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o Outro No to Humano

o Outro No to Humano

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
O outro no desenvolvimento humano : diálogos paraa pesquisa e a prática profissional em psicologia /Albertina Mitjáns Martinez, Livia Mathias Simão(orgs.). - Sáo Paulo : Pioneira: Thomson Learning,
2004.
Bibliografia.ISBN 85-221-0426-31. Alteridade (Teoria do conhecimento)2. Pesquisa psicológica 3. Psicologia como profissão4. Medicina psicossomática 5. PersonalidadeI. Mitjáns Martinez, Albertina.04-1308 CDD-150.72
índices para catálogo sistemático:
1. Alteridade : Pesquisa : Psicologia
150.72
2. Relações sujeito-outro : Pesquisa : Psicologia
150.72
O OUTRO NODESENVOLVIMENTO HUMANO
DIÁLOGOS PARA A PESQUISA E A PRÁTICAPROFISSIONAL EM PSICOLOGIA
LÍVIA MATHIAS SIMÂOALBERTINA MITJÁNS MARTINEZ(ORGANIZADORAS)ÁLVARO PACHECO DURANELIZABETH TUNESFERNANDO GONZÁLEZ REYMARIA CARMEN V. R. TACCAMARIA THEREZA C. COELHO DE SOUZAMARISA JAPURROBERTO BARTHOLO
THOMSON
*
 
ALÉM DE PROFESSOR E DEALUNO: A ALTERIDADE NOSPROCESSOS DE APRENDIZAGEM EDESENVOLVIMENTO
MARIA CARMEN V. R. TACCA
Os momentos da sala de aula são inundados por situações interativas.Continuamente, professores e alunos e alunos entre si entram em con-tato das mais diversas formas, pois, mesmo quando reina o silêncio, nãocessam os olhares. Assim, em qualquer momento, há mensagens sendoemitidas e recebidas, carregadas de múltiplos significados