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Relatório da Administração 2009 - Grupo Pão de Açúcar

Relatório da Administração 2009 - Grupo Pão de Açúcar

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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Mensagem da Administração
O ano de 2009 certamente ficará marcado na trajetória do Grupo Pão de Açúcar como um ano de conquistas, que contribuíram para consolidar nossa posição de liderança como a maior empresa de varejo da América Latina. A despeito da cautela vivenciada pelo mercado financeiro nos primeiros meses do ano, iniciamos 2009 com crescimento de vendas no conceito ‘mesmas lojas’ em termos reais, aumento do fluxo de clientes e incremento do ticket médio, indi
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Mensagem da Administração
O ano de 2009 certamente ficará marcado na trajetória do Grupo Pão de Açúcar como um ano de conquistas, que contribuíram para consolidar nossa posição de liderança como a maior empresa de varejo da América Latina. A despeito da cautela vivenciada pelo mercado financeiro nos primeiros meses do ano, iniciamos 2009 com crescimento de vendas no conceito ‘mesmas lojas’ em termos reais, aumento do fluxo de clientes e incremento do ticket médio, indi

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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Mensagem da Administração
O ano de 2009 certamente ficará marcado na trajetória do Grupo Pão de Açúcar como um ano deconquistas, que contribuíram para consolidar nossa posição de liderança como a maior empresa de varejoda América Latina.A despeito da cautela vivenciada pelo mercado financeiro nos primeiros meses do ano, iniciamos 2009 comcrescimento de vendas no conceito ‘mesmas lojas’ em termos reais, aumento do fluxo de clientes eincremento do ticket médio, indicadores que cresceram consistentemente no decorrer do ano.Desde o início do ano, tínhamos um objetivo muito claro: crescer de forma sustentável, dando continuidadeao processo de controle de despesas, de disciplina na aplicação dos nossos recursos e de busca por umamaior competitividade de preços, aproveitando as oportunidades existentes para buscar crescimento dasvendas e ampliar a participação do Grupo em novos negócios.Em 2009, superamos as metas (
 guidances
) definidas pelo Grupo, excluindo as operações do Ponto Frio. Asnossas vendas brutas atingiram R$ 23,3 bilhões (meta > R$ 23,0 bilhões) e o crescimento real das vendasbrutas no conceito ‘mesmas lojas’ foi de 4,5% (meta > 2,5% real). O nosso EBITDA atingiu R$ 1.530,4milhões (meta > R$ 1,5 bilhão) e o indicador Dívida Líquida/EBITDA ficou em 0,44x (meta < 1x).Com a aquisição do Ponto Frio em julho, encerramos o ano com crescimento de 25,7% em vendas brutas,que totalizaram R$ 26,2 bilhões. Também alcançamos ganhos de
market share,
especialmente nas vendasde não-alimentos, que apresentaram crescimento acima de 13,5% no conceito ‘mesmas lojas’.Entre os fatores que contribuíram para esse desempenho destaca-se a consolidação dos pilares de vendasintroduzidos durante 2008 em nosso dia-a-dia: sortimento, precificação, comunicação e serviços. Aomesmo tempo, a sólida estrutura de capital apresentada pelo Grupo também foi decisiva para os ganhosde participação de mercado.Além disso, fortalecemos nossa posição em não-alimentos com duas ações significativas: a aquisição darede Ponto Frio, em junho de 2009, e a associação firmada com a Casas Bahia, em dezembro. Com estasoperações, garantimos a complementaridade de posicionamento no mercado de bens duráveis, ao atenderconsumidores de diferentes classes sociais, e ampliamos o conhecimento sobre esse setor, capturandosinergias, buscando a excelência no atendimento e oferecendo uma série de benefícios ao consumidorcomo: maior sortimento de produtos, melhores preços e acesso facilitado ao crédito.Embora os resultados do Ponto Frio ainda estejam distantes dos patamares esperados pelo Grupo, o
turnaround 
da operação está sendo implantado com sucesso e dentro do prazo previsto, com reversão datendência negativa apresentada no início de 2009 e forte recuperação de vendas. As sinergias capturadasaté o momento são superiores às expectativas iniciais, com ganhos em diversas áreas: tecnologia dainformação, logística, marketing, compras e também na concessão de crédito.A decisão de fortalecer a participação do Grupo Pão de Açúcar em não-alimentos faz parte das diretrizesestratégicas apresentadas em 2007 pelo Conselho de Administração. Aliado a isso, estudos recentesdemonstram a importância e o potencial de crescimento do mercado de não-alimentos no Brasil. Outroponto positivo são as iniciativas tributárias promovidas pelo governo, como a substituição tributária, quecontribuiu para a formalização do setor de varejo de não-alimentos e, consequentemente, uma competiçãomais justa.Nossa atuação em não-alimentos será reforçada ainda com a integração e a segmentação das operações decomércio eletrônico do Ponto Frio (www.pontofrio.com.br) e Extra (www.extra.com.br), o que culminarácom a criação de um negócio com faturamento superior a R$ 1,0 bilhão.O ano de 2009 também foi marcado pela compra dos 40% restantes do controle do Assaí, queproporcionará mais dinamismo e sinergias a serem capturadas durante 2010.Outro passo importante foi a indicação do Enéas Pestana para o cargo de diretor-presidente do Grupo Pãode Açúcar. Como parte do processo de transição, previsto para acontecer em 2010, Enéas assumiu no finalde 2009 o recém-criado cargo de Vice-Presidente Executivo de Operações Sênior - COO.O Grupo também evoluiu internamente, no que diz respeito à sua equipe. Hoje temos um time motivado,integrado e alinhado na busca por resultado e criação de valor no Grupo e, principalmente, confiante nasperspectivas de crescimento do Grupo para os próximos anos.Em 2009, avançamos ainda na consolidação do conceito de sustentabilidade empresarial com a instituiçãodo comitê de sustentabilidade, criado para estruturar as questões relacionadas ao tema, e a realização dediversas ações, com destaque para a construção de novas lojas verdes, o estímulo ao uso de sacolasretornáveis e a mitigação de impactos ambientais em energia e água. Para 2010, a expectativa é avançarnosso posicionamento nessa área, fortalecendo ainda mais os princípios e ideais da sustentabilidade emnosso dia-a-dia.Se para o mercado os efeitos da crise não foram tão intensos como se esperava, para o Grupo Pão deAçúcar esse impacto foi ainda menor. Encerramos 2009 mais fortalecidos, com uma cultura internatotalmente voltada para a conquista de resultados e com a consolidação de um processo iniciado no anoanterior, em busca de eficiência.Competitividade é o nome do jogo. Continuaremos a buscar ganhos de eficiência para que possamosrepassar parte desses ganhos ao consumidor. E, nesse sentido, 2010 será um ano de continuidade decrescimento do Grupo que, por meio de uma estrutura de capital fortalecida, nos permitirá acelerar o planode expansão orgânico de forma realmente significativa. Também continuaremos atentos para capturaroportunidades de aquisição que tenham apelo estratégico e possam, ao mesmo tempo, alavancar o retornodos investimentos realizados.Aprovamos o maior plano de investimentos do Grupo para um único triênio, com um montante recorde decerca de R$ 5 bilhões até 2012 que será destinado, principalmente, para a abertura de lojas. Investiremosno desenvolvimento de formatos que trazem maior retorno para o Grupo, especialmente nas bandeiras devizinhança: Assaí, Extra Fácil e Extra Supermercado.Nosso plano de investimentos reflete a expectativa positiva em relação ao desempenho da economiabrasileira e reitera nosso compromisso com a criação de empregos e o desenvolvimento do país. Daremosprioridade ao crescimento orgânico, com a inauguração de lojas, sem deixar de analisar oportunidades deaquisição que tragam sinergia às nossas operações e efetiva criação de valor.
Desempenho Operacional
Os comentários apresentados a seguir sobre o desempenho operacional e financeiro do Grupo Pão deAçúcar (GPA) referem-se aos seguintes números: (i)
“consolidados”
- incluem integralmente os resultadosoperacionais e financeiros da Sendas Distribuidora (associação com a rede Sendas, no Rio de Janeiro), doAssaí (Rede Atacadista Assaí) e, a partir do 3º trimestre de 2009, da Globex Utilidades S.A. (Ponto Frio) e (ii)
em “bases comparáveis”
- excluem integralmente os resultados operacionais e financeiros da GlobexUtilidades S.A. (Ponto Frio).
Os resultados apresentados a seguir consideram as modificações contábeis introduzidas pela Leinº 11.638/07.
As informações referentes ao ano de 2008 incluem comentários sobre os
resultados pro-forma
, que excluem os custos com reestruturação, de R$ 23,0 milhões, referentes ao 1º trimestre de 2008.
Desempenho de VendasVendas brutas e crescimento real ‘mesmas lojas’ superaramas metas definidas para 2009Desempenho de vendas totais
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
Vendas Brutas26.223,023.334,520.856,811,9%Vendas Líquidas23.254,220.769,418.033,115,2%(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos
[Comentários “consolidados” - sem Ponto Frio]Em 2009
, o Grupo, excluindo as operações do Ponto Frio, registrou faturamento bruto de R$ 23.334,5milhões e vendas líquidas de R$ 20.769,4 milhões, que representam crescimentos de 11,9% e 15,2%respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.No conceito ‘mesmas lojas’, as vendas brutas cresceram 9,6% no ano, com incremento real de 4,5%quando deflacionadas pelo IPCA - Índice Geral (1). Já as vendas líquidas aumentaram 12,7%. Ainda nesteconceito, os produtos alimentícios cresceram 8,3%, enquanto os produtos não-alimentícios registraramcrescimento de 13,5%, no período.
As metas de vendas brutas e de crescimento real no conceito ‘mesmas lojas’ estabelecidas para2009 foram superadas.
Em 2009, as vendas brutas (excluindo Ponto Frio) atingiram R$ 23,3 bilhões (emrelação à meta de R$ 23,0 bilhões), com crescimento real no conceito ‘mesmas lojas’ de 4,5% - ou seja,acima da meta de 2,5% estabelecida para o ano.
[Comentários “consolidados” - com Ponto Frio]Em 2009
, o Grupo registrou faturamento bruto de R$ 26.223,0 milhões e vendas líquidas de R$ 23.254,2milhões, que representam crescimentos de 25,7% e 29,0%, respectivamente, em comparação ao mesmoperíodo do ano anterior.(1) O Grupo Pão de Açúcar adota como indicador de inflação o IPCA - Índice de Preços ao ConsumidorAmplo, que também é utilizado pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) por melhor refletir omix de produtos e marcas comercializados pelo Grupo.(2) O conceito ‘mesmas lojas’ de Ponto Frio inclui as vendas das lojas físicas e do comércioeletrônico/atacado.
Lucro BrutoCrescimento em 2009 foi de 11,6%, em “bases comparáveis”Lucro Bruto
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
Lucro Bruto5.760,45.302,84.753,611,6%Margem Bruta-%24,8%25,5%26,4%-0,9 p.p.
(2)
(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos(2) p.p. refere-se a ponto percentual
[Comentários em “bases comparáveis” - sem Ponto Frio]Em 2009
, o lucro bruto atingiu R$ 5.302,8 milhões, um incremento de 11,6% em relação ao mesmoperíodo do ano anterior. A margem bruta foi de 25,5%, uma redução de 0,9 ponto percentual em relaçãoa 2008. Os fatores principais que contribuíram para essa redução foram: (i) o efeito da ampliação do regimede substituição tributária; e (ii) o aumento da participação do Assaí.
[Comentários “consolidados” - com Ponto Frio]Em 2009
, o lucro bruto atingiu R$ 5.760,4 milhões e margem bruta, 24,8%.
Despesas Operacionais TotaisPercentual conquistado é de 18,2% das vendas líquidas em 2009,menor patamar já registrado pelo Grupo, em “bases comparáveis”Despesas Operacionais
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
Desp. c/Vendas3.519,03.180,92.857,111,3%Desp. Gerais e Adm.740,3591,5574,03,1%Desp. Operac. totais4.259,33.772,43.431,19,9%% s/vendas líquidas18,3%18,2%19,0%-0,8 p.p.
