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REFÁCIO
Sou Larry Taunton, diretor executivo da Fundação Fixed Point, e quero lhes dizer algo sobreo debate que vocês estão prestes a assistir entre o professor Richard Dawkins e o Dr. JohnLennox, ambos professores na Universidade de Oxford.Essa pergunta nos tem sido feita muitas vezes:Por que promover um debate desse tipo?Entre o novo ateísmo e a religião, neste caso mais especificamente o Cristianismo.A Fundação Fixed Point é uma organização cristã que procura se focar em questões culturaisinteressantes. E, desde 11 de Setembro de 2001, o novo ateísmo e suas acusações contra areligião,tem sido um desses assuntos.Interessantemente, muitos Cristãos e Ateus sentem queseus pontos de vista são freqüentemente mal interpretados numa discussão cultural. Para essedebate, procuramos encontrar os personagens que representam as crenças em seus camposespecíficos. Acho que temos dois dos melhores: Richard Dawkinse John Lennox.Agradecemos a ambos por suas cooperações. Foi maravilhoso trabalhar com John e Richard,que estiveram entusiasmados sobre o projeto do começo ao fim.Entendemos que vocês acharãoo debate informativo, desafiador e provocante.
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NTRODUÇÃO
Chamo-meLarry Taunton.Sou o diretorexecutivo da Fundão Fixed Point,ospatrocinadores desse evento.Damos lhes as boas vindas aUniversidade do Alabama emBirmingham,Alan Steven Center.E damos as boas vindas àquelesque estão nos ouvindoaoredor do mundo.O debate dessa noite apresentaduas das mentes mais brilhantesda atualidade para falarsobre esse assunto.O Professor Richard Dawkinse o Dr. John Lennox.Não vamos perdertempolhes dando a biografia deles,pois vocês as encontrarãoem seus programas.Mas é umprazer conheceresses dois homens.Trouxemos-lhes aqui esta noitecom um falso pretexto,nãohaverá debate essa noitee Richard Dawkins gostariade vir ao cinturão da bíbliapara anunciara sua conversãoà fé cristã.Talvez eu esteja enganado.Na verdade, Richard esrepresentandoa posição ateístanesse debate casovocês não saibam.E o Dr. John Lennox representaa posiçãocristã.Há algo que eu gostariade dizer sobre o debate:achamos que, muito dadiscussão sobre esseassuntonão tem sido muito esclarecedor.Freqüentemente chamadode "Ciência versusReligião".O que esperamos fazer essa noiteé estreitar um pouco a discussãoe por isso, o nomedesse debate é"Deus, um Delírio -O Debate".Então esse debate buscará refletirsobre o livro "Deus, um Delírio"e nas declarações deRichardnele encontradas contra a fé cristã.Sobre a Fundação Fixed Point, somosumaorganização cristã, com orgulho.Mas também buscamos discussõesracionais em assuntossignificativose as questões a respeitoda eternidadenós achamos ser significativasde verdade.Esperamos que vocês respeitemesses homens,caso vocês concordemcom eles ou não.Semdúvida, muito será ditonesta noite com que vocês discordarão.Porém, esperamos que vocêsdêema eles calorosas boas vindas.Também temos conosco essa noitecomo nosso moderador,Juiz Bill Pryor, muitos de vocêsse lembram que ele pertenciaà autoridade geral do estado doAlabama e hoje é um juiz federal.Bill, muito obrigado.Também pedimos que vocêsdesliguem seus celulares,e cumprimentemestes homens.Passamos a palavra para Bill Pryor.
