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Monografia - O PORTUGUÊS DA INTERNET NA VISÃO DOS ADOLESCENTES.2

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INTRODUÇÃO
Este estudo objetivou-se em fazer uma análise a cerca do tema: O portuguêsda internet na visão dos adolescentes. Um dos maiores desafios da sociedade modernaé assistir ao jovem, ao adolescente e até as crianças no uso da linguagem da Internet eo seu reflexo no estudo da Língua Portuguesa.As ameaças que o uso da Internet por criaas e jovens apresentapreocupam pais, professores e educadores em geral. Não é a primeira vez que omundo passa por transformações radicais que questionam, abalam e modificam asestruturas sociais tradicionais.No que toca às crianças e jovens, a revolução tecnológica trouxe, no entantoum desvio de pais nunca antes verificado, que lhes atribuiu mais poder eindividualidade, conferindo-lhes uma independência comparável à autonomia dosadultos (POSTMAN, 1994).É assim que a Internet se apresenta aos jovens: um mundo “sem segredos”(BARRA, 2004) ou barreiras, no qual praticamente nasceram e onde aprenderam amover-se sozinhos, sem o auxílio ou a imposição de caminhos determinados pelospais. 
 A língua é um instrumento vivo e em constante mutação, mas também é umbem valioso e a simplificação pode empobrecê-la, na medida em que afeta a suadiversidade.
Falar da linguagem da Internet do ponto de vista dos especialistas,educadores e pais é sinônimo de polêmica.Este tema aborda a preocupão de familiares e educadores daquelesadolescentes que costumam utilizar a
Internet 
, como meio de comunicação entre si,focalizando especificamente o chamado "bate-papo" no
MSN Messenger 
ou "Chat".
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Nesse tipo de interação, adolescentes estão em contato por um canal eletrônico, ocomputador, cuja ferramenta utilizada está disponível na web.Eles sentem-se falando, mas, pelas especificidades do meio que os põe emcontato, são obrigados a escrever suas mensagens, ou seja, interagem, construindo umtexto "falado" por escrito.Por ser esta a natureza do tipo de texto objeto de nossa observação, explica-se a inclusão deste trabalho num livro cujos artigos todos analisam, sob algum prisma,a relação entre a ngua falada e a ngua escrita, ou seja, compreender astransformações da linguagem, contribuindo para a construção de novas formas depensar as ações pedagógicas na relação intrínseca com a leitura-escrita enquantoprocessos diferenciados pelo uso das novas tecnologias de informações.Exige, antes de tudo, que entendamos o que são: linguagem, língua e suasvariações, conceitos à luz de doutrinadores, e também compreendermos a capacidadee necessidade de adaptação do homem a elas.Para Infante (2001p. 22), ngua é um conjunto de sons e ruídos,combinados, com os quais um ser humano, o falante, transmite a outros sereshumanos, o ouvinte ou os ouvintes, o que está na sua mente-emoções, sentimentos,vontades, ordens, apelos, idéias, raciocínios, argumentos e combinações de tudo isso.”A língua é o principal código desenvolvido e utilizado pelos homens para asnecessidades comunicativas de sua vida social. Para Cereja (1998, p. 4), “
a Linguagemé a representação do pensamento por meio de sinais que permitem a comunicação e ainteração entre as pessoas
”.O ser humano utiliza diferentes tipos de linguagem, que podem seorganizadas em dois grupos: a verbal e a não verbal. A verbal é a mais eficaz, porque
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transmite a informação de forma mais objetiva e completa. A visual, entretanto, é maisrápida.No conceito de Castilho (2000 p.42), “língua é um sistema de representaçãoconstituído por palavras e por regras que as combinam, permitindo que expressemosuma idéia, uma emoção, uma ordem, um apelo, enfim, um enunciado de sentidocompleto que estabelece comunicação.”É importante salientar que essas palavras e essas regras são comuns atodos os membros de uma comunidade, onde há fatores que acarretam o surgimentode variantes da mesma língua, sua expressão oral e escrita, de acordo com fatoresgeográficos, sociais, profissionais ou técnicas e situacionais, mas todos devem estar contidos no conjunto mais amplo que é a língua portuguesa.Portanto, é um processo contínuo, aprimorar essa capacidade é uma formade ampliar o relacionamento com o mundo, e a língua portuguesa, falada ou escrita, ésempre um elemento fundamental deste intercâmbio de experiências.Assim, a escrita era tida como estável, sem variação, "estruturalmenteelaborada, complexa, formal e abstrata", e a fala, ao contrário, "como concreta,contextual e estruturalmente simples", marcada pela variação (Cf. Marcuschi, 1997).Essa caracterizão é evidentemente idealizada, pois, além de ocontemplar a correlação das duas modalidades entre si, considera cada uma umfenômeno monobloco, estático e homogêneo.Finalmente, voltando-nos ao propósito central deste trabalho, que é discutir as estratégias de construção do texto da conversação na
Internet,
com a colaboraçãode cinco adolescentes que forneceram algumas transcrições de palavras usadas no“diálogo escrito”, e a discussão da aprendizagem escolar e a ngua cifrada, acomunicação na internet e o prazer/sentimentos envolvidos, implicações da utilização
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