REGRAS BÁSICAS E SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DA PATINAGEM
1 - Caracterização/Definição
A Patinagem é uma modalidade desportiva assente num acto motor NÃO Natural - PATINAR -que se divide em várias disciplinas, sendo asmais conhecidas as Corridas em Patins, a Patinagem Artística e o Hóquei em Patins.
PATINAR - É uma acção motora cíclica de propulsão, realizada sobre rodas (que se
encontram apensas a estruturas - calhas ou chassis -que estão presas aos pés, por meio de
botas ou correias), à base do trem inferior, onde se podem detectar duas fases de execução,
umadinâmica e outra transitória.
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Para a prática da Patinagem existe apenas a necessidade de possuir um Par de Patins e um
piso onde os patins possamdeslizar.
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O piso para patinar deverá ser liso e sem ou com pouca rugosidade. Mas esta actividade
poderá acontecer num piso mais rugoso(estrada/asfalto, cimento, madeira, lajes/mosaicos,
sintéticos duros, etc.). A existência de água (chuva ou piso molhado) ou pisoencerado
não impossibilita a prática, mas dificulta-a.
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Pisos impossíveis serão areia ou relva. No entanto, os restantes deverão ser limpos, e afastados os objectos perigosos,mantendo a zona de prática livre e isenta de perigos.
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O espaço para patinar depende do tipo de tarefas a realizar, não será necessário grande área para os primeiros passos, mas sê-lo-á para alunos mais evoluídos. Mesmo uma sala
de aula poderá ser um local (afastando as cadeiras), para a iniciação àPatinagem.
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Qualquer aluno que inicie a prática da Patinagem deve ser motivado para a modalidade,
recebendo a indicação que existemdiversas fases e degraus a ultrapassar, numa busca constante de melhoria e enriquecimento individual (sem competição com osoutros) nas capacidades técnicas. Deverá pois o professor indicar e, se possível mostrar, patinadores de nível
superior para que oaluno se motive a evoluir e atingir outros níveis mais elevados.
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No início da actividade o aluno deve tomar conhecimento com a modalidade, deve ser informado do seu universo, das suaspossibilidades e das suas disciplinas. Deve também ser informado acerca do material - patins, da forma de os desmontar elubrificar, dos nomes das peças
e da sua substituição.
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Devemos tentar a desmistificação do patim (de acordo com o que atrás foi dito), a popularização da Patinagem e explicar àOpinião Pública como esta modalidade é compatível
com diversos pisos/locais e modalidades, sem problemas. Assim, deve sertornado claro
que as rodas dos patins não são de ferro, não estragam nem riscam, nem tão pouco deixam marcas definitivas nopiso. Existem rodas específicas para cada piso, em termos de competição, patinar com rodas não apropriadas estraga as rodas,dificulta o patinar, mas não
afecta o piso.
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Qualquer estrutura criada num local, onde não existam outras, ou que sirva uma grande
comunidade desportiva, deve permitir aprática de todos os desportos e não inviabilizar a
prática de uma ou outra modalidade. Assim, apenas em locais onde asmodalidades estejam completamente servidas (em relação a locais de treino e competição), se poderão fazer
construçõeselitistas. O mesmo acontece em relação a Pavilhões escolares e recintos desportivos exteriores, que devem ser construídostomando em linha de conta todas as modalidades, sobretudo as curriculares, e aí entra a Patinagem.
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É incorrecto construir pavilhões com pisos com "caixa de ar", baseado no pressuposto da
necessidade de evitar lesõestendinosas ou ligamentares, pois não é com duas ou três vezes
por semana de actividade que surgem este tipo de lesões, estasacontecem em função do
excesso de treino ou formas de trabalho incorrectas. Mas nestes pisos, ao contrário do que muitosafirmam, também é possível praticar Patinagem, facto por mim já observado em diversas situações.
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No caso das marcas de borracha deixadas no piso por acção das rodas ou dos travões, são
idênticas às deixadas pelas"sapatilhas", apenas requerem limpeza. Os travões de cor cinzenta ou branca e as rodas claras reduzem o impacto visual daborracha no piso, mas acima
de tudo devem ser referidos dois factores: nas travagens o material da roda fica agarrado
ao piso, oque quer dizer que apenas aquela se desgasta; por outro lado os pavilhões são
locais de prática desportiva e não museus ousalas de exibição, devem pois ser abertos às
diversas modalidades.
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Os pisos escolares exteriores (desportivos ou não) deverão ser construídos com piso em cimento liso (blocos), de cor sugestiva,mais duradouro e com mais possibilidades desportivas e menor perigo (que o asfalto).
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As nossas estradas deverão ter corredores de circulação para bicicletas e patins, como acontece noutros países da Europa,possibilitando a utilização dos patins como meio de transporte saudável e do ponto de vista do ambiente, correcto.
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Em relação às tabelas, a solução para este problema passa pela ocupação do maior espaço
regulamentar, 44x22 metros a níveldo Hóquei em Patins, deixando assim uma margem de 2 metros, nas linhas de fundo e na lateral, o que minora o problema(choque dos atletas de Andebol contra a tabela). No entanto, a solução poderá ser contemplada com o retirar das tabelas defundo para os jogos de Andebol.
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Em relação às quedas deve ser salvaguardado o seguinte:
o
É um problema motivacional/afectivo e psicológico;
o
Cair deve ser considerada uma situação normal, não devem pois existir alarmes, nem situações de protecção excessivaou incoerentes.
o
Professor/Monitor deve conhecer as principais lesões que acontecem na Patinagem, formas de socorro imediato ecuidados a ter com a prática, em termos de segurança (relacionada com o tipo de material utilizado e ao piso estar ounão escorregadio, para a actividade a propor);
o
Tomar precauções em relação à forma de ensinar ao patinador a interagir com as quedas:
1) Um dos primeiros elementos a ensinar é o sentar e levantar, devendo esta situação ser executada semcolocar as mãos no solo.
2) Quando o patinador for a cair deve descontrair o corpo e deixá-lo rebolar no chão
e nunca colocar as mãos,cotovelos ou joelhos (em posição passível de entrar primeiramente) em contacto com o solo.
3) Do atrás referido conclui-se que não há necessidade de utilizar joelheiras, cotoveleiras, luvas ou capacete.Uma queda mesmo com estes elementos pode provocar lesões ósseas ou ligamentares (as mais perigosas),apenas evitando feridas e queimaduras superficiais, algo que é menos importante e melindroso. Aliás um jovem
patinador com protecções sente-se super protegido, não tendo precauções, nem
evitando, nem sedefendendo perante o perigo das quedas.
A nível da cabeça é raríssimo, na Iniciação à Patinagem, existir uma queda que
provoque traumatismosviolentos, pois é invulgar o contacto entre a cabeça e o
solo, dado que o ser humano tem um reflexo queevita esse contacto. Logo quando por vezes acontece é acompanhado de reduzido impacto.
Assim, além de 1) e 2), é muito importante o trabalho psicológico para aumentar a confiança de evitar einteragir com a queda.
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Em relação aos conteúdos programáticos devemos tentar junto de todos os agentes ligados
ao ensino concretizar e tornarexequível os mesmos, através de criação de acções de for-mação/sensibilização e de condições físicas e materiais, além da fortemotivação que terá
de existir.