 
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Sejam bemvindos ao debate.Todos vocês sabem o temacomo Larry apresentou:"Deus, umDelírio Versus Cristianismo."Haverá uma estrutura parao nosso debate essa noite.Vamos começar com declaraçõesautobiográficas abertasde cada um denossos debatentes.Vamos começarcom o Prof. Dawkinse então passaremospara o Dr. Lennox.Eu pedirei a cadaum delesque forneçam essas declarações,eu os pedireipara nos dizeralgo sobre si mesmos,ealgo sobre o livro"Deus, um Delírio".Então passaremos para asseis teses principais do livro doProf. Dawkins, "Deus, um Delírio".Obviamente, o livro é extenso,não poderemos cobrirtodos os aspectos dele.Mas selecionamoso que achamosque sejam os seis temas principais.E, para apresentarmoscada um desses temas,eu vou ler algumas passagensdo livro do Prof. Dawkins,e então daremos a elea chance decomentar,então daremos ao Dr. Lennoxa oportunidade de responder.Cada uma dessasdeclaraçõesdevem ter cinco minutos por lado.E o que não está presenteem seus programaséque cada um desses debatentesirá finalizar o programacom colocações finais,incluindoobservações.Vamos começar com o Dr. Lennoxe então passaremospara o Prof. Dawkins.Logo, Prof.Dawkins, nesta noitevocê terá a primeirae a última palavra.Imagino que no interessede nossainstituição cristã.Prof. Dawkins poderiacomeçar a nossa discussãonos dando uma reflexãoautobiográfica?Nos diga algo sobrevocê e sobre o livro.
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Eu nasci na África. Sou filho do queera naqueles dias o Império Britânico,descendente deum longalinhagem de usuários de shorts,carecas que usavam sapatosmarrons, colonizadores.Tive todas as oportunidadesde me tornar um naturalista,porque a África, como vocês sabem,éum lugar maravilhoso parase ser um naturalista.Infelizmente não eraassim que as coisas eram.Eu nunca fui um naturalista,para odesapontamentode meu pai, eu suspeito.Ele é um naturalista muito bom.Eu acho que isso éum preâmbulo afirmarque meu interesse naciência da biologiaem que eu me especializei,veiomais por causa de um interessepor questões fundamentais,do que pelo amor deobservarpássarosou insetosou apreciar flores.Eu queria saber porque estamos aqui.Qual é o sentido da vida.Por que o universo existe,por que a vida existe.Foi isso que me conduziupara a ciência.Meus pais deixaram a Áfricaquando eu tinha cerca de 8 anos.E eu vim com eles. Fui enviadoa um internato na Inglaterra.Eu acho que parte dessaautobiografia me leva a falar sobreum passado religioso, já queestamosfalando sobre religião esta noite.Eu tive uma inofensivacriação anglicana.Eu nunca poderia dizer que tive umareligiãoempurrada garganta abaixo,como poderia ter sido, já que fuicriado numa fé mais militante.Oanglicanismo, como vocês sabem,é uma versão maiscivilizada do cristianismo,sem sinos eodores e nenhumlunatismo criacionista.Fui confirmado na Igrejada Inglaterra e naquela épocaeu sinceramente acreditava nela.Tiveum breve período de dúvidacom cerca de nove anos de idade,a cerca de três anos antesdeminha confirmação.Essa dúvida foi causada pelocompreensão de que existemmuitas religiõesdiferentes pelo mundo,e eu reconheci que havia sidoum acidente de meu nascimento,que, poracaso, eu havianascido na fé cristã.E eu entendi instantaneamenteque se eu tivesse nascidono Afeganistão ou nascido naÍndiaeu teria acreditado emcoisas bem diferentes.E isso, com toda razão,balançou a minha fé nareligiãoonde eu havia sido criado.Estranhamente, e eu hojeentendo o porquê,eu parecia terperdido essas dúvidasquando eu tinha cerca de 13 anos.E fui confirmado naIgreja daInglaterra.Fui para Oxford apóster perdido minha com cerca de 15 ou 16 anos.E isso foiporque eudescobri o darwinismo,e eu reconheci que nãohavia um bom motivo paraacreditar
 
