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História Comparada - da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico. História Social, Unicamp, 2008

História Comparada - da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico. História Social, Unicamp, 2008

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Published by jose_assun7144
Artigo publicado na 'História Social' – Revista da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 2007.

Referências:

BARROS, José D'Assunção. “História Comparada - da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico” in História Social – Revista da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). ISSN: 1809-8274. vol. 13, 2007, p.7-21. meio de divulgação: Impresso/Digital.
http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/historiasocial/article/viewFile/18/19


História Comparada - da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico
Artigo publicado na 'História Social' – Revista da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 2007.

Referências:

BARROS, José D'Assunção. “História Comparada - da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico” in História Social – Revista da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). ISSN: 1809-8274. vol. 13, 2007, p.7-21. meio de divulgação: Impresso/Digital.
http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/historiasocial/article/viewFile/18/19


História Comparada - da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico

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09/14/2012

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text

original

 
Artigo
José D’Assunção Barros
Abstract:
This article attempts to discuss someaspects related to the ComparativeHistory, considered here as a specificallyhistoriographical field. The initial pointis based on some ideas about the contextof the origins of this historiographicalmodality. After this, the text discussesthe historical comparativism, examinedthrough the theory and practicalcontributions from Marc Bloch. Themain purpose is to reach a delineationof this field of studies, and the text endswith a synthesis of the aspects that canbe considered basic for the constitutionof the Comparative History as a specifichistoriographical field.
Keywords:
Comparative History;Comparative Method; comparison
Resumo:
Este artigo busca esclarecer e discutiralguns aspectos relacionados à HistóriaComparada, considerada aqui como umcampo historiográfico específico.Parte-se de algumas consideraçõesacerca do contexto de origem destamodalidade historiográfica. Em seguida,o texto discute o comparativismohistórico a partir da contribuiçãoprática e teórica de Marc Bloch.O principal propósito é atingir um maiordelineamento deste campo de estudos,e o texto encerra-se com uma síntese dosaspectos que podem ser consideradosbasilares para a constituição da HistóriaComparada como campo historiográficoespecífico.
Palavras-Chave
:
 
História Comparada;Método Comparativo; Comparação
* Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (Niterói, Rio deJaneiro). Professor dos cursos de Graduação e Mestrado em História da UniversidadeSeverino Sombra (Vassouras, RJ). Recentemente, publicou os livros
O Campoda História
(Petrópolis: Vozes, 2004),
O Projeto de Pesquisa em História
(Petrópolis: Vozes, 2005), e
Cidade e História
(Petrópolis: Vozes, 2006). E-mail: jose.assun@globo.com.
HISTÓRIA SOCIAL
Campinas SPN
O
132007
HISTÓRIA COMPARADA –DA CONTRIBUIÇÃO DEMARC BLOCH À CONSTITUIÇÃODE UM MODERNOCAMPO HISTORIOGRÁFICO
07–21
 
H
ISTÓRIA
C
OMPARADA
DA
 
CONTRIBUIÇÃO
...8
cerca de oitenta anos atrás, um importante artigo de Marc Blochsobre a ‘História Comparada’ (BLOCH, 1928, p. 15-50) buscava afirmar emum universo historiográfico prestes a se revolucionar uma nova e instigantepromessa historiográfica. O ambiente intelectual europeu mostrava-se entãobastante propício à formulação de novas idéias no campo da historiografia, eesta estava de fato prestes a conhecer uma verdadeira revolução historiográfica,tanto a partir de um grupo que logo ficaria conhecido como Escola dos Annales,na França, como a partir dos novos desenvolvimentos do Materialismo Histórico,por todo o mundo. Neste ambiente revolucionário em termos de inovaçõesteóricas, metodológicas e interdisciplinares, não tardariam a surgir inúmerasmodalidades historiográficas que deixariam para trás o monolítico universo daHistória Política que se fazia no século XIX.Ao mesmo tempo em que a proposta de uma “História Comparada”introduz-se como uma nova possibilidade historiográfica entre outras tantas, elase apresenta como um anseio bastante singular para responder a um contextohistórico bastante específico. O mundo, então, já conhecera os horrores daPrimeira Grande Guerra, e outros horrores ainda maiores estavam por vir coma ascensão do Nazismo e a eclosão do segundo grande conflito mundial.Respirava-se então, em uma parte pelo menos significativa da intelectualidadeeuropéia, um certo ar de desânimo em relação aos caminhos que tinham sidotrilhados através daquele exacerbado culto ao Nacionalismo que tantocaracterizara a estruturação dos estados-nações nos séculos anteriores. Maisainda, de modo geral os historiadores tinham desempenhado no século anteriorum papel bastante relevante na organização institucional dos Estados-nações,na estruturação de arquivos para o registro da memória nacional, na construçãode narrativas laudatórias que exaltavam cada nação em particular, e que porvezes chegavam mesmo a conclamar indiretamente à Guerra. Alguns, comoFrançois Guizot (1787-1874), tinham mesmo ocupado postos governamentais;outros, como Michelet (1789-1874), haviam chefiado arquivos nacionais emseus países. Agora, diante dos aspectos nefastos daquele processo de
 
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exacerbação nacionalista que resultara em tão terrível desastre, eracompreensível que, no complexo e multi-diversificado circuito dos historiadoresprofissionais, surgissem aqui e ali os vestígios de um certo “mal estar” dahistoriografia. Não era um sentimento necessariamente predominante em todosos países e ambientes, mas este mal-estar certamente se fazia presente.Não é de se estranhar que, neste mesmo contra-clima de desapontamentoem relação ao nacionalismo radicalizado – que de resto seguiria adiante pelasdécadas vindouras – tenham se fortalecido os primeiros sonhos de ultrapassagemdos antigos modelos propugnados por aquela velha historiografia nacionalista,que até então estivera sempre tão bem acomodada às molduras nacionais. Éneste ambiente que surgem os primeiros esforços de sistematização de umaHistória Comparada – ou melhor, é neste ambiente que emerge a assimilaçãomais sistemática do comparativismo histórico pelos historiadores profissionaisou por sociólogos que abordaram de algum modo a perspectiva da História. Talcomo propunham autores vinculados a propostas as mais diversas – e aquipodemos incluir nomes como o de Marc Bloch, Toynbee ou Norbert Elias –“comparar” era de algum modo abrir-se para o diálogo, romper o isolamento,contrapor ao mero orgulho nacional um elemento de “humanidade”, e, por fim,questionar a intolerância recíproca entre os homens – esta que logo seria coroadacom a explosão da primeira bomba atômica.No intuito de melhor delimitarmos a reflexão que estará sendo desenvolvidaneste ensaio, consideraremos que a História Comparada – campo que começavaa se delinear ainda discretamente naqueles tempos – constitui antes de maisnada uma modalidade historiográfica fortemente marcada pela complexidade, já que se refere tanto a um ‘modo específico de observar a história’ como àescolha de um ‘campo de observação’ específico – mais propriamente falando,uma espécie de “duplo campo de observação”, ou mesmo um “múltiplo campode observação”. Situa-se portanto entre aqueles campos históricos que sãodefinidos por uma “abordagem” específica – por um modo próprio de fazer ahistória, de observar os fatos ou de analisar as fontes. Resumindo em duas

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