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QuinzenÁrio Independente Ao ServiÇo Das Comunidades De

QuinzenÁrio Independente Ao ServiÇo Das Comunidades De

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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
1
a
Quinzena de Março de 2010Ano XXX - No. 1081 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
www.portuguesetribune.com www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net
Ver páginas 15, 16 e 17 foto de jorge ávila “Yaúca
RÁDIO
Terminou o Programa de Rádio “Ecos Portu-gueses” de Frank Dias
A Estação de Rádio KSTN 107.3 FM de Stockton re-solveu alugar (lease) a sua programação à KLOV doCondado de Placer, perto de Loomis, California.Em resultado disso, o Programa de Rádio Ecos Por-tugueses e Hora Católica Portuguesa, da responsabi-lidade de Frank R. Dias terminou inesperadamente nasemana passada.Pena foi, que uma Estação com a responsabilidade daKSTN, que tinha Frank Dias como produtor indepen-dente desde 1968, não tivesse tido a gentileza de comu-nicar o facto de uma maneira legal e simples, em vez deter deixado sómente uma mensagem no telefone. Sãoos sinais dos tempos.Frank Dias, em conversa com o Tribuna, quiz apro-veitar a oportunidade para agradecer a todos os seusanunciantes e ouvintes, os anos de boa amizade e com- preensão que tiveram para consigo.Ficámos assim com menos uma voz portuguesa no Norte da California.
Lay Saes
CEO da LALIS
Leslie Pavão
uma das vozes do Carnaval
Larry Soares
,
Vice-Presidente Executivo e CEO da LALIS além de ser umexcelente gestor é um apaixonado por John Steinbeck. Leiam a nossa conversana página 32.Um exemplo a seguir por futuros gestores.CarnavalÉ a Dança verdadeiraÉ a alma da TerceiraBrindando os AçorianosCarnavalÉ um mar de euforiaUma onda de poesiaVai e volta todos os anos. 
by Azoriana
 
