Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
9Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
A Antropologia do Ensinar e Aprender

A Antropologia do Ensinar e Aprender

Ratings: (0)|Views: 640 |Likes:
Published by christinarubim
To discuss the didacticism in the graduation courses is a necessary condition in the current world when the old teaching practices come being questioned in all the levels of the education. However, this problematization didn't become still common in our courses of the area of human, staying annoying and unfounded its teaching and learning.
It went thinking antropologically the anthropology' classes of UNESP (Marília/São Paulo), that we decided not to be restricted to the texts and the classes, leaving the class room out and taking the student to look at with strangeness and plurality the reality lived by him as total social fact (MAUSS, 1923).
To discuss the didacticism in the graduation courses is a necessary condition in the current world when the old teaching practices come being questioned in all the levels of the education. However, this problematization didn't become still common in our courses of the area of human, staying annoying and unfounded its teaching and learning.
It went thinking antropologically the anthropology' classes of UNESP (Marília/São Paulo), that we decided not to be restricted to the texts and the classes, leaving the class room out and taking the student to look at with strangeness and plurality the reality lived by him as total social fact (MAUSS, 1923).

More info:

Published by: christinarubim on Feb 13, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/24/2013

pdf

text

original

 
A ANTROPOLOGIA DO ENSINARE APRENDER
1
 
Christina de Rezende Rubim Deptº de Sociologia e AntropologiaFaculdade de Filosofia e CiênciasUNESP de Marília, SP
SUMARYTo discuss the didacticism in the graduation courses is a necessary condition in thecurrent world when the old teaching practices come being questioned in all the levels of theeducation. However, this problematization didn't become still common in our courses of thearea of human, staying
annoying
and unfounded its teaching and learning.It went thinking antropologically the anthropology' classes of UNESP (Marília/SãoPaulo), that we decided not to be restricted to the texts and the classes, leaving the classroom out and taking the student to look at with strangeness and plurality the reality lived byhim as
total social fact 
(MAUSS, 1923).O final do século XX tem sido especialmente propício no repensar crítico sobre oprocesso do ensino/aprendizagem em nosso país.Aquela escola onde o professor ficava, literalmente, do alto, impondo informações econhecimentos aos alunos que se restringiam a escutar, anotar e concordar, intervindoeventualmente somente para esclarecer alguns poucos pontos, está esquecida no passado,pelo menos na maioria das instituições de ensino básico e médio.Novas tecnologias surgidas nos últimos cinqüenta anos contribuíram para estastransformações. O gravador, os diapositivos, o VHS, a câmara portátil, o microcomputador,a internet... enfim, as mudanças nos instrumentos que podemos utilizar no dia-a-dia doprocesso ensino/aprendizagem foram também os responsáveis por parte destastransformações. No entanto, a principal conseqüência destas mudanças foi o aprimoramentode um enfoque mais crítico por parte dos professores em relação às suas práticas
1
Este texto é para Lilei, que me ajudou a pensar sobre as várias formas de aprender e ensinar. Suasensibilidade como amiga e professora, além de por pouco tempo também aluna, fizeram-me refletir objetivae subjetivamente sobre a minha prática em sala de aula, o que há algum tempo vem me incomodando.
 
