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Jral Laraór  crs e Cca Scal c hala e Jrals a Faclae Pras Lra-PR | A 2 E. 4 | Jlh-As e 2009
Linha
Fina
Babosa
quer ser
obado
 
pelosseus
atos
Eleito no terceiro turno da eleição muni-cipal, com o apoio de políticos tradicionais,como Antonio Belinati (PP), o jornalistaBarbosa Neto (PDT) quer mostrar que vaifazer uma administração diferente das ges-tões do seu aliado. Em entrevista concedi-da a estudantes de Jornalismo da Faculda-de Pitágoras, Barbosa falou sobre o quepretende fazer nos três anos e meio em queocupará o cargo de prefeito.
 (páginas 10, 11 e 12)
oRgâniCoSPRobLEmA uRbAnomEio AmbiEntE
Mercado de produtosorgânicos cresce e abreespaço para produtoresregionais
(página 5)
Superpopulaçãode pombos virapesadelo urbanoem Londrina
(página 14)
Usina de compostagemcomprada pelaprefeitura há 13 anosficou obsoleta
(página 15)
 
Linha
Fina
Em menos de um ano Londrina teve um processo eleitoraltraumático, com três turnos e três prefeitos diferentes. Davitória de Antonio Belinati (PP) em 26 de outubro, canceladadois dias depois pelo Tribunal Superior Eleitoral - que cassouo registro da sua candidatura - até a posse de Barbosa Neto(PDT), no feriado de 1º de maio, a política municipal percor-reu um caminho até então desconhecido. O período foi mar-cado por uma interinidade de quatro meses e pelo chamado“terceiro turno”, que foi a solução definida pelo Judiciáriopara resolver o impasse.Foi um período marcado por incertezas e por uma campa-nha eleitoral dura, na qual segundo e terceiro colocados doprimeiro turno voltaram à arena política. Parte desse perío-do, que deixará suas marcas na História de Londrina, estáregistrada nesta edição do Linha Fina através de duas entre-vistas, que também entrarão para a História do nosso cursode Jornalismo. A primeira com o então prefeito interino JoséRoque Neto (PDT), o Padre Roque, que recebeu o nosso re-pórter para uma conversa transformada no que chamamosno jargão profissional de entrevista “pingue-pongue” (comperguntas e respostas). A segunda, com o novo prefeito, umasemana antes da sua posse. Barbosa Neto se dispôs a vir aocampus da Faculdade Pitágoras para dar uma entrevista co-letiva aos alunos do curso, reproduzida nas páginas centraisdesta edição.Nas duas entrevistas, duas interessantes lições de jorna-lismo. Pela possibilidade de com informações “quentes” daagenda da cidade e também pela importância de dialogarcom fontes que comandam a prefeitura.
ExpedienteEditorial ArtigoOpinião
EE AO
Tiragem:
1000 exemplares
Impressão:
Gráfica Jornal de Londrina
Diretor Geral do Campus
Professor Tarcisio Manso Vilela
Coordenador do Curso de Comunicação
Prof. Hertz Wendel de Camargo
Coordenação Jornalística
Prof. Fabio Silveira (mtb 3361-PR)
Coordenação de Projeto Gráfico
Prof. Sérgio Mari Jr.
Redação:
 Alunos do curso de Jornalismo da FaculdadePitágoras de Londrina
Diagramação:
 Aime Barboza Alessandra Cristina Aline Bertoldo Amanda Petri Ana Luiza GamaCamilla BarbozaDaniele MachadoDavi BaldussiEmily GusmãoIsabela TacakiJanaina de OliveiraJanaina PortelloJane MarquesMarcos da CruzMariana GatzkMayara TelesNadia BarcellosPablo FaresPatricia MagalhãesSinésio Brito Valdemar Loredo Valentino Valero
Faculdade Pitágoras Unidade Metropolitana
Rua Edwy Taques de Araújo, n. 1100 CEP 86047-790Gleba Palhano Londrina-PR
Fone:
(43) 3373-7333www.faculdadepitagoras.com.br/metropolitana
LinhaFina
é um jornal laboratório do Curso deComunicação Social com habilitação em Jornalismo.
Tempos de tanso
Camilla Ribeiro
 Após seguidos cortes na taxa de juros, o go-verno brasileiro analisa possibilidades de mu-dança na remuneração da caderneta de pou-pança. Devido à crise mundial, o Brasil seguiua onda dos cortes de juros e reduziu para11,25% a taxa selic, cortando 1,5%. Com isso,a rentabilidade da poupança superou algunsfundos de investimentos. Para o governo estaé uma situação preocupante, pois haverá umatendência de migração do dinheiro dos fundospara a poupança, o que reduziria as arrecada-ções dos impostos pagos por estes fundos quemovimentam a economia em vários setores.Os investimentos da poupança significam di-nheiro parado para o Estado.
