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PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO AMBIENTAL

PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO AMBIENTAL

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PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO AMBIENTAL
Evandro AndréFrederick KirstenGlayton Robert Ferreira FontouraLindacir RuchinskiRosa Mafra
RESUMO
O presente trabalho visa tratar dos princípios norteadores do Direito Ambiental. Inicia-setrazendo o conceito deste novo ramo do Direito, segundo as palavras dos doutrinadores esegue adiante na apresentão dos prinpios gerais que fundamentam o DireitoAmbiental, tido hoje como um direito fundamental difuso. Logo em seguida oapresentados aspectos da intersecção dos princípios adotados por nossa Carta Magnacom relação à política global do meio ambiente proposta pela Organização das NaçõesUnidas – ONU – e encerra-se com a apresentação dos princípios citados em nossa LeiMaior.
PALAVRAS-CHAVE:
Direito Ambiental. Princípios Gerais.
1 CONCEITO
O Direito Ambiental classifica-se como um dos mais recentes ramos do Direito,resultantes da evolução sofrida pela sociedade. Tal evolução, o obstante todo oprogresso tecnológico e toda a comodidade que traz ao homem, impõem-nos também umpreço a ser cobrado pela indisciplina com que foram utilizados os meios e recursosnaturais no decorrer do tempo, forçando-nos a regular a relação homem-natureza a partir de patamares legais com a formulação de normas e a imposição de pesadas sançõescontra as suas eventuais violações. Nesse sentido, escreve Ricardo Barbosa Alfonsinque:Visando regular a relação do homem e seus meios de produção com a natureza, comoforma de permitir o equilíbrio dessa relação, dando sustentabilidade ao desenvolvimento eminimizando os efeitos degradantes sobre o meio ambiente. Pode-se dizer que é umdireito indutor de um novo paradigma de relação entre o homem e o meio ambiente.Assim, segundo Sérgio Ferraz (apud Toshio Mukai, 2004), o Direito Ambiental classifica-se como um “conjunto de técnicas, regras e instrumentos jurídicos organicamenteestruturados, para assegurar um comportamento que não atente contra a sanidademínima do meio ambiente”. Mukai (2004) cita também Carlos Gomes de Carvalho paraquem o Direito Ambiental é um “conjunto de princípios e regras destinados à proteção domeio ambiente, compreendendo medidas administrativas e judiciais, com a reparaçãoeconômica e financeira dos danos causados ao ambiente e aos ecossistemas, de umamaneira geral” e conclui ressaltando que “O direito ambiental (no estágio atual de suaevolução no Brasil) é um conjunto de normas e institutos jurídicos pertencentes a váriosramos do Direito, reunidos por sua fuão instrumental para a disciplina docomportamento humano em relação ao seu meio ambiente”.Por fim, para que se fixe a exata noção do conceito de Direito Ambiental, citamos oProfessor Michel Prieur (apud BIAGIO JUNIOR, 2000), da Universidade de Limoges,França, que escreve: o Direito Ambiental é constituído por um conjunto de regras jurídicasrelativas à proteção da natureza e à luta contra as poluições. Ele se define, portanto, emprimeiro lugar pelo seu objeto. Mas é um direito tendo uma finalidade, um objetivo: nossoambiente está ameaçado, o Direito deve poder vir em seu socorro, imaginando sistemas
 
de prevenção ou de reparação adaptados a uma melhor defesa contra as agressões dasociedade moderna. Então, o direito do ambiente mais do que a descrição do direitoexistente é um direito portador de uma mensagem, um direito do futuro e da antecipação,graças ao qual o homem e a natureza encontrarão um relacionamento harmonioso eequilibrado.Biagio Junior (2000) cita ainda o Professor Tycho Brahe Fernandes Neto que conceituaDireito Ambiental como “o conjunto de normas e princípios editados objetivando amanutenção de um perfeito equilíbrio nas relações do homem com o meio ambiente”.
2 PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL
Em primeiro lugar, é importante ressaltarmos a imprescindibilidade dos princípios para atutela ambiental. De acordo com os ensinamentos de Álvaro Mirra (1996, p.51):Os princípios prestam importante auxílio no conhecimento do sistema jurídico, no sentidode uma melhor identificação da coerência e unidade que fazem de um corpo normativoqualquer, um verdadeiro sistema lógico e racional. E essa circunstância é ainda maisimportante nas hipóteses daqueles sistemas jurídicos que – como o sistema jurídicoambiental – tem suas normas dispersas em inúmeros textos de lei, que são elaborados aolongo dos anos, sem critério preciso, sem método definido.Os princípios têm caráter fundamental no sistema de fontes, pois são normas que têmpapel essencial no ordenamento, devido à sua posição hierárquica, ou porquedeterminam a própria estrutura do sistema jurídico. Exercem função precípua na falta deleis, conforme reza o artigo 4º da LICC: "quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso deacordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito".No campo do Direito Ambiental os prinpios exercem as mesmas fuões deinterpretação das normas legais, de integração e harmonização do sistema jurídico e deaplicação ao caso concreto.Os prinpios do Direito Ambiental desempenharam um papel fundamental noreconhecimento desse Direito enquanto ramo autônomo da Ciência Jurídica. Nessesentido, Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin (apud Mirra, 1996, p. 52) apontamas quatro principais funções dos princípios do Direito Ambiental para facilitar a suacompreensão e aplicação:a) são os princípios que permitem compreender a autonomia do Direito Ambientalem face dos outros ramos do Direito;b) são os princípios que auxiliam no entendimento e na identificação da unidade ecoerência existentes entre todas as normas jurídicas que compõem o sistemalegislativo ambiental;c) é dos princípios que se extraem as diretrizes básicas que permitem compreender a forma pela qual a proteção do meio ambiente é vista na sociedade;d) e, finalmente, são os princípios que servem de critério básico e inafastável para aexata inteligência e interpretação de todas as normas que compõem o sistema jurídico ambiental, condição indispensável para a boa aplicação do Direito nessaárea.Dá-se aos princípios no Direito Ambiental uma importante relevância em relação aosdemais ramos da ciência Jurídica, posto haver uma grande gama de leis e até hoje não
 
