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Sebenta de Filosofia de Direito e Metodologia Juridica[1]

Sebenta de Filosofia de Direito e Metodologia Juridica[1]

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Sebenta de Filosofia do Direito ( 4ºano). Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Sebenta de Filosofia do Direito ( 4ºano). Faculdade de Direito da Universidade do Porto

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Apontamentos de Filosofia do Direito e Metodologia Jurídica 
FDUP 2008/2009 1º Semestre Bruno Lázaro
1
Programa:
I. Teoria da JustiçaII. Ética, política, paideia e estética jurídicasIII. Panorama de Memórias e Sistemas de Filosofia e Metodologia JurídicaIV. Direito e Retórica
Bibligografia Princiapal:
CUNHA, Paulo Ferreira da;Tratado da (In)Justiça, Quid Juris, 2008. ISBN:9789727243723 (Parte I do programa)CUNHA, Paulo Ferreira da;Filosofia Jurídica Prática (Em preparação - Parte II do programa)Cunha Paulo Ferreira da 1959-;Filosofia do direito. ISBN: 972-40-2914-X (Parte III do programa)MALATO, Maria Luísa; CUNHA, Paulo ferreira da;Manual de Retórica & Direito,Quid Juris, 2007. ISBN: 9789727243310 (Parte IV do programa) ______________________________________________________________________ 
15.09.2008Sumário:
Apresentação e motivação.Exposição dos objectivos, programa e forma de avaliação da disciplina.Indicação da bibliografia principal da disciplina; complementarmente, remissão para a bibliografia geral e para alguma bibliografia específica, a indicar oportunamente, para a preparação de aulas concretas. Notas para a aula n.º 2: preparação do debate em torno de um texto previamenteseleccionado.Esta é uma disciplina em que o
objectivo
é o pensar o direito e reflectir sobre asquestões prévias ao conteúdo das normas, pelo que os critérios serão diferentes daquelesa que estamos habituados nas outras cadeiras. Aqui na maior parte dos casos todas asrespostas são certas desde que a argumentação seja sólida.O bom jurista deve saber pensar a justiça da Lei. Abordam-se questões de legitimidadeda lei; de validade da lei, será que basta a simples positivação? Ou a Lei tem que estar de acordo com ideia de justiça ou qualquer outro critério meta-jurídico (existem duascorrentes de pensamento a este respeito); abordam-se ainda questões de alcance da lei.
 
Apontamentos de Filosofia do Direito e Metodologia Jurídica 
FDUP 2008/2009 1º Semestre Bruno Lázaro
2
O
programa tem quatro grandes tópicos
, os quais correspondem a quatro livros (háainda depois a
bibliografia geral
):1)
 
Teoria da justiça (tratado CUNHA, Paulo Ferreira da ;Tratado da (In)Justiça, QuidJuris, 2008. ISBN: 9789727243723 (Parte I do programa))2)
 
Ética, política, paideia e estética jurídicas (CUNHA, Paulo Ferreira da; FilosofiaJurídica Prática (Em preparação - Parte II do programa))3)
 
Panorama de Memórias e Sistemas de Filosofia e Metodologia (Cunha Paulo Ferreirada 1959-;Filosofia do direito. ISBN: 972-40-2914-X (Parte III do programa))4)
 
Direito e retórica (MALATO, Maria Luísa; CUNHA, Paulo ferreira da; Manual deRetórica & Direito, Quid Juris, 2007. ISBN: 9789727243310 (Parte IV do programa))
Avaliação:
A avaliação da disciplina de Filosofia do Direito e Metodologia Jurídica Iassentará apenas no exame final. Não obstante, os alunos serão incentivados a intervir activamente em todas as aulas, através de exposições e debates, e pontualmentedesafiados a apresentar trabalhos e
 papers
sobre motes que irão sendo avançados aolongo do semestre (cfr. o separador “Desafios” no menu principal, disposto sobre a barra horizontal). A adesão a estas formas de participação é estritamente voluntária,acreditando-se, todavia, que poderá ser de grande valia na apreensão dos conteúdos programáticos e no desenvolvimento do pensamento crítico que constitui objectivocentral da disciplina.
 
Haverá um site de apoio à disciplina:http://constansetperpetua.wordpress.com/ 
Para a próxima aula
: preparar o texto “The Case of the Speluncean Explorers, de LonL. Fuller, in Harvard Law Review, vol. 62 (1949), p. 614-645.Este é um texto de um caso hipotético muito interessante porque choca a posição decinco juízes com diferentes opiniões. Estão reflectidas as grandes questões e posiçõesabordadas na cadeira.Ler também o tratado da (in)justiça (não para a próxima aula, ir lendo para começar aformar ideias).
 _____________________________________________________ 
18.09.2008Sumário:
Debate em torno de um texto previamente seleccionado*; primeiraabordagem, a partir do mesmo, às grandes correntes de pensamento e de acção jurídica: jusnaturalismo(s) e juspositivismo(s); pensamento tópico-problemático e pensamentosistemático ou dogmático; judicialismo e normativismo. Debate.*
The Case of the Speluncean Explorers
, de Lon L. Fuller, in
 Harvard Law Review
, vol.62 (1949), p. 614-645.
 
Apontamentos de Filosofia do Direito e Metodologia Jurídica 
FDUP 2008/2009 1º Semestre Bruno Lázaro
3
 
The case of the speluncean explorers
” the
LON L. FULLER 
Tema
: exclusão da ilicitude- Estado de Necessidade.
Introdução ao caso:
um grupo de exploradores de cavernas, que pertencia a umadeterminada sociedade, entrou no interior de uma caverna tendo lá ficado preso devido aum deslizamento de terras. O salvamento só foi possível no 32º dia, tendo inclusivemorrido 10 dos trabalhadores que os tentavam resgatar. Não tendo comida a única nacaverna a única solução de sobrevivência dos exploradores era recorrer ao consumo dacarne de um deles, tal como lhes foi confirmado por um médico. Decidiram tirar á sorte,um deles foi morto e depois de resgatados os sobreviventes foram condenados á morte por homicídio em primeira instância.
1º Juiz-
TRUEPENNY, C. J 
: é muito sucinto na respostas.
 
Para ele, a questão está em saber se os juízes devem aplicar a lei ou se devemanalisar a questão tendo em conta as expeções do caso concreto;
 
A justificação dada pelo juiz deve-se ao facto do sistema deles ser diferente donosso.
2º Juiz-
 FOSTER, J.:
 
 
Está em causa a aplicação da lei,
 
Considera-os inocentes: apoia a sua opinião do Direito Natural visto que oDireito deve facilitar sempre a convivência humana;
 
Valoriza a questão territorial e considera que eles não estavam no territórioabrangido pela ordem jurídica, não podendo, por isso, ser aplicada a lei.
 
Os sujeitos não estavam num estado de civilizado, não podendo assim ser responsabilizados. Em Portugal, como o direito à vida não é direito disponível,ou seja, esta solução não é aplicável).
 
Os homens violaram um princípio legal, se considerarmos a lei na suainterpretação literal. A legítima defesa foi durante séculos causa de exclusão dailicitude. Considera os homens inocentes de qualquer crime - a letra da lei podeser infrigida sem que isso vá contra o seu espiríto.
 
É de salientar a necessidade que o juiz teve em se justificar, argumentado que asua posição não vai contra a lei.
3º Juiz- TATTING, J.::
 
Tenta encontrar contradições nos argumentos do Juiz Foster: considera-odemasiado naturalista- no caso de se aplicar o Direito Natural, nunca poderiam

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