2
1 de Março de 2010
SEGUNDA PÁGINA
Year XXX, Number 1081, March 1st, 2010
A Pérola da Madeira
EDITORIAL
E
star constipado no Carna-val deu-nos a oportunida-de de poder “consumir” oCarnaval da Terceira emdoses duplas, através do meu com- putador. No primeiro dia vimos 12horas de bailinhos e no segundo diaforam oito horas de novos bailinhose muita emoção. Doía-me os olhos e possívelmente atrasei a minha curaem dois dias, mas valeu a pena.Ao mesmo tempo na California os bailinhos percorriam os nossos sa-lões, enchendo-os de gente alegre efeliz, esquecendo por momentos asagruras da vida dos nossos dias decrise.Gostaria no entanto de fazer eco dealguns casos que deram nas vistas.
Primeiro
- o tratamento em muitos bailinhos dos homossexuais (“ma-ricas”) foi antiquado, com falta deverdade e muita banalidade em que já ninguém acredita. Deu para rir amuita gente, mas esses momentosforam muito infelizes. Trataram oshomossexuais, na maioria da vezes,
como gente que não se pode conar,
como gente que não é igual a todos nós.
Segundo
- João Mendonça, da
Agualva, cará na história como
um dos melhores actores e autor de bailinhos de Carnaval. No entanto, oJoão Mendonça, de vez em quandonos seus bailinhos, atira para o ar as palavras mais degradantes do nossodicionário. Para rir não precisamosusar tais palavrões. O João tem ex- periência e talento bastante para evi-tar essas calinadas que não adiantamnada ao Carnaval, nem acrescentam beleza à história que se quer contar.
Terceiro
- o tratamento que o JoãoMendonça fez no baile que escreveuchamado “Os Palhaços”, foi mui-to infeliz, num curto texto sobre ocasamento gay, que é um problemacomplexo e que ele gozou em termosa roçar a boçalidade. Fazer Carnavalnos dias de hoje requer mais inteli-gência de quem escreve do que nostempos de outrora. Foi penoso ouvir-se tanta banalidade.
Quarto
- depois de ter visto 22 bai-
linhos da Terceira cámos satisfei
-tos por poder pensar que a maioriados nossos bailinhos estão ao níveldos da Terceira e isso deixa-nosfeliz. Mais importante ainda é queos nossos bailinhos maioritáriamen-te são feitos por jovens já nascidosnesta terra, o que é de saudar elouvar.
Quinto
- impressionante, quer cáquer na Terceira, ver centenas de jo-vens a tocar em toda a qualidade deinstrumentos possíveis nos nossos bailinhos. Lindo de se ver e lindo dese ouvir.
Sexto
- uma referência muito espe-cial a todos aqueles que quiseramtransmitir os bailinhos da Terceirausando as novas tecnologias e a In-ternet - Via Oceânica, Azorestv, Vi-tec e possívelmente outras, e mais astelevisões públicas como a RTP Aço-res e RTP Internacional (em muitomenor escala). Tiro-lhes o chapéu.
Sétimo
- é preciso compreender-seas despesas que os bailinhos têm eajudá-los pagando entradas, mesmoque não as peçam.
Muito, divididopor muitos, nada cabe a cada um.
Também de referir que o Carnaval é bom para muitas das nossas organi-zações, que aproveitam a boa vonta-de dos seus amigos e associados para
fazerem e venderem excelentes lho
-ses e coscorões, de chorar por mais.
A orograa da Madeira é complexa e com muitas possi
- bilidades de se criarem canais inesperados quando a águaé demasiada e que não pode escoar pelos normais meiosexistentes. O povo da Madeira que foi capaz de fazer otrabalho extraordinário das levadas, que são um monu-mento histórico da arte do homem, em trazer e levar águaa toda a ilha, vai ser capaz agora de reconstruir o que foi
danicado.
Infelizmente a Madeira, ou outra terra qualquer, não podedar conveniente resposta, quando em cerca de 5 horaschoveu um quinto das chuvas anuais na Ilha. Numa horachoveu o equivalente a um mês de muita chuva. Já comoalguém disse, se estas chuvadas terríveis tivessem ocor-rido à noite, teria sido uma catástrofe que nem podemosimaginar.O povo da Madeira, tal como o povo da Agualva, e emgeral todo o povo português, não deixará que esta tragédiaos demova de ter um futuro como merecem. As desgraçascausam sempre unidade.A nossa solidariedade a todas as vítimas.A nossa repulsa vai para aqueles jornalistas que no diada tragédia, em vez de fazer notícia, andaram, à procurade representantes da oposição política ao Governo Regio-
nal da Madeira, com perguntas parvas e que não zeram
sentido a quem tem um pouco de inteligência, como se atragédia fosse um caso político. Um mau exemplo de jor-nalismo. Uma vergonha em democracia.josé avila
Crónicas do Perrexil
J. B. Castro Avila
Bailinhos de Carnaval  
 