(2)
(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos(2) p.p. refere-se a ponto percentual
[Comentários em “bases comparáveis” - sem Ponto Frio]Em 2009
, as despesas operacionais totais atingiram R$ 3.772,4 milhões, um crescimento de 9,9% emrelação a 2008. Como percentual da venda líquida, as despesas de 2009 alcançaram a marca de 18,2%,uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Este é o menor nívelde despesas já registrado pelo Grupo.É importante destacar que no 1º trimestre de 2008, as despesas operacionais totais foram impactadas porgastos com reestruturação, no valor de R$ 23,0 milhões. Desconsiderando esse montante da base decálculo de 2008, as despesas operacionais totais de 2009 teriam crescido 10,7% em comparação com 2008pro-forma.
[Comentários “consolidados” - com Ponto Frio]Em 2009
, as despesas operacionais totais representaram 18,3% das vendas líquidas e em termos absolutos,totalizaram R$ 4.259,3 milhões.
EBITDACrescimento em 2009 é de 15,7%, em “bases comparáveis”
EBITDA
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
EBITDA1.501,11.530,41.322,515,7%Margem EBITDA - %6,5%7,4%7,3%0,1 p.p.
(2)
(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos(2) p.p. refere-se a ponto percentual
[Comentários em “bases comparáveis” - sem Ponto Frio]Em 2009
, o EBITDA foi de R$ 1.530,4 milhões, um crescimento de 15,7% em relação a 2008 e
acima dameta estabelecida para 2009 de R$ 1,5 bilhão,
excluindo Ponto Frio. A margem EBITDA atingiu 7,4%,uma melhora de 0,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2008.Os níveis conquistados de EBITDA e margem EBITDA estão em linha com a estratégia do Grupo, de ampliarsua participação em novos negócios e crescer de forma sustentável, com a continuidade no controle dedespesas e investimentos na competitividade de preços, compensados pela alavancagem das vendas, alémde propiciar ganhos em
cash margin
.
[Comentários “consolidados” - com Ponto Frio]Em 2009
, o EBITDA foi de R$ 1.501,1 milhões e a margem EBITDA, de 6,5%.
Resultado Financeiro LíquidoResultado Financeiro reduz 22,8% em 2009 em relação a 2008,em “bases comparáveis”Resultado Financeiro
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
Rec. Financeiras251,7241,1291,5-17,3%Desp. Financeiras(536,3)(485,8)(608,3)-20,1%Result. Financeiro(284,6)(244,7)(316,8)-22,8%(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos
[Comentários em “bases comparáveis” - sem Ponto Frio]Em 2009
, o resultado financeiro líquido do Grupo foi negativo em R$ 244,7 milhões, uma redução de22,8% em relação a 2008, principalmente em função da queda da taxa de juros (CDI) e da dívida líquidano período.
O Grupo cumpriu com a meta estabelecida para o ano (Dívida Líquida/EBITDA < 1x) atingindouma relação Dívida Líquida/EBITDA de 0,44x.
Esse indicador reflete a adoção de uma política demanutenção de uma sólida estrutura de capital, por meio da continuidade de esforços para otimização dedespesas e de investimentos.
[Comentários “consolidados” - com Ponto Frio]Em 2009,
a relação Dívida Líquida/EBITDA foi de 0,47x, também abaixo da meta estabelecida para o ano,mesmo considerando a aquisição do Ponto Frio.
Equivalência PatrimonialResultado da FIC cresce mais de cinco vezes em 2009
Desde 30 de setembro de 2009, o Banco Investcred - BINV, financeira da Globex, passou a seradministrado pela FIC - Financeira Itaú CBD, com o objetivo principal de alavancar as vendas do Ponto Frioe ampliar a rentabilidade, com a adoção de uma política de concessão de crédito criteriosa, formas depagamentos diferenciadas e busca por sinergias.Com a incorporação do Investcred pela FIC, e em função do patrimônio líquido dessas empresas, aparticipação do Grupo Pão de Açúcar, sem Globex, na FIC passa a ser de 36% e da Globex na FIC de 14%.A participação consolidada do Grupo na FIC continua a ser de 50%.Em 2009, a FIC registrou resultad de R$ 15,2 milhões, um crescimento expressivo de 424,1% emcomparação aos R$ 2,9 milhões em 2008. Considerando o BINV, o resultado da equivalência patrimonialfoi de R$ 17,6 milhões no ano.
Sendas DistribuidoraMargem EBITDA fica em 6,1% em 2009
Os comentários apresentados abaixo sobre o desempenho operacional da Sendas Distribuidora nãoincluem cinco (5) lojas convertidas em Assaí em 2009. Os resultados das lojas do Assaí em operação no Riode Janeiro serão comentados no capítulo Assaí Atacadista.
Em 2009,
as vendas brutas totalizaram R$ 3.465,7 milhões e as vendas líquidas alcançaram R$ 3.009,3milhões, com crescimentos de 3,1 e 3,0% respectivamente, em relação ao mesmo período no anoanterior.O lucro bruto totalizou R$ 804,7 milhões, com uma margem bruta de 26,7%. As despesas operacionaisficaram em R$ 620,1 milhões, o que representou 20,6% das vendas líquidas. O EBITDA totalizou R$184,6milhões, com margem EBITDA de 6,1%. O lucro líquido atingiu R$ 39,5 milhões, gerando umaparticipação minoritária negativa de R$ 16,8 milhões.
Assaí AtacadistaEBITDA cresce 13,9% em 2009
Em 2009
, as vendas brutas totalizaram R$ 2.196,5 milhões, crescimento de 51,3%, enquanto as vendaslíquidas atingiram R$ 1.981,8 milhões, um incremento de 56,1%. O lucro bruto atingiu R$ 291,3 milhões,um crescimento de 47,4% em relação a 2008.As despesas operacionais totais encerraram o ano em R$ 237,9 milhões, atingindo 12,0% comopercentual da venda líquida, mesmo patamar apresentado em 2008. O EBITDA totalizou R$ 53,4 milhões,com margem EBITDA de 2,7%, uma redução de 1,0 ponto percentual em relação ao mesmo período doano anterior. Esse desempenho foi impactado pela abertura de sete (7) novas lojas e pela conversão decinco (5) lojas para a bandeira Assaí, principalmente no Rio de Janeiro. Apesar de terem apresentadoincremento de vendas e manutenção das despesas operacionais totais, estas unidades ainda não atingirama maturidade. Excluindo as lojas do Rio de Janeiro, a margem EBITDA foi de 4,1%.O lucro líquido consolidado totalizou R$ 16,0 milhões.
Assaí - Destaques Financeiros e Operacionais
20092008
(R$ milhões)
(1)
ConsolidadoConsolidadoVar.
Receita Bruta2.196,51.452,151,3%Receita Líquida1.981,81.269,456,1%Lucro Bruto291,3197,647,4%Margem Bruta - %14,7%15,6%-0,9 p.p.
(2)
Despesas Operacionais Totais237,9150,857,8%% sobre vendas líquidas12,0%11,9%0,1 p.p.
(2)
EBITDA53,446,913,9%Margem EBITDA - %2,7%3,7%-1,0 p.p.
(2)
Lucro Líquido16,024,9-35,9%Margem Líquida - %0,8%2,0%-1,2 p.p.
(2)
(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos(2) p.p. refere-se a ponto percentual
Lucro LíquidoMargem líquida cresce 1,5 p.p. em 2009, em “bases comparáveis”Lucro Líquido
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
Lucro Líquido591,6597,5260,4129,4%Margem Líquida - %2,5%2,9%1,4%1,5 p.p.(2)(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos(2) p.p. refere-se a ponto percentual
[Comentários em “bases comparáveis” - sem Ponto Frio]Em 2009
, o lucro líquido foi de R$ 597,5 milhões, representando 2,9% como percentual de venda líquida,um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação a 2008.
Lucro Líquido AjustadoCrescimento foi de 73,2% em 2009, em “bases comparáveis”
Em 2008, o lucro líquido foi impactado por gastos com reestruturação ocorridos no primeiro trimestre doano, que totalizaram R$ 17,2 milhões. Mesmo com a incorporação da nova Lei nº 11.638/07, o lucrolíquido de 2008 também sofreu o impacto da amortização do ágio. A tabela abaixo também considera oimpacto dos eventos não-recorrentes em 2009 (Nota 21) e que já foram mencionados anteriormente:
Lucro Líquido Ajustado
20092009consolidadoem bases(comcomparáveis2008
(R$ milhões)
(1)
Ponto Frio)(sem Ponto Frio)consolidadoVar.
Lucro Líquido
591,6597,5260,4129,4%
Gastos com reestruturação
(2)
17,2Amortização do Ágio
(2)
112,6Resultado Não Recorrente
(2)
50,611,4
Lucro Líquido Ajustado642,2608,9390,256,0%
(1) Os somatórios e percentuais, podem não conferir devido a arredondamentos(2) Líquido de Imposto de Renda
[Comentários em “bases comparáveis” - sem Ponto Frio]
Considerando o impacto dos efeitos da tabela acima, o lucro líquido em 2009 apresentou crescimento de56,0%, em relação ao resultado ajustado do ano anterior.
[Comentários “consolidados” - com Ponto Frio]
Considerando o impacto dos efeitos da tabela acima, o lucro líquido em 2009 foi de R$ 642,2 milhões.
InvestimentosGrupo investe R$ 723,1 milhões em 2009
Em 2009
, os investimentos promovidos pelo Grupo Pão de Açúcar alcançaram R$ 723,1 milhões, emcomparação aos R$ 503,0 milhões investidos no ano de 2008. Deste total, cerca de 37% foramdirecionados para abertura de 46 novas lojas, 35% para reforma e conversão de lojas existentes e 29% eminfra-estrutura (tecnologia, logística e outros).
Dividendos
Será proposto para deliberação da Assembléia Geral Ordinária - AGO, dividendos no montante de R$ 94,1milhões, em complementação às antecipações de dividendos pagas ao longo de 2009, no valor de R$ 46,4milhões. Desta forma, os dividendos propostos para o ano de 2009 alcançarão o valor total de R$ 140,5milhões, o que representa um crescimento de 127,2% em relação ao ano de 2008.De acordo com a Política de Distribuição de Dividendos aprovada em 3 de agosto de 2009, o valor deR$ 94,1 milhões corresponde à diferença entre o dividendo mínimo obrigatório - calculado com base nodesempenho do Grupo em 2009 - e os dividendos antecipados ao longo do exercício de 2009, quetotalizaram R$ 46,4 milhões.Os dividendos propostos pela Administração do Grupo, no valor de R$ 94,1 milhões, corresponderão aR$ 0,357930 por ação ordinária, R$ 0,393723 por ação preferencial classe A e R$ 0,01 por açãopreferencial classe B.
Globex Utilidades S.A.Margem EBITDA melhora 0,8 p.p. no 4T09, excluindoos gastos não-recorrentes com reestruturação
Em julho de 2009, efetivou-se a compra da Globex pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA). Durante o 3º e 4ºtrimestres, já conseguiu-se reverter a tendência de performance de venda e melhora dos resultados.Com a decisão de fortalecer a participação do Grupo em não-alimentos, outro importante movimento foirealizado em dezembro de 2009: a associação com a Casas Bahia. Esta iniciativa tem como objetivo unir asoperações de Ponto Frio, Casas Bahia e Extra Eletro em uma única e nova sociedade, que permitirá àsempresas capturarem sinergias e oferecer benefícios ao consumidor, traduzidos em um maior sortimentode produtos, melhor atendimento e acesso facilitado ao crédito.Embora os resultados da Globex ainda estejam distantes dos patamares praticados pelo Grupo, o
turnaround 
do Ponto Frio está sendo implantado com sucesso e dentro do prazo previsto. Em função daassociação com a Casas Bahia, algumas sinergias entre Globex e Grupo Pão de Açúcar serão capturadasposteriormente.A partir do 4º trimestre de 2009, os números de Globex Utilidades S.A. não são mais impactados peloBanco Investcred, passando a ser apresentado na linha de Equivalência Patrimonial
As vendas brutas
totalizaram R$ 1.598,5 milhões, com crescimento de 8,1% em relação ao mesmoperíodo de 2008. Já
as vendas líquidas
cresceram 37,6% em relação ao mesmo período do ano anterior,atingindo um faturamento de R$ 1.407,9 milhões no 4T09. No conceito ‘mesmas lojas’, as vendas brutasde mercadorias, incluindo as operações de comércio eletrônico, cresceram 21,7%. Essa recuperaçãoapresentada no 4T09 é resultante dos seguintes fatores: (i) campanha de Natal transversal com o GPA, quemobilizou as áreas comercial, operacional e logística, garantindo maior competitividade nas ofertas; (ii)maior presença na mídia (nos principais veículos de rádio, TV e jornal) em todo o Brasil; e (iii) oferta decondições de pagamentos diferenciadas ao consumidor durante as comemorações natalinas.
