a abominar não só o sistema capitalista como tambémo Estado. A descrição nietzschiana do Estado como o monstromais indiferente de todos os monstros indiferentes me pareceu ser básica.Embora eu gostasse das análises de Marx, incluindo sua visão de umasociedade na qual o Estado seria extinguido, foram parcos os meus contatoscom comunistas. Eles me enxergavam como um pequeno-burgsintelectual, pois eu não demonstrava total respeito pelas ordens de Moscou,e os considerava insignificantes, pois não demonstravam ter um verdadeiroconhecimento do pensamento de Marx. Eles leram o manifesto de 1848, e foitudo. Eu rompi com eles totalmente depois dos ensaios de Moscou,não favoráveis a Trotsky, pelos marinheiros de Cronstadt[2] e o governoMakhno me pareceu ser verdadeiramente revolucionário, e não pude perdoar seu esmagamento, assim como não pude acreditar que os grandescompanheiros de Lênin eram traidores, anti-revolucionários, etc. Para mim, acondenação dos marinheiros foi simplesmente outra manifestão domonstro indiferente. Também vi que houve, sem grandes dificuldades, umatransição da ditadura do proletariado à uma ditadura sobre o proletariado.Posso garantir que ninguém que estivesse disposto poderia perceber em1935 e 1936, o que seria denunciado vinte anos depois. Ademais, nada havia

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Carlos Magalhaes added this note
Felipe, seus comentarios dispertaran meu interece. Como conseguir, chegar em minhas mãos o livro de ANRQUIA E CRISTIANISMO de ELLUL JACQUES. A PAZ DE DEUS
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