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Apresentação
Quem conta um conto..., reconta contos? História, estórias? Tantofaz, pois o mundo é multifacetado pela imaginação que o cria erecria...Fábulas, mitos, folclore denunciam e extravasam o mágico e ofantástico do real, transpondo-o para uma dimensão na qual anarrativa é paradoxal em sua própria natureza, pois, nessecaleidoscópio da linguagem, o real e o ficcional condensam-se nasimagens que se intercambiam e se interpenetram no mistério sempredesvendado pelas palavras.Ensina-se a escrever contos? São eles perpassados por uma estruturaliterária que os condicionam a um gênero específico?Antes de mais nada, o conto é um “conto”, o apreensívelinapreensível, a verdade fugaz e insondável nas entrelinhas de ummundo fantástico que nos arrebata e nos transporta para o mundo real.O conto é metáfora. Metáfora da vida, metáfora de nós mesmos.É com imenso prazer que apresento, neste volume da Revista
VivaVoz,
os trabalhos produzidos, não digo pelos meus alunos, mas pormeus companheiros de percurso pelos caminhos literários do conto.Nessa estrada, todos apreendemos juntos e juntos descobrimos que“quem conta um conto, reconta contos” sempre infindáveis em suamultiplicidade de vozes. Vozes vivas em Viva Voz.
Júnia Diniz Focas