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Os Trovadores Medievais e o Amor Cortês - reflexões historiográficas. BARROS, José D'Assunção. Alethéia, 2008

Os Trovadores Medievais e o Amor Cortês - reflexões historiográficas. BARROS, José D'Assunção. Alethéia, 2008

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Published by jose_assun7144
O que era o Amor Cortês? Como se desenvolveu esta forma de expressão e sensibilidade na Idade Média? Quem foram os trovadores medievais, e como a sua música e poesia foi empregada para criar e desenvolver uma nova forma de amar e de expressar os sentimentos? Nesse artigo, publicado na revista Aletheia, José D'Assunção Barros retoma algumas das questões que já havia trabalhado em A Arena dos Trovadores (Niterói: UFF, 1995).

Referências:

“Os Trovadores Medievais e o Amor Cortês – reflexões historiográficas” in Aletheia – Revista da Universidade Federal de Goiás (UFG). ISSN: 9999-9999. Ano 1, vol.01, n°1, abril/maio de 2008, artigo 3. meio de divulgação: Digital. http://www.aletheiarevista.com/n1/artigosn1/Barros.pdf
O que era o Amor Cortês? Como se desenvolveu esta forma de expressão e sensibilidade na Idade Média? Quem foram os trovadores medievais, e como a sua música e poesia foi empregada para criar e desenvolver uma nova forma de amar e de expressar os sentimentos? Nesse artigo, publicado na revista Aletheia, José D'Assunção Barros retoma algumas das questões que já havia trabalhado em A Arena dos Trovadores (Niterói: UFF, 1995).

Referências:

“Os Trovadores Medievais e o Amor Cortês – reflexões historiográficas” in Aletheia – Revista da Universidade Federal de Goiás (UFG). ISSN: 9999-9999. Ano 1, vol.01, n°1, abril/maio de 2008, artigo 3. meio de divulgação: Digital. http://www.aletheiarevista.com/n1/artigosn1/Barros.pdf

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1
OS TROVADORES MEDIEVAIS E O AMOR CORTÊS - REFLEXÕESHISTORIOGRÁFICAS
José D’Assunção Barros
1
 
Resumo
: Entre os séculos XII e XIV – em um contexto de desenvolvimento dotrovadorismo medieval que inclui dimensões que vão do reflorescimento urbano àexpansão feudal – prosperaram em reinos que iam desde a França até os reinos ibéricos dePortugal e Castela movimentos trovadorescos extremamente significativos que continhamentre si similitudes e contrastes. O objeto deste artigo será examinar as relações dotrovadorismo medieval com o Amor Cortês, analisando o surgimento de um novo padrãode sensibilidade entre os poetas medievais.
Palavras chaves
: Poesia e Poder; trovadores medievais; tensões sociais.Os trovadores medievais ajudaram certamente a escrever um dos capítulosmais fascinantes da História da Cultura na Idade Média. De certo modo, estes músicos-poetas estão no centro de um novo modo de pensar e de sentir, e é isto o que habilita oshistoriadores de hoje a avaliarem a sua contribuição muito específica para a culturamedieval. Os próprios trovadores costumavam ver a si mesmos como portadores de umnovo tipo de ciência: uma “Gaia Ciência”, isto é, uma “ciência alegre”, ou, se assimquisermos, uma “ciência gaiata” – ao mesmo tempo articulada ao mundo e capaz detranscendê-lo. Mas é verdade que esta gaia ciência – expressão de um aprendizado emque o trovador tornava-se um mestre da arte de viver intensamente, e de transformar asua própria vida em obra de arte – também podia implicar em sofrimento. O Amor
1
Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (Niterói, Rio de Janeiro). Professordos cursos de Graduação e Mestrado em História da Universidade Federal de Juiz de Fora e daUniversidade Severino Sombra (Vassouras, Rio de Janeiro). Professor dos Cursos de Graduação emMúsica do Conservatório Brasileiro de Música (Rio de Janeiro). Na área de História, publicourecentemente os livros
O Campo da História
(Petrópolis: Vozes, 2004),
O Projeto de Pesquisa em
 
