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Siranda. Revista de Estudios Culturales, Teoría De

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Siranda. Revista de Estudios Culturales, Teoría de los Medios e Innovación Tecnológica
 
http://grupo.us.es/grupoinnovacion/
 ISBN : 1989 - 6514Número 3 Año 2010
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FUNDAMENTOS PARA LA UTILIZAÇãO DAS IMAGENS NA PESQUISA EM ANTROPOLOGIA ECOMUNICAÇãOLA GROUNDS FOR USE OF IMAGES IN RESEARCH IN ANTHROPOLOGY ANDCOMMUNICATION
Pedro Hellin e José S. Ribeiro
Resumo
Propomo-nos delinear nesta comunicação as fronteiras entre a antropologia e a comunicação eexplorar as questões interdisciplinares nomeadamente as que se referem ao método etnográficode investigação em antropologia e comunicação e os fundamentos epistemológicos deutilização das imagens em antropologia e comunicação.Palavras-chave: etnografia, antropologia, comunicação, observação, registo, análise de discurso,semiótica.
Abstract
We propose in this communication to outline the boundaries between anthropology andcommunication and to explore interdisciplinary issues including those relating to theethnographic research in anthropology and communication, and the epistemological basis forthe use of images in anthropology and communication.Keywords: ethnography, anthropology, communication, observation, recording, discourseanalysis, semiotics.
 
 
Siranda. Revista de Estudios Culturales, Teoría de los Medios e Innovación Tecnológica
 
http://grupo.us.es/grupoinnovacion/
 ISBN : 1989 - 6514Número 3 Año 2010
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1. Afinidades entre antropologia e comunicação – ou falamos de uma só coisa?
O termo «etnografia» remete com frequência para o processo metodológico global quecaracteriza a antropologia. Para Lévi-Strauss esta prática consistiria na observação e análise degrupos humanos considerados em sua particularidade e visa a reconstituição da vida de cadaum deles. Poderemos pois entender a etnografia como fase específica da antropologia mastambém como método ou como prática utilizada e desenvolvida em muitas outras áreascientíficas - nas ciências sociais, nas ciências da comunicação, nas ciências da educação, etc. Aoconsiderar a observação como ponto de partida a etnografia remete necessariamente para otrabalho de campo como fase primordial da investigação etnográfica. Em ciências sociais portrabalho de campo costuma designar-se o período e o modo de investigação dedicado àrecolha e registo de dados. Como fase primordial, é comum às diversas ciências sociaisadquirindo, no entanto, formas de realização variadas e diferenciadas decorrentes da diversidadede disciplinas e mesmo do terreno abordado. Assim poderá ser considerado trabalho de campoa aplicação de um questionário em sociologia, o trabalho no local do jornalista, do cineasta, dodocumentarista
i
(autor/realizador de documentários), do criador artístico, do criador literário, dopublicitário, do criador e gestor da imagem (e da cultura) institucional, na arquitectura, nodesign, etc.. Todas estas práticas se baseiam de forma implícita ou explícita no trabalho decampo, no método etnográfica e mesmo na reflexão teórica muito próxima da reflexãoantropológica. As bibliografias e referências metodológicas nos trabalhos de uns e outrosinvestigadores são frequentemente as mesmas. Remete-nos esta constatação para as perguntasde Marc Augé “terão ainda sentido certas distinções disciplinares? Quando se fala daantropologia, não estará a evocar investigações muito próximas das da sociologia ou daquilo aque hoje chamamos ciências da comunicação?” (2006: 28). É esta interdisciplinaridade quepretendemos abordar nesta comunicação e naquilo que a antropologia, a sociologia, acomunicação tem em comum – o trabalho de campo a centralidade da observação, a análise dainformação produzida neste processo, a produção e análise do discurso. Não esqueçamosporém que as fronteiras disciplinares são social e politicamente situando-se “no contexto dasnegociações de uma política do saber” (Strozenberg, 2003: 17). A proximidade entre antropologia e comunicação será apenas uma proximidade baseada nométodo? A antropologia clássica remetia-nos para as tribos, para comunidades isoladas quetalvez nunca tenhas existido nessa singularidade radical que parece subjacente nas monografias.Sobretudo hoje o enclave cultural isolado do mundo raramente subsiste “o tempo das tribos eda etnologia tradicional acabou”. A etnologia parece ter perdido seu objecto de referência inicial.
 
 
Siranda. Revista de Estudios Culturales, Teoría de los Medios e Innovación Tecnológica
 
http://grupo.us.es/grupoinnovacion/
 ISBN : 1989 - 6514Número 3 Año 2010
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Não perdeu. Alargou o seu objecto de estudo. Marc Augé refere que o mundo mudou e que éa mudança que é preciso estudar – as tribos e as comunidades são outras e as antigas abriram-se a influências da globalização pelos
media 
, pelo turismo, pela circulação das mercadorias, peloescolarização e pelo conhecimento. E Jean Copans afirma que a antropologia se universalizou eao “universalizar-se, torna possível o estudo da sua própria sociedade. O Outro já não é mais umprimitivo exótico, também ou o antepassado rural, mas sim o nosso concidadão e o conjuntodos Outros produzidos pela nossa sociedade (o emigrante, o excluído, etc.). Mas mesmo que aetnologia veja desaparecer as fronteiras geográficas, e depois temáticas, que separavam os seusobjectos do resto dos outros objectos das ciências sociais, ela submete-se a reapropriaçõestotalmente inéditas. Nos anos 1960-1970, a ideologia do «Poder vermelho» (calcada do modelodo «Poder negro» dos militantes mais radicais dos direitos cívicos) dos Ameríndios da América doNorte, exigia o prevalecimento de uma taxa sobre os fundos de investigação de uma etnologiaconsiderada como colonial. Hoje em dia, são os autóctones ou os indígenas que utilizamdirectamente o discurso e os resultados da disciplina para a orientação dos seus debates políticose «étnicos». Essa reviravolta, onde o Outro se torna, ele próprio, o etnólogo, não pode impor,ainda que provisoriamente, senão uma diferente hierarquização dos objectos” (Copans, xxxx ).Não é pois apenas no espaço local que se definem identidades, “os meios de comunicação sãoo espaço em que se definem identidades, se marcam diferenças, se negociam alianças. Emoutras palavras, onde se definem e redefinem as fronteiras internas da cultura contemporânea”(Strozenberg, 2003: 24). A antropologia como todas as ciências sociais e as ciências da comunicação são profundamentemarcadas pelos contextos socio-históricos e políticos em que se realizam como ciências, dosfenómenos sociais que estudam, das temáticas que se tornam relevantes em determinada épocahistórica ou contextos específicos. Transformaram-se pelas transformações sociais que estudam,pelo “regresso a casa” da antropologia – pela orientação para os estudos da própria sociedade enesta não o rural e o folclórico mas a mudança em todos os seus aspectos da vida social ecultural, pela utilização saberes antropológicos pelas própria sociedade e cultura estudada, e,finalmente pelo facto de a própria antropologia colonial, do longínquo e do exótico e da suatransformação ser adoptada pelos povos anteriormente estudados e colonizados e aconsequente criar uma inversão dos papeis nos estudos dos colonizadores, dos turista, dosmedia e dos processos de globalização.Há também mudanças metodológicas substanciais. A primeira mudança pela introdução dastecnologias de observação, registo, análise e produção discursiva. Desde o seu início a imagem

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