Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
182Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Hipertensão Intracraniana: as bases teóricas para o cuidado de Enfermagem

Hipertensão Intracraniana: as bases teóricas para o cuidado de Enfermagem

Ratings:

4.79

(28)
|Views: 65,922 |Likes:
Published by Italo Leite

More info:

Published by: Italo Leite on Apr 30, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/05/2013

pdf

text

original

 
1.CONSIDERÕES INICIAISA pressão intracraniana é um importante fator regulador do equilíbrio neurológico eum dos principais mecanismos que resulta em disfunção neurológicas. Ela é definida comouma pressão intracraniana maior que 20 cm de fluido cerebroespinal. Pode ser a manifestaçãode uma síndrome conhecida por hipertensão intracraniana benigna ou devido a edemacerebral.O enfermeiro deverá estar preparado para assistir ao paciente com quadros de HICsegundo vários aspectos. É necessário que ele esteja apto a realizar procedimentos de altacomplexidade, monitorar a atividade elétrica do cérebro do paciente, monitorar os valores da pressão intracraniana, identificar os principais sinais e sintomas que caracterizam ahipertensão intracraniana, conhecer as intervenções de enfermagem para o paciente com essequadro e saber quais os diagnósticos que podem ser feitos.Diante da importância do embasamento teórico e da suprimida quantidade deinformações relevantes para os profissionais de enfermagem sobre as bases teóricas da PIC esuas alterações, achou-se necessário desenvolver esse trabalho. O principal objetivo dessetexto é contribuir para o embasamento teórico do profissional de enfermagem para que aassistência ao portador de HIC possa ser completa, humanizada e correta. 
 
2. DEFINIÇÃO DA HIPERTENSÃO INTRACRANIANADe acordo com Black e Matassarin-Jacobs (1996), a pressão intracraniana é a pressãoexercida no crânio por seu conteúdo: o cérebro, o sangue e o líquido cefalorraquidiano (LCR).A pressão é medida através do liquor. A pressão normal do LCR é de 5 a 15 mm Hg ou de 60a 180 mm H
2
O. Preses acima de 250 mm H
2
O são apontadas como hipertensãointracraniana, sendo um sintoma de um distúrbio grave subjacente. A pressão do LCR na árealombar, tal como aquela registrada durante uma punção lombar, pode não refletir a PIC, casoo fluxo do LCR seja obstruído entre o cérebro e a medula espinhal, a pressão lombar podeestar normal e a PIC muito elevada.De acordo com Smeltzer e Bare (2002), a calota craniana rígida contem o tecidocerebral (1400 g), sangue (75ml) e líquido cefalorraquidiano (LCR, 75ml). O volume e a pressão desses três componentes estão, em geral, em um estado de equilíbrio. A hipótese deMonro-Kellie afirma que, em virtude do espaço limitado para a expansão dentro do crânio,um aumento em qualquer um desses componentes provoca um aumento em qualquer umdesses componentes provoca alteração no volume dos outros ao deslocar ou movimentar oLCR, aumentando a absorção do LCR ou diminuindo o volume sanguíneo cerebral. Sem essasalterações, a PIC começará a elevar-se.Sob circunstâncias normais, as alterações menores no volume sanguíneo e no volumedo LCR ocorrem constantemente quando existem alterações na pressão intratorácica (tosse,espirro, esforço), postura e pressão arterial, bem como diante de flutuações nos níveisgasométricos do sangue arterial. A PIC normal varia de 10 a 20 mm Hg (SMELTZER; BARE,2002).A pressão intracraniana (PIC) é uma relação de pressão/volume entre o crânio e oconteúdo dentro da abóbada craniana. O volume dentro do crânio consiste em sangue, tecidocerebral e LCR. A relação de pressão desses elementos se ajustam constantemente paramanter um “estado estável” aceitável ou equilíbrio entre os componentes do sistemaintracraniano. O estado da PIC se reflete no líquido cefalorraquidiano. Nettina (1999) afirma que a PIC aumentada é definida como uma pressão do LCR superior a 15 mm Hg. Os fatores que influenciam a capacidade do sangue para conseguir estaestabilidade incluem pressão arterial sistêmica, ventilação e oxigenação, metabolismo econsumo de oxigênio (febre, calafrio, atividade), espasmo vascular cerebral regional esaturação de oxigênio/ hematócrito. A incapacidade para manter esta estabilidade, levando auma PIC aumentada, pode ser resultante de traumatismo cefálico, edema cerebral, abscesso,2
 
infecção, lesões, cirurgia intracraniana e tratamento por irradiação. Uma PIC aumentadaconstitui uma urgência e exige um tratamento imediato.A pressão intracraniana pode ser monitorada por meio de um cateter intraventricular,um parafuso ou rosca subaracnóidea ou um dispositivo de registro da pressão epidural(NETTINA, 1999). Na visão de Murta (2006), a maioria das lesões neurológicas de urgêncialeva a intervenções cirúrgicas ou a tratamento de suporte para observação e acompanhamentode sua evolução, pois a hipertensão intracraniana aguda (HIC) requer monitoração intensivadada a instabilidade do sistema nervoso central.3. INCIDÊNCIAA hipertensão intracraniana (HIC) ocorre em larga escala entre os pacientes comtumores cerebrais, lesões cranioencefálicas, meningite, encefalite, hemorragia subaracnóide ealgumas condições que alteram o fluxo do LCR, como, por exemplo, a estenose dosaquedutos e a hidrocefalia (BLACK; MATASSARIN-JACOBS, 1996).Enrione (2001) afirma que a HIC é uma das causas mais comuns de lesão cerebralsecundária em crianças. A correlação da HIC com a morbimortalidade nos pacientes pediátricos justifica a busca de uma melhor compreensão da fisiopatologia, levando,conseqüentemente, à maior adequação no tratamento (LEVIN
et al 
, 1997). Nos últimos 20 anos, houve significativo declínio na morbidade e mortalidadeassociadas ao trauma craniano em crianças. No entanto, continuam sendo mais elevadas doque em adultos, com pico na faixa de lactentes (MAZZOLA; ADELSON, 2002).4. ETIOLOGIASegundo Black e Matassarin-Jacobs (1996), o aumento da pressão intracraniana estáassociado mais frequentemente a uma lesão rapidamente expansiva, como um sangramento, por exemplo; uma obstrução à vazão do líquido cefalorraquidiano, como nos casos detumores; ou o aumento da formação de LCR, nos casos de edema cerebral, por exemplo. Nettina (2007) refere algumas condições associadas à etiologia da HIC, dentre as quaiscitamos:
Alteração na complacência intracraniana;3

Activity (182)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
1 hundred thousand reads
Suzana Cordeiro liked this
Laide Costa added this note
muito bom , gostei muito e tem todas as referencias nas citações é isso aí PARABÉNS!!
Lore Boaventura liked this
muito bom, gostei !

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->