Siranda. Revista de Estudios Culturales, Teoría de los Medios e Innovación Tecnológica
http://grupo.us.es/grupoinnovacion/
ISBN : 1989 - 6514Número 3 Año 2010
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Não perdeu. Alargou o seu objecto de estudo. Marc Augé refere que o mundo mudou e que éa mudança que é preciso estudar – as tribos e as comunidades são outras e as antigas abriram-se a influências da globalização pelos
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, pelo turismo, pela circulação das mercadorias, peloescolarização e pelo conhecimento. E Jean Copans afirma que a antropologia se universalizou eao “universalizar-se, torna possível o estudo da sua própria sociedade. O Outro já não é mais umprimitivo exótico, também ou o antepassado rural, mas sim o nosso concidadão e o conjuntodos Outros produzidos pela nossa sociedade (o emigrante, o excluído, etc.). Mas mesmo que aetnologia veja desaparecer as fronteiras geográficas, e depois temáticas, que separavam os seusobjectos do resto dos outros objectos das ciências sociais, ela submete-se a reapropriaçõestotalmente inéditas. Nos anos 1960-1970, a ideologia do «Poder vermelho» (calcada do modelodo «Poder negro» dos militantes mais radicais dos direitos cívicos) dos Ameríndios da América doNorte, exigia o prevalecimento de uma taxa sobre os fundos de investigação de uma etnologiaconsiderada como colonial. Hoje em dia, são os autóctones ou os indígenas que utilizamdirectamente o discurso e os resultados da disciplina para a orientação dos seus debates políticose «étnicos». Essa reviravolta, onde o Outro se torna, ele próprio, o etnólogo, não pode impor,ainda que provisoriamente, senão uma diferente hierarquização dos objectos” (Copans, xxxx ).Não é pois apenas no espaço local que se definem identidades, “os meios de comunicação sãoo espaço em que se definem identidades, se marcam diferenças, se negociam alianças. Emoutras palavras, onde se definem e redefinem as fronteiras internas da cultura contemporânea”(Strozenberg, 2003: 24). A antropologia como todas as ciências sociais e as ciências da comunicação são profundamentemarcadas pelos contextos socio-históricos e políticos em que se realizam como ciências, dosfenómenos sociais que estudam, das temáticas que se tornam relevantes em determinada épocahistórica ou contextos específicos. Transformaram-se pelas transformações sociais que estudam,pelo “regresso a casa” da antropologia – pela orientação para os estudos da própria sociedade enesta não o rural e o folclórico mas a mudança em todos os seus aspectos da vida social ecultural, pela utilização saberes antropológicos pelas própria sociedade e cultura estudada, e,finalmente pelo facto de a própria antropologia colonial, do longínquo e do exótico e da suatransformação ser adoptada pelos povos anteriormente estudados e colonizados e aconsequente criar uma inversão dos papeis nos estudos dos colonizadores, dos turista, dosmedia e dos processos de globalização.Há também mudanças metodológicas substanciais. A primeira mudança pela introdução dastecnologias de observação, registo, análise e produção discursiva. Desde o seu início a imagem