Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
30Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Iniciacao a Patinagem-1

Iniciacao a Patinagem-1

Ratings: (0)|Views: 5,677 |Likes:
Published by manelesteves

More info:

Published by: manelesteves on Feb 10, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/06/2013

pdf

text

original

 
OS PROBLEMAS DA PATINAGEM E SUAS SOLUÇÕES
 
(retirado do livro “Iniciação à Patinagem” de Paulo Batista)
a) Quando se pode dizer que um praticante de Patinagem sabe PATINAR?
 
Qualquer patinador em qualquer fase de desenvolvimento tem sempre a possibilidade de
 
efectuar determinadosmovimentos e habilidades e não consegue realizar outros. Existe sempre a possibilidade de criarhabilidades/exercícios/esquemas que sejam difíceis de realizar por
 
qualquer patinador; assim nunca ninguém pode afirmarque domina completamente esta modalidade, em todas as suas variantes e possibilidades.
 
Por outro lado é frequente ouvir a questão: Então já sabes patinar?, ou a afirmação: Muito
 
bem, já sabes patinar! Quemproduz estas afirmações, ou coloca as questões, considera que
 
saber patinar é conseguir equilibrar-se e fazer apenasalgumas passadas, deslocar-se alguns
 
metros, sem cair. Outros, ao ser-lhes feita esta questão respondem indicando quepara saber
 
patinar é necessário efectuar todas as acções/habilidades com patins que conhecem, ou consideram básicas.
 
Poderiam ainda ser tecidos muitos outros comentários, mas como conclusão considero
 
que "saber patinar" é: Realizar deforma correcta/nível elevado, o acto motor PATINAR RECTILÍNEO para a frente com nível elevado!! (segundo a definiçãode ACTO MOTOR PATINAR na
 
sua fase mais desenvolvida, a apresentar mais à frente).
 
b) "Os patins e a Patinagem têm sido um tabu em Portugal!", de que forma poderemos
 
comentar esta afirmação?
 
Mesmo apesar dos inúmeros títulos alcançados pelo Hóquei em Patins, "a Patinagem é
 
uma modalidade estranha edesconhecida, praticada com elementos esquisitos... sabe-se lá
 
compostos por quê e com que consequências negativaspara os pisos" ... isto na opinião de
 
algumas pessoas. Se por um lado a divulgação da Patinagem e o contacto com estamodalidade é reduzido, em consequência duma dificuldade de divulgação por parte da F. R P. e dos seus órgãos(Associações e Clubes), por outro os “mass-media” não apostam nesta modalidade
 
de forma contínua edinamizadora/motivadora. Assim as disciplinas da Patinagem têm um
 
tratamento que aponta para aspectos gerais - masnunca para a especificidade dos patins.
 
Além disto, ninguém conseguiu até hoje explicar claramente ao grande público que é necessário uma Iniciação a estamodalidade, onde se deve tomar contacto com o Patim, com os
 
seus elementos, para só depois perceber as técnicas etácticas das disciplinas competitivas.
 
Logo a patinagem não se tornou uma modalidade popular e de massas, levantando nalgumas pessoas desconfiança econfusão. Exemplo desta situação é a falta de recintos para a
 
Patinagem, a pouca difusão competitiva nalgumas regiões dopaís, a falta de corredores de circulação nas estradas para patins e bicicletas (como existem noutros países da Europa),assim
 
como a reacção dos condutores aos utilizadores de patins para deslocação CASA-ESCOLA-EMPREGO. Além detudo isto, os pisos desportivos escolares exteriores são construídos em
 
asfalto, o que é inadequado de todos os pontos devista, segurança (uma queda tem consequências complicadas em virtude da abrasividade do piso), durabilidade/preço (pisoque se
 
desgasta ao fim de 3-4 anos, de forma muito acelerada), pedagógico-psicológico (a cor e a
 
abrasividade provocainsegurança e medo no aluno). Daqui resulta, também, a dificuldade de
 
utilização deste piso para a Patinagem, sobretudopara os patins de Iniciação (rodas menos
 
flexíveis) e após algum desgaste. Os pisos escolares, das zonas exteriores,deveriam ser em
 
cimento, de cor sugestiva e agradável, mais duradouros portanto mais económicos... então
 
porque nãoenveredar definitivamente por eles??!
 