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em nenhum tipode Criador sobrenatural.E meu último vestígio de religiosa desapareceuquandoeu finalmente entendi a explicaçãodarwinista para a vida.Fui para Oxford, fiz meudoutorado em Oxford,fui para a Universidade daCalifórnia emBerkeleycomo assistente deprofessor ainda muito jovem,ensinando naqueles diasocomportamento animal.E então voltei a Oxford, apóster passado dois anos em Berkeley.Econtinuei minha carreiracomo estudantedo comportamento animal.Em 1972 houve uma grevegeral na Inglaterrae não havia energia elétrica,eu não podia fazer minha pesquisa,então eupensei emescrever um livro.Comecei a escrever esse livroque mais tarde se tornariameu primeiro livro"O GeneEgoísta".Infelizmente, a energiaelétrica voltou novamentee eu guardei os primeirosdoiscapítulos do livroque já havia escrito,engavetei-os eme esqueci deles.Até três anos mais tarde,em 1975,quando eu conseguium período sabáticoe voltei a escrever"O Gene Egoísta".Desdeentão eu escrevioutros 8 livros:"O Fenótipo Extendido","O Relojoeiro Cego","O Rio Que Saía do Éden","Escalando o MonteImprovável","Desvendando o Arco-Íris","O Capelão do Diabo","O Conto dos Ancestrais",emais recentemente"Deus, um Delírio",que é o assunto dodebate dessa noite.Eu considero umenorme privilégio estar vivo,e eu considero umprivilégio estar vivoespecialmente no final doséculo XX e início do século XXI.Um privilégio de ser um cientistae,por isso, de estar na posiçãode entender algunsdos mistérios da existência. Por que existimos.Eu acho que asexplicações religiosas,embora elas tenham sidosatisfatórias por muitosséculos,hoje já estão superadas eestão desatualizadas.Eu acho que elas sãoinsignificantes eparoquiais,e que a compreensão quepodemos ter na ciênciade todas essas questões profundasque uma vez a religiãotentou explicarsão hoje mais grandemente,e de uma forma mais belaeelegante, explicadas pela ciência.
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Senhoras e Senhores, muito obrigadopor terem me convidado.Sinto muito feliz por estaraqui.Cada um de nós possui umabiografia e uma visão do mundo.E um conjunto de respostaspara as grandes perguntasque a vida joga sobre nós.Um pouco sobre minha biografia: Me casei com Sally,temos três filhos e quatro netos.Trabalho na Universidade deOxford como matemáticoe como Filósofo daCiência.Nasci nomeio do século passadoem um país com umareputação trágica deviolência sectária: A Irlandado Norte.Meus pais eram cristãos.Mas eles não eram sectários.No livro "Deus, um Delírio", Richard,você diz que a religiãonos ensina que é uma virtude ficarmossatisfeitos com o nãoentendimento.Bem isso pode se aplicar aqualquer outra religião.Certamente isso não seaplicaao cristianismoque meus pais meensinaram da Bíblia.Eles me ensinaram a serumquestionador intelectual.Porque elesmesmos eram assim.Não apesar da fé cristã.Mas porcausa dela.E eu lhes devo muito,por me deixarem à vontadepara ler de tudo, de Marxe Russell a C. S.Lewis.Eu desenvolvi naqueles diasum interesse nas grandesquestões da vida.Fui muitosortudo em ter achance de deixar a Irlandae ir pra Cambridge onde eupude confirmar minhapaixãopela matemática e pelaciência em geral.E Cambridge não só me deu aoportunidade de desenvolveressas buscas intelectuais.Masme deu a oportunidade deconhecer muitaspessoascom outras visões de mundo, que nãocompartilhavam de minhacultura e de minhas convicções.Como resultado eu desenvolviuminteresse pelo ateísmo.Um interesse que me levouem seguida como bolsistada Alexander VonHumboldta estudar na Alemanha e viajarmuito frequentementepara a Europa Ocidentaldurante o período da Guerra Fria.

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Hugo Hoffmannleft a comment

Muito bom, já tive a oportunidade de assistir o vídeo e ter este material acessível em texto nos ajuda a analisar os argumentos.