Goveno anasa mudanasna adeneta de poupana
O presidente Lula afirma que a mudançateria como objetivo proteger os pequenos in-vestidores, pois para ele, a poupança tem queser usada por quem precisa dela e não porgrandes investidores que devem ter outrosfocos.Na realidade, a maior preocupação rela-cionada ao assunto não está voltada para ospequenos poupadores, mas para o prejuízo dogoverno ao deixar de arrecadar impostos vin-dos dos grandes investimentos.O governo erra ao tentar demonstrar queseu maior interesse é proteger os pequenosinvestidores, sendo que o motivo real é a se-gurança do próprio governo e não do poupa-dor, como vem declarando o presidente Lula.
Valero Junior
 A ideia do jornalista comoagente fiscalizador da socie-dade e comprometido com averdade, deu à imprensa otítulo de “quarto poder”. Po-rém, essa imagem pode serfragilizada dependendo dadecisão de nossos ministros.O jornalismo pode voltar aser o chamado “publicismo”do século XVIII, quando aburguesia utilizava a im-prensa como ferramenta naluta pelo poder. “No Brasil,certamente, os empresáriosde mídia continuam a defen-der seus interesses como seestivéssemos nos tempos davelha doutrina liberal (que,de fato, nunca vivemos)” es-creveu Venício A. de Limaem seu artigo “A responsabi-lidade social da mídia” pu-blicado no site Observatórioda Imprensa. Alguns desses “empresá-rios de mídia” defendem que
O quato pode em so
não seria necessário diplomade jornalismo para atuarcomo tal. Defendem que aexigência do diploma mina aliberdade de expressão doscidadãos comuns. Queremque a profissão de jornalistase torne apenas uma pós-graduação ou especialização.Qualquer pessoa diplomadaem um curso superior esta-ria apta ao jornalismo.Nilson Lage já defendiaem seu livro “A Reportagem:teoria e técnica de entrevis-ta e pesquisa jornalística”uma formação específica. “Aresponsabilidade envolvidano tráfego de informações, asofisticação tecnológica e arelevância do direito dos ci-dadãos à informação indi-cam a necessidade de estu-dos demorados para a práticado jornalismo...” cita Lage.Ele até concorda com umaformação profissional pós-graduada, ”desde que emcursos com extensão equiva-lente ao mestrado e commais de metade da carga ho-rária ocupada por discipli-nas técnicas”.Portanto, nossos minis-tros e a sociedade devem to-mar cuidado com as inten-ções dos interessados emacabar com a exigência daformação jornalística. Sécu-los de estudos não devem sersimplesmente subjugados edescartados. Já passamospor essa situação durante aditadura. Jornalistas silen-ciados e torturados pelo in-teresse de um regime cruel.“Qualquer defensor de umasociedade democrática, pormais (neo)liberal que se rei-vindique, concorda que atortura ou toda forma de to-talitarismo é humanamenteinjustificável,...”, trecho doartigo “Imprensa, memóriae os arquivos da ditadura”por Sérgio Luiz Gadini.
Manifestação de jornalistas na Câmara de Vereadores de Londrina.