existir um código ambiental, estando, conseqüentemente, todas as normas dispersas, oque dificulta em muito o trabalho do operador do direito.Durante muito tempo, aplicava-se apenas o Código Florestal na proteção do meioambiente, atualmente essa lei é apenas um dos inúmeros elementos e de uma série denormas objetivando a proteção específica de um bioma ou de uma espécie de flora. Comisso, como existe uma competência legislativa concorrente entre os diversos entesfederativos, é possível encontrar além das convenções e tratados internacionais, umasérie de leis e decretos federais, estaduais, distritais e municipais regulando essa matériaque muitas vezes são mal elaboradas, com redação de difícil compreensão gerandoconflitos normativos que devem ser resolvidos por meio da aplicação dos princípios doDireito Ambiental.Acentua-se, ainda, que tais princípios sirvam também para aqueles casos em que nãoexiste legislação específica auxiliando na interpretação jurídica.A evolução da sociedadee o aparecimento de novas tecnologias fazem com que a cada dia surjam novas situaçõescapazes de interferir na qualidade do meio ambiente e por isso não podem deixar de ser reguladas pelo Direito Ambiental.A maior parte dos princípios trazidos pela Declaração Universal sobre o Meio Ambiente foiconsagrada explícita ou implicitamente pela Constituão Federal de 1988 e pelalegislão ambiental de uma forma geral. Assim, todo o emaranhado de normas,princípios, instituições, que emanam não só do Estado, como também dos princípiosgerais do Direito, do costume, de organizações, movimentos sociais, dentre outras,instrumentalizam o Meio Ambiente como ramo autônomo do Direito. Serão destacados, aseguir, alguns princípios que compõem o Direito Ambiental.
2.1 PRINCÍPIO DO DIREITO HUMANO FUNDAMENTAL
O princípio do direito humano fundamental informa que o meio ambiente é um direitosubjetivo fundamental do ser humano, essencial à sua sadia qualidade de vida. PauloAffonso Leme Machado (1994) relata à questão da analogia dos direitos ambientais comodireitos humanos e suas conseqüências ressaltando a afirmação de Maguelonne Déjant-Pons que afirma que: “o direito ao meio ambiente é um dos maiores direitos humanos doséculo XXI, na medida em que a humanidade se vê ameaçada no mais fundamental deseus direitos – o da própria existência”.O direito ao meio ambiente protegido é um direito difuso, já que pertence a todos, e é umdireito humano fundamental consagrado nos Princípios 1 e 2 da Declaração de Estolcomoem 1972 e reafirmado na Declaração do Rio de Janeiro em 1992. O primeiro e o segundoprincipios da Declaração do Meio Ambiente, adotados na Conferência das NaçõesUnidas, em Estocolmo buscou assegurar que:O ser humano tem direito fundamental à liberdade, à igualdade e a uma vida comcondições adequadas de sobrevivência, num meio ambiente que permita usufruir de umavida digna, ou seja, com qualidade de vida, com a finalidade também, de preservar emelhorar o meio ambiente, para as gerações atuais e futuras. A proteção ambientalreferenciada em Estocolmo faz com que todos os povos comecem a pensar de maneiradiferente, ou seja, de que junto com o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, deveser consagrado o direito fundamental da vida humana na terra visando, com isto, amelhora do meio ambiente em benefício do homem atual e seus descendentes.

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