Mas não ficam por aqui os problemas inicialmente, em termos de história, as rodas utilizadas nos patins eramessencialmente de ferro/metal ou ainda de madeira e só há relativamente pouco tempo se vulgarizaram a borracha,poliuretano e outras fibras ou compostos
 
similares para fabricação da roda. Aquela situação e possivelmente o facto dapatinagem mais
 
veiculada na televisão ser a Patinagem no Gelo (onde as lâminas contactam o gelo e "rasgam--no"), criouinúmeros problemas de locais para patinar (há cerca de 140 anos alguns rinques
 
foram encerrados por desgastes do piso),existindo ainda alguns que julgando estar a viver no
 
tempo da roda de ferro ou madeira, ou não tendo conhecimento sobrepatins e que ocupam
 
cargos de gestão de instalações desportivas, recusam aceitar a presença dos patins em qualquer piso(desde o cimento ao asfalto, passando pela madeira e sintético... para eles tudo se
 
estraga com a presença da Patinagem).
 
Segundo estes "velhos do Restelo" "Os patins/rodas riscam os pisos, estragando-os;" O
 
patim/travões deixam marcasdifíceis de tirar e inestéticas; "As tabelas dos rinques com
 
dimensões de 40 X 20 m coincidem com as linhas laterais e finaisdo Andebol, o que mesmo
 
em rinques maiores constitui problema para um atleta após remate em suspensão;" O piso
 
demadeira (mais duro, não flexível) é causador de lesões musculares, articulares e tendinosas; Em virtude de se considerarque os pisos flexíveis, com "caixa de ar" evitam lesões, os pavilhões escolares normalmente possuem esta estrutura, quesegundo alguns não permitem a patinagem (na sua opinião o piso com caixa de ar aguenta os "gigantes" do Basquetebolcom
 
120 Kg, mas não um jovem patinador com 40 Kg de peso corporal?!).
 
Todas as modalidades de Pavilhão começaram, de alguns anos a esta parte, a recorrer a
 
pisos sintéticos (emborrachados)que dificultam muito ou quase totalmente o deslize dos patins (sendo muito utilizados em Pavilhões escolares, mesmosendo a Patinagem uma modalidade escolar, obrigatória/nuclear até ao 3°ciclo);
c) "O Patim é um perigo, um causador de quedas e acidentes?"
 
O acto de patinar é para qualquer pessoa que o experimente um desafio, uma sensação
 
de prazer e de emoção bastantenotória e cativante. Sobretudo entre os jovens é difícil encon-trar algumas crianças que não gostem desta modalidade. Poraqui a Patinagem deveria ser
 
uma das modalidades mais forte em Portugal e quiçá no Mundo... mas não é. Existem muitas
 
razões para tal facto, mas a explicação mais simples, e aquela que explica uma grande parte
 
a fuga à modalidade é aassociação da Patinagem à queda, ao perigo, etc.
 
 
São inúmeros os indivíduos, de diferentes idades, que ao caírem numa das primeiras
 
vezes que patinam, recusam-se avoltar a calçar os patins. Ou seja, o medo da queda superio-riza-se ao gosto pela actividade e torna-se num dos principaisinimigos da Patinagem.
d) O Ciclo vicioso da Divulgação/Massificaçâo/Evolução
 
A política desportiva em Portugal aponta, segundo as grandes directrizes governamentais,
 
grosso modo, para um maiorapoio às modalidades Olímpicas e/ou às modalidades com um maior número de praticantes. Esta situação gera umabipolarização enorme em relação às condições dadas para o desenvolvimento das diversas modalidades - aquelas que nãosão
 
Olímpicas são menos apoiadas (O C.0.1. tenta condicionar a entrada de novas modalidades,
 
tendo já "fechado a porta"ao Hóquei em Patins em Barcelona 92). Assim as mais apoiadas
 
podem efectuar campanhas de divulgação/massificação epromoção, decorrente do facto de
 
possuírem maiores capacidades financeiras e afins. O aumento do número de praticantesleva
 
também a um maior apoio e este àquele. Aquelas modalidades que não recebem esses apoios
 
não podem - por estavia - evoluir, tendo pois que enveredar por outros caminhos, ou terão
 
tendência para involuir e provavelmente desaparecerou estagnar.
 