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Cortês, criação original dos trovadores que foi tão bem traduzida pelas cantigastrovadorescas de amor e pelos romances corteses do período medieval, não raro podialevar ao desespero, à paixão desmedida, ao desejo de morte diante da impossibilidadede realização da união com a mulher amada. Eis aqui índices extremamentesignificativos que denotam o surgimento de um novo modelo de sensibilidade amorosae de atitude estética diante da vida. Mas antes de abordar este ponto, convém situar ostrovadores medievais no seu tempo, compreender esta designação que por vezes é tãoambígua, entender o espaço social em que eles se movimentavam.Em um sentido mais amplo, pode-se chamar de “trovadores” a todos os poetas-cantores que percorriam a Europa nos tempos medievais, levando a sua poesia e o seumodo de vida a ambientes tão diversificados como a praça pública, as universidades ouas cortes principescas e aristocráticas. Nesta acepção mais ampla, a designação“trovador” termina por abarcar realidades tão diferenciadas como a dos
skops
anglo-saxônicos desde o século IV, a dos escaldos islandeses e noruegueses a partir do século X,a dos trovadores cortesãos do século XII em diante, a dos goliardos desde o século IX, ados jograis um pouco por toda a Idade Média. E, mesmo tomando mais especificamenteum destes tipos, por vezes recaímos em novas designações que são igualmente ambíguas.A designação ‘jogral’
 ,
por exemplo, é uma das mais vagas – já que por vezes se refere nãoapenas ao músico-poeta, mas também ao artista saltimbanco, ao histrião, ao malabarista, ea tantos outros profissionais do espetáculo que percorriam o mundo medieval oferecendosua arte e seus serviços.Compreender a diversidade trovadoresca nestes diversos tempos e sociedadesimplica na percepção de que os vários tipos de poetas-cantores podiam desempenharfunções diversas nas sociedades em que circulavam. Uns especializavam-se em difundirem verso mitologias povoadas por deuses guerreiros, como é o caso dos
eddas
 noruegueses à época das invasões nórdicas contra o mundo românico; outros eramcontratados para louvar dinastias reinantes, como ocorreu entre os reis e chefes guerreirosislandeses que mantinham em suas cortes grandes círculos de poetas profissionais - os
escaldos
- para o seu próprio louvor e enaltecimento, e na verdade para a difusão de suasgestas em um círculo social mais amplo. Havia os poetas-cantores que se dedicavam àpoesia sagrada, como a dos trovadores que se empenharam em produzir cantos para o
 História
(Petrópolis: Vozes, 2005) e
Cidade e História
(Petrópolis: Vozes, 2007). Na área de Música, está
 
3
enaltecimento da Virgem Maria; e, num outro extremo, havia os que resolveram dedicar avida a uma alegre vagabundagem, como os
goliardos
que desde o século IX difundiamcanções de enaltecimento à vida mundana e sátiras contra uma sociedade quedesprezavam. Outros, por fim, especializaram-se nas cantigas de amor, e inventarammesmo uma nova forma de Amor, como foi o caso dos trovadores cortesãos quecomeçaram a freqüentar os palácios medievais a partir do século XII.Todos estes universos trovadorescos guardam suas próprias especificidades. Masexistem certas características comuns que tocam todo o grande conjunto de poetas-cantoresmedievais, como a
itinerância
de boa parte de seus participantes ou a
oralidade
de suaprodução. A entender por estes critérios, a cultura medieval contou com uma longaduração de movimentos trovadorescos nas várias partes da Europa (a partir da IdadeModerna esta longa duração se desfaz em um mundo que será progressivamente tomadopelo predomínio da escrita, pela separação entre poesia e música, pela profissionalizaçãomais estabilizadora do artista, e por toda uma série de novas práticas que deixarão o mundodos trovadores medievais para trás). E, contudo, naquela espécie de “longa duraçãotrovadoresca” marcada pela itinerância e pela oralidade se inscrevem as durações maiscurtas, compreensíveis a partir de um enfoque historiográfico que permite isolar osdiversos trovadorismos de acordo com as sociedades que os envolvem.É aqui que surge uma acepção mais restrita para a designação “trovadores”.Segundo esta, o movimento trovadoresco pode remeter a uma realidade mais específica,como a das cortes régias e senhoriais a partir do século XI, quando a cultura aristocráticaassimila a produção poético-musical como uma de suas atividades distintivas. Oshistoriadores puderam se debruçar mais especificamente sobre estes trovadores cortesãosque atuaram no Ocidente Europeu entre os séculos XI e XIV porque eles deixaram muitosregistros, seja sob a forma de cantigas das quais se conhece a poesia e a música que foramanotadas em grandes códices de manuscritos palacianos, seja sob a forma de relatos acercade suas vidas que nos foram legados pelos cronistas da época e por textos difundidos pelospróprios trovadores. É freqüentemente a este universo trovadoresco mais singular quemuitos historiadores se referem quando utilizam a designação ‘trovador’.Assim, esta acepção mais restrita representa uma espécie de recorte, no espaçosocial e no tempo, dentro da produção trovadoresca mais ampla. Refere-se pois à poesia -
publicando o livro
 Raízes da Música Brasileira
(São Paulo: Hucitec, 2005).

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