O lucro bruto
atingiu R$ 239,1 milhões, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2008.A margem bruta ficou em 17,0%, uma redução de 4,8 pontos percentuais em relação ao 4T08, impactadapela substituição tributária em 2,2 pontos percentuais.
As despesas operacionais totais
(que incluem despesas com vendas, gerais e administrativas e outros)totalizaram R$ 277,9 milhões, um crescimento de 27,0% em comparação com mesmo período do anoanterior. Excluindo-se os gastos não-recorrentes de reestruturação, que totalizaram R$ 56,1 milhões, asdespesas operacionais totais tiveram crescimento de 1,4%.
O EBITDA
atingiu um resultado negativo de R$ 38,8 milhões, com margem EBITDA negativa de 2,8% emcomparação com 0,4% positiva registrada no 4T08. O desempenho do EBITDA foi impactadoprincipalmente pelos seguintes fatores: (i) maior lucro bruto em função da melhoria das vendas;(ii) despesas e provisões de reestruturação; e (iii) captura de sinergias. Excluindo-se os gastosnão-recorrentes de reestruturação mencionados no capítulo de despesas operacionais totais,o EBITDAseria de R$ 17,3 milhões, com margem EBITDA de 1,2%, uma melhora de 0,8 ponto percentual em relaçãoao mesmo período do ano anterior, revertendo a tendência negativa apresentada durante os três primeirostrimestres.
O resultado financeiro líquido
totalizou R$ 23,1 milhões negativos, contra os R$ 2,2 milhões negativosapresentado no 4T08. Esse resultado foi impactado, principalmente pelos juros decorrentes do aumentodo volume de descontos de recebíveis.
O resultado deequivalência patrimonial,
considerando a participação de 14% da Globex na FIC e 50%no acervo remanescente do BINV, foi de R$ 2,4 milhões.
O lucro líquido
totalizou R$ 34,5 milhões versus um prejuízo líquido de R$ 9,5 milhões no 4T08. Esseresultado foi impactado principalmente pela recuperação de prejuízos fiscais na linha de Imposto de Rendano montante de R$ 109,6 milhões, em função de um novo estudo técnico de viabilidade acerca darealização futura do ativo fiscal diferido, considerando a capacidade provável de geração de lucrostributários futuros da Companhia. E impactado negativamente pelos gastos não recorrentes comreestruturação, pela harmonização das práticas contábeis e despesas operacionais com PontoFrio.com queiniciou suas vendas a partir de dezembro de 2008.
Auditoria e Controles Internos
Os auditores externos e a auditoria interna apresentam suas avaliações sobre resultados, práticas contábeise controles internos diretamente aos membros do Comitê de Auditoria e membros do Conselho deAdministração.Desde 2004, a Ernst & Young Auditores Independentes SS é o nosso auditor independente. Nesteexercício, menos de 7% dos honorários da Ernst & Young se referem a serviços não relacionados aauditoria.O processo de revisão dos controles internos por ela efetuados, bem como as recomendações oferecidas,permitem o aprimoramento desses controles, com destaque para os aspectos fiscais, contábeis e detecnologia da informação.
Segmentação de Vendas Brutas por Formato (R$ mil)
Ano2009%2008%Var. (%)Pão de Açúcar (a)
4.248.47316,2%3.903.87518,7%8,8%
Extra*
11.785.25444,9%10.609.13850,9%11,1%
CompreBem (b)
2.828.52610,8%2.932.59614,1%-3,5%
Extra Eletro
442.2031,7%372.4771,8%18,7%
Sendas**
1.833.5117,0%1.586.5887,6%15,6%
Assai
2.196.5078,4%1.452.0957,0%51,3%
Ponto Frio (c)
2.888.54811,0%
Grupo Pão de Açúcar26.223.022100,0%20.856.769100,0%25,7%GPA ex Ponto Frio23.334.47420.856.769100,0%11,9%
* Inclui as vendas das bandeiras Extra Fácil e Extra Perto**Lojas com a bandeira Sendas que fazem parte da Sendas Distribuidora S.A.(a) Desde o 3T08, 6 lojas CompreBem em Pernambuco que estavam sobre administração da bandeira Pãode Açúcar passaram à administração da bandeira CompreBem.(b) Desde o 3T08, 14 Lojas ABC CompreBem que estavam sobre a administração da bandeira CompreBempassaram à administração da bandeira Sendas.(c) Vendas Ponto Frio desde o 3T09
Segmentação de Vendas Líquidas por Formato (R$ mil)
Ano2009%2008%Var.(%)Pão de Açúcar (a)
3.801.92516,3%3.379.20218,7%12,5%
Extra*
10.406.21744,7%9.120.03450,6%14,1%
CompreBem (b)
2.585.38611,1%2.572.76314,3%0,5%
Extra Eletro
386.4341,7%294.5901,6%31,2%
Sendas**
1.607.6146,9%1.397.1697,7%15,1%
Assai
1.981.7788,5%1.269.3527,0%56,1%
Ponto Frio (c)
2.484.83010,7%
Grupo Pão de Açúcar23.254.183100,0%18.033.110100,0%29,0%GPA ex Ponto Frio20.769.35318.033.110100,0%15,2%
* Inclui as vendas das bandeiras Extra Fácil e Extra Perto**Lojas com a bandeira Sendas que fazem parte da Sendas Distribuidora S.A.(a) Desde o 3T08, 6 lojas CompreBem em Pernambuco que estavam sobre administração da bandeira Pãode Açúcar passaram à administração da bandeira CompreBem.(b) Desde o 3T08, 14 Lojas ABC CompreBem que estavam sobre a administração da bandeira CompreBempassaram à administração da bandeira Sendas.(c) Vendas Ponto Frio desde o 3T09
Composição de Vendas (% sobre Vendas Líquidas)
20092008AnoAnoAnoConsolidadoem basesem basescom Ponto Friocomparáveiscomparáveis
À Vista47,8%49,1%50,1%Cartão de Crédito43,6%41,7%40,6%Ticket Alimentação7,5%8,3%7,8%À Prazo1,0%0,8%1,5%Cheque Pré-Datado0,7%0,8%1,0%Crediário0,3%0,1%0,5%
Dados por Formato em 31 de Dezembro de 2009###Área deCheckoutsFuncionáriosLojas*Vendas (m
2
)
Pão de Açúcar1.58214.481145193.325CompreBem1.6787.695157187.551Sendas1.1055.40468123.063Extra Hipermercados4.01927.891103731.189Extra Supermercados1569581319.171Extra Eletro1307054727.902Extra Fácil1743645211.638Assai8116.53240118.371Ponto Frio1.5499.587455332.443
Total Lojas11.20473.6171.0801.744.653
Administração3.351Prevenção de Perdas3.883Centros de Distribuição4.393
Total Grupo Pão de Açúcar11.20485.2441.0801.744.653
* Além das 1080 lojas, a Companhia tem 79 Postos de combustíveis e 150 Drogarias.
Movimentação de Lojas por Formato
Pão deExtraExtra-ExtraExtraPontoGrupo PãoÁrea deNúmero deAçúcarHiperEletroCompreBemSendasSuperFácilAssaiFriode AçúcarVendas (m
2
)Funciorios
31/12/20081451024716573532285971.360.70670.65631/12/200914510347157681352404551.0801.744.65385.244
Vendas Brutas por m
2
/mês20092008Var. (%)
Pão de Açúcar1.8641.66911,7%CompreBem1.2161.1674,3%Sendas1.2121.1069,6%Extra Hipermercado1.3261.2179,0%Extra Eletro1.3211.13216,7%Assai
(1)
2.2422.552-12,1%
GPA1.4141.3008,8%
Vendas Brutas por Funcionário/mês20092008Var. (%)
Pão de Açúcar24.18722.9375,4%CompreBem30.34930.925-1,9%Sendas27.67225.7167,6%Extra Hipermercado36.96235.0045,6%Extra Eletro51.71846.81210,5%Assai
(1)
37.22837.2170,0%
GPA32.22730.6525,1%
Ticket Médio - Vendas Brutas20092008Var. (%)
Pão de Açúcar33,330,210,4%CompreBem22,722,03,2%Sendas27,624,910,9%Extra Hipermercado57,453,08,3%Extra Eletro3963765,2%Assai
(1)
82,890-8,5%
GPA41,537,810,0%
Vendas Brutas por Checkout/mês20092008Var. (%)
Pão de Açúcar220.825179.53923,0%CompreBem135.942128.2646,0%Sendas137.359127.4507,8%Extra Hipermercado242.607224.6628,0%Extra Eletro283.464236.42819,9%Assai
(1)
266.312312.637-14,8%
GPA205.428185.52510,7%
Índices de Produtividade (em R$ - nominais)
(1) Esses indicadores foram impactados em função do novo pradrão (tamanho) de lojas, conversões de lojas com perfil mais varejista e pela quantidade de lojas novas que ainda não atingiram a maturidade.
