2
Principalmente na Universidade na medida em que houve continuamente umaluta, por parte daqueles que trabalham com coisas ligadas à África ou afro-brasileiras, de fazer prevalecer um espaço onde essas discussões possamacontecer. Não se deve esquecer que também o Movimento Negro como nocaso da Bahia tem uma experiência no campo educativo desde a década de 80.Então, nós dentro do Centro de Estudos Africanos dentro da USP, criado hámais de 30 anos, tínhamos em parte essa finalidade: trazer para aUniversidade um espaço que pudesse ser de reflexão e de dar a conhecerdeterminados aspectos, não só do conhecimento africano, como algumasdimensões da diáspora.
A diáspora a qual o senhor se refere é o movimento originado daescravidão, com a retirada de negros da África pelo tráfico?
Sim, e de criação de uma cultura própria. Não se poderia dizer que há, agora,uma cultura africana, mas durante todo esse tempo construiu-se também umacultura específica dos afro-descendesntes. Coisas que facilmente se encontramno dia a dia, que as pessoas podem não perceber. A forma do linguajar, noléxico empregado no cotidiano, uma infinidade de palavras de origem africanae que se esquece, inclusive como tributo cultural africano que hoje,evidentemente, é brasileiro porque foi criado aqui. Seja lingüístico, seja deordem religiosa, que é importante, culinária, enfim, vários aspectos que até sefolclorizam, mas que não se cristalizaram, ao contrário, vão se transformandoe até foram apropriados pela sociedade. Basta falar de MPB. O que é MPB?Nada mais é do que uma música que tem origem afro-brasileira. O samba,etc.
PROJETO INTERDICIPLINARCOMO TRABALHAR A LEI 10.639/03?
DEVE SER ABORDADO NA ESCOLA DURANTE TODO ANO LETIVO E NÃO SOMENTE EM DATAS ESPECÍFICAS.
1.
COMO FAZER VALER A LEI?
- DEVE SER INCLUÍDA NO CURRÍCULO, NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, NASREUNIÕES DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES.
2.
O QUE NÃO PODEMOS MAIS FAZER?