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Stress e Indisciplina Na Escola Uma Provocao Da Psicologia

Stress e Indisciplina Na Escola Uma Provocao Da Psicologia

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Published by: Prof. Joaquim Luís Coimbra on Feb 18, 2010
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08/18/2010

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Stress e indisciplina na escola:Uma provocação da Psicologia
"Procura a flor que há na rosa"Jorge Listopad
 
(como quem busca a pessoa vive noaluno
)Como diria na sua entusiasmante enormidade, umoutro grande poeta de língua portuguesa, a questãoé literal e metaforicamente de "cavalomarinho" (Carlos Drummond de Andrade), o quenão impede a banalidade implícita em falar deindisciplina agressividade e violência nas escolas.Para além da - amplificação da visibilidade socialque, incontornavelmente, alguma comunicaçãosocial produz, dos dividendos políticos que certasforças retiram de tal efeito, das dimensões laborais -de desvalorização objectiva da função docente, que,no entanto, não deve ser confundida nem diluída nodiscurso, geralmente demagógico, da perda deautoridade do professor, o qual obriga a umareflexão cultural muito mais profunda e queultrapassa os limites da discussão puramenteeducativa - e da anomia organizacional das nossasescolas (em processo ambivalente de construção dasua autonomia), apetece dizer algo mais do que éhabitualmente reconhecido. Em primeiro lugar, quetodas as profissões cujo objecto de trabalho se situade um modo privilegiado, na relação com os outrosproduz, invariavelmente um elevado nível dedesgaste emocional. Somos nós próprios queconstituímos a matéria-prima, a partir da qual seconstrói a arena dos conflitos, das expressõesemocionais, das desregulações comportamentais ede toda a classe de riscos implicados nas relaçõeshumanas. Bem fez o INAFOP, Instituto Nacionalpara a Acreditação da Formação de Professores emtornar explícita, através de uma formauridicamente forte (Decreto-Lei do Conselho deMinistros), a imposição da competência relacional
 
no reportório dos requisitos para um eficazdesempenho profissional autónomo do papel dedocente. Sabiamente, Freud, há cerca de um século,ajudou-nos a compreender que as relaçõesinterpessoais significativas, isto é, de proximidadeemocional, são o palco de um duplo processo quenos caracteriza como sujeitos psicológicos (dedesejo, de conhecimento, de emoção, de acção, decontrole e de dominação): o da possibilidade dedeslocamento dos nossos conflitos (com dimensõesinterpsíquicas e relacionais) para um outro objecto(o que significa, no caso da relação professor-alunoque o primeiro pode constituir o alvo de taisrevivências - que não se reduzem a uma meraevocação mnésica) e que, mais importante, doponto de vista em que nos colocamos nesteraciocínio, é imprescindível o desenvolvimentopsicológico dos professores e, especificamente, nasdimensões que directamente se referem àcapacitação para o estabelecimento de uma relaçãode confiança, emocionalmente investida, quefuncione como base segura para os alunos para aexploração de um mundo que, simultaneamente, seapresenta como a possibilidade da suaaprendizagem e crescimento, na mesma medida emque, inevitavelmente, é um mundo em processo deenvelhecimento e carente de renovação.Aparentemente, de um ponto de vista psicológico, odesenvolvimento, quer de alunos quer deprofessores, sugere como uma imposição, portanto.O discurso do desencanto, que hoje encontra ecodentro e fora das escolas, não passa de um sintomavelho, mesmo que não faça esquecer asespecificidades dos desafios - muitos deles inéditos- que a escola atravessa nas sociedadescontemporâneas. Convém não esquecer que, talcomo no período final da Idade Média, vivemosuma época de transformações múltiplas e rápidasque geram incerteza e sentimentos de insegurançasem prejuízo da indispensabilidade de medidaspolíticas (a todos os níveis incluindo o local), amensagem que pode ser transmitida é a de que(embora nada seja susceptível de repetição, nem noplano da história colectiva nem do desenvolvimentoontogénico), baseada no processo que da IdadeMédia conduziu a história humana ao esplendor doRenascimento, a formação psicológica (relacional)dos professores deveria (embora não tenha sido) sertomada como a dimensão central (insuficiente,obviamente) do exercício eficaz, competente eautónomo da profissão docente. E o problema não éespecificamnete português. Pelo menos neste caso.Como sempre, o desenvolvimento e a evoluçãopodem afirmar-se como nas palavras do poeta "Nãocomo a adaptação da espécie a um novo ambiente,

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