 
continua
BALANÇO SOCIAL ANUAL/2009
(Informações suplementares não auditadas)
1 - Base de Cálculo2009 Valor (Mil reais)2008 Valor (Mil reais)
Receita líquida (RL)23.254.18318.033.110Resultado operacional (RO)644.232392.951Folha de pagamento bruta (FPB)1.356.9911.174.155
2 - Indicadores Sociais Internos Valor (mil)% sobre FPB% sobre RLValor (mil)% sobre FPB% sobre RL
Alimentação226.46217%1%107.4119%1%Encargos sociais compulsórios321.78624%1%316.74127%2%Previdência privada00%0%1.7720%0%Saúde76.6796%0%75.6736%0%Segurança e saúde no trabalho8.1581%0%5.9451%0%Educação2.2940%0%2.1740%0%Cultura00%0%00%0%Capacitação e desenvolvimento profissional28.1602%0%16.7511%0%Creches ou auxílio-creche5350%0%5580%0%Participação nos lucros ou resultados 32.5052%0%22.1732%0%Outros 125.5639%1%103.6059%1%
Total - Indicadores sociais internos
822.14261%4%652.80356%4%
3 - Indicadores Sociais Externos Valor (mil)% sobre RO% sobre RLValor (mil)% sobre RO% sobre RL
Educação4.3471%0%5.1321%0%Cultura2.7900%0%4680%0%Saúde e saneamento3570%0%4050%0%Esporte6.0631%0%5.8111%0%Combate à fome e segurança alimentar7.4561%0%6.7212%0%Outros3910%0%1.2370%0%
Total das contribuições para a sociedade
21.4043%0%19.7755%0%Tributos (excluídos encargos sociais)2.212.908343%10%952.002242%5%
Total - Indicadores sociais externos
2.234.311347%9%971.777247%4%
4 - Indicadores AmbientaisValor (mil)% sobre RO% sobre RLValor (mil)% sobre RO% sobre RL
Investimentos relacionadoscom a produção/operação da empresa00%0%00%0%Investimentos em programase/ou projetos externos3.6121%0%3.4451%0%
Total dos investimentos em meio ambiente
3.6121%0%3.4451%0%Quanto ao estabelecimento de “metas anuais” paraminimizar reduos, o consumo em geral na produção/(x) não possui metas( ) cumpre de 51 a 75%(x) não possui metas( ) cumpre de 51 a 75%operão e aumentar a eficácia na utilização( ) cumpre de 0 a 50%( ) cumpre de 76 a 100%( ) cumpre de 0 a 50%( ) cumpre de 76 a 100%de recursos naturais, a empresa
5 - Indicadores do Corpo Funcional20092008
Nº de empregados(as) ao final do período85.24470.656Nº de admissões durante o período28.27228.926Nº de empregados(as) terceirizados(as)NDNDNº de estagiários(as)165228Nº de empregados(as) acima de 45 anos5.4154.844Nº de mulheres que trabalham na empresa33.90831.576% de cargos de chefia ocupados por mulheres29,15%27,33%Nº de negros(as) que trabalham na empresa43.23533.995% de cargos de chefia ocupados por negros(as)48,65%31,32%Nº de portadores(as) de deficiência ou necessidades especiais570439
6 - Informações Relevantes quanto ao Exercícioda Cidadania Empresarial2009Metas 2010
Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa150 vezes121 vezesNúmero total de acidentes de trabalho348295Os projetos sociais e ambientais(X) direção e( ) todos(as)(X) direção e( ) todos(as)desenvolvidos pela empresa( ) direçãogerênciasemprega-( ) direçãogerênciasemprega-foram definidos por:dos(as)dos(as)Os padrões de segurança e(X) direção( ) todos(as)( ) todos(as)(X) direção e( ) todos(as)( ) todos(as)salubridade no ambiente de trabalhoe gerênciasemprega-+ Cipagerênciasemprega-+ Cipaforam definidos por:dos(as)dos(as)Quanto à liberdade sindical,ao direito de negociação coletiva( ) não se(X) segue as( ) incentiva e( ) não se(X) segue as( ) incentivae à representação interna dos(as)envolvenormassegue a OITenvolvenormas da OITe seguetrabalhadores(as), a empresa:da OITa OIT( ) direção e(X) todos(as)( ) direção e(X) todos(as)A previdência privada contempla:( ) direçãogerênciasemprega-( ) direçãogerênciasemprega-dos(as)dos(as)( ) direção e(X) todos(as)( ) direção e(X) todos(as)A participão dos lucros ou resultados contempla:( ) dirãogerênciasemprega-( ) direçãogerênciasemprega-dos(as)dos(as)Na seleção dos fornecedores,os mesmos padrões éticos e de( ) não são(X) são( ) são( ) não são(X) são( ) sãoresponsabilidade social e ambientalconside-sugeridosexigidosconside-sugeridosexigidosadotados pela empresa:radosradosQuanto à participação de( ) organizaempregados(as) em programas de(X) não se( ) apóia( ) organiza e(X) não se( ) apóiae incentivatrabalho voluntário, a empresa:envolveincentivaenvolveNúmero total de reclamações na empresa no Procon na Justiça na empresa no Procon na Justiçae críticas de consumidores(as):61.5003.20240.559 6.0003.00012.000% de reclamações e críticas na empresa no Procon na Justiça na empresa no Procon na Justiçaatendidas ou solucionadas:95%95%30% 98%98%30%Valor adicionado total a distribuir (em mil R$):
Em 2009:6.310.753Em 2008:3.993.405
Distribuão do Valor Adicionado (DVA):44,0% governo29,3% colaboradores(as)29,7% governo 37,8% colaboradores(as)2,4% acionistas17,3% terceiros1,6% acionistas 26,0% terceiros9,4% retido5,0% retido
7 - Outras Informações
“O Grupo Pão de Açúcar não utiliza mão-de-obra infantil ou trabalho escravo, não tem envolvimento com prostituição ou exploração sexual de criançaou adolescente e não está envolvida com corrupção.”Nossa empresa valoriza e respeita a diversidade interna e externamente.Contato para esclarecimentos sobre as informações declaradas:
Paulo Pompílio - Fone: 11 3886-3469 - E-mail: paulo.pompilio@grupopaodeacucar.com.br
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO - 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008(Em milhares de reais exceto lucro por ação)DEMONSTRAÇÃODO FLUXO DE CAIXA - 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008(Em milhares de reais)
ControladoraConsolidadoNota2009200820092008ATIVOCirculante
Caixa e bancos110.954133.026244.655263.910Aplicações financeiras41.817.4831.120.7012.099.5451.361.702Contas a receber5810.577858.7742.365.2841.876.928Estoques61.521.6131.128.7302.827.4631.570.863Impostos a recuperar7230.581292.292416.583322.368Imposto de renda e contribuiçãosocial diferidos1756.68546.421227.71694.358Fundo de investimentoem direitos creditórios8Outros créditos99.29273.470351.469162.347
Total do ativo circulante4.647.1853.653.4148.532.7155.652.476Não circulante
Realizável a longo prazoFundo de investimentoem direitos creditórios8106.12987.380Contas a receber533.761419.191374.618Impostos a recuperar7134.213177.066255.194283.861Imposto de renda e contribuiçãosocial diferido17289.437527.1381.241.5901.035.716Valores a receber de partes relacionadas9486.516522.097266.102276.472Depósitos para recursos judiciais16208.216154.896428.255250.595Outros créditos14.86018.94534.31939.355Investimentos102.150.0521.463.174212.427113.909Imobilizado114.297.2904.247.9475.248.9414.859.481Intangível12945.101305.6111.374.000659.710
Total do ativo não circulante8.665.5757.504.2549.480.0197.893.717Total do Ativo13.312.76011.157.66818.012.73413.546.193ControladoraConsolidadoNota2009200820092008PASSIVOCirculante
Fornecedores2.327.4441.834.2864.004.3972.409.501Empréstimos e financiamentos1353.294285.048441.163300.580Debêntures1319.38636.86119.38636.861Salários e encargos sociais225.550176.717428.318224.103Impostos e contribuições a recolher15206.72987.394313.672110.234Valores a pagar a partes relacionadas920.18812.27931.73412.433Dividendos propostos1894.49161.85198.05267.994Financiamento de compra de imóveis14.21145.74714.21245.747Aluguéis a pagar21.52321.90247.42442.130Outras contas a pagar174.494129.527403.379168.412
Total do passivo circulante3.157.3102.691.6125.801.7373.417.995Não circulante
Empréstimos e financiamentos13849.069898.7022.183.1212.300.235Debêntures131.481.356777.8681.481.356777.868Provisão para passivoa descoberto de controlada1011.9838.941Impostos parcelados151.140.644192.5851.205.579200.827Provisão para demandas judiciais16106.4971.169.755367.1651.244.125Outras contas a pagar6.44110.489308.60393.152
Total do passivo não circulante3.595.9903.058.3405.545.8244.616.207
Participação de acionistas não controladores105.713104.275
Patrimônio líquido
Capital subscrito185.374.7514.450.7255.374.7514.450.725
Capital Realizado5.374.7514.450.7255.374.7514.450.725
Reservas de capital18512.419574.622512.419574.622Reservas de lucros18672.290382.369672.290382.369
Total do Patrimônio Líquido6.559.4605.407.7166.559.4605.407.716Total do Passivo e Patrinio Líquido13.312.76011.157.66818.012.73413.546.193ControladoraConsolidadoNota2009200820092008Fluxo de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido (prejuízo) do exercício591.580260.427591.580260.427
Ajuste para reconciliação do lucro líquido
Imposto de renda diferido 1744.482(30.790)(53.424)(33.300)Resultado de ativos permanentes baixados6.7706.06982.80011.103Ganhos líquidos por diluição de partic. societáriaDepreciação/Amortizações330.473464.039454.057604.743Juros e variações monetárias171.726265.149431.494 475.197Resultado da equivalência patrimonial10(58.455)(76.355)(17.580)(2.922)Provisão para demandas judiciais1644.43385.88081.326115.996Provisão para baixas e perdas do imobilizado(3.020)6.187(7.878)6.162Provisão para amortização de ágio103.097107.959Pagamento baseado em ações 1826.57719.43726.57719.437Participação minoritária13.769(655)
1.154.5661.103.1401.602.7211.564.147(Aumento) diminuição de ativos
Contas a receber14.43664.391(170.835)(60.566)Estoques(392.883)25.573(849.380)(36.621)Impostos a recuperar113.427(65.719)116.392(77.741)Outros ativos(19.822)25.702(63.072)(34.627)Partes relacionadas73.644(183.225)28.355(20.849)Depósitos judiciais(37.936)(5.784)(99.419)(20.905)
(249.134)(139.062)(1.037.959)(251.309)Aumentos (diminuição) de passivos
Fornecedores493.158(16.226)1.052.76170.239Salários e encargos sociais48.83339.686206.71951.050Impostos e contribuições sociais a recolher84.542(55.994)17.255(116.656)Demais contas a pagar(11.409)(143.937)207(76.517)
615.124(176.471)1.276.942(71.884)Caixa líquido aplicado de atividadesoperacionais1.520.556787.6071.841.7041.240.954Fluxo de caixa das atividades deinvestimentos
Caixa líquido de aquisições79.331Aquisição de empresas(963.128)Aumento de capital em controladas10(939.496)(24.690)(9.318)Aquisição de bens do ativo imobilizado11(491.466)(378.775)(700.706)(485.418)Aumento do ativo intanvel 12(38.551)(2.900)(45.987)(2.900)Venda de bens do imobilizado3.1673.0624.3303.592
Caixa líquido aplicado nas atividadesde investimentos(1.466.346)(403.303)(1.635.478)(484.726)Fluxo de caixa das atividades definanciamentos
Aumento/Redução de capital18487.14488.196487.14488.196FinanciamentosCaptações e refinanciamentos708.940369.742736.805680.154Pagamentos(269.252)(148.437)(393.129)(595.013)Juros Pagos(198.472)(140.526)(209.301)(318.001)Pagamento de dividendos(107.860)(50.084)(109.157)(50.084)
Caixa líquido recebido nas atividadesde financiamentos620.500118.891512.362(194.748)Aumento líquido no caixa e equivalentes674.710503.195718.588561.480
Caixa e equivalentes no fim do peodo1.928.4371.253.7272.344.2001.625.612Caixa e equivalentes no início do peodo1.253.727750.5321.625.6121.064.132
Variação do caixa e equivalentes674.710503.195718.588561.480
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008(Em milhares de reais)
Reserva deCapitalReserva de lucrosCapitalEspecialRetençãoLucrosNotaSocialde ágioLegalExpansãode lucrosacumuladosTotalSaldo em 31 de dezembro de 20074.149.858555.185133.61754.842156.344(100.169)4.949.677
Aumento do Capital SocialCapitalização de reservas60.936(54.842)(6.094)Capital subscrito239.931239.931Destinação de reservaAdoção inicial Lei 11.638/07 e MP 449/08Opções outorgadas reconhecidas19.43719.437Lucro líquido do exercício260.427260.427Reserva legal13.021(13.021)Dividendos propostos95(61.851)(61.756)Reserva p/retenção de lucros85.386(85.386)
Saldo em 31 de dezembro de 20084.450.725574.622146.638235.7315.407.716
Aumento do Capital SocialCapitalização de reservas18239.031(88.780)(150.251)Capital subscrito18684.995684.995Ações em Tesouraria18(10.898)(10.898)Custo Recompra de Ações18(10)(10)Opções outorgadas reconhecidas1826.57726.577Lucro líquido do exercício18591.580591.580Reserva legal1829.579(29.579)Dividendos propostos18(140.500)(140.500)Reserva p/retenção de lucros18421.501(421.501)Ganhos e perdas na conversão de balanços18
Saldo em 31 de dezembro de 20095.374.751512.419176.217496.0736.559.460ControladoraConsolidadoNota2009200820092008Receita operacional bruta
15.967.60814.436.11926.223.02220.856.769Impostos sobre vendas(1.735.241)(1.989.508)(2.968.839)(2.823.659)
Receita líquida das vendas14.232.36712.446.61123.254.18318.033.110
Custo das mercadorias vendidas(10.435.484)(9.094.936)(17.493.806)(13.279.497)
Lucro bruto3.796.8833.351.6755.760.3774.753.613(Despesas) receitas operacionais
Despesas com vendas(2.122.949)(1.960.760)(3.519.020)(2.857.116)Gerais e administrativas(481.906)(437.885)(740.264)(574.023)Depreciação e amortização(330.473)(464.039)(454.049)(604.743)Resultado financeiro20(148.737)(210.211)(284.610)(316.788)Resultado de equivalência patrimonial1058.45576.35517.5792.922Outras despesas e receitas operacionais(64.294)(6.064)(135.781)(10.914)
(3.089.904)(3.002.604)(5.116.145)(4.360.662)Lucro antes do imposto de rendae contribuição sociale das participações dos empregados706.979349.071644.232392.951
Imposto de renda e contribuição social17(88.801)(72.128)(6.378)(111.006)
Lucro antes das participações618.178276.943637.854281.945
Participações minoritárias(13.769)655Participão dos empregados nos resultados18(26.598)(16.516)(32.505)(22.173)
Lucro líquido do exercício591.580260.427591.580260.427Quantidade de açõesno final do exercício
254.482235.249254.482235.249
Lucro líquido do exercício por ação
2,324641,107032,324641,10703
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO- 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008(Em milhares de reais)
ControladoraConsolidadoNota2009200820092008Receitas
Vendas de mercadorias
15.967.608
14.436.119
26.223.022
20.856.769Perda para créditos de liquidação duvidosa
(13.258)
(14.491)
(54.837)
(23.698)Não operacionais
16.188
(6.064)
448
(10.913)
15.970.538
14.415.564
26.168.633
20.822.158
Insumos adquiridos de terceiros
Custo das mercadorias vendidas
(10.611.570)
(10.505.110)
(17.704.484)
(15.163.435)Materiais, energias, serviços 3ºs. e outros
(1.209.591)
(951.881)
(1.954.854)
(1.356.238)
(11.821.161)
(11.456.991)
(19.659.338)
(16.519.673)
Valor adicionado bruto4.149.3772.958.5736.509.2954.302.485Retenções
Depreciação e amortização
(330.473)
(464.039)
(454.049)
(604.743)
Valor adicionado líquido produzidopela entidade3.818.9042.494.5346.055.2463.697.742Recebido em transferência
Equivalência patrimonial10
58.455
76.355
17.579
2.922Participação minoritária
(13.769)
655Receitas financeiras20
229.054
255.072
251.697
292.086
287.509
331.427
255.507
295.663
Valor adicionado total a distribuir4.106.4132.825.9616.310.7533.993.405Colaboradores1.210.5781.115.0381.850.6681.505.745
Salários840.494753.1521.330.1741.034.244Participações26.59835.99932.50641.656Benefícios286.623257.572397.261338.956FGTS56.86368.31590.72790.889Impostos, taxas e contribuições
1.635.167724.3012.779.7391.190.039
Federais929.871359.0541.482.154550.897Estaduais639.915303.0981.166.590536.900Municipais65.38162.149130.995102.242Financiadores
669.088726.1951.088.7661.037.194
Juros377.789455.604536.306593.625Aluguéis291.299270.591552.460443.569Dividendos18140.50061.851153.66961.851Retenção de lucros
451.080
198.576
437.911
198.576
Valor adicionado total distribuído4.106.4132.825.9616.310.7533.993.405
BALANÇOS PATRIMONIAIS - 31 de dezembro de 2009 e 2008(Em milhares de reais)
1.Contexto operacional
A Companhia Brasileira de Distribuição (“Companhia” ou “GPA”), com sede na Cidade de São Paulo,Estado de São Paulo, é uma sociedade por ações de capital aberto.A Companhia e suas controladas têm como atividade preponderante a comercialização varejista eatacadista de produtos alimentícios, artigos de bazar, vestuário, eletroeletrônicos e outros produtos,atuando através de diversos formatos a saber, hipermercados, supermercados, lojas especializadas,lojas de departamentos, lojas de conveniência e por meio da Internet. O GPA possui em seu portfólioas bandeiras “Pão de Açúcar”, “CompreBem”, “Extra”, “Extra Eletro”, “Extra Perto”, “Extra Fácil”,“Extra.com”, “Sendas”, “Assai”, “Ponto Frio” e “PontoFrio.com”.Fundada em 1948, a Companhia possui 85 mil funcionários, 1.080 lojas distribuídas em 20 Estadosbrasileiros e no Distrito Federal e uma infraestrutura logística formada por 28 centrais de distribuiçãolocalizadas em sete Estados.A Companhia aderiu as regras do Nível 1 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Pauloe as suas ações estão listadas na Bolsa de Valores de São Paulo e na Bolsa de Nova York (ADR nível III).O controle da Companhia é compartilhado entre o Grupo Diniz e o Grupo Casino, por meio de sociedadeholding denominada Wilkes Participações S.A., nos termos de acordo firmado em maio de 2005.
