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Memorias de Uma Gueixa

Memorias de Uma Gueixa

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MEMÓRIASDE UMA GUEIXA
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ARTHUR GOLDENMEMÓRIASDE UMA GUEIXATradução de Helena BarbasFICHA TÉCNICATítulo original: Memoirs of a GeishaAutor: Arthur GoldenCopyright © 1997 by Arthur GoldenEdição publicada por acordo com Alfred A. Knopf, Inc. Tradução ©Editorial Presença, Lisboa, 1998 Tradução: Helena BarbasCapa: Fernando FelgueirasFotocomposição: Multitipo - Artes Gráficas, Lda. Impressão e acabamento:Guide - Artes Gráficas, Lda. 1 edição, Lisboa, Dezembro, 1998 2 e edição,Lisboa, Agosto, 1999 3.' edição, Lisboa, Outubro, 2000 4 .~ edição,Lisboa, Outubro, 2001 Depósito legal n.° 171 696/01Reservados todos os direitospara Portugal à EDITORIAL PRESENÇARua Augusto Gil, 35-A 1049-043 LISBOA Email: info@editpresenca.ptInternet: http://www.editpresenca.pt
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NOTA INTRODUTÓRIAUma tarde, na Primavera de 1936, quando eu ainda era um rapaz de catorzeanos, o meu pai levou-me a um espectáculo de dança em Quioto. Só melembro de duas coisas. A primeira, é que ele e eu éramos os únicosocidentais no público; tínhamos chegado da Holanda, onde morávamos, háapenas umas semanas, por isso ainda não me tinha adaptado ao isolamentocultural, e sofria-o profundamente. A segunda, era que após meses deestudo intensivo da língua japonesa me senti feliz por descobrir queconseguia perceber fragmentos das conversas que ia ouvindo. Quanto àsjovens mulheres japonesas a dançar no palco diante de mim, não me lembrode nada sobre elas a não ser de uma vaga impressão de quimonos de coresberrantes. Era certo que não tinha possibilidades de saber que, num tempoe num espaço tão distantes quanto a cidade de Nova Iorque a cerca decinquenta anos no futuro, uma delas se iria tornar uma minha boa amiga, editar-me as suas memórias extraordinárias.Como historiador, sempre considerei as Memórias como uma fonte dematerial. As Memórias proporcionam não tanto um registo do memorialista,como do mundo do memorialista. Diferem da biografia pelo facto de que ummemorialista nunca consegue atingir a perspectiva que um biógrafo possuicomo coisa natural. A autobiografia, se de facto existe semelhante coisa,é como pedir a um coelho que nos diga com o que é que ele se parece asaltar pelas ervas do campo. E como é que ele o poderia saber? Por outrolado, se queremos ouvir falar sobre coisas do campo, ninguém estará emmelhores circunstâncias para no-las contar - desde que tenhamos em menteque estamos a perder todas aquelas que o coelho não estaria em condiçõesde observar.Digo isto com a certeza de um académico que fundou a sua carreira em taisdistinções. No entanto, devo confessar que as memórias9
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