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António Torrado - A criança no seu teatro

António Torrado - A criança no seu teatro

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Published by Filipa Albuquerque
Uma breve reflexão sobre a criança no texto dramático infantil de António Torrado
Uma breve reflexão sobre a criança no texto dramático infantil de António Torrado

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Published by: Filipa Albuquerque on Feb 09, 2010
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Filipa Albuquerque
 A  A  A nnntttóóónnniiioooT T Tooorrrrrraaadddooo  A  A  A cccrrriiiaaannnçççaaannnooossseeeuuuttteeeaaatttrrrooo 
---bbbrrreee v  v  v eeesssaaa p p pooonnntttaaammmeeennntttooosssp p paaarrraaauuummmaaarrreeellleeexxxãããooo 
Escola Superior de Teatro e Cinema, Dezembro de 2009
Mestrado em Teatro e Comunidade
Seminário de Teatro e Comunidade II
Professor Armando Nascimento Rosa 
 
Filipa Albuquerque
2
I – Introdução em jeito de justificação
 É verdade que nos foi proposto como possibilidade de trabalho um comentário deum texto que encontrasse o Teatro e a Comunidade. Uma proposta não é propriamenteuma indicação inflexível sob o manto diáfono da simples sugestão. Porém, também é verdade que a obra de um autor é um conjunto de textos, concretizados em linguagem verbal ou não-verbal, um ensaio ou um quadro; e mais, neste reino da logomania tudo ésusceptível de ser visto como um texto, exprimindo ou tentando exprimir uma palavra maisessencial, um verbo original e fundante, pelo que um homem é também um texto, pois oser diz-se de várias maneiras.O nosso interesse por António Torrado advém do nosso percurso no teatro e como teatro e das nossas intervenções ao nível da performance da leitura no âmbito do ex-IPLB, nas várias acções de encenação da leitura para os mais pequenos. Trata-se de umautor que, no que a Teatro e Crianças diz respeito, nos tem vindo a acompanhar e asurpreender. O que nos preocupa, em última instância, é ainda o teatro, reconhecendo quea existência de um público para o teatro (porque só há teatro quando é um teatro para ecom o público, porque o teatro é uma intervenção pública e, por isso, cívica) passa,também, pela existência de leitores, pelo desenvolvimento do prazer de ler que seconsubstanciará no prazer de ser.
 
Filipa Albuquerque
3
II – Breve introdução à obra de António Torrado
 Quando nos defrontamos com a literatura infanto-juvenil, o primeiro pensamentoque, provavelmente, nos ocorre, é que estamos perante uma literatura menor, menosliterária, por assim dizer e perdoando a tautologia. Houve quem definisse a literariedade, aessência do literário, como um fundo que resiste a toda a definição, inapreensível, pelo queo literário e a literatura seriam o resto que resiste (cf. Eduardo Prado COELHO,
Os Universos da Crítica 
e
O Cálculo das Sombras 
, Porto, ASA, 1997, p. 91). Como se o universoimediato dos seus leitores tornasse a escrita menos elaborada, pois tratando-se de leitoresque se iniciam na leitura, seriam menos exigentes e/ou exigiriam uma escrita mais 'fácil' ouacessível, que resistiria menos ao assalto da leitura e da interpretação. Contudo, a literaturainfanto-juvenil é ainda literatura, o que significa que essa característica exige a presença desinais e estratégias que afastam, desde logo, essa pretensa posição de subalternidade. Poroutro lado, a reflexão sobre a literatura infanto-juvenil acaba também por revelarproblemas próprios que revelam a sua especificidade enquanto fenómeno a ser estudado.Em Portugal, essa reflexão terá as especificidades próprias do panorama nacional, os seusobstáculos e atrasos, as suas oportunidades e vantagens. Basta pensar neste dadolamentável que é o de só apenas depois de 1974 ter sido introduzido o estudo da literaturapara crianças no currículo das Escolas do Magistério Primário para percebermos adimensão própria desta realidade. E saliente-se que esse estudo introduziu-se a partir de1974, porém aparecendo num primeiro momento como disciplina de opção! É claro que naespecificidade portuguesa haveria que referir-se a nossa história recente, como recenteainda é a criação de condições para a formação de uma comunidade de jovens leitores: aabolição da censura, o prolongamento da escolaridade obrigatória, a autonomia pedagógicadas escolas, o desenvolvimento duma rede de bibliotecas escolares e municipais e deanimadores da leitura, o Plano Nacional de Leitura, só para citar aspectos tãodiversificados, mas que concorreram para o incremento da literatura infanto-juvenil.No âmbito da literatura para os mais jovens em Portugal, a obra de António Torrado surge-nos de extrema e fundamental importância. Não apenas pela sua abundantee indiscutível produção, mas pelo facto de António Torrado possuir o mérito de, aomesmo tempo, ter reflectido sobre a sua escrita e sobre os problemas mais gerais daliteratura infanto-juvenil. A atenção que neste breve trabalho lhe dedicamos surgenecessariamente incompleta, perante essa caudalosa produção não apenas no campoficcional, mas também no domínio da teoria da literatura. Mas é nosso desejo que o queassim se revela incompleto funcione como estímulo a um aprofundamento mais

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