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Santiago, Aníbal, A Relação entre Cultura e Política através da Escola de Frankfurt,http://bogiecinema.blogspot.com.Com este trabalho, é pretendido analisar a relação entre cultura e política, através daEscola de Frankfurt, estudando ainda as diferenças de opinião dentro instituição. Paraesse propósito, o trabalho irá ser dividido em várias unidades, para permitir uma melhorproblematização entre os diferentes trabalhos dos autores e das diferentes “escolas”,assim, o trabalho irá iniciar-se com uma breve explicação sobre a Escola de Frankfurt,como foram codificados estes conceitos, por quem, quais os objectivos destas.Posteriormente serão analisados algumas das figuras mais proeminentes destas duranteo período em estudo. No caso da Escola de Frankfurt serão estudados separadamenteAdorno, Kracauer e Walter Benjamin. A decisão de separar os trabalhos dos diferentespensadores deve-se sobretudo para melhor evidenciar as ideias chave de cada um, anoção que cada um tinha desta relação entre cultura e política, sendo também dado umespecial enfoque aos seus trabalhos individuais, apresentando a concepção que cada umtinha da arte e da forma como a arte se relaciona com o indivíduo e como o torna capazde estar sujeito a uma maior influência por parte destas. No final as diferentes ideias eteorias irão ser entrecruzadas para plasmar as diferenças ou melhor as rupturas depensamento existentes na Escola de Frankfurt, demonstrando que não havia uma linhade pensamento consertada, uma disciplina de pensamento, que se impusesse a cada umdos seus membros, bem como aquilo que unia as suas linhas de pensamento.A Escola de Frankfurt e as limitações contidas no interior do seu termo:Antes de iniciar o trabalho, há que referir as próprias limitações que têm estasdesignações. O termo Escola de Frankfurt foi utilizado não pelos membros pertencentesa esta dita escola, mas sim por estranhos a esta, nomeadamente críticos após 1950,sendo pouco aceite pelos pensadores da mesma, como Adorno e Horkheimer queutilizam muito pouco o termo.
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O termo Escola de Frankfurt não se refere a uma escolapropriamente dita mas sim a uma escola de pensamento, da qual faziam parte algunselementos ligados ao
 Institut für Sozialforschung
ou seja Instituto para Pesquisa Social.Entre os membros mais proeminentes da Escola de Frankfurt, que dissertaram sobre arelação entre cultura de massas e política, encontram-se nomes como Walter Benjamin,
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Tar, Zoltán, Frankfurt School, P.25.
 
Theodor Adorno, Max Horkheimer, Siegfried Kracauer, Herbert Marcuse e mais tardeJurgen Habermas. Apesar de estes apresentarem uma grande variedade de analisadas ede estes como já foi referido e como ficará provado mais adiante não serem uma escolano sentido tradicional do termo, no entanto, pode-se salientar alguns temas tratados porestes. No caso de Walter Benjamin pode-se salientar os ensaios sobre a reproduçãotécnica da arte, com especial enfoque na fotografia e no cinema, e as consequências queestas trazem não só à arte, como à sociedade do seu tempo; no caso de Adorno, oconceito de Industria Cultural, e o valor da obra de arte; no caso de Kracauer temospresente a relação entre o Cinema e a sua relação com a sociedade que acompanha acronologia em que os filmes são produzidos, entre outros temas que os vários membrosdo Instituto para a Pesquisa Social.Os membros do Instituto foram um dos exemplos paradigmáticos da esquerdaintelectual do Século XX, nomeadamente ligados a uma concepção de MarxismoOcidental, estes tinham uma especial atenção aos diversos níveis da sociedade e oHomem como elemento capaz de participar nas transformações da sociedade, no casoda Escola de Frankfurt assiste-se a uma grande preocupação, por parte destes elementos,pela assimilação da cultura no campo da política, o papel da cultura de massas nasociedade.A partir de 1933, vários dos elementos mais proeminentes da Escola de Frankfurt vãoter de abandonar aos poucos o território Alemão, consequências da ascensão Nazi aopoder, algo a que não é alheio muitos destes membros serem de origem judia. Deve-sesalientar que não viam este exílio com especial remorso mas sim como a consequêncianatural do seu papel crítico, da sua fertilidade intelectual que proporcionava algumincómodo ao poder político, cumprindo aquilo a que propõem na maioria dos seusensaios, desafiar o status quo e a alienação do indivíduo da sociedade em que vive.Martin Jay salienta que para se poder estudar este Instituto no seu todo, ou seja, umtrabalho completo e elaborado sobre o conjunto da obra de todos estes autores, serianecessária uma nova Escola de Frankfurt, tal a quantidade de assuntos tocados por estesao longo das suas obras. Esta situação leva a que se tenha de fazer pequenos estudosindividuais sobre as temáticas, o que poderá levar a algumas incoerências, no entanto, astemáticas que estes abordam acabam por se interligar em certos e determinados pontos,que possibilitam uma avaliação temática do trabalho dos mesmos, mesmo que para isso
 
se tenha uma concepção superficial dos outros temas.
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No caso deste trabalho irá seradoptado este método temático que Martin Jay refere na sua obra, indo assim seranalisados alguns dos trabalhos de elementos do Instituto, sobre a Relação entre Culturade Massas e Política, com especial enfoque no Cinema, e nos efeitos que a indústriacultural tem sobre a sociedade do seu tempo.Para o trabalho vão ser focados os ensaios de Walter Benjamin, Theodor Adorno,Siegfried Kracauer.Antes de começar a analisar a relação entre Cultura Popular e a Política para WalterBenjamin, importa apresentar o autor. Este para além de ter sido um dos elementos maisproeminentes da Escola de Frankfurt, foi também um dos membros que mais se afastoudesta. É considerado um sociólogo, filósofo, ensaísta, crítico literário, ou seja, existeuma grande dificuldade em atribuir-lhe uma actividade que tenha exercido que tenhatido mais proeminência do que outras, revelando não só a fragmentação da sua obra, talcomo a quantidade de ensaios que produziu ao longo da sua curta vida. De notar que oseu trabalho só conheceu grande reconhecimento após a sua morte.
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Toda esta situaçãoleva a que Hanna Arendt considere Benjamin como “o Marxista mais popular destemovimento”.
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Muito do seu optimismo em relação às possibilidades do Cinema (aocontrário de Adorno), vem da sua relação com o Cinema Soviético do período pós-Revolução Russa, onde o experimentalismo de cineastas como Eisenstein, DzigaVertov, entre outros encantava pelas inovações que traziam ao Mundo Cinematográfico.As ideias plasmadas na obra são fulcrais para a elaboração de uma análise política dosfilmes.Entre os vários ensaios escritos por Walter Benjamin, a obra, A Obra de Arte na Era daSua Reprodutibilidade Técnica, é uma das mais conhecidas do público em geral, nesta oautor partilha com o público não só as suas preocupações quanto ao relacionamentoentre a política e a arte, bem como a sua procura do valor da arte. No seu ensaioseminal, chama à atenção de que a obra de arte sempre foi susceptível de serreproduzida ao longo da história, no entanto, a reprodução técnica da arte foi umprocesso lento que ocorreu ao longo da história, e que irá trazer alterações significativas
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Jay, Martin,
 La Imaginacion Dialectica
, Pp.15-16.
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http://www.marxists.org/glossary/people/b/e.htm#benjamin-walter.
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Arendt, Hanna,
 Men in Dark Times
, P.163.

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