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Linguagem,Lingua e Fala

Linguagem,Lingua e Fala

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06/12/2013

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Linguagem,lingua e fala
1.Apresentação:bens e coisas
Quando você vê um belo automóvel andando pelas ruas , você não tem amenor dúvida de que ele possui um dono.O mesmo se pode dizer de umacasa , de um sitio, de um supermecado , de um banco, etc.Passamos grandeparte de nossa vida procurando adquirir coisas que satisfação nossanecessidade e que também nos tragam prazer e conforto .No caso doautomóvel , seu proprietário tem o direito (assegurado por lei ).Tanto oautomóvel quanto o imóvel não são propriamente coisas-Na verdade devemosconsiderá – los bens.Chamamos coisas a tudo aquilo que existe objetivamente ,com exceção do ser humano.Damos o nome de bens áquelas coisas úteis aohomem , são objeto de apropriação.Em sentido amplo , dizemos que bem étudo aquilo que é vantajoso ,ou útil a um dado fim.Existem no ,entanto,muitascoisas úteis ao homem que não podem ser consideradas bens.O ar porexemplo .O ar está a nossa disposição gratuitamente .1.1
Classificação dos Bens
O s bens podem ser classificados em bens públicos e bensprivados.Áqueles que pertecem á União , aos estados , ou aosmunicípios.São também considerados bens públicos aqueles de usocomum do povo , com mares , ou rios , as estradas , as ruas e as praças .1.2
A língua que você fala é um bem .
Se retomarmos ao conceito de bem (bens são aquelas coisas que ,por seremúteis ao homem , são objeto de apropriação )pois a língua que falamos é nossoprincipal veículo de comunicação e não conseguimos viver em nossa sociedadesem se comunicar .Onde houver sociedade humana, haverá língua.Ou ainda :onde houver língua , haverá sociedade humana.Para que serviria a língua , senão pudéssemos utilizá-la .Evidentemente , para nada.
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Linguagem, língua a e fala
 
È claro que a distinção que se faz entre linguagem , lingua e fala tem caractermeramente metodológico, uma vez que esses três conceitos revelam aspectosdiferentes de um processo amplo , que é o da comunicação humana.Damos onome de linguagem a todo sistema de sinais convencionais que nos permiterealizar atos de comunicação.De acordo com osistema de sinais que utiliza,costuma-se dividir a linguagem em :Verbal e Não-Verbal.2.1 O Caràter público da língua.Dissemos que são considerados bens públicos aqueles de uso comum dopovo.Nesse sentido, não há como deixar de considerar a língua como um bempúblico, já que ela é de uso comum dos que dela se utilizam para atos paraatos de comunicação.
 
2.2 O Caráter Privado da falaA língua, como vimos, é um bem público, ou seja, pertence a toda comunidadede fatores, que podem utilizá-la como meio de comunicação.A língua é o ladopúblico e coletivo da linguagem humana, ao passo que a fala é seu ladoprivado e individual.Como instituição social,ela [a língua]não é absolutamenteum ato, escapa a qualquer premeditação;é a parte social da linguagem ;oindivíduo não pode, sozinho, nem criá-la nem modificá-la.a fala é um atoindividual; cada falante tem domínio da língua que fala e, em decorrênciadisso, pode usá-la como bem lhe aprouver das regras preestabelecidas pelocontrato coletivo ajustado com os demais falantes.3 .As limitações do usoAssim como os demais bens privados, a utilização da língua através de atosfala também sofre restrições de uso.a)restrições de ordem intrínseca: aquelas decorrentes da própria estruturada língua, que limita o conjunto de possibilidades de uso através deregras naturais, ou seja, regras inerentes á própria língua .b)restrições de ordem extrínseca: aquelas impostas pela comunicaçãolingüística, ou seja, pelo conjunto dos falantes, ou por parte de algumaspessoas que ditam as regras para o seu uso .3.1 Gramaticabilidade e agramaticabilidade.Com base nesse conceito de gramática, daremos o nome de gramaticais ásfrases construídas segundo essas regras internalizadas pelos falantes e deagramaticais a´quelas que não obedecem a tais regras.Essa gramática éaprendida pelo falante, independentemente de freqüentar a escola.observeque até mesmo os analfabetos conseguem utilizar a língua para se comunicar.A fonologia é a parte da gramática que trata dos sons significativos,isto é, dossons que são capazes de fazer distinção entre palavras.Ao contrário do quemuita gente pensa, aprender a própria língua não é tarefa difícil, pois o serhumano nasce “preparado”para adquirir a linguagem.4. Signos, índices, ícones e símbolos.Quando você observa o céu coberto de nuvens escuras, logo associa esse fatoa idéia de que choverá, ou, quando observa fumaça, imediatamente concluique há fogo por perto.A nuvem escura,indicando chuva, e a fumaça, indicandofogo, são signos naturais (ou índices) e não se prestam como elemento decomunicação.Nos ícones, que são uma espécie de signo criado pelos homenscom a finalidade de estabelecer comunicação.O emprego de ícones emsoftwares (programas de computador )tem sido um dos programasresponsáveis pela popularização dos computadores pessoais, que o usuário
 
não necessita, como antigamente, memorizar nomes de comando paragravar,apagar, imprimir, etc.4.1 O signo lingüísticoDentre o complexo mundo dos signos, interessa-nos particularmente um :osigno lingüístico.Para Saussure, o signo lingüístico é uma entidade de duasfaces, que une de maneira arbitrária um significante a um significado.Osignificante é a parte perceptível , enquanto o significado é a parte inteligíveldo signo. O signo lingüístico une uma coisa e uma palavra, mas um conceito euma imagem acústica.5. O Conceito de NormaA gramática normativa, procurando estabelecer, entre vários, um determinadouso,que se convencionou denominar de padrão ou um culto, não nos mostrar alíngua como ela é, mas sim como deveria ser.È muito importante que vocêperceba que a gramática normativa, não é uma ciência, ou seja, ela não tem apreocupação de mostrar como funciona a língua.5.1 Diversidade e UniformidadeA distinção que se faz entre língua e fala nos permite observar uma fatoimportante:a realização da língua através da fala.Numa língua, podemosobservar a atuação de duas forças que se opõem:de um lado, uma tendência áuniformidade e, de outro, a variedade decorrente dos usos individuais.A essecaráter da linguagem humana damos o nome uniformidade.6. A Norma OcultaA esta altura você já deve estar perguntando em que critérios os estudiosos sebasearam para determinar que, dentre os vários usos da língua, um alcançasseo status de uso culto, ou norma culta.A escolha de um determinado uso dalíngua para alçá-la á condição de uso culto, evidentemente, possui um caráterideológico.Vimos que algumas línguas são comuns a várias nações.No caso doportuguês.6.1 Distância entre Norma e falaDado o caráter estático da norma e o caráter dinâmico da fala, a distânciaentre ambas é, em cada momento.A transformação de uma língua opera-sepelo constante contato com outras línguas ou mesmo com suas variantesregionais e sociais.E esse processo é inevitável, porque nenhum povo viveisolado.6.2. Empréstimos

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