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contabilidade e inflação

contabilidade e inflação

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efeitos da inflação nas demonstrações financeiras
efeitos da inflação nas demonstrações financeiras

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E-mail: equipe@ingepro.com.br Sala 11 - ITSM - Incubadora Tecnológica de Santa Maria Universidade Federal de Santa Maria - Centro de Tecnologia CEP: 97.105-900 - Santa Maria - RS 
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O Custo Inflacionário na Análise das Demonstrações Contábeis:Um Estudo de Caso no Período 2005 – 2006
Orleans Silva Martins (UnB/UFPB/UFRN)
orleansmartins@yahoo.com.br
 Ricardo Ferreira Dantas (UnB/UFPB/UFRN)
ricardo_fdantas@hotmail.com
 Adriana Fernandes de Vasconcelos (UnB/UFPB/UFRN)
adrivasconcelos@hotmail.com
 
 Resumo: Investigando o impacto negativo do atual custo inflacionário no grau deevidenciação dos resultados das empresas, através da análise de suas demonstraçõescontábeis, o presente estudo objetiva analisar o impacto que o custo inflacionário provoca naanálise das demonstrações contábeis das empresas brasileiras. Para isso, foi realizado umestudo de caso em uma empresa brasileira do setor petroquímico. Tomando como base asdemonstrações contábeis publicadas através de seus relatórios de administração, em custohistórico e em moeda de poder aquisitivo constante, foi realizado um estudo de casocomparativo entre os indicadores econômico-financeiros calculados a partir dos doisconjuntos de demonstrativos da empresa, e esses resultados foram testados estatisticamenteatravés do teste de igualdade de médias para amostras emparelhadas. Os resultados dasanálises demonstraram que esses indicadores são influenciados negativamente pelo custoinflacionário, muito embora o teste de igualdade de médias não tenha identificadosignificância estatística entre as diferenças existentes.Palavras-chave: Inflação; Demonstrações Contábeis; Análise das Demonstrações Contábeis.
1. Introdução
A inflação é um fenômeno que vem acompanhando a evolução da moeda desde a suacriação. Caracterizada pela perda do poder de compra da moeda, a inflação passou a ser temade estudo para a contabilidade a partir do século XX. Seus primeiros registros datam dadécada de 20, devido, basicamente, à política de industrialização mundial e ao excesso demeio circulante existente àquela época. A partir desse período, até o início da década de 60,não houve uma grande evolução para a solução dos problemas causados pelos efeitos dainflação, o que se resumiu à criação de algumas modalidades de reavaliações opcionais pelalegislação. Foi apenas em 1961, com o trabalho de Edwards e Bell (1961), que surgiu aprimeira metodologia de mensuração desses efeitos, a partir do custo corrente. Nessa mesmadécada, no Brasil, surgia em 1966 outra importante evolução para esse tema, a tese dedoutoramento de Iudícibus (1966), que desenvolvia uma metodologia de reconhecimento dosefeitos da inflação através da correção monetária.A partir desse período, a correção monetária passou a ser considerada por algunsestudiosos e pesquisadores da área contábil como uma das maiores evoluções dacontabilidade. No Brasil, ela teve sua expansão ocasionada, principalmente, após apromulgação da Lei N
o
. 6.404/76, a Lei das Sociedades por Ações, através da imposição legalde uma metodologia de reconhecimento dos efeitos da inflação que valorizousubstantivamente a qualidade da informação contábil. Editada em um período de altas taxasinflacionárias, a Lei objetivou reconhecer os efeitos dessa alta inflação nos demonstrativosdas empresas, para que, assim, fosse possível a realização de uma análise financeira mais“real” sobre seus resultados.Passados os anos e observando uma redução significativa das taxas de inflação após
 
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uma série de planos de estabilização, o Governo editou e promulgou a Lei N
o
. 9.249/95, de 20de dezembro de 1995, extinguindo a obrigatoriedade da realização da correção monetária nasdemonstrações contábeis para fins societários e fiscais. Essa lei foi a “divisora de águas” entreo período no qual se reconheciam os custos e efeitos da inflação no patrimônio e resultado dasempresas, e o período no qual não os reconheciam. Levando em consideração que essaredução do custo inflacionário não foi a zero ponto percentual, ou seja, a inflação baixousignificativamente, mas não foi extinta, estudiosos e pesquisadores passaram a discutir osprejuízos que a citada lei trouxe à qualidade da informação contábil.Tendo como principais usuários de suas informações contábeis os agentes econômicose os usuários externos e internos em suas tomadas de decisão, há a necessidade de umarelevância cada vez maior das informações contábeis, no sentido de que reproduzam com amaior fidelidade possível a realidade empresarial (IUDÍCIBUS, 2004). Sendo assim, atenta-separa a necessidade de reconhecimento desses custos inflacionários nos demonstrativos dasempresas, tornando-os mais confiáveis e relevantes para a tomada de decisão.Nesse sentido, o objetivo deste estudo é analisar o impacto que o custo inflacionárioprovoca na análise das demonstrações contábeis das empresas brasileiras. Para isso foirealizado um estudo de caso com uma empresa brasileira, de capital aberto, que elabora epublica suas demonstrações contábeis, reconhecendo o custo inflacionário em suasdemonstrações e, sem reconhecê-lo.
2. O Custo Inflacionário e a Análise das Demonstrações Contábeis
A evolução do patrimônio e dos resultados de uma entidade, além de sua transparênciaatravés das demonstrações contábeis, é de interesse não só aos sócios e acionistas, mastambém às entidades públicas ou privadas que tenham qualquer interesse ou vínculo jurídicocom esta entidade. Sendo principal meio de comunicação entre a organização e osinteressados em seus resultados, as demonstrações contábeis refletem essa evolução emdeterminado período. Dessa forma, elas são importantes instrumentos de auxílio aos gestoresem suas tomadas de decisão, pois são fontes essenciais de informações sobre a entidade.Um dos problemas enfrentados por estas demonstrações, sob a ótica da evidenciação,como comentado por Souza, Klann e Beuren (2006) e, apontado por pesquisadores eprofissionais da área contábil, é a falta de reconhecimento do custo inflacionário, o que podeprovocar distorções consideráveis no resultado das empresas. Nesse sentido, Iudícibus (2004)observa que se pode afirmar que a contabilidade se amoldaria quase perfeitamente dentro dosprincípios geralmente aceitos, se não houvesse flutuações de preços na economia e, se ofuturo fosse perfeitamente previsível. No entanto, como as condições econômicas reais sãosensivelmente diferenciadas das que serviram de inspiração inicial para a doutrina contábiltradicional, os profissionais e estudiosos da contabilidade se encontram de frente à umimpasse: ao aplicarem rigorosamente os princípios geralmente aceitos poderão produzirrelatórios contábeis de pouca relevância, pelo menos sob alguns aspectos; e, ao utilizarem-sede outros critérios de avaliação para tornar os demonstrativos mais relevantes, estarãocorrendo o risco de serem considerados revisionistas, desobedientes aos princípios geralmenteaceitos, e poderão ter seus trabalhos severamente questionados pela profissão estabelecida erepresentada em associações e institutos.Ainda, observando o exposto por Iudícibus, Martins e Gelbcke (2003, p. 57) sobre osPrincípios Contábeis Geralmente Aceitos, nota-se que o Princípio do Custo como Base deValor supõe que, “o custo de aquisição de um ativo ou de insumos necessários para fabricá-los e colocá-los em condições de gerar benefícios para a entidade, representa a base de valor
 