Em termos televisivos, actualmente, o Hóquei em Patins é uma das modalidades
 
desportivas com mais impacto no público,confirmado pelo nível das audiências das transmissões de jogos. No entanto poderiam investir mais em reportagens sobreos clubes na sua
 
área de formação e nas outras modalidades competitivas da Patinagem - Artística e Corridas (nestamodalidade um Campeonato da Europa realizado em Lisboa em 1998, não teve acompanhamento televisivo!). AComunicação Social (especialmente a TV) é o meio mais forte de
 
divulgação e de angariação de adeptos e de praticantespara as diferentes modalidades.
 
Todos estes factores contribuíram para o esquecimento e desconhecimento da Patinagem no nosso
 
país, tornando o patimum tabu, que por um lado suscita medo e por outro receio e desconfiança.
 
No entanto hoje em dia e graças à R.T.R e a outros canais privados, a Patinagem começa
 
a ter maior exposição, invertendoum pouco este estado de coisas, como são exemplos: -o
 
acréscimo de audiências aquando das transmissões dos jogos deHóquei em Patins (sobretudo, os das Selecções Nacionais, no decorrer dos campeonatos Europeus e Mundiais); - oassociar da Patinagem em Linha aos desportos radicais (tendo esta modalidade ganho algum ânimo devido à popularidadeque os desportos radicais desfrutam em termos de cobertura
 
televisiva); - e a integração da patinagem em eventosdesportivos (como por exemplo as provas
 
de patinagem em linha integradas na Maratona de Lisboa e 20 Km de Almeirim).
e) Decréscimo de recrutamento para as disciplinas tradicionais
 
A comercialização dos patins em linha por todo o mundo e especialmente na Europa,
 
levou ao aparecimento de váriasvertentes/disciplinas da Patinagem. Tal facto gerou um factor
 
positivo - alargamento do número de praticantes (massificaçãoda Patinagem), mais tempo de Patinagem na TV e baixa de preços do material, assim com maior facilidades na aquisição(podem comprar-se patins em qualquer hipermercado a preços bastante atractivos). Além
 
disso, o patim em linha pelassuas características, devido à maior facilidade nos primeiros contactos, redução do perigo de queda, tornam-se maisapetecidos, relacionando este facto com a facilidade de compra, o preço, o conforto, a generalização da actividade patinar avariadíssimos locais, a imagem atractiva, a promoção televisiva e o estar na "moda", além de fazer
 
parte das modalidadesradicais e JOVENS.
 
Assim houve uma redução (em termos percentuais) do número de aderentes aos patins
 
de rodas paralelas e um grandeaumento dos praticantes em linha, mas objectivamente a
 
Patinagem ficou a ganhar pois agora tem mais adeptos e praticantes, é necessário agora integrá-los totalmente naFederação Portuguesa de Patinagem, usufruindo estes patinadores dos
 
benefícios desta situação (ser um patinadorfederado).
 
A juntar a isto as experiências de integração dos patins em linha nas actividades e disciplinas competitivas oficiais daPatinagem, não teve sucesso. No hóquei, as regras, o funcionamento, tipo de características da modalidade tornam difícil aafirmação dos patins em
 
linha. No entanto, na América e na Oceânia, desde há muito que existe um desporto próprio,
 
comregulamentação, material e espaço/recinto próprio, bem como o Campeonato Mundial
 
específico. Assim ospatinadores/hoquistas no gelo, quando estão sem actividade optam pelo Hóquei em Linha, que até já tem circuitoprofissional e patrocinadores, que permitem a existência
 
de profissionais, dando também os seus primeiros passos na Itália.Esta situação retira espaço
 
e importância ao Hóquei em Patins (jogado com rodas paralelas). Tal facto criou algumaanimosidade e distanciamento entre os praticantes defensores da Patinagem de rodas paralelas
 
e os patinadores em linha.Até ao nível da Federação Portuguesa de Patinagem é difícil congregar as diversas variantes dos patins em linha eenquadrá-las (com excepção das Corridas em
 
Patins praticadas exclusivamente com patins em linha). Na Patinagem Artística existem estudos para a introdução dospatins em linha (o francês Philip Candaloro apareceu em revistas com
 
patins em linha, os quais utiliza no Verão para mantera forma, ele que foi Campeão Mundial
 
desta disciplina no gelo), no entanto em termos oficiais não se regista o seuaparecimento.
 
