Linha
Fina
Em menos de um ano Londrina teve um processo eleitoraltraumático, com três turnos e três prefeitos diferentes. Davitória de Antonio Belinati (PP) em 26 de outubro, canceladadois dias depois pelo Tribunal Superior Eleitoral - que cassouo registro da sua candidatura - até a posse de Barbosa Neto(PDT), no feriado de 1º de maio, a política municipal percor-reu um caminho até então desconhecido. O período foi mar-cado por uma interinidade de quatro meses e pelo chamado“terceiro turno”, que foi a solução definida pelo Judiciáriopara resolver o impasse.Foi um período marcado por incertezas e por uma campa-nha eleitoral dura, na qual segundo e terceiro colocados doprimeiro turno voltaram à arena política. Parte desse perío-do, que deixará suas marcas na História de Londrina, estáregistrada nesta edição do Linha Fina através de duas entre-vistas, que também entrarão para a História do nosso cursode Jornalismo. A primeira com o então prefeito interino JoséRoque Neto (PDT), o Padre Roque, que recebeu o nosso re-pórter para uma conversa transformada no que chamamosno jargão profissional de entrevista “pingue-pongue” (comperguntas e respostas). A segunda, com o novo prefeito, umasemana antes da sua posse. Barbosa Neto se dispôs a vir aocampus da Faculdade Pitágoras para dar uma entrevista co-letiva aos alunos do curso, reproduzida nas páginas centraisdesta edição.Nas duas entrevistas, duas interessantes lições de jorna-lismo. Pela possibilidade de com informações “quentes” daagenda da cidade e também pela importância de dialogarcom fontes que comandam a prefeitura.
ExpedienteEditorial ArtigoOpinião
EE AO
Tiragem:
1000 exemplares
Impressão:
Gráfica Jornal de Londrina
Diretor Geral do Campus
Professor Tarcisio Manso Vilela
Coordenador do Curso de Comunicação
Prof. Hertz Wendel de Camargo
Coordenação Jornalística
Prof. Fabio Silveira (mtb 3361-PR)
Coordenação de Projeto Gráfico
Prof. Sérgio Mari Jr.
Redação:
Alunos do curso de Jornalismo da FaculdadePitágoras de Londrina
Diagramação:
Aime Barboza Alessandra Cristina Aline Bertoldo Amanda Petri Ana Luiza GamaCamilla BarbozaDaniele MachadoDavi BaldussiEmily GusmãoIsabela TacakiJanaina de OliveiraJanaina PortelloJane MarquesMarcos da CruzMariana GatzkMayara TelesNadia BarcellosPablo FaresPatricia MagalhãesSinésio Brito Valdemar Loredo Valentino Valero
Faculdade Pitágoras Unidade Metropolitana
Rua Edwy Taques de Araújo, n. 1100 CEP 86047-790Gleba Palhano Londrina-PR
Fone:
(43) 3373-7333www.faculdadepitagoras.com.br/metropolitana
LinhaFina
é um jornal laboratório do Curso deComunicação Social com habilitação em Jornalismo.
Tempos de tanso
Camilla Ribeiro
Após seguidos cortes na taxa de juros, o go-verno brasileiro analisa possibilidades de mu-dança na remuneração da caderneta de pou-pança. Devido à crise mundial, o Brasil seguiua onda dos cortes de juros e reduziu para11,25% a taxa selic, cortando 1,5%. Com isso,a rentabilidade da poupança superou algunsfundos de investimentos. Para o governo estaé uma situação preocupante, pois haverá umatendência de migração do dinheiro dos fundospara a poupança, o que reduziria as arrecada-ções dos impostos pagos por estes fundos quemovimentam a economia em vários setores.Os investimentos da poupança significam di-nheiro parado para o Estado.
Goveno anasa mudanasna adeneta de poupana
O presidente Lula afirma que a mudançateria como objetivo proteger os pequenos in-vestidores, pois para ele, a poupança tem queser usada por quem precisa dela e não porgrandes investidores que devem ter outrosfocos.Na realidade, a maior preocupação rela-cionada ao assunto não está voltada para ospequenos poupadores, mas para o prejuízo dogoverno ao deixar de arrecadar impostos vin-dos dos grandes investimentos.O governo erra ao tentar demonstrar queseu maior interesse é proteger os pequenosinvestidores, sendo que o motivo real é a se-gurança do próprio governo e não do poupa-dor, como vem declarando o presidente Lula.
Valero Junior
A ideia do jornalista comoagente fiscalizador da socie-dade e comprometido com averdade, deu à imprensa otítulo de “quarto poder”. Po-rém, essa imagem pode serfragilizada dependendo dadecisão de nossos ministros.O jornalismo pode voltar aser o chamado “publicismo”do século XVIII, quando aburguesia utilizava a im-prensa como ferramenta naluta pelo poder. “No Brasil,certamente, os empresáriosde mídia continuam a defen-der seus interesses como seestivéssemos nos tempos davelha doutrina liberal (que,de fato, nunca vivemos)” es-creveu Venício A. de Limaem seu artigo “A responsabi-lidade social da mídia” pu-blicado no site Observatórioda Imprensa. Alguns desses “empresá-rios de mídia” defendem que
O quato pode em so
não seria necessário diplomade jornalismo para atuarcomo tal. Defendem que aexigência do diploma mina aliberdade de expressão doscidadãos comuns. Queremque a profissão de jornalistase torne apenas uma pós-graduação ou especialização.Qualquer pessoa diplomadaem um curso superior esta-ria apta ao jornalismo.Nilson Lage já defendiaem seu livro “A Reportagem:teoria e técnica de entrevis-ta e pesquisa jornalística”uma formação específica. “Aresponsabilidade envolvidano tráfego de informações, asofisticação tecnológica e arelevância do direito dos ci-dadãos à informação indi-cam a necessidade de estu-dos demorados para a práticado jornalismo...” cita Lage.Ele até concorda com umaformação profissional pós-graduada, ”desde que emcursos com extensão equiva-lente ao mestrado e commais de metade da carga ho-rária ocupada por discipli-nas técnicas”.Portanto, nossos minis-tros e a sociedade devem to-mar cuidado com as inten-ções dos interessados emacabar com a exigência daformação jornalística. Sécu-los de estudos não devem sersimplesmente subjugados edescartados. Já passamospor essa situação durante aditadura. Jornalistas silen-ciados e torturados pelo in-teresse de um regime cruel.“Qualquer defensor de umasociedade democrática, pormais (neo)liberal que se rei-vindique, concorda que atortura ou toda forma de to-talitarismo é humanamenteinjustificável,...”, trecho doartigo “Imprensa, memóriae os arquivos da ditadura”por Sérgio Luiz Gadini.
Manifestação de jornalistas na Câmara de Vereadores de Londrina.
N a t á l i a L i m a c a s t r o
Ano 2 Ed. 4 | Juno de 2009
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