Operações e Associações Relevantesa)Sendas Distribuidora
O GPA mantém associação com a rede Sendas, do Rio de Janeiro, conforme detalhado na Nota 10 b(iii) -. A Sendas Distribuidora S.A. (“Sendas Distribuidora”) concentra a atividade de varejo daCompanhia e da Sendas S.A. em todo o Estado do Rio de Janeiro.Em outubro de 2008 o GPA iniciou a operação de atacarejo no Estado do Rio de Janeiro (“Assai”)através da Xantocarpa Participações Ltda. (subsidiária integral da Sendas Distribuidora -“Xantocarpa”).
b)Associação com Itaú (Miravalles)
Desde 2004, o GPA é parceiro do Banco Itaú Unibanco Holding S.A. na Financeira Itaú CBD S.A.(“FIC”). A FIC atua na estruturação e na comercialização de produtos e serviços financeiros ecorrelatos para os clientes do GPA (Vide Nota 10 b (vi)).
c)Aquisição Assai
A partir de 1º de Novembro de 2007, o GPA passou a atuar no segmento “
cash & carry 
(“atacarejo”), reforçando o seu posicionamento de multiformato. Através de operações realizadas em2007 e 2009, conforme detalhado na Nota 10 b (iv), o GPA adquiriu a totalidade do capital votanteda Barcelona Comércio Varejista e Atacadista S.A. (“Barcelona”), sociedade receptora do acervocindido do Assai Comercial e Importadora Ltda.
d)Aquisição Ponto Frio
Em julho de 2009 a Companhia, por meio de uma de suas subsidiárias, adquiriu o controle da GlobexUtilidades S.A. (“Globex”), fortalecendo e ampliando a sua atuação no segmento deeletroeletrônicos. (Vide Nota 10 b (v)).
e)Associação Casas Bahia
Em dezembro de 2009, o GPA e os sócios controladores de Casas Bahia celebraram um Acordo deAssociação visando a integração dos seus negócios do setor de varejo de bens duráveis, assim comoa unificação dos negócios de comércio eletrônico de bens duráveis. Esta associação permitirá ao GPAoferecer ao consumidor um maior sortimento de produtos, melhor atendimento e acesso facilitado aocrédito. A presente operação está pendente de aprovação perante os órgãos antitruste brasileiro.Uma vez concluída a integração dos negócios de varejo de Globex e Casas Bahia, a Companhia teráuma participação majoritária no capital votante e total de Globex, sendo titular de pelo menos 50%(cinquenta por cento) das ações ordinárias mais uma.A associação será implementada no prazo de até 120 dias contados da data de assinatura docontrato, sendo que a integração dos negócios de varejo e a integração dos negócios de comércioeletrônico serão realizadas simultaneamente. Em 31 de dezembro de 2009, referida transação nãogerou nenhum registro contábil.Em 11 de janeiro de 2010, os acionistas, em Assembléia Geral Extraordinária, aprovaram a celebraçãodo Acordo de Associação, firmado em 04 de dezembro de 2009, entre a CBD, Mandala e Globex e ossócios controladores de Casa Bahia Comercial Ltda., por meio do qual foram estabelecidos os termose condições que regerão a integração dos seus negócios do setor de varejo de bens duráveis.Em 03 de fevereiro de 2010, a Companhia e a Casas Bahia celebraram com o Conselho Administrativode Defesa Econômica - CADE um Acordo Provisório de Reversibilidade da Operação (APRO),determinando o seguinte: (i) as companhias deverão manter as suas marcas Casas Bahia e o PontoFrio, bem como deverão realizar campanhas promocionais separadas, assegurando investimentos empropaganda em patamares compatíveis com os exercícios anteriores, ressalvadas as hipótesesexcepcionais decorrentes da conjuntura econômica; (ii) as companhias deverão manter emfuncionamento as lojas atualmente existentes nos 146 municípios nos quais as duas empresas estãopresentes; (iii) manterão seus respectivos Centros de Distribuição (CDs), comprometendo-se, ainda, amanter os seus níveis gerais de emprego; (iv) manter a Fábrica de Móveis Bartira, empresa subsidiáriadas Casas Bahia que opera exclusivamente para o grupo; (v) manterão as suas respectivas políticas deconcessão crédito; e (vi) deverão manter as estruturas de compras e os seus instrumentos contratuaiscomerciais separados, ainda que possam, desde logo, atuar de forma conjunta nessa área.Ressalvadas essas condições específicas, as empresas poderão adotar as medidas que sejamnecessárias para a integração das atividades e capturar as sinergias resultantes da operação.
2.Base de preparação e apresentação das demonstrações financeirasa)Demonstrações Financeiras
As demonstrações financeiras individual (controladora) e consolidada foram elaboradas e sãoapresentadas de acordo com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), asdisposições da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76), incluindo dispositivos alterados pelasLeis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, bem como os pronunciamentos, orientações e interpretaçõesemitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essas demonstrações financeiras foramaprovadas em reunião da diretoria realizada em 25 de fevereiro de 2010.Durante o ano de 2009 o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu e a Comissão deValores Mobiliários (CVM) aprovou diversos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientaçõescuja vigência é mandatória apenas para os exercícios sociais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010,com requerimento de que as Companhias efetuem reapresentação das demonstrações financeiras doexercício comparativo.Opcionalmente, a Companhia poderia ter antecipado para o exercício findo em 31 de dezembro de2009 a adoção dos pronunciamentos cuja adoção é mandatória para os exercícios sociais iniciados apartir de 1º de janeiro de 2010, desde que em sua totalidade. A Companhia decidiu por não exerceressa faculdade para as demonstrações financeiras de 2009, e no seu melhor julgamento, apresentaabaixo um breve descritivo das possíveis alterações relevantes nas práticas contábeis anteriormenteadotadas, para as demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2009 e período comparativo.Abaixo estão listados os pronunciamentos emitidos em 2009 para os quais a Administração daCompanhia prevê que produzam efeitos sobre as demonstrações financeiras, ou então, nãoproduzirão impactos relevantes sobre as Demonstrações Financeiras.CPC 15 Combinação de Negócios, aprovado pela Deliberação CVM nº 580, de 31 de julho de 2009:Determina, principalmente, os princípios e requerimentos para um adquirente em uma combinaçãode negócios. A Companhia espera que os valores apresentados relacionados à aquisição da GlobexUtilidades S.A. sejam alterados quando da aplicação retrospectiva para 1º de janeiro de 2009 destepronunciamento, em virtude da nova mensuração do ágio por expectativa de rentabilidade futura(goodwill), resultante da mensuração do acervo líquido de Globex pelo valor justo dos ativosadquiridos (incluindo intangíveis identificados) e obrigações assumidas.CPC 22 Informações por Segmento, aprovado pela Deliberação CVM nº 582, de 31 de Julho de 2009:Determina o requerimento de divulgação de informações segregadas por segmento operacional daCompanhia. “Segmento operacional” é definido como um componente da entidade: (a) quedesenvolve atividades de negócios que geram receitas e incorrem em despesas; (b) cujos resultadosoperacionais são regularmente revistos pelo principal gestor das operações da Companhia para atomada de decisões; e (c) para a qual haja informação financeira disponível.A Administração da Companhia analisará a divulgação adicional em suas demonstrações financeirasdecorrente dos dados e indicadores dos ativos, passivos e resultados identificáveis para cada um deseus segmentos operacionais.CPC 24 Evento Subsequente, aprovado pela Deliberação CVM nº 593, de 15 de setembro de 2009: Oprincipal impacto na aplicação dessa norma refere-se à contabilização de dividendos. De acordo como CPC 24 e ao final do exercício a Companhia deverá reconhecer como passivo somente o dividendomínimo obrigatório estabelecido em seu Estatuto. Dividendos adicionais ao mínimo serão registradoscomo passivo na medida em que forem aprovados pelos órgãos competentes da Companhia.CPC 26 Apresentação das Demonstrações financeiras, aprovado pela Deliberação CVM nº 595,de 15 de setembro de 2009: Estabelece a base para a apresentação das demonstrações financeiras,mediante a determinação de requisitos gerais para a apresentação, diretrizes para a sua estruturae o conteúdo mínimo a ser incluído nas demonstrações financeiras. Foram adicionados doisrequerimentos novos em relação à prática antiga: i) demonstração do resultado abrangente;
NOTAS EXPLICATIVAS(Em milhares de reais, exceto quando especificamente indicado por outra forma)
continuação
 
NOTAS EXPLICATIVAS - (Em milhares de reais, exceto quando especificamente indicado por outra forma)
ii) apresentação de três balanços patrimoniais nas situações em que a Companhia aplica uma políticacontábil de forma retroativa ou reapresenta itens em suas demonstrações financeiras.CPC 27 Ativo Imobilizado, aprovado pela Deliberação CVM nº 583, de 31 de julho de 2009: ACompanhia entende que a referida norma analisará eventuais impactos sobre suas demonstraçõesfinanceiras, principalmente em função do referido CPC, ao introduzir o requerimento de dedução dovalor residual estimado dos ativos imobilizados para cômputo da depreciação. Atualmente aCompanhia efetua a depreciação dos ativos pelo seu custo de formação integral sem deduzir o valorresidual estimado. A Companhia está avaliando a vida útil considerando o valor residual dos seus bense aplicará tal mudança de taxa de depreciação prospectivamente a partir de 1º de janeiro de 2010, emconformidade com ICPC 10.CPC 38, 39 e 40 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, Apresentação, Evidenciação,aprovado pela Deliberação CVM nº 604, de 19 de novembro de 2009:CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração: Disciplina o reconhecimento e amensuração de operações realizadas com instrumentos financeiros - incluindo derivativos. Deve seraplicado a todas as Companhias e a todos os tipos de instrumentos financeiros, exceto para algumasexceções especificadas. Um instrumento financeiro é qualquer contrato que origine um ativofinanceiro para uma entidade e um passivo financeiro ou título patrimonial para outra.Os ativos financeiros são quaisquer ativos que sejam: caixa, instrumento patrimonial de outraentidade, direito contratual, ou um contrato que seja ou possa vir a ser liquidado por instrumentospatrimoniais da própria Companhia. Os passivos financeiros são quaisquer passivos que sejam:obrigações contratuais, contratos que serão ou poderão ser liquidados com títulos patrimoniais daprópria Companhia.Um instrumento financeiro pode ser classificado em quatro categorias: (i) ativo ou passivo financeiromensurado ao valor justo por meio do resultado, (ii) mantido até o vencimento, (iii) empréstimos erecebíveis e (iv) disponível para venda.O reconhecimento inicial dos instrumentos financeiros é efetuado pelo seu valor justo, acrescidos doscustos de transação vinculados diretamente a sua aquisição ou emissão e ajustado posteriormentepelas amortizações do principal, pelos juros acumulados calculados com base no método da taxa de juros efetiva (“custo amortizado”), e por qualquer ajuste para redução ao seu provável valor derecuperação ou créditos de liquidação duvidosa. O tratamento contábil relacionado aoreconhecimento dos custos de transação não se aplica para os ativos financeiros mensurado ao valor justo por meio do resultado.O CPC 38 introduz uma série de novos conceitos que não constam do CPC 14. Os principais itens nãocobertos no CPC 14 são os derivativos embutidos, o desreconhecimento de ativos e passivosfinanceiros e provisão para perdas ao valor recuperável (impairment).CPC 39 - Instrumentos Financeiros: Apresentação - Objetiva estabelecer os princípios para a apresentaçãode instrumentos financeiros como passivo ou patrimônio líquido e para compensação de ativosfinanceiros e passivos financeiros. Aplica-se à classificação de instrumentos financeiros, na perspectivado emitente, em ativos financeiros, passivos financeiros e instrumentos patrimoniais; a classificação de juros respectivos, dividendos, perdas e ganhos; as circunstâncias em que ativos financeiros e passivosfinanceiros devem ser compensados (offsetting).CPC 40 - Instrumentos Financeiros: Evidenciação - Introduz a necessidade de divulgações detalhadassobre os instrumentos financeiros para a situação financeira e patrimonial da Companhia e seudesempenho. Esse requerimento engloba, entre outros:(a)Divulgação relacionada à posição financeira da entidade - inclusive informações sobre os ativose passivos financeiros por categoria, divulgações especiais quando a opção pelo valor justo éusada, reclassificações, baixa dos ativos e passivos financeiros, ativos dados em garantia,derivativos embutidos e violação de termos contratuais.(b)Divulgações relacionadas ao desempenho da Companhia no período - inclusive informaçõessobre receita reconhecida, despesas, ganhos e perdas; despesas e receitas de juros; receitas dehonorários; e perdas por