Associado a tudo isto importa ainda referir que os patinadores praticantes de desportos
 
radicais, caracterizam-se por muitaautonomia, poucos hábitos ou métodos de treino, de forma
 
oposta aos desportos mais evoluídos, optando (a todos osníveis, a começar pelo equipamento) por posturas espectaculares (anárquicas e criativas), mas pouco científicas,colocando-se
 
quase como um extremo de um conflito de gerações.
 
Assim existem diversas actividades competitivas na Patinagem (sobretudo em linha) que
 
estão fora do âmbito (prático, quenão legal) da F. R Patinagem e que causa confusão e falta
 
de enquadramento, o que prejudica o desenvolvimento damodalidade em termos genéricos.
 
Caso este enquadramento não se efectue de forma alargada, teremos, como resultado no
 
futuro, falta de referênciashistóricas e culturais, quebra na base de recrutamento para o
 
Hóquei em Patins e a redução do número de praticantes, sobretudo ao nível das disciplinas
 
mais tradicionais em Portugal.
 
 
REGRAS BÁSICAS E SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DA PATINAGEM 
1 - Caracterização/Definição
 
A Patinagem é uma modalidade desportiva assente num acto motor NÃO Natural - PATINAR -que se divide em várias disciplinas, sendo asmais conhecidas as Corridas em Patins, a Patinagem Artística e o Hóquei em Patins.
 
PATINAR - É uma acção motora cíclica de propulsão, realizada sobre rodas (que se
 
encontram apensas a estruturas - calhas ou chassis -que estão presas aos pés, por meio de
 
botas ou correias), à base do trem inferior, onde se podem detectar duas fases de execução,
 
umadinâmica e outra transitória.
 
Para a prática da Patinagem existe apenas a necessidade de possuir um Par de Patins e um
 
piso onde os patins possamdeslizar.
 
O piso para patinar deverá ser liso e sem ou com pouca rugosidade. Mas esta actividade
 
poderá acontecer num piso mais rugoso(estrada/asfalto, cimento, madeira, lajes/mosaicos,
 
sintéticos duros, etc.). A existência de água (chuva ou piso molhado) ou pisoencerado
 
não impossibilita a prática, mas dificulta-a.
 
Pisos impossíveis serão areia ou relva. No entanto, os restantes deverão ser limpos, e afastados os objectos perigosos,mantendo a zona de prática livre e isenta de perigos.
O espaço para patinar depende do tipo de tarefas a realizar, não será necessário grande área para os primeiros passos, mas sê-lo-á para alunos mais evoluídos. Mesmo uma sala
 
de aula poderá ser um local (afastando as cadeiras), para a iniciação àPatinagem.
 
Qualquer aluno que inicie a prática da Patinagem deve ser motivado para a modalidade,
 
recebendo a indicação que existemdiversas fases e degraus a ultrapassar, numa busca constante de melhoria e enriquecimento individual (sem competição com osoutros) nas capacidades técnicas. Deverá pois o professor indicar e, se possível mostrar, patinadores de nível
 
superior para que oaluno se motive a evoluir e atingir outros níveis mais elevados.
 
No início da actividade o aluno deve tomar conhecimento com a modalidade, deve ser informado do seu universo, das suaspossibilidades e das suas disciplinas. Deve também ser informado acerca do material - patins, da forma de os desmontar elubrificar, dos nomes das peças
 
e da sua substituição.
 
Devemos tentar a desmistificação do patim (de acordo com o que atrás foi dito), a popularização da Patinagem e explicar àOpinião Pública como esta modalidade é compatível
 
com diversos pisos/locais e modalidades, sem problemas. Assim, deve sertornado claro
 
que as rodas dos patins não são de ferro, não estragam nem riscam, nem tão pouco deixam marcas definitivas nopiso. Existem rodas específicas para cada piso, em termos de competição, patinar com rodas não apropriadas estraga as rodas,dificulta o patinar, mas não
 
afecta o piso.
 
Qualquer estrutura criada num local, onde não existam outras, ou que sirva uma grande
 
comunidade desportiva, deve permitir aprática de todos os desportos e não inviabilizar a
 
prática de uma ou outra modalidade. Assim, apenas em locais onde asmodalidades estejam completamente servidas (em relação a locais de treino e competição), se poderão fazer
 
construçõeselitistas. O mesmo acontece em relação a Pavilhões escolares e recintos desportivos exteriores, que devem ser construídostomando em linha de conta todas as modalidades, sobretudo as curriculares, e aí entra a Patinagem.
 
