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património imaterial - Filipa Albuquerque - TCII

património imaterial - Filipa Albuquerque - TCII

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Published by Filipa Albuquerque
reflexões sobre a convenção de protecção do património imaterail
reflexões sobre a convenção de protecção do património imaterail

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Published by: Filipa Albuquerque on Feb 09, 2010
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ESCOLA SUPERIOR DE TEATRO E CINEMA
MESTRADO EM TEATRO E COMUNIDADESeminário de Teatro e Comunidade II
Filipa Isabel de Albuquerque Abreu Carvalhão Santos de Almeida
Breves reflexões sobre A CONVENÇÃOPARA A SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIALassinada em Paris a 17 de Outubro de 2003
 
ESCOLA SUPERIOR DE TEATRO E CINEMA
MESTRADO EM TEATRO E COMUNIDADESeminário de Teatro e Comunidade II
Filipa Isabel de Albuquerque Abreu Carvalhão Santos de Almeida
Introdução
Sempre me interroguei como se poderiam salvaguardar e passar às geraçõesvindouras a nossa cultura oral ou tradições que, por serem imateriais, se tornam maisdifíceis de preservar e enquadrar na ideia museológica tradicional.Não podemos preservar todas os espectáculos em representação num qualquer museu; não podemos “congelar” um ritual tradicional para ser servido mais tarde; nãopodemos reproduzir o ambiente da aldeia e o ancião à lareira a passar a suasabedoria através das suas estórias. Podemos apenas registar, filmar, fotografar,relatar. Mas, aí, não será outro o objecto que protegemos? Não será a reprodução umelemento demasiadamente fraco para a passagem de um património que precisa ser vivido? Não estaremos nós a proteger a reprodução em vez do património em si.As soluções não são fáceis de encontrar e urge procurar formas de proteger umpatrimónio que nalguns casos ameaça entrar em “vias de extinção” como algunsanimais que já só poderemos conhecer por fotografias.Como nos chegou o Património Cultural imaterial milenar até aos nossostempos? Chegou-nos, sobretudo, através de relatos e escritos, pinturas e partituras e,nalguns casos, através da prática e passagem do testemunho de geração em geração.Mas, poderemos nós hoje em dia e com enorme avanço tecnológico encontrar novas formas de proteger este património que nos define enquanto humanos e que nosconfirma na nossa diversidade?Iniciei a minha leitura desta convenção com estas interrogações e curiosidadede saber o que decidiram acordar as mais altas figuras de diferentes estados da nossaaldeia global. O que pensam? Como solucionaram eles algumas das minhasinquietações? Como conseguiram encontrar equilíbrio e consenso quando a próprianatureza das suas culturas e do seu pensamento é tão diversa quão diversos são as
 
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MESTRADO EM TEATRO E COMUNIDADESeminário de Teatro e Comunidade II
Filipa Isabel de Albuquerque Abreu Carvalhão Santos de Almeida
suas proveniências? Acima de tudo, lancei-me para o trabalho sabendo de antemãoque as questões que inicialmente coloco não serão, para já, satisfatoriamenterespondidas, mas constituem apelos à continuação do nosso trabalho para lá destebreve reflexão.
As premissas, as questões e uma breve reflexão com esperança…
O documento inicia-se com uma série de premissas, que nos revelam a base departida desta convenção. Esclarece-se o conceito e confirmam-se os valores e intençõescomuns a todos os membros participantes. É fundamental saber-se quais os valores quese pretendem proteger e as razões que levam ao encontro de ideias e partilha de umaideia comum. O tema é universal e as vontades conjugam-se.Será que todos têm a mesma ideia sobre o que é Património Imaterial?Nos termos do artigo 2º, entende-se o património cultural imaterial como o conjuntode práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões, que seconsubstanciam uma herança de grande valor para a humanidade e principal gerador dadiversidade cultural, constantemente recriado pelas comunidades, permitindo desenvolver no seu seio a sua identidade e um sentimento de continuidade. Note-se que estaperspectiva de património cultural imaterial é extremamente abrangente, partindo,pensamos, duma visão da cultura não enquanto conhecimentos e acumulação deconhecimentos, mas que engloba, afinal, tudo o que o homem produziu e daí a inclusãode instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais associados no patrimóniocultural imaterial. Portanto, faz parte do património cultural tudo o que não é natureza,para nos valermos da sugestiva definição de cultura enquanto sendo tudo o que não é

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Filipa Albuquerque added this note
Olá! Já não vinha aqui há alguns tempos valentes! Não sei o que fazer para colocar o artigo no scribd do museologiaporto! Qual tag!!
Luis Molinari liked this

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