impairment 
;(c)Outras divulgações - inclusive informação sobre políticas contábeis, contabilização de hedge eos valores justos de cada classe de ativo e passivo financeiro; e(d)O Pronunciamento Técnico determina ainda, a divulgação de informações sobre a natureza e aextensão dos riscos decorrentes de instrumentos financeiros: i) Divulgações qualitativas sobreexposições a cada classe de risco e como esses riscos são gerenciados e; ii) Divulgaçõesquantitativas sobre exposições a cada classe de risco, separadamente para risco de crédito, riscode liquidez e risco de mercado (inclusive as análises de sensibilidade).
3.Sumário das principais práticas contábeis
Na elaboração das demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas fez-se necessárioutilizar estimativas para a mensuração e reconhecimento de certos ativos e passivos. Essas estimativasforam determinadas considerando eventos passados e correntes e outros fatores objetivos esubjetivos. Nestes termos, estas demonstrações financeiras incluem estimativas referentes às vidasúteis dos ativos imobilizados e ativos intangíveis; às provisões para créditos de liquidação duvidosa; àsprovisões para perdas nos estoques; às provisões para perdas nos investimentos; à recuperação dosvalores dos ativos imobilizados e intangíveis; à expectativa de realização do imposto de renda econtribuição social diferidos; às taxas e prazos aplicados na determinação do ajuste a valor presentede certos ativos e passivos; às provisões para contingências; a mensuração do valor do benefícioconcedido através de planos de opção de compra de ações e do valor justo de instrumentosfinanceiros; às estimativas para divulgação do quadro de análise de sensibilidade dos instrumentosfinanceiros conforme Instrução CVM n° 475/08. As estimativas utilizadas nestas demonstraçõesfinanceiras poderão apresentar variações em relação aos valores reais quando da realização e/ouliquidação das transações que as envolvem. A Companhia revisa suas estimativas e premissas, pelomenos, trimestralmente.As principais práticas contábeis e os critérios de consolidação adotados pela Companhia estãodescritos a seguir:
a)Apuração do resultado
As receitas de vendas são apresentadas em seus valores brutos. Os impostos e descontos incidentessobre as receitas de vendas são apresentados na forma de conta redutora. O resultado das operaçõesé apurado em conformidade com o regime contábil de competência de exercício. As receitas devendas de produtos são reconhecidas quando da transferência do produto, com todos os riscos ebenefícios, ao comprador. O valor do frete é incluído no custo do produto vendido. As receitas edespesas de juros são reconhecidas pelo método da taxa efetiva de juros na rubrica dereceitas/despesas financeiras.A constituição da despesa de ajuste a valor presente, incidente sobre as vendas a prazo, tem comocontrapartida a rubrica “contas a receber de clientes” e suas reversões são registradas em rubricaseparada, denominada “reversão do ajuste a valor presente das vendas de mercadoria”.
b)Conversão de saldos denominados em moeda estrangeira
(i)Moeda funcional e de apresentação das demonstrações financeirasA moeda funcional da Companhia é o Real. As demonstrações financeiras de cada controlada,consolidada pela Companhia, bem como as demonstrações financeiras utilizadas como basepara avaliação dos investimentos pelo método de equivalência patrimonial, são preparadas combase na moeda funcional de cada entidade.(ii)Transações denominadas em moeda estrangeiraOs ativos e passivos monetários indexados em moeda estrangeira foram convertidos para reaisusando-se a taxa de câmbio vigente na data de fechamento dos respectivos balançospatrimoniais. As diferenças decorrentes da conversão de moeda são reconhecidas como receitasou despesas financeiras no resultado.
c)Instrumentos financeiros
Os ativos e passivos financeiros mantidos pela Companhia e suas controladas são reconhecidos nomomento inicial da sua contratação pelo seu valor justo, acrescido dos custos de transação diretamenterelacionados com a sua aquisição ou emissão. Os instrumentos financeiros são classificados de acordocom o propósito para os quais foram adquiridos ou emitidos sob as seguintes categorias: (i) ativos epassivos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado; e (ii) ativos e passivos financeirosmantidos até o vencimento. Sua mensuração subseqüente ocorre a cada data de balanço de acordocom as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros.
 Ativos e Passivos Financeiros mensurados ao valor justo através do resultado:
compreendem asaplicações financeiras, passivos financeiros usualmente negociados antes do vencimento ederivativos, exceto aqueles designados como instrumentos de hedge. São periodicamentemensurados ao valor justo, sendo que os juros, correção monetária, variação cambial e osganhos ou perdas decorrentes das variações do valor justo são registrados no resultado, sob asrubricas “Receitas Financeiras” ou “Despesas Financeiras”.
 Ativos e passivos mantidos até o vencimento:
compreendem ativos e passivos financeiros, nãoderivativos, com pagamentos fixos ou determináveis e vencimentos definidos. São mensuradospelo custo amortizado, considerando o método da taxa efetiva de juros. Por esse método,apura-se o valor contábil liquido através da aplicação de uma taxa de desconto sobre o valorestimado dos recebimentos futuros, considerando-se o prazo de vigência do instrumentofinanceiro em questão. Os juros, atualização monetária, variação cambial, deduzidas eventuaisperdas do valor recuperável, são reconhecidos no resultado sobre as rubricas de “ReceitasFinanceiras” ou “Despesas Financeiras”.
Instrumentos financeiros derivativos:
compreendem os instrumentos financeiros derivativosutilizados com objetivo de proteção ou para modificar as características de ativos e passivosfinanceiros, compromissos firmes não reconhecidos e transações altamente prováveis. Sãomensurados ao seu valor justo de mercado, com as variações contabilizados contra o resultadodo período, em contrapartida à adequada conta de receita ou despesa financeira, exceto paraos derivativos destinados para operação de
hedge
.Disponíveis para Venda: compreendem ativos financeiros não derivados que sejam designadoscomo disponível para venda ou que não sejam classificados como empréstimos concedidos oucontas a receber. São avaliados pelo valor justo, porém com ajuste reconhecido em contadestacada do patrimônio líquido.O valor justo de mercado dos instrumentos financeiros ativamente negociados em mercadosorganizados é determinado com base na sua cotação de mercado apurada na data de levantamentodo respectivo balanço. Na inexistência de mercado, o valor justo é determinado por meio de técnicasde avaliação consistentes com as práticas usuais de mercado, incluindo transações de mercadorecentes entre partes independentes, referência ao valor de mercado de instrumentos financeirossimilares, análise dos fluxos de caixa descontados ou outros modelos de avaliação.Operões de
hedge:
os instrumentos financeiros derivativos utilizados para proteger exposiçõesa risco ou para modificar as características de ativos e passivos financeiros, compromissos firmesnão reconhecidos e transações altamente prováveis e que sejam: (i) altamente correlacionadosno que se refere às alterações no seu valor de mercado em relação ao valor de mercado do itemque estiver sendo protegido, tanto no início quanto ao longo da vida do contrato (efetividadeentre 80% e 125%); (ii) possuir identificação documental da operação, do risco objeto de
hedge
, do processo de gerenciamento de risco e da metodologia utilizada na avaliação daefetividade; e (iii) considerados efetivos na redução do risco associado à exposição a serprotegida, são classificados e contabilizados como operações de
hedge
de acordo com suanatureza.
hedge
de valor justo: devem ser classificados os instrumentos financeiros derivativos que sedestinem a compensar riscos decorrentes da exposição à variação no valor justo do item objetode
hedge
. Os itens objeto de
hedge
e os respectivos instrumentos financeiros derivativosrelacionados são contabilizados em contrapartida à adequada conta de receita ou despesa, noresultado.Os custos de captação de empréstimos são principalmente compostos pela comissão deintermediação e IOF “Imposto sobre Operações Financeiras”, sendo demonstrados nos termos doCPC 08.
d)Caixa e equivalentes de caixa
Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento e aplicações financeiras resgatáveis no prazo deaté 90 dias da data de levantamento dos respectivos balanços. As aplicações financeiras incluídas noequivalentes de caixa são classificadas na categoria “ativos financeiros mensurados ao valor justoatravés do resultado”.
e)Contas a receber
O Contas a Receber é apresentado considerando-se os valores estimados de sua realização. A provisãopara créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente pelaAdministração para cobrir prováveis perdas na realização desses créditos considerando a médiahistórica de perdas.As vendas financiadas da Companhia são efetuadas com a intermediação da FIC, cujos recebíveis nãopermanecem na Companhia (Nota 10 b (vi)).A Companhia realiza operações de securitização do Contas a Receber através do Pão de Açúcar Fundode Investimento em Direitos Creditórios (“PAFIDC”) (Nota 5(b) e Nota 8).O Contas a receber oriundo de contratos comerciais decorrem de bônus e descontos concedidos porfornecedores, contratualmente estabelecidos e calculados sobre o volume da compra, ações demarketing, reembolso de custos de fretes, etc.
f)Estoques
Os estoques são demonstrados ao custo médio de aquisição ou ao valor de mercado, dos dois omenor, sendo ajustados por provisão para realização de bonificações nos estoques e para perdas equebras, as quais são periodicamente revisadas e avaliadas quanto à sua suficiência. Os custos dearmazenagem e manuseio são apropriados de acordo com o giro de estoque, sendo a parte nãoabsorvida demonstrada no valor dos estoques. As provisões são constituídas com base nos dadoshistóricos da Companhia.
