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Revista Puritana 04-09

Revista Puritana 04-09

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TEOLOGIA
TEOLOGIA

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4•2009
EDITORIAL
Manoel Canuto
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emos hoje uma verdadeira batalha em torno da defesa daliberdade religiosa. Muitas entidades, até mesmo não religio-sas, buscam a defesa da livre prática das muitas crenças. Etoda esta batalha gira essencialmente em torno do modo como sepresta culto à sua divindade. O mundo tem defendido, com poucasexceções, que cada pessoa adore livremente ao seu deus. Alguns,e não poucos, manifestam a opinião de que não se deve condenarnenhuma religião, sob pena de incorrer em condenável crime dopreconceito contra a cidadania. Todos dizem que qualquer pessoatem o “direito” de adorar ao deus que deseja e da forma que imagina.I. G. Vos arma que se esta palavra “direito” não for bem entendi-da teremos muita confusão e mal entendido. Na verdade há umadiferença entre direito civil e direito moral. O direito civil tem suavalidade no âmbito da sociedade humana, mas o direito moral temvalidade no âmbito da Lei moral de Deus. Ninguém pode impedirque um homem de muitas posses gaste seu dinheiro em orgias eem práticas mundanas se esse é seu desejo. O que o governo podee deve fazer é cobrar deste homem, que ele pague seus impostos enão proceda de forma a afrontar ou prejudicar qualquer cidadão.No entanto, quando este homem está diante de Deus, usando des-tas práticas carnais, ele tem de abandoná-las e pensar naquilo queDeus determinou que não deve ser feito, sob pena de ser condenadoao prestar contas no dia do juízo. Assim, podemos entender que alei civil garante a qualquer pessoa cultuar seu deus como desejar ouaté mesmo nunca cultuar, desde que alguma coisa escandalosa nãoseja praticada, ou não coloque em risco a vida de alguém ou nãodegrade a sociedade civil.Mas muitos crentes imaginam que esta lei civil de liberdade reli-giosa deve ser aplicada nas igrejas de hoje. Esquecem que diante daLei moral de Deus ninguém tem o direito de adorá-Lo da forma comodeseja. O homem tem uma natureza corrompida e esta corrupçãoo leva sempre a buscar uma forma impura de cultuar a Deus, mes-mo que suas intenções sejam sinceras. Desde cedo o homem tevede aprender a cultuar ao Criador. Foi-lhe necessário adorar com fé,para que Deus aceitasse sua adoração ― fé em alguma verdade. Ohomem tem de adorar
crendo
na vontade de Deus revelada. Vemosem toda a Escritura que Deus sempre estabeleceu o modo correto dohomem adorá-lo. Deus sempre colocou diante do homem princípiospara a pureza da adoração. Deus não pode ser cultuado segundo asimaginações e invenções humanas, nem através de qualquer repre-sentação visível. A ênfase é que Deus não pode ser cultuado atravésde nenhum outro modo que não seja prescrito ou ordenado nasEscrituras. Por isso o crente não pode pensar como o mundo pensa.Sua liberdade religiosa não deve ser vista como uma liberdade parafazer o que deseja, mas como uma libertação das ciladas e amarrasde Satanás que o incita a adorar da maneira que ele pensa; o Cristãoé liberto de seus pensamentos carnais para fazer a vontade de Deusrevelada na Bíblia.Segundo as Escrituras, o culto não deve ser prestado a anjos, nema santos, nem a qualquer outra criatura, mas somente a Deus Pai, Fi-lho e Espírito Santo. Deve ser um culto simples através da oração comações de graça, da leitura das Escrituras, da sã pregação da Palavra,do cântico dos salmos, pela administração correta dos sacramentos e,em ocasiões especiais, com ações de graça, jejum, votos e juramentos.Assim dizem os teólogos de Westminster.Somos gratos aos reformadores por redescobrirem o culto sim-ples praticado no período apostólico. Dr. Pipa de Greenville ilustraaos seus alunos a simplicidade do culto reformado, dizendo: “Outramaneira de pensar sobre a simplicidade do culto é o que chamo deportabilidade (de portátil) de culto. Portabilidade signica que nóspodemos realizar nossa adoração em qualquer lugar. Essa é a sim-plicidade da adoração, nós apenas precisamos de um púlpito, umamesa para a comunhão, um livro de louvor, um pequeno frasco deágua, um pouco de vinho e um pão ― isso é o suciente”. Quão dife-rente dos dias de hoje! Não preciso mencion ar as distorções cúlticaspraticadas hoje quando este princípio da simplicidade é esquecido.Deus adverte no 2º mandamento: “
 porque eu sou o SENHOR,teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos lhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço miseri-córdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meusmandamentos
” (Ex 20:5-6).Boa leitura.
O Culto
Simples
REVISTA OS PURITANOS
Ano XVII - Número 4 - 2009
EditorManoel Canutomscanuto@uol.com.brConselho EditorialJosafá Vasconcelos e Manoel CanutoRevisoresManoel Canuto; Linda OliveiraTradutoresLinda Oliveira; Marcos Vasconcelos, Márcio Dória, JosafáVasconcelosProjeto Gráco e CapaHeraldo F. de AlmeidaImpressãoFacioli Gráca e Editora Ltda.Fone: 11- 6957-5111 — São Paulo-SPOS PURITANOS é uma publicação trimestral da CLIRE —Centro de Literatura ReformadaR. São João, 473 - São José, Recife-PE, CEP 52020-120Fone/Fax: (81) 3223-3642E-mail: ospuritanos@gmail.comDIRETORIA CLIRE: Ademir Silva, Adriano Gama, WaldemirMagalhães.
 