2
pedagógicas e didáticas como imposição de conhecimentos institucionalmente consideradoscomo universais, com a conseqüente ênfase em um diálogo mais criativo entre professorese alunos sem, no entanto, esquecer dos limites e regras desta sociabilidade.Estas novas tecnologias fizeram educadores e educando questionarem as suaspróprias práticas cotidianas, o que aprimorou o repensar das formas do ensinar e aprender evice-versa. Foi preciso mudar o modo de pensar e ousar nestas transformações ocorridasdentro do espaço das escolas, desafiando tradições e arquétipos educacionais que ficaramno passado e atormentavam estudantes. A escola tornou-se mais sedutora e o ensino maisatraente, agradável e lúdico. Hoje, os resultados são surpreendentes, principalmente no quese refere a pré-escola, apesar de ainda não suficientes. As mudanças substanciais que sevislumbram pois, não são apenas de regras, quantitativas ou do uso de novos materiais. Oque se propõe de fato, é uma nova inserção, por parte de educadores e educandos, nocotidiano da escola.Ou seja, a percepção de que temos o dever de formar e ensinar a pensar crítica eautonomamente, intervindo no mundo em que vivemos (Freire: 1999) mais do que treinar etransmitir conhecimentos, é um anseio entre todos os envolvidos no processo educativo.É consenso, portanto, que precisamos oferecer uma escola mais agradável aosnossos alunos e um ensino mais lúdico. Aprender e ensinar já não podem sercompreendidos como um processo impositivo, mas propositivo e plural. Não somente é oaluno que aprende, mas também é ele quem ensina, descobrindo novas formas de aprender.O professor, por sua vez, despe-se da soberba de seu cargo, da posição de quem tudo sabee, refletindo sobre o seu ensinar, resolve também aprender. A sensibilidade por parte doeducador e o respeito pelas singularidades de cada educando contribui para um aprendizadomais comprometido e prazeroso. O espaço da sala de aula se transforma num tempo deousadia e criatividade. Num diálogo que enaltece a percepção do outro quando nosproporciona a reflexão criativa sobre as informações transmitidas e/ou recebidas.No entanto, toda esta discussão parece não ter chegado minimamente que seja asuniversidades, pelo menos no que se refere à prática pedagógica dos próprios professores.Principalmente quando se trata das famigeradas
aulas expositivas
nas ciências humanas,que como há tempos atrás, continuam sendo
chatas
, desestimulantes e impositivas, adespeito de todo um discurso por parte principalmente do corpo docente, de que estes são
 
3
espaços abertos e que todos podem intervir e criticar. Após o primeiro contato do calourocom a universidade, toda a sua empolgação esvaece e ele acomoda-se. Ano após anocontinuamos a reproduzir os enfadonhos cursos teóricos, com algumas exceções aqui e ali.O objetivo deste ensaio não é somente refletir sobre uma relação pedagógica maisplural e dinâmica em sala de aula, como também ultrapassar este espaço como formaçãoprioritária e/ou exclusiva do ensino/aprendizado nas graduações, especialmente o que serefere ao ensino de antropologia, experiência a qual estou mais familiarizada.Consequentemente, não dispomos de respostas prontas e acabadas a oferecer aoleitor. Faremos uma tentativa apenas de refletir e contribuir sobre alguns problemas quetemos vivenciado em nosso cotidiano na UNESP em Marília, região centro-oeste do estadode São Paulo. Incentivando esta reflexão, esperamos propor uma mudança de postura emrelação especialmente ao ensino de antropologia nos cursos de humanas, o que entendemosser difícil de demonstrar através apenas de palavras. O que está nas entrelinhas destaconcepção, o que não se consegue dizer é parte de uma sensibilidade, de um modo de estarna universidade e de ensinar antropologia que supera a simples estrutura dos textos e dasaulas teóricas, onde são escassos ou inexistentes, resultados mais palpáveis e imediatos.O
olhar 
da antropologia sobre este processo pode vir a ser mais privilegiado namedida em que
“O antropólogo não só vive como qualquer contemporâneo
a possibilidade da
experiência do „estranhamento‟, mas é para isto treinado e preparado,
embora este processo de socialização nem sempre esteja claro para os quedele participam, quer como discípulos quer como mestres. Ao ter acesso à já
mencionada „bibliografia clássica‟, ao tomar conhecimento da etnografia de
culturas as mais diversificadas, o estudante vai, aos poucos, acumulando um
 potencial de estranhamento em relação às suas próprias vivências.”
 (VELHO: 1980, p. 19).
 
Além disso, a antropologia enfatiza as singularidades no lugar da homogeneizaçãoque parece ser uma das tendências recorrentes na educação contemporânea.Estes aspectos apenas apontados, são de difícil transformação porque são parte deuma
cultura
acadêmica e estão impregnados em nossa própria formação como docentes.Uma tradição que precisa ser reinventada.

Activity (9)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Da Selva Mayara liked this
cp1y-scribd9713 liked this
Iury Marcos liked this
mairapersona liked this
faustinomcs liked this
gilsonedu liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->