g)Investimentos
Os investimentos em empresas controladas são avaliados pelo método da equivalência patrimonial,sendo constituída provisão para passivo a descoberto, quando aplicável. Outros investimentos sãoregistrados pelo custo de aquisição.
h)Imobilizado
Os ativos imobilizados são registrados ao custo de aquisição ou construção (corrigido monetariamenteaté 31 de dezembro de 1995), deduzido da respectiva depreciação acumulada, calculada pelométodo linear às taxas mencionadas na Nota 11. Para benfeitorias em imóveis de terceiros, aamortização é calculada considerando-se o menor prazo entre, o prazo do contrato de locação ou otempo de vida útil dos bens.A Companhia adota procedimentos para assegurar que seus ativos não estejam contabilizados porvalor superior àquele passível de recuperação através de uso ou venda, em conformidade com ospreceitos estabelecidos pelo CPC 01.Os juros e encargos financeiros decorrentes de empréstimos e financiamentos contratados junto aterceiros, direta ou indiretamente, atribuíveis a processo de aquisição, construção e/ou expansãooperacional, de acordo com a Deliberação CVM nº 193, são capitalizados durante o processo deconstrução ou reforma das lojas da Companhia e de suas controladas. A alocação dos juros eencargos financeiros ao resultado é feita em consonância com os prazos de depreciação doscorrespondentes ativos.As despesas com manutenção e reparos são contabilizadas como despesas quando não afetamsignificativamente a vida útil dos bens; ou agregadas ao valor do ativo quando contribuem de formarelevante para o aumento do prazo de vida útil das instalações e dos equipamentos.
i)Arrendamento mercantil
Os contratos de arrendamento mercantil financeiro são registrados no ativo imobilizado, comcontrapartida no passivo de empréstimos e financiamentos, pelo menor entre, o valor presente dasparcelas mínimas obrigatórias do contrato ou o valor justo do ativo, acrescidos, quando aplicável, doscustos iniciais diretos incorridos na transação. Os juros implicitamente reconhecido no valor do passivode empréstimos e financiamentos são apropriados ao resultado do exercício de acordo com a duraçãodo contrato pelo método da taxa efetiva de juros.Os contratos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesa com base noperíodo de aferição de benefício sobre o ativo arrendado pela Companhia, independentemente dabase utilizada para determinação dos pagamentos pelo arrendamento.A depreciação dos bens capitalizados é calculada de acordo com o prazo de vida útil do bem, nahipótese de manifesta intenção de aquisição do bem. Nos casos em que a Companhia não temintenção de adquirir o bem a depreciação é calculada considerando-se o menor prazo entre, avigência do contrato ou o tempo de vida útil dos bens.
 j)Intangível
Os ágios apurados em aquisições de investimentos ocorridas até 31 de dezembro de 2008, que têmcomo fundamento econômico a rentabilidade futura, foram amortizados de forma linear pelo prazode 5 a 10 anos até aquela data. A partir de 1º de janeiro de 2009 os saldos de ágios são submetidosa teste anual para análise de redução do seu valor recuperável - avaliação de
impairment 
conformedeterminado pelo CPC 01.Os ativos intangíveis com prazo de vida útil definida são amortizados de acordo com tal prazo e,quando apurado algum indício de redução de seu valor recuperável, são submetidos a testes paraanálise de recuperação. Os ativos intangíveis com vida útil indefinida não são amortizados, sendosubmetidos a teste anual para análise de redução de seu valor recuperável.
k)Provisão para recuperação de ativos
A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de identificareventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas que possamindicar deterioração, obsolescência ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências sãoidentificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão paradeterioração, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Essas perdas estão classificadascomo outras despesas operacionais.
l)Outros ativos e passivos
Um passivo é reconhecido no balanço quando a Companhia e suas controladas possuem umaobrigação legal como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômicoseja requerido para liquidá-la. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativasdo risco envolvido.Um ativo é reconhecido no balanço quando for provável que seus benefícios econômicos futurosfavoreçam a Companhia e seu custo ou valor possa ser mensurado com segurança. Os ativos epassivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável que ocorranos próximos doze meses, caso contrário, são classificados como passivos não circulantes.
m)Tributão
As receitas de vendas de mercadorias e serviços estão sujeitas à tributação pelo Imposto sobreCirculação de Mercadorias e Serviços (“ICMS”), Imposto sobre Serviços (“ISS”), Programa deIntegração Social (“PIS”) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (“COFINS”) àsalíquotas vigentes em cada região, sendo seu respectivo valor deduzido do total das receitas devendas para fins de apuração do resultado.Os créditos decorrentes da não-cumulatividade do PIS e da COFINS são deduzidos do custo dosprodutos vendidos na demonstração do resultado do exercício.Os valores de PIS e COFINS referente as despesas e receitas financeiras estão contabilizados nas linhascorrespondentes.As antecipações ou valores passíveis de compensação são demonstrados no ativo circulante ou nãocirculante, de acordo com a previsão de sua realização.O imposto de renda e a contribuição social são apurados de acordo com regime de tributação do lucroreal e classificados em corrente ou diferido conforme a seguir:Corrente- O imposto de renda e a contribuição social no Brasil, quando da opção pelo regime detributação pelo lucro real, são calculados à alíquota de (i) 25% (15% acrescida de adicional de 10%sobre lucro tributável excedente a R$ 240) para o imposto de renda, e (ii) 9% sobre o lucro tributávelpara a contribuição social. A legislação tributária brasileira vigente permite compensar prejuízos fiscaisreferentes a exercícios anteriores com lucros fiscais correntes, limitado a 30% do lucro tributável decada exercício.Diferido- O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados com base em prejuízosfiscais e bases negativas de contribuição sociais, bem como das diferenças temporárias compostas,principalmente, por provisões relacionadas ao registro de contingências que não são dedutíveis parafins de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social somente na data de suarealização financeira.O imposto de renda e contribuição social diferidos ativos foram constituídos em conformidade com aInstrução CVM nº 371/02 e levam em consideração a expectativa de geração de lucros tributáveisfuturos, fundamentada em estudo técnico de viabilidade aprovado pelo Conselho de Administração.
n)Remuneração baseada em ações
Os principais executivos e administradores da Companhia recebem parcela de sua remuneração naforma de planos de opção de compra de ações, os quais são mensurados pelo seu valor justo,calculado na data de outorga do plano, com base em modelos de precificação adotados pelomercado, considerando-se o valor de mercado da ação, preço de exercício da opção de compra eprazo de vigência do contrato. Os custos de remuneração atrelados a estes programas são registradosde forma linear no resultado, em despesas operacionais, durante o período de prestação dos serviçospelo seus beneficiários em contrapartida a uma reserva de capital.
o)Ajuste a valor presente de ativos e passivos
Os ativos e passivos monetários não circulantes e os ativos e passivos circulantes, quando relevantes,são ajustados ao seu valor presente. O ajuste a valor presente é calculado levando em consideração osfluxos de caixa contratuais e a respectiva taxa de juros, explícita ou implícita.Os juros embutidos nas receitas, despesas e custos associados a referidos ativos e passivos sãoajustados para o competente reconhecimento em conformidade com o regime de competência. Aconstituição do ajuste a valor presente é registrada nas rubricas, sujeitas a aplicação da norma, e temcomo contrapartida a rubrica “resultado financeiro”.
p)Provisão para demandas judiciais
De acordo com a Deliberação CVM nº 489/05, a Companhia adota os conceitos estabelecidos na NPCnº 22 sobre Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Ativas na constituição das suas provisões edivulgação sobre assuntos envolvendo litígios e contingências. Os saldos das provisões sãoapresentados líquidos dos respectivos depósitos judiciais, quando aplicável (Nota 16).As provisões para contingências são registradas conforme a seguir:Ativos Contingentes: É um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência seráconfirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos nãototalmente sob controle da entidade. A Companhia divulga em notas explicativas quando oativo contingente for provável e reconhece nas demonstrações financeiras somente quandotransita em julgado.Passivos Contingentes: Uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existênciaserá confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos nãototalmente sob controle da Companhia. (i) Quando os passivos contingentes forem prováveis, aCompanhia registra o passivo em suas demonstrações financeiras; (ii) Para os passivoscontingentes considerados possíveis, são apenas divulgados em notas explicativas e para ospassivos contingentes julgados remotos, não são registrados e nem divulgados.
q)Lucro por ão
O cálculo é efetuado segundo a equação “lucro líquido/quantidade de ações em circulação”. De acordocom a Lei das Sociedades por Ações, os lucros podem ser: distribuídos, utilizados para aumento decapital ou composição da reserva de lucros para expansão, com base no orçamento de capital.
r)Demonstrações financeiras consolidadas
As demonstrações financeiras consolidadas são preparadas e estão apresentadas de acordo com osprincípios de consolidação previstos na legislação societária brasileira e conforme Instrução CVM nº247/96, abrangendo as demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas, NovasocComercial Ltda. (“Novasoc”), Sé Supermercados Ltda. (“Sé”), Sendas Distribuidora, PAFIDC, PAPublicidade Ltda. (“PA Publicidade”), Barcelona, CBD Panamá Trading Corp. (“CBD Panamá”), CBDHolland B.V. (“CBD Holland”), Xantocarpa, Vedra Empreendimentos e Participações S.A. (“Vedra”),Bellamar Empreendimentos e Participações Ltda. (“Bellamar”), Vancouver Empreendimentos eParticipações Ltda. (“Vancouver”), Lake Niassa Empreendimentos e Participações Ltda. (“LakeNiassa”), Globex, Globex Administração e Serviços Ltda., Ponto Frio Administração e Importação deBens Ltda., Rio Expresso Comércio Atacadista de Eletrodomésticos Ltda., Globex Administração deConsórcios Ltda., Pontocred Negócios de Varejo Ltda., PontoFrio.com Comércio Eletrônico S.A.,Bruxellas Empreend., Participações S.A. (“Bruxellas”); Dallas Empreend. e Participações S.A. (“Dallas”)e Pontocred Negócios de Varejo Ltda.A Sabara S.A. (“Sabara”), controlada indiretamente pela Companhia, com sede no exterior, temcomo finalidade, exclusivamente, a realização de investimentos em aplicações financeiras.As sociedades controladas, direta ou indiretamente, incluídas na consolidação e o percentual departicipação da controladora, compreendem:
Participação das Investidoras (%)em 31 de dezembro de 2008CBDSendasInvestidasCBDNovasocSéHollandDistrib.
Novasoc
10,00
93,106,90
Sendas Distribuidora
14,8642,57
PAFIDC
8,500,660,33
P.A. Publicidade
99,99
Barcelona
60,00
CBD Holland
100,00
CBD Panamá
100,00
Xantocarpa
99,99Participação das Investidoras (%) - em 31 de dezembro de 2009CBDSendasLakeGlobexInvestidasCBDNovasocSéHollandDistrib.BellamarNiassaUtilidades
Novasoc
10,00
93,106,90
Sendas Distribuidora
14,8642,57
PAFIDC
8,870,690,35
P.A. Publicidade
99,99
Barcelona
100,00
CBD Holland
100,00
CBD Panamá
100,00
Xantocarpa
99,99
Vedra
100,00
Bellamar
100,00
Vancouver
100,00
Dallas
100,00
Bruxellas
100,00
FIC
35,6414,36
Lake Niassa
99,99
Globex
95,46
Globex Adm. eServiços Ltda.
100,00
Ponto Frio Adm. eImport. de Bens Ltda.
100,00
Globex FactoringComercial Ltda.
100,00
Globex Adm. deConsórcio Ltda.
100,00
Pontocred Negóciosde Varejo Ltda.
100,00
PontoFrio.Com. ComércioEletrônico S.A.
100,00
E-HUB Consult.Particip. e Com. S.A.