   N  a   t   á   l   i  a   L   i  m  a  c  a  s   t  r  o
Ano 2 Ed. 4 | Juno de 2009
2
 
G
Geral
Caroline Moretti
 A luta das mulheres embusca de seus direitos e ummaior espaço na sociedade éum assunto antigo. O marcodessa luta foi uma greve dasoperárias de uma fábrica detecidos na cidade norte-ame-ricana de Nova Iorque, nodia 8 de março de 1857 pelaredução da jornada de traba-lho e equiparação salarial,manifestação que foi dura-mente reprimida. O resulta-do foi o assassinato de 130mulheres, que morreramcarbonizadas dentro da fá-brica.Mais de 100 anos se pas-saram. A jornada de traba-lho diminuiu, mas persis-tem as diferenças salariaisentre homens e mulheresem alguns segmentos. Comcerteza uma das maioresconquistas alcançadas porelas, foi o direito ao voto e aparticipação política. Essaluta não foi fácil e aindanão chegou ao fim. Hoje, asmulheres ainda são mino-ria na política, mesmo comos partidos sendo obrigadosa reservar 30% das vagaspara candidatos em chapasproporcionais para as mu-lheres.Nas eleições para a Câ-mara de Londrina, realiza-das em 2008, apenas duasmulheres foram eleitas. Asduas representam, 10,5%dos vereadores, embora oeleitorado feminino de Lon-drina seja superior a 50%.Sandra Graça (PP), a pri-meira mulher a ser eleitatrês eleições consecutivas.Ela diz que entrou na políti-ca influenciada por seuspais. “Nasci num lar ondemeus pais sempre participa-ram ativamente da política eeste convívio diário com ademocracia e a política sau-dável me fizeram, desdecriança, uma apaixonadapela política”, relata. “Lem-bro-me das reuniões, visitase mobilizações que as mu-lheres faziam e eu sempreao lado de minha mãe”, pros-segue.Ela também diz que asdificuldades e preconceitospor ser mulher se acentua-ram mais dentro do exercíciodo mandato do que duranteo processo eleitoral, “por ser-mos minoria na CâmaraMunicipal de Londrina, so-mos alvos de discrimina-ção”.Sandra Graça conta queconquistou seu prestígio elugar aos poucos dentro efora da política. Durante 10anos foi gerente geral daCaixa Econômica Federal,deixou a gerência para atuarna política, mas hoje aindase divide entre o trabalho naCaixa e o mandato de verea-dora. E no que se diz respei-to à luta e a situação dasmulheres hoje, Sandra Gra-ça comenta: “por mais que ostempos evoluam, nós mulhe-res teremos sempre uma jor-nada ampliada, pois conci-liamos no mínimo trabalho efamília”.
Uma uta sem fm
DiA DO TrABAlhO
Uma stóa de uta queno deve se esqueda
Durante muitos anos as mulheresbuscam seu espaço perante sociedade,mas essa parece ser uma luta sem fim
Valero Junior
O Dia do Trabalho foimarcado por conflitos e tra-gédias. Os primeiros movi-mentos ocorreram nos Esta-dos Unidos. Trabalhadoresdas indústrias de Chicagoreivindicavam melhores con-dições de trabalho. Uma gre-ve geral foi instaurada nopaís. No Brasil, o processo deindustrialização só foi apro-fundado entre as décadas de1920 e 1930, na era Vargas.No dia 1º de maio de 1886,milhares de trabalhadoresda industrializada Chicagoforam às ruas. Além de me-lhores condições, queriam re-dução da jornada de trabalhode 13 para 8 horas. De acordocom o sociólogo Marco Rossi,foi uma luta longa. Duranteas manifestações os grevistasacabaram entrando em con-flito com a polícia. Milharesficaram feridos, muitos fo-ram presos e cinco trabalha-dores foram condenados àmorte. “Você tem lá debates enegociações que foram traba-lhadas durante dois anos esomente depois veio se defla-grar e conflagrar uma greve”,lembrou Rossi.Segundo Rossi, em 1891,cinco anos depois, a Interna-cional Comunista, que na-quela época ainda era Asso-ciação Internacional dosTrabalhadores, declarou odia 1º de maio, Dia Interna-cional do Trabalhador. “Foiuma homenagem aos márti-res de Chicago, mas sobretu-do à luta dos trabalhadores”.Marco Rossi ressalta quesomente 20 anos depois, jáno início do século XX é queos países europeus vão co-meçar a conquistar essa jor-nada de oito horas. E assimconsagrar as suas constitui-ções do direito ao lazer eeducação. “É legal que o slo-gan da greve de 1886 aindaé uma luta contínua. Oitohoras de trabalho, oito horasde repouso e oito horas deeducação”, explicou Rossi.O sociólogo explica que, noBrasil, a economia nessa épo-ca era basicamente agrícola. Ainda havia uma cultura es-cravocrata. Por isso ainda nãoexistia uma organização dostrabalhadores, “salvo algunstipos de organizações anar-quistas que já trabalhavamem alguns centros como SãoPaulo e Rio de Janeiro. Masmuito menos do ponto de vis-ta da organização da classetrabalhadora e muito maiscomo cultura anarquista dedifusão de ideias”.
No dia 1º demaio de 1886,milhares detrabalhadores daindustrializadaChicago foramàs ruas.
Vereadora Sandra Graça, PP 
   V  a   l  e  r  o   J  u  n   i  o  r   C  a  r  o   l   i  n  e   M  o  r  e   t   t   i
Reforma ortográfica tentaunificar o português
Pág. 4
 Aumenta a procura porprodutos orgânicos
Pág. 5
Stress tira profissionais dasaúde do trabalho
Pág. 6
Linha
Fina
Ano 2 Ed. 4 | Juno de 2009
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