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para a contabilidade, expressa em termos de moeda de poder aquisitivo constante”. Já deacordo com o Princípio da Atualização Monetária, integrante dos atuais PrincípiosFundamentais de Contabilidade e disposto pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC(2007, art. 8º), “os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem serreconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valoresdos componentes patrimoniais”. Assim, para que a avaliação do patrimônio possa manter osvalores das transações originais, é necessário atualizar sua expressão formal em moedanacional, reconhecendo seu custo inflacionário, a fim de que permaneçam substantivamentecorretos os valores dos componentes patrimoniais e, por conseqüência, o patrimônio líquido.Dessa forma, observa-se que os ativos de uma entidade devem ser avaliados por umamoeda de poder aquisitivo constante, levando-se em consideração as variações nos níveis depreço. Por essa ótica, ao se realizar a avaliação de um ativo a partir de seu custo histórico, oPrincípio do Custo como Base de Valor não está sendo cumprido. Consequentemente, oprincípio prima pela correção das demonstrações contábeis pela variação da moeda. Por suavez, Iudícibus, Martins e Gelbcke (2003) ainda ratificam esta afirmação quando observamque, “as demonstrações contábeis, sem prejuízo dos registros detalhados de naturezaqualitativa e física, serão expressas em termos de moeda nacional de poder aquisitivo da datado último balanço patrimonial [...]” (IUDÍCIBUS; MARTINS; GELBCKE, 2003, p. 60).Sendo assim, subtende-se que a variação patrimonial decorrente da inflação representaa diferença entre o
quantum
que efetivamente cresceu o patrimônio líquido, em termosnominais, por força de ajustes de correção monetária ou variação cambial do ativo e dopassivo exigível, e o
quantum
que deveria crescer, em termos nominais, para manter a suaintegridade, em termos reais. Tal diferença constitui, por definição, a variação em termos reaissofrida pelo patrimônio líquido em decorrência do custo inflacionário (ROXO, 1979).
2.1. Correção Monetária das Demonstrações Contábeis
A correção monetária das demonstrações contábeis começou a ser exigida no Brasil apartir da promulgação da Lei n
o
. 6.404/76, de 15 de dezembro de 1976. Inicialmente essemodelo de correção monetária ficou conhecido como “correção monetária societária”, poisera previsto pela legislação societária. Nele previa-se a atualização monetária de determinadositens não-monetários. O resultado de sua atualização era expresso em apenas uma linha, nãohavia a atualização dos itens considerados monetários, e não havia a atualização dasdemonstrações contábeis correspondentes ao ano anterior para fins de comparação.O outro modelo de correção monetária praticado no Brasil foi o da correção monetáriaintegral. Takamatsu e Lamounier (2006, p. 10) definem esse modelo como “o resultado doesforço da ciência contábil em tornar o conteúdo das demonstrações financeiras maisconfiável, retratando a necessidade de proteger a informação contábil da deterioração dopoder de compra da moeda”. Desenvolvido por alguns dos principais pensadores contábeis doBrasil, seu principal objetivo era apresentar as demonstrações contábeis em moeda de poderaquisitivo constante, tendo em vistas as distorções que a inflação provocava nas contasrepresentativas do patrimônio e do resultado da empresa (NEVES; VICECONTI, 2003). Estemodelo contemplava a atualização monetária de todos os itens não-monetários, além de todosos elementos das demonstrações contábeis, a fim de traduzi-los à moeda de capacidadeaquisitiva correspondente ao final do último exercício social (IUDÍCIBUS, MARTINS EGELBCKE, 2003).Com o chamado “período de inflação galopante”, quando o Brasil enfrentou seusmaiores índices de inflação, na década de 80, a CVM editou a Instrução N
o
. 64/87, que

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Helena Tai liked this
Um excelente artigo, de grande relevância a meus conhecimentos.
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