Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
42Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
origem e finalidade do estado

origem e finalidade do estado

Ratings: (0)|Views: 10,757 |Likes:
Published by marcopaulo0837045
paulo marco gonçalves
paulo marco gonçalves

More info:

Published by: marcopaulo0837045 on Mar 14, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/20/2013

pdf

text

original

 
UNIVERSIDADE DA ITAÚNAFACULDADE DE DIREITOTEORIA GEARAL DO ESTADOORIGEM E FINALIDADE DO ESTADOPaulo Marco Gonçalves 2º ASUZANA13 DE MARÇO DE 2009
 
ORIGEM DO ESTADO
A denominação Estado, significando situação permanente de convivência. Paramuitos autores, o estado, assim como a própria sociedade, existiu sempre, pois desdeque o homem vive sobre a terra acha-se integrado numa organização social, dotada de poder e com autoridade para determinar o comportamento de todo o grupo. O estado éum elemento universal na organização social humana.Uma segunda ordem de autores admite que a sociedade humana existiu sem o estadodurante um certo tempo. Depois por motivos diversos, foi constituído para atender àsnecessidades ou às conveniências dos grupos sociais.A terceira posição é a que foi referida: a dos autores que só admitem como estado asociedade política dotada de certas características muito bem definidas. Justificando oseu ponto de vista, um dos adeptos dessa tese, Karl Schmidt, diz que o conceito deestado não é um conceito geral válido para todos os tempos, mas é um conceitohistórico concreto, que surge quando nascem a idéia e a prática da soberania, o que sóocorreu no séc. XVII.Para entender as causas do aparecimento do estado é necessário entender o problemade formação originária dos estados, partindo dos agrupamentos humanos ainda nãointegrados em qualquer estado: diferente dessa é a questão da formação de novosestados a partir de outros preexistentes, podendo–se designar esta forma como derivada.Examinando–se as principais teorias que procuram explicar a formação originária doestado, chega-se a uma primeira classificação, com dois grandes grupos, a saber:a)teorias que afirmam a formação natural ou espontânea do estado, não havendoentre elas uma coincidência quanto à causa, mas tendo todas em comum aafirmação de que o estado se formou naturalmente, não por um ato puramentevoluntário. b)Teorias que sustentam a formão contratual dos estados, apresentam emcomum, apesar de também divergirem entre si quanto às causas, a crença em quefoi a vontade de alguns homens, ou então de todos os homens, que levou acriação do estado. De maneira geral, os adeptos da formação contratual dasociedade é que defendem a tese da criação contratualista do estado.No tocante às causas determinantes do aparecimento do estado, as teorias maisexpressivas podem ser agrupadas da seguinte maneira:Origem familial ou patriarcal. Estas teorias situam o núcleo social fundamental nafamília. Segundo essa explicação, defendida principalmente por Robert Filmer, cadafamília primitiva se ampliou e deu origem a um estado.Origem em causas econômicas ou patrimoniais. Há quem pretenda que essa tenhasido a origem indicada por Platão. Quando nos diálogos, no livro II de “A República”,assim expressa: “um estado nasce das necessidades dos homens: ninguém basta a simesmo mas todos nós precisamos de muitas coisas”. Dessa forma, o estado teria sidoformado para se aproveitarem os benefícios da divisão do trabalho, integrando-se asdiferentes atividades profissionais, caracterizando-se, assim, o motivo econômico. Nessa mesma ordem coloca-se Heller, dizendo que a posse da terra gerou o poder e a propriedade gerou o estado, e Preuss, sustentando que a característica fundamental doestado é a soberania territorial.Origem no desenvolvimento interno da sociedade. De acordo com estas teorias, cujo principal representante é Robert Lowie, o estado é um gerne, uma potencialidade, emtodas as sociedades humanas, as quais, todavia, prescindem dele enquanto se mantêmsimples e pouco desenvolvidas. Mas aquelas sociedades que atingirem maior grau dedesenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do estado,
 
e então ele se constituiu. Não há, portanto, a influência de fatores externos à sociedade,inclusive de interesses de indivíduos ou de grupos, mas é o próprio desenvolvimentoespontâneo da sociedade que dá origem ao estado.A criação do estado por formação derivada, é o processo mais comum atualmente,havendo por tal motivo um interesse prático bem maior nesse estudo, bem como a possibilidade de presenciarmos a ocorrência de muitos fenômenos ilustrativos da teoria.Há dois processos típicos opostos, ambos igualmente usados na atualidade, que dãoorigem a novos estados: o fracionamento e a união de estados. Tem-se o fracionamentoquando uma parte do território de um estado se desmembra e passa a constituir umnovo. Outro fenômeno, este menos comum, é a separação de uma parte do território deum estado, embora integrado sem nenhuma discriminação legal, para constituir umnovo estado, o que ocorre quase sempre por meios violentos, quando um movimentoarmado separatista é bem sucedido, podendo ocorrer também, embora seja rara ahipótese, por via pacífica.O outro processo típico de constituição de novos estados por formação derivada é auno de estados, quando esta implica a adão de uma constituão comum,desaparecendo os estados preexistentes que aderiram à união neste caso, por dois oumais estados resolvem unir-se, para compor um novo estado, perdendo sua condição deestado a partir do momento em que se completar a união e integrando-se, a partir daí, noestado resultante. Todos os componentes desaparecem como estados, surgindo em seulugar uma nova entidade, que absorve todas as características de estado que pertenciamàqueles que se uniram para formá-lo. A formação de estados, tendo como origem umaunião de outros preexistentes, tem sido mais comum através de constituição federações, preferindo-se esta forma porque, não abstante submeter todos os componentes a um poder central único, bem como a uma constituição comum, permite a preservação deautonomias locais e das características sócio-culturais de cada componente dafederação.
FINALIDADE DO ESTADO
Para se entender a finalidade do estado e necessário entender a distinção entre os finsobjetivos e os fins subjetivos.Fins objetivos: a questão dos fins objetivos prende-se à indagação sobre o papelrepresentado pelo estado no desenvolvimento da historia da humanidade. Relativamentea esse problema, duas ordens de respostas. Para uns, existem fins universaisobjetivos. E a posição de Platão, de Aristóteles e, pode-se dizer, da maioria dos autores.Em posição diferente colocam–se os autores que sustentam a existência de fins particulares, que resultam das circunstancias em que eles surgiram e se desenvolveram eque são condicionantes de sua historia.Fins subjetivos. Para os que se atêm aos fins subjetivos o que importa é o encontro darelação entre os estados com seus fins individuais. O estado é sempre uma unidade defim. Sendo a vida do estado uma série ininterrupta de ações humanas, e sendo estas, por sua vez, sempre determinadas por um fim, é lógico que os fins do estado deverão ser síntese dos fins individuais.Segundo o ponto de vista do relacionamento do estado com os indivíduos, eextremamente vinculada à amplitude das funções do estado, há outra ordem de teorias,que preconizando certo comportamento do estado em função dos objetivos a atingir, propõe fins expansivos, fins limitados e fins relativos.

Activity (42)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Myhhsz Cristhina liked this
Joice Walker liked this
Nessa Vianna liked this
Patricia Marques added this note
legal achei interesante
Éllen de Marco liked this
Eliana Martins liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->