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I – Institutos Fundamentais do Direito Processual Civil
Praticamente todos os manuais de direito civil caracterizam os institutos fundamentaisdo direito processual como a Jurisdição, Ação e Processo. Contudo, a doutrina maismoderna entende que a Defesa seria um quarto instituto fundamental do processocivil, eis que no Es
 
tado Democrático de Direito não pode existir processo sem defesa.Dentro de uma lógica, a jurisdição seria inerte, e provocada mediante a ação. A jurisdição uma vez provocada se materializada no processo, onde deverá sergarantido o direito de defesa.
I.1 – Jurisdição 
Chiovenda define jurisdição como
a função do Estado que tem por objetivo a atuação da vontade concreta da lei 
. Portanto, a jurisdição seria uma atividademeramente declaratória. Já Carnelutti
,
entende a jurisdição
 
como
a justa composiçãda lide 
. Liebman, Dinamarco e Humberto Theodoro Jr. Adotam conceitos mistos, onde jurisdição seria a função estatal que tem por objetivo a atuação da vontade concretada lei e composição da lide. Para o professor Cramer,
a união de ambos os conceitos não seria uma atitude desejada, eis que quando Chiovenda e Carnelutti definiram  juridisição, partiram de pressupostos diferentes.
Um conceito moderno, defendido por Didier, Marinoni e Cássio Scarpinella Bueno,entende que Jurisdição é a função do Estado que tem por objetivo a tutela de umdireito violado ou ameado de lesão.
I.1.1 – Lide, Pretensão e Resisncia 
Lide, como se sabe, é o conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida.Pretensão, conforme Carnelutti,
 
é o ato de exigir a satisfação de um suposto direito 
.Resistência é a não acatação da pretensão. A Pretensão e a Resistência são geradasno plano material, gerando a lide, também no plano material.
I.1.2 – Caractesticas da Jurisdiçã
a.
 
Inerte;b.
 
Indelegável;c.
 
Substitutiva;
[T1] Comentário:
Ressalta-se a tendência de sedesjudicializar os processosde jurisdição voluntária,onde não há lide.
[T2] Comentário:
ParaChivoenda a lide não influina jurisdição, já paraCarnelutti a Jurisdição tempor objetivo compor a lide.
[T3] Comentário:
Carneluttiera Unitarista e ChivoendaDualista. A Teoria Unitaristaentende que o direitomaterial é criado pela jurisdição. Já a TeoriaDualista entende queexistem dois momentos deciração do direito, o primeiropelo legislador e o segundocom a aplicação da lei aocaso concreto pela jurisdição.
[T4] Comentário:
Pretensãonão é o poder de exigir, pois“poder” implicaria na préviaconvicção de existência dodireito material.
[T5] Comentário:
Precisa serprovocada.
[T6] Comentário:
Apenaspode ser prestada peloEstado.
[T7] Comentário:
Transfereo poder das partes deresolver o conflito para oEstado.
 
 
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Declaratória;e.
 
Criativa;f.
 
Imperativa.
I.1.3 – Tutela Jurisdiciona
Tutela Jurisdicional é a proteção dada pelo Estado ao Direito Material da parte,podendo ser aplicada tanto ao Autor como ao Réu (no caso de improcedência dopedido). Como veremos a seguir, difere-se da Tutela Jurídica e da PrestaçãoJurisdicional. A ação é o meio pelo qual se exige a Tutela Jurisdicional, que poderá ounão ser entregue pelo processo.Atualmente, a Tutela Jurisdicional é a melhor forma de se pensar o Direito ProcessualCivil. A primeira menção a este tema por um processualista brasileiro, foi o artigo
ATutela Jurisdiciona
publicado por Dinamarco na década de 1980. A primeira mençãodo CPC a tutela veio com a reforma de 1994, no Art. 273.
1
 
I.1.3.1 – Tutela Jurisdicional, Tutela Jurídica, Prestação Jurisdicional, Técnica Processuae Plano Material x Plano Processual.
A Tutela Jurídica
é a previsão de um fato como sendo um direito material, sendoportanto a promessa do Estado de proteção. A efetiva proteção deste direito serádada no processo, através da
Tutela Jurisdicional.
Coisa distinta é a
Prestação Jurisdicional
, que é a atividade exercida pela jurisdiçãono decorrer de um processo. O proferimento de uma sentença, indepente se forfavorável ou não, é prestação jurisdicional. Portanto, prestação é o exercício, e tutelaé a proteção.
Técnica Processual
é o método, o meio e a for
 
ma de entrega da Tutela Jurisdicional,previstos em lei. Atualmente a lei não difere tanto o modo de se declarar a tutela jurisdicional, mas sim o de se executar, tal como o exemplo dado no comentário T13.
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A
rt. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, osefeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova ineqvoca,se convença da verossimilhança da alegação e:(Redão dada pela Lei nº 8.952, de13.12.1994) 
 