3
COLABORAÇÃO
Recordando o MestreFaquenim
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
eza um ditado francêsque cada aldeia temum maluquinho. Em português, diríamosque cada um é para o que nasceu.Lembra-nos o velho adágio quede médico, poeta e louco todostêm um pouco, e um provérbioantigo avisa-nos que não há sábionem douto que de louco não te-nha um pouco.Desde sempre e por toda a parte
há conhecimento de guras po
- pulares, com certas característi-cas, que nas localidades do seutempo, duma forma ou doutra,deixaram vinculada a sua marcaoriginal e pessoal, quiçá bizarrana maioria dos casos.Luís da Silva Ribeiro (1882-1955), no prefácio a Tipos da Mi-nha Terra de João Ilhéu, anotoudevidamente: “Todas as épocastêm os seus tipos das ruas e, nãosei bem porquê, a meus olhos pelo menos, eles imprimem àsmultidões que os perseguem comrisos e mofas uma feição particu-lar até certo ponto característica.É que parece-me descobrir certa
anidade entre o tipo da rua com
os seus ridículos, as suas manias,
a sua losoa, a sua indumentá
-ria, e a multidão em cujo seio segerou.Outrora os reis e os grandes se-nhores tinham, como o povo, os bobos que os divertiam, mas di-ferente era a sorte duns e doutros.A evolução dos costumes da so-ciedade culta expulsou os bobosdos salões, mas não os dispensouo povo, que continuou e continu-ará certamente por muito tempoainda, a rir-se das suas misériascom uma infantil e inconscientecrueldade”.Apropriadas amostras temo-las, por exemplo, no livrinho “TiposMinha Terra” (1927) de Frederi-co Lopes Júnior, mais conhecido por João Ilhéu; no livro “OutrosTempos, Outras Gentes” (1978)de Cândido Pamplona Forjaz; eainda através de “Filósofos daRua” (1984) de Augusto Gomes;e mais recentemente em “Histó-rias com Peripécias” (1999) deVictor Rui Dores.Estou a lembrar-me que foi há jávárias décadas atrás, no antigoCafé Tamar de San Jose (Cali-fórnia), em convívio com o jovialJoão Garoupa d’Água d’Alto (S.Miguel), que ouvi falar pela pri-
meira vez àcerca duma gura tí
- pica de nome Mestre Faquenim.O que se segue, porém, é umatranscrição parcial do que escre-veu Bruno de Vasconcelos em“Paz Cinzenta” (1979), recordan-do o popular Faquenim de PontaDelgada.“Creio que ninguém sabia o seuverdadeiro nome, nem eu tão pouco o soube.Conheci-o por vê-lo nas ruas dacidade, e dizerem-me que erauma espécie de faz tudo, colo-cando vidros nas janelas, pintan-do portas e tabuletas, andando
de casa em casa e de ocina emocina, prestando pequenos ser 
-viços e vivendo assim à sorte e aoDeus-dará”.
C
omo descreveu Vascon-celos, o Mestre Faque-
nim “era uma gura
anedótica, de aparênciafranzina e queixo anguloso, quefazia rir onde quer que chegas-se pelas graçolas proferidas. Avoz tinha um som semelhante aoduma cana rachada, e ademaisnão pronunciava as últimas sí-labas das palavras. As pessoasmetiam-se com ele. A rapaziadaatirava-lhe pedras e soltava pia-das p’ra o irritar. Ele ripostavacom palavrões e outros insultosdo seu jocoso vocabulário”.Passo agora a narrar uma picares-ca aventura que, até certo ponto ecircunstâncias locais, trouxe-lhelaivos de fama...Certa vez, um talhante estabe-lecido na Rua da Canada (RuaTavares Resendes), chamou oFaquenim pedindo-lheque pintasse o
nome da rma
na frontaria doTalho e fanta-siasse um boisobre a relva a pastar. Claroque Faquenimacedeu semdemoras, mas primeiro per-guntou: “O se-nhô qué o boucum correnteou sin corren-te?” O talhantehabituado aosgracejos, res- pondeu que isso
cava à conta
dele. Faquenim prometeu, en-tão, representar uma pintura sem corrente. No dia seguinte, lá estava ele comas latinhas de tinta de baixa qua-lidade, mais as brochas e pinceli-nhos, empoleirado num escadote,
a dar início aos desenhos. Ao m
de dias estava concluída a pinturadas letras e do boi, sem corrente, pastando num relvado.Sucedeu que choveu na noite aseguir e a água diluiu por com- pleto as tintas, já de si bastante fracas. Toda a
fachada cou uns bor 
-rões de tinta escorrida,e a pintura do boi jun-tamente com o relvadodesapareceu, restandoapenas manchas esver-deadas e pretas.Estupefacto, o talhan-te mandou chamar oFaquenim exigindoexplicação. Este, com
um sorriso irónico ao
-rando em boca desdentada, numacara ressequida eenrugada, com o ar mais naturaldeste mundo e cheio de calma,retorquiu:“Hom’essa agora! Ê-me, ei in-tances não parguntei ó senhô sequ’ia um bou sincorrente? Pois o bou fugiu!”A fechar, recordo-me de ter co-nhecido um cachorro de muitaestimação chamado FAKNIN.Pertencia a gente amiga da Ribei-ra Grande de antigamente. Mas,diga-se a verdade, o nome docão em nada era sinónimo comaqueloutro aparentado vocábuloinglês!

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