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Adoração
Reformada
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai emespírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem (Jo.4:24)
Dr. David Murray
M
uitos crentes e igrejas, em todo mundo, estãoredescobrindo a verdade a respeito da adora-ção reformada. Isso é uma providência mara-vilhosa da parte de Deus, mas na maioria das vezes essaverdade reformada tem se limitado apenas à doutrinada salvação. Em outras palavras esta reforma estancouno ponto referente às doutrinas da graça e não foi além,não progrediu para outras áreas, como por exemplo, avida cristã e o culto cristão. Isto na verdade não é umareforma plena porque a reforma verdadeira e plenaatinge todas as áreas da plenitude de vida dos cristãose da Igreja. Quero falar sobre o tópico da necessidadede se trazer reforma para toda a área que diz respeitoà adoração. Gostaria de tratar de três áreas neste tema.Na primeira gostaria de tratar da história da reformana adoração. Em segundo lugar tratar da regulamenta-ção da adoração bíblica e em terceiro lugar tratar dasrazões para termos uma adoração bíblica.
I) A Reforma da Adoração Bíblica
→ Quando osreformadores redescobriram o evangelho bíblico, elestambém perceberam a necessidade da redescoberta daadoração bíblica. Quando perceberam a salvação emtermos de gloricar a Deus, nos termos da centralidadede Deus, então perceberam que a adoração resultan-te disso também deve ser uma adoração centrada emDeus e que O glorique. Os reformadores viam muitascoisas e acréscimos humanos colocados na adoração aDeus como os altares, as vestimentas, as velas, os ou-tros sacramentos, incensos, etc. e para retornar a umaadoração centrada em Deus eles teriam de jogar foratodos aqueles acréscimos humanos. Martinho Luteroiniciou este processo. Zuínglio, Martin Bucer e Calvinocontinuaram depois dele. Cada um deles ia jogando foramais e mais aquilo que pertencia à imaginação humanae trazendo mais e mais aquilo que era centrado em Deus.Eles entenderam que nesta área da adoração, a melhorforma de se centralizar em Deus era se centralizar naPalavra. Quando eles jogaram fora tudo que era feitopelo homem, isso deixou um vácuo a ser preenchido.Dentro deste vácuo eles tinham de colocar a adoraçãocentrada na Palavra de Deus.Inicialmente vamos focalizar esta área dos cânticosde louvor. A Reforma passou por dois estágios na re-forma dos cânticos na Igreja. Em primeiro lugar, Lute-ro foi o pai do cântico congregacional. Ele viu que pormais de mil anos na Igreja os cânticos estavam nasmãos dos corais, dos monges e das freiras e não nasmãos do povo de Deus. Uma das primeiras coisas queMartinho Lutero fez em 1524 foi introduzir na Igrejao uso do hinário. Lutero trouxe de volta ao povo deDeus o cântico congregacional. Eles não precisavammais vir ao culto vendo-o apenas como uma forma desimples performance, mas eles vinham para partici-par. A segunda etapa foi com Calvino. Lutero restau-rou o louvor congregacional, mas Calvino restauroua cântico bíblico. Calvino via que na igreja primitiva,no início do Novo Testamento, a igreja cantava ossalmos. Ele percebeu que o coração não apenas deveser guiado pela Bíblia, mas que a adoração deve serrepleta de Bíblia e que o cântico na adoração bíblicanão precisa apenas ser guiado pelos princípios bíbli-cos, mas deveria ser cheio de conteúdo bíblico. Então,Calvino reintroduziu o saltério na igreja de Cristo.Para Calvino a adoração a Deus deveria ser o encon-tro com a Palavra, a leitura da Palavra, a pregaçãoda Palavra, o cântico da Palavra. Tudo tinha de sercentralizado na Palavra de Deus. Esta é uma brevehistória da reforma na adoração bíblica.
II) A Regulamentação da Adoração Bíblica
Todo cristão tem algum tipo de regulamentação acer-ca da adoração. Todo crente coloca uma linha (limite)em algum lugar no culto. De um lado da linha há uma

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