45,00
Não obstante a Companhia ser titular de participação representativa de apenas 10% do capital socialda Novasoc, esta é efetivamente controlada pela Companhia por meio de Acordo de Quotistas, comparticipação de 99,98% no resultado.A Sendas Distribuidora é consolidada integralmente com base em Acordo de Acionistas firmado, oqual estabelece que a gestão operacional e administrativa é exercida exclusivamente pela Companhia.No processo de consolidação foram feitas as seguintes eliminações:-dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;-das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas controladas; e-dos saldos de receitas, despesas e os lucros não realizados decorrentes de operações entre asempresas consolidadas.Conforme estabelecido pela instrução CVM nº 408/04, a Companhia, desde o primeiro trimestre de2005, consolida as demonstrações financeiras do PAFIDC, uma vez que este representa uma entidadede propósito específico, constituído com o objetivo exclusivo de efetuar a securitização dos recebíveisda Companhia e suas controladas, sendo que a Companhia está exposta à maioria dos riscos ebenefícios relacionados à titularidade das quotas subordinadas do PAFIDC.O investimento indireto da Companhia na FIC, através da Bellamar (35,64%) e Lake Niassa (14,36%),foi avaliado pelo método de equivalência patrimonial. Nos termos do ofício CVM/SNC 006/10 asdemonstrações financeiras da FIC são consolidadas pelo Itaú, por este ser responsável pela sua gestãooperacional. Conforme mencionado na Nota 10b (VI), a Miravalles e Investcred, foram incorporadapela Financeira Itaú CBD - FIC.As demonstrações financeiras da Miravalles, Globex e FIC foram auditadas por outros auditoresindependentes.Em relação à Miravalles, o total do resultado de equivalência patrimonial dessa investida para oexercício findo em 31 de dezembro de 2009 representa 1,6%, em relação ao total do lucro líquidoapresentados nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia. Os ativos da Miravallesforam incorporados pela FIC em 30 de setembro de 2009.A FIC, no período de doze meses findo em 31 de dezembro de 2009, o total de ativos e resultado noexercício representa, 0,9% e 1,0% respectivamente, em relação às demonstrações contábeisconsolidadas da Companhia.Já em relação à Globex, no exercício findo em 31 de dezembro de 2009, o total de ativos e o resultado(prejuízos) dessa investida, representam 3,8% e 8,6% respectivamente, em relação às demonstraçõescontábeis consolidadas da Companhia.
4.Aplicações financeiras
As aplicações financeiras em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são remuneradas substancialmentepela variação do Certificado de Depósito Interbancário (“CDI”), classificadas conforme descrito naNota 3 (d).
ControladoraConsolidadoCDI*20092008CDI*20092008Circulante
Aplicações FinanceirasBanco do Brasil100,3%
576.155
539.635100,3%
705.608
548.917Itaú100,2%
504.427
73.743100,2%
555.657
205.483Bradesco101,2%
518.426
265.777101,1%
564.768
287.324ABN AMRO101,7%
136.100
164.191101,5%
161.941
188.077Santander101,0%
70.236
101,0%
70.324
Unibanco104,1%
4.476
61.204101,5%
15.079
68.796CEF98,0%
2.436
98,0%
2.436
Votorantim103,1%
3
102,1%
11.612
Outros100,7%
5.224
16.151100,7%
12.120
63.105
Total circulante1.817.483
1.120.701
2.099.545
1.361.702Não circulanteFundo de direitoscreditórios PAFIDC(Nota 08)
106.129
87.380Total nãocirculante
106.129
87.380
Total geral1.923.612
1.208.081
2.099.545
1.361.702(*) Taxa Média Ponderada
5.Contas a receberControladoraConsolidado2009200820092008Circulante
Proveniente de vendas com:Administradorasde cartões de crédito
358.243
307.873
1.830.494
416.443Desconto de recebíveis
(1.007.229)
Tickets de vendas e outros
95.643
79.155
129.903
108.300Vendas a crédito -cheques pré-datados
2.924
13.605
8.246
22.266Financiamento a clientes -crédito direto ao consumidor
10.774
Duplicatas a receber declientes do atacado
64.942
Cartão de crédito próprio -parcelamento sem juros
11.49111.491
Contas a receber controladas
170.015
158.658
Provisão créditos deliquidação duvidosa
(5.948)
(5.157)
(17.237)
(10.520)Ajuste a valor presente
(47.782)
Proveniente de acordos comerciais
178.209
304.640
255.845
356.962
810.577
858.774
1.239.447
893.451Contas a receber - PAFIDC
1.125.837
983.477
Total circulante810.577
858.774
2.365.284
1.876.928
Não Circulante
Contas a receber - Paes Mendonça
376.155
374.618Outras contas a receber
33.76143.036Total não circulante33.761419.191374.618a)Administradores de Cartão de Crédito
As operações de cartão de crédito são consideradas recebíveis à vista, exceto no caso de eletro-eletrônicos as quais podem ser parceladas em até 12 meses, e são administradas por terceiros.
b)Desconto de recebíveis
A Companhia, através de sua controlada Globex, efetua a operação de desconto de recebíveis decartões de crédito junto aos bancos ou junto às próprias administradoras de cartões de crédito, coma finalidade de obtenção de capital de giro. Nessa operação, a Globex entrega os recebíveis comogarantia das captações de recursos, mantendo-se co-responsável pelo risco da operação.A taxa de desconto utilizada pela Companhia considerou as atuais avaliações de mercado quanto aovalor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para o ativo. As operações de vendas a prazo como mesmo valor à vista foram trazidas ao seu valor presente na data das transações, em virtude de seusprazos, adotando a taxa média mensal das operações de antecipação de recebíveis junto àsadministradoras de cartão de crédito em 31 de dezembro de 2009 mínima de 0,77% e máxima de1,25%.
c)Financiamento a clientes
O saldo do “Contas a Receber de Financiamento a Clientes - crédito direto ao consumidor” incluemo contas a receber do Banco Investcred Unibanco S.A. decorrente da sua atividade de financiamentodos clientes da Globex.
d)Contas a receber controladas
O saldo da conta “Contas a Receber Controladas” reflete operações de venda de mercadoriasefetuadas pela Companhia a suas controladas, a preço de custo, para abastecimento de suas lojas.
e)Provisão para crédito de liquidação duvidosa
A provisão para crédito de liquidação duvidosa é constituída conforme análise da Administração,considerando a média histórica de perdas efetivas:
ControladoraConsolidadoSaldo em 31 de dezembro de 2007(7.819)(6.421)
Adições(31.711)(48.597)Baixas34.37344.498
Saldo em 31 dezembro de 2008(5.157)(10.520)
Adição por Aquisição Globex
(10.542)
Adições
(57.692)(203.623)
Baixas
56.901207.448Saldo em 31 dezembro de 2009(5.948)(17.237)f)Contas a receber provenientes de acordos comerciais
O saldo do contas a receber provenientes de Acordos Comerciais compreendem transações correntesentre a Companhia e seus fornecedores, baseadas, principalmente, no volume de compras.
g)Contas a receber - PAFIDC
A Companhia realiza operações de securitização de seus direitos creditórios representados por vendasa crédito com tickets e contas a receber de administradoras de cartões de crédito, com o PAFIDC. Ovolume de operações foi de R$ 9.051.236 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 8.057.146 em 2008), noqual foi retida a responsabilidade de prestação de serviços e participação subordinada. Os custosconsolidados na securitização desses títulos foram de R$ 125.180 (R$ 135.111 em 2008),reconhecidos como despesas financeiras no resultado dos exercícios de 2009 e 2008,respectivamente.A prestação de serviços, que não é remunerada, inclui a análise de crédito e assistência pelodepartamento de cobrança ao administrador do fundo.Os saldos em aberto desses recebíveis em 31 de dezembro de 2009 e 2008 eram de R$ 1.125.837 eR$ 983.477, respectivamente, líquidos de provisão para perdas.
h)Contas a receber - Paes Mendonça
O saldo da conta “Contas a Receber - Paes Mendonça” compreende os créditos decorrentes dopagamento de obrigações assumidas pelas controladas Novasoc e Sendas. Conforme disposiçõescontratuais, os créditos são atualizados monetariamente e garantidos pelo fundo de comércio dedeterminadas lojas, já operadas pela Companhia, Novasoc e Sendas. (Nota 10 (b) (i)).
6.EstoquesControladoraConsolidado2009200820092008
Nas lojas
992.902
790.106
1.997.329
1.192.932Nos centros de distribuição
577.752
403.021
935.323
459.415Provisões sobre os estoques
(49.041)
(64.397)
(98.974)
(81.484)Ajuste a valor presente sobre os estoques
(6.215)1.521.613
1.128.730
2.827.463
1.570.863As provisões sobre os estoques são compostos por bonificações não realizadas e as provisões paraquebras constituídas com base em dados históricos da Companhia.O ajuste a valor presente é considerado somente no consolidado, oriundo do grupo Globex, o qualapresenta um giro próximo ao giro de fornecedores.
7.Impostos a recuperar
Referem-se substancialmente a créditos de Imposto de Renda Retido na Fonte (“IRRF”), PIS, COFINS eICMS a recuperar:
ControladoraConsolidado2009200820092008Circulante
Impostos sobre vendas
137.266
186.003
276.244
197.515Imposto de renda e outros
93.517
106.491
140.541
125.055Ajuste a valor presente
(202)
(202)
(202)
(202)
230.581
292.292
416.583
322.368
Não circulante
Impostos sobre vendas
125.189
110.043
244.067
214.388ICMS e outros
11.687
67.692
14.404
70.142Ajuste a valor presente
(2.663)
(669)
(3.277)
(669)
134.213177.066255.194283.861Total dos impostos a recuperar364.794
469.358
671.777
606.229
Imposto de renda e Outros -
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhiaobteve resposta formal da Receita Federal no sentido de homologar parcialmente créditos de Finsocial já habilitados no passado. Com relação à parcela não homologada (R$ 68.275), a Companhiaentendeu por bem baixá-la.
Impostos sobre vendas -
O Estado de São Paulo tem submetido novos segmentos ao regime detributação do ICMS por substituição tributária (retenção antecipada do imposto com desoneração dosdemais elos da cadeia). A partir de então, vários segmentos foram abrangidos gradativamente poressa sistemática, tais como, medicamentos, bebidas, higiene pessoal, perfumaria, papéis, produtos delimpeza, bicicletas, ferramentas, colchoaria, aparelhos elétricos, eletroeletrônicos e brinquedos. Emfunção disso, atualmente cerca de 80% da gama de produtos comercializados pela Companhia estãoabrangidos por essa sistemática.A substituição tributária torna custo o que anteriormente era creditado pela Companhia na comprade seus produtos, reduzindo, conseqüentemente, a geração de débitos de ICMS nas suas vendas.Considerando que a Companhia não possui perspectiva de aproveitamento de créditos de ICMS,a Administração decidiu conservadoramente efetuar a baixa do montante de R$ 152.207 nacontroladora e R$ 255.146 no consolidado.
8.Pão de Açúcar Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios - PAFIDC
O PAFIDC é um fundo de investimento em direitos creditórios constituído de acordo com as InstruçõesCVM nº 356/01 e nº 393/03, com a finalidade específica de adquirir direitos creditórios de titularidadeda Companhia e de suas controladas decorrentes de operações de venda de produtos e serviçosrealizadas pela Companhia e/ou suas controladas, exceto recebíveis oriundos de crediário e chequespré-datados. O PAFIDC deverá vigorar até 07 de dezembro de 2012.A estrutura de capital do fundo, em 31 de dezembro de 2009, é subdividida em: 10.295 quotasseniores, no montante de R$ 1.077.727, representativas de 90,09% do patrimônio do fundo(90,51% em 2008) de titularidade de terceiros; e 2.864 quotas subordinadas, no montante deR$ 118.547, representativas de 9,91% do patrimônio do fundo (9,49% em 2008) de titularidade daCompanhia e suas controladas.Os ativos líquidos do PAFIDC estão resumidos a seguir:
20092008Ativo
Caixa e equivalentes
13.012
6.455Contas a receber
1.125.837
983.477Outros valores
58.656
40.845
Total do Ativo1.197.505
1.030.777
Passivo
Contas a pagar
1.231
2.324Patrimônio líquido
1.196.274
1.028.453
Total do Passivo1.197.505
1.030.777As quotas subordinadas foram atribuídas à Companhia, e estão registradas no ativo não circulante,como participação no fundo de securitização, cujo saldo em 31 de dezembro de 2009 era deR$ 106.129 (R$ 87.380 em 2008).A remuneração das quotas seniores está resumida a seguir:
20092008Saldo aSaldo aQuotistasQuantidadeTaxa CDIresgatarTaxa CDIresgatar
Seniores A5.826
105%694.858
105%629.307Seniores B4.300
105%166.560
105%150.847Seniores C169
105%216.309
105%150.695
1.077.727
930.849
 
continuaçãocontinua

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