[T8] Comentário:
AJurisdição declara aexistência de um direito pré-existente.A concepção de umaJurisdição criadora vai deencontro ao EstadoDemocrátido de Direito eisque, no Brasil, os membrosdo Poder Judiciário não sãoeleitos e portanto nãopoderiam criar direito, tendoem vista que todo poderemana do povo.
[T9] Comentário:
PorCriativa entende-se criar emcima de algo, melhorando aaplicação do direito, e nãoCriadora, onde se cria apartir do nada.Para Fred Didier Jr. aJurisdição seria Criadora,criando norma jurídica nocaso concreto. Contudo, noseu curso ele não resolve oproblema da legitimidadelevantada no comentário T8.
[T10] Comentário:
O PoderJudiciário, diferentementedos outros Poderes, impõe ocumprimento de suasdecisões.
[T11] Comentário:
Definitiva, através de sentença, ouprovisória, através deDecisão Interlocutória.
[T12] Comentário:
Exemploé o inciso X do Art. 5º. DaCFRB, que prevê apossibilidade deindenização pelo danomaterial ou moraldeocrrente da violação daintimidade.
[T13] Comentário:
TutelaDeclaratória difere-se daTutela Condenatória, porexemplo. Assim que a TutelaDeclaratória transita em julgado, já é eficaz. A TutelaCondenatória exige umaatividade jurisdicionalposterior, sendo portantouma outra Técnica
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Prof. Ronaldo CramerThiago Graça Coutothiagocouto@gmail.com Isso entretanto, não afasta a existência em uma Técnica Processual em ambos, ou deno futuro, a Técnica Processual para a declaração da tutela jurisdicional seja alterada.O Direito Material no
Plano Material
é estático, e será efetivado no
Plano Processual
. ATutela Jurisdicional esno Plano Processual, já a Tutela Jurídica está no Plano Material
I.1.3.2 – Classificação da Tutela Jurisdiciona
Atualmente, por conta da fungibilidade das tutelas de urgência, o
 
procedimentocautelar é pouco utilizado. Apesar do Art. 273 §7º. prever a fungibilidade apenas emuma via, jurisprudência e doutrina já estão quase pacificados no sentido de entenderque a fugibilidade também ocorre nos casos em que uma cautelar é interpostaquando se deveria requerer an
 
tencipação de tutela em processo de conhecimento.Hoje caminha-se para um processo sincrético, onde existe um único processo que tempor objetivo a prestação da tutela jurisdicional.
I.
 
Tutela Provisória 
É a dada antes do seu momento adequado, que é a sentença.
I.1 Tutela de Evidência: 
É a tutela provisória que para ser definida dispensa orequisito do perigo da demora
.
Como exemplo tempos o Art. 273 II e §6º.
Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova ineqvoca, se convença da verossimilhança da alegão eII - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.§
A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados, ou parcela deles,mostrar-se incontroverso.I.2 Tutela de Urgência: 
Necessitam do perigo da demora.
I.2.1 Tutela Satisfativa
Protege o Direito Material da Parte.
I.2.2 Tutela Cautelar: 
Protege a atividade jurisdicional, sendo uma tutela doprocesso e não do direito.
[T14] Comentário:
Oprocesso cautelar incidentalpraticamente acabou, eisque uma produçãoantecipada de provas, porexemplo, pode ser maiseficientemente obtidaatravés de um pedido nopróprio processo deconhecimento, ao invés dese ajuizar uma cautelar paratanto.
[T15] Comentário:
Mesmoporque a CFRB prevê noinciso XXXV do Art. 5º. que alei não poderá excluir daapreciação do PoderJudiciário, lesão ou ameaçaa direito.
[T16] Comentário:
Estaexpressão não é técnicapara exprimir a tutela do Art.273, eis que uma medidacautelar também pressupõeuma antecipação de tutela.

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