É incorrecto construir pavilhões com pisos com "caixa de ar", baseado no pressuposto da
 
necessidade de evitar lesõestendinosas ou ligamentares, pois não é com duas ou três vezes
 
por semana de actividade que surgem este tipo de lesões, estasacontecem em função do
 
excesso de treino ou formas de trabalho incorrectas. Mas nestes pisos, ao contrário do que muitosafirmam, também é possível praticar Patinagem, facto por mim já observado em diversas situações.
 
No caso das marcas de borracha deixadas no piso por acção das rodas ou dos travões, são
 
idênticas às deixadas pelas"sapatilhas", apenas requerem limpeza. Os travões de cor cinzenta ou branca e as rodas claras reduzem o impacto visual daborracha no piso, mas acima
 
de tudo devem ser referidos dois factores: nas travagens o material da roda fica agarrado
 
ao piso, oque quer dizer que apenas aquela se desgasta; por outro lado os pavilhões são
 
locais de prática desportiva e não museus ousalas de exibição, devem pois ser abertos às
 
diversas modalidades.
 
Os pisos escolares exteriores (desportivos ou não) deverão ser construídos com piso em cimento liso (blocos), de cor sugestiva,mais duradouro e com mais possibilidades desportivas e menor perigo (que o asfalto).
 
As nossas estradas deverão ter corredores de circulação para bicicletas e patins, como acontece noutros países da Europa,possibilitando a utilização dos patins como meio de transporte saudável e do ponto de vista do ambiente, correcto.
 
Em relação às tabelas, a solução para este problema passa pela ocupação do maior espaço
 
regulamentar, 44x22 metros a níveldo Hóquei em Patins, deixando assim uma margem de 2 metros, nas linhas de fundo e na lateral, o que minora o problema(choque dos atletas de Andebol contra a tabela). No entanto, a solução poderá ser contemplada com o retirar das tabelas defundo para os jogos de Andebol.
 
Em relação às quedas deve ser salvaguardado o seguinte:
 
o
É um problema motivacional/afectivo e psicológico;
 
o
Cair deve ser considerada uma situação normal, não devem pois existir alarmes, nem situações de protecção excessivaou incoerentes.
 
o
Professor/Monitor deve conhecer as principais lesões que acontecem na Patinagem, formas de socorro imediato ecuidados a ter com a prática, em termos de segurança (relacionada com o tipo de material utilizado e ao piso estar ounão escorregadio, para a actividade a propor);
 
o
Tomar precauções em relação à forma de ensinar ao patinador a interagir com as quedas:
 
1) Um dos primeiros elementos a ensinar é o sentar e levantar, devendo esta situação ser executada semcolocar as mãos no solo.
 
2) Quando o patinador for a cair deve descontrair o corpo e deixá-lo rebolar no chão
 
e nunca colocar as mãos,cotovelos ou joelhos (em posição passível de entrar primeiramente) em contacto com o solo.
 
3) Do atrás referido conclui-se que não há necessidade de utilizar joelheiras, cotoveleiras, luvas ou capacete.Uma queda mesmo com estes elementos pode provocar lesões ósseas ou ligamentares (as mais perigosas),apenas evitando feridas e queimaduras superficiais, algo que é menos importante e melindroso. Aliás um jovem
 
patinador com protecções sente-se super protegido, não tendo precauções, nem
 
evitando, nem sedefendendo perante o perigo das quedas.
 
A nível da cabeça é raríssimo, na Iniciação à Patinagem, existir uma queda que
 
provoque traumatismosviolentos, pois é invulgar o contacto entre a cabeça e o
 
solo, dado que o ser humano tem um reflexo queevita esse contacto. Logo quando por vezes acontece é acompanhado de reduzido impacto.
 
Assim, além de 1) e 2), é muito importante o trabalho psicológico para aumentar a confiança de evitar einteragir com a queda.
 
 
Em relação aos conteúdos programáticos devemos tentar junto de todos os agentes ligados
 
ao ensino concretizar e tornarexequível os mesmos, através de criação de acções de for-mação/sensibilização e de condições físicas e materiais, além da fortemotivação que terá
 
de existir.
 

Activity (30)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Claudia Maia liked this
Sara Pereira liked this
Laura Carvalho liked this
João Pereira liked this
Sofia Nugas liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->