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O Contrato de Leasing

O Contrato de Leasing

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O contrato de leasing no ordenamento jurídico brasileiro e suas aplicações à empresa
 Texto extraído do
Jus Navigandi
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=12761 
Diego Silva Fança
Advogado,pós-gaduado em Dieito E
 
conômico pela UERJ 1
Introdução
O presente estudo visa analisar, com enfoque no âmbito jurídico, as vantagens de umaempresa¹ realizar operações por contratos de leasing, em suas diversas modalidades.Sabe-se que o contrato de leasing no Brasil, denominado pela legislação pátria de"arrendamento mercantil", não possui a mitigação que se encontra presente em outros países,que exploram este tipo de contrato não só como meio de resguardar os direitos sobre um bem,mas para alavancar o capital social, gerar margem ao caixa, dentre outras utilidades.Assim, pode-se afirmar que, no ordenamento pátrio, o leasing não é um contrato típico,vez que a legislação existente sobre o tema trata quase que exclusivamente dos aspectosfiscais de tal contrato, não dispondo sobre sua disciplina jurídica no âmbito do direito civil.Regulado no ordenamento jurídico nacional pela Lei nº 6.099/74, alterada pela Lei nº7.132/83 e pela Lei nº 11.882/2008, e por normas exaradas pelo Conselho Monetário Nacional,de competência do Banco Central do Brasil, como a Resolução 351/75 e 2.309/96, aspeculiaridades do contrato de leasing – ou arrendamento mercantil – restaram obscuras aoaplicador do direito, já que o legislador é por demais diminuto em sua caracterização material, oque leva, até a presente data, a doutrina e a jurisprudência a ditarem os principais aspectos jurídicos envolvendo este tipo de contratação.Oportuno se torna o objeto do presente trabalho, vez que a disciplina do contrato de
¹
Para fins de leitura, trataremos "empresa" independentemente de sua forma deconstituição, somente destacando as conseqüências jurídicas quanto pertinente a cada tipo desociedade, seja limitada, por ações, dentre outras.leasing ainda não foi por completo consolidada em nosso ordenamento, tomando-se, por exemplo, a edição, em 17/02/2009, da Súmula 369 do Superior Tribunal de Justiça, que seráalvo de aprofundamento mais adiante.2
Características do contrato de leasing
A natureza jurídica do contrato de leasing, advindo do
common Law 
, é bilateral, oneroso,
 
formal (art. 5º da Lei nº 6.099/74), de execução diferida, intuito personae, com prazodeterminado (art. 5º, a da Lei nº 6.099/74) e anomalamente típico (Lei 6.099/74 e Res. Bacen351/75).A palavra
leasing 
deriva do verbo inglês
to lease
, que significa alugar. No entanto, ocontrato de leasing difere do de locação, notadamente pela obrigatoriedade daquele em conter disposição que forneça ao arrendatário a opção de compra do bem no término de vigência docontrato.Como já citado, o leasing é um misto de financiamento, locação e de uma potencialoperação de compra e venda ao fim do contrato, em que figuram como elementos obrigatórios:o prazo de vigência do contrato; o valor e a data de vencimento de cada prestação; apossibilidade, à escolha do arrendatário, deste, ao final do período de vigência, optar pelacompra ou devolução do bem ao arrendante, ou mesmo a renovação do contrato de leasing; eo valor do preço do bem ou o critério para sua fixação, em caso do arrendatário exercer suaopção de compra.As partes do contrato de leasing são o arrendante ou arrendador, que pode ser ou nãopossuidor do bem, o arrendatário e o fornecedor, que efetuará a venda do bem ao arrendante.Pela exegese da Lei nº 6.099/74, o arrendante sempre há de ser uma instituiçãofinanceira, exceto quando o contrato de leasing for operacional, em que o arrendante e ofornecedor são a mesma pessoa, conforme veremos no decorrer desta obra.Interessante notar a divisão vertical da posse sobre o bem objeto do contrato de leasing.Na vigência do contrato, a posse indireta do bem permanece com o arrendador, enquanto oarrendatário possuirá a posse direta do bem, nos termos da legislação civil vigente.Este fator tem grande relevância na avaliação do risco do crédito, pois em caso deinadimplemento do contrato pelo arrendatário, o arrendador pode valer-se da ação possessóriapara reaver o bem objeto do contrato, evitando a demora na recuperação do crédito fornecido.Outra conseqüência da divisão vertical da posse seria o fato de que na hipótese defalência do arrendatário, o arrendador pode valer-se do pedido de restituição do bem objeto docontrato, sendo certo que este bem não poderia integrar a massa falida, pois não integra opatrimônio do arrendatário.Em relação ao objeto do leasing, podem ser contratados tanto os bens móveis, quantoimóveis, inclusive aeronaves e navios (art. 11 da Resolução CMN nº 2.309/96), estes últimosque se encontram em pauta na doutrina atual, frente às novéis discussões nos tribunais sobreos contratos de leasing envolvendo tais bens.Quanto às obrigações específicas do contrato de leasing, as nodais são a de que oarrendante se comprometa a permitir que o arrendatário goze plenamente do bem, semturbações, e de que o arrendatário pague o preço acordado e mantenha o bem em plenaconservação, tal qual a figura do depositário, prevista no art. 629 do Código Civil.Neste ponto, insta ressaltar que não cabe ao arrendatário inadimplente ter decretada suaprisão civil, ou mesmo ser compelido a devolver o bem por meio de ação de depósito, tendo emvista que o contrato de depósito é, via de regra, gratuito (art. 628 do CC/2002), sem que odepositário tenha o direito de uso e gozo do bem.A medida judicial cabível para o arrendante reaver o bem é, como já dito, o ajuizamentode ação de reintegração de posse, na qual, citado o arrendatário, este deverá purgar a mora noprazo da contestação, sob pena de sofrer a busca e apreensão do bem objeto do contrato deleasing.

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