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O Papel do Agente de Inclusão Digital e o Dilema da Sustentabilidade

O Papel do Agente de Inclusão Digital e o Dilema da Sustentabilidade

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Published by mss007
O trabalho explora a inclusão digital enquanto conceito operacional de universalização do acesso às TICs e a complementaridade entre dois equipamentos de inclusão, telecentro e lanhouse, do ponto de vista da função social de ambos para destacar o papel do agente de inclusão digital e o dilema de sustentabilidade. O “uso livre” de ambos é ilustrado: com exemplos de como tirar proveito da complementaridade entre eles, com o mesmo grau de sucesso, transformando o uso em capital social, e com a necessidade da inclusão digital universalizar o acesso ao hardware, software e peopleware. No peopleware há o agente de inclusão digital cujo papel é facilitar o aprendizado intensivo das TICs pelos usuários. Com isso, a sustentabilidade dos telecentros está implícita na política pública, a exemplo do que acontece em outros setores. Três dimensões de sustentabilidade são destacadas: a tecnológica, que passa pelo uso de tecnologias livres, conferindo autonomia no uso e economia de licenças; a social, que é a percepção pela comunidade ou o poder da importância da iniciativa; e a financeira, com o governo incluindo rubricas específicas de recursos financeiros para a manutenção dos telecentros, definindo uma política de Estado, com participação social na formalização e na execução. É necessário pensar em uma política pública de formação de agentes para inclusão digital, integrando telecentros e lanhouses, como a aprovação de uma lei de regulamentação da função do Agente Comunitário de Inclusão Digital. A sustentabilidade financeira ainda é objeto de controvérsia e requer métrica de atribuição de valor ao atendimento, não apenas dos telecentros, mas também das lanhouses.
O trabalho explora a inclusão digital enquanto conceito operacional de universalização do acesso às TICs e a complementaridade entre dois equipamentos de inclusão, telecentro e lanhouse, do ponto de vista da função social de ambos para destacar o papel do agente de inclusão digital e o dilema de sustentabilidade. O “uso livre” de ambos é ilustrado: com exemplos de como tirar proveito da complementaridade entre eles, com o mesmo grau de sucesso, transformando o uso em capital social, e com a necessidade da inclusão digital universalizar o acesso ao hardware, software e peopleware. No peopleware há o agente de inclusão digital cujo papel é facilitar o aprendizado intensivo das TICs pelos usuários. Com isso, a sustentabilidade dos telecentros está implícita na política pública, a exemplo do que acontece em outros setores. Três dimensões de sustentabilidade são destacadas: a tecnológica, que passa pelo uso de tecnologias livres, conferindo autonomia no uso e economia de licenças; a social, que é a percepção pela comunidade ou o poder da importância da iniciativa; e a financeira, com o governo incluindo rubricas específicas de recursos financeiros para a manutenção dos telecentros, definindo uma política de Estado, com participação social na formalização e na execução. É necessário pensar em uma política pública de formação de agentes para inclusão digital, integrando telecentros e lanhouses, como a aprovação de uma lei de regulamentação da função do Agente Comunitário de Inclusão Digital. A sustentabilidade financeira ainda é objeto de controvérsia e requer métrica de atribuição de valor ao atendimento, não apenas dos telecentros, mas também das lanhouses.

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III Workshop Desafios e Perspectivas da Inclusão Digital na Sociedade da Informação:Elementos para uma Estratégia AbrangenteBrasília, 14/15 de dezembro de 2009Anais do Evento
Edgard Piccino
Secretário Executivo do Programa Casa Brasil
O Papel do Agente de Inclusão Digital e o Dilema da SustentabilidadeResumo
: O trabalho explora a inclusão digital enquanto conceito operacionalde universalização do acesso às TICs e a complementaridade entre doisequipamentos de inclusão, telecentro e lanhouse, do ponto de vista da funçãosocial de ambos para destacar o papel do agente de inclusão digital e o dilemade sustentabilidade. O “uso livre” de ambos é ilustrado: com exemplos decomo tirar proveito da complementaridade entre eles, com o mesmo grau desucesso, transformando o uso em capital social, e com a necessidade dainclusão digital universalizar o acesso ao hardware, software e peopleware. Nopeopleware há o agente de inclusão digital cujo papel é facilitar o aprendizadointensivo das TICs pelos usuários. Com isso, a sustentabilidade dos telecentrosestá implícita na política blica, a exemplo do que acontece em outrossetores. Três dimensões de sustentabilidade são destacadas: a tecnológica,que passa pelo uso de tecnologias livres, conferindo autonomia no uso eeconomia de licenças; a social, que é a percepção pela comunidade ou o poderda importância da iniciativa; e a financeira, com o governo incluindo rubricasespecíficas de recursos financeiros para a manutenção dos telecentros,definindo uma política de Estado, com participação social na formalização e naexecução. É necessário pensar em uma política blica de formão deagentes para inclusão digital, integrando telecentros e lanhouses, como aaprovação de uma lei de regulamentação da função do Agente Comunitário deInclusão Digital. A sustentabilidade financeira ainda é objeto de controvérsia erequer trica de atribuão de valor ao atendimento, o apenas dostelecentros, mas também das lanhouses. (resumo acrescentado)1
 
III Workshop Desafios e Perspectivas da Inclusão Digital na Sociedade da Informação:Elementos para uma Estratégia AbrangenteBrasília, 14/15 de dezembro de 2009Anais do Evento
Meu nome é Edgar, sou secretário executivo do projeto Casa Brasil, projetovinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.2
 
III Workshop Desafios e Perspectivas da Inclusão Digital na Sociedade da Informação:Elementos para uma Estratégia AbrangenteBrasília, 14/15 de dezembro de 2009Anais do Evento
Vou fazer primeiro uma breve reflexão sobre a questão da inclusão digital.Porque é um conceito um pouco vago, um conceito muito criticado por diversospensadores, que dizem que a inclusão digital nada mais é que uma face daexclusão social, ou que se trata de uma cultura digital como um todo, deestabelecer uma cultura digital para o país, ou uma política de apropriaçãotecnológica, e colocando a inclusão digital como um termo relativamente vago.Eu concordo, no entanto ele esem uso bastante tempo e sutilizamos o conceito como um instrumento, como uma ferramenta, e nãocomo um conceito preciso, ou sociologicamente preciso, mas consideramos ainclusão digital como universalização do acesso aos meios, ferramentas esaberes tecnológicos na sociedade do conhecimento.Elencando as principais linhas de ão e inclusão digital: acesso aosequipamentos, conectividade, informática educativa e acesso comunitário.Claro que existem outras ações em inclusão digital além dessas, estou sótipificando as principais. E alguns exemplos:
acesso aos equipamentos: Computador para Todos, CRCs(recondicionamento de computadores), doação de equipamentos
conectividade: Gesac, Cidades Digitais, e agora o Plano Nacional deBanda Larga
infortica educativa: Proinfo, Banda Larga nas Escolas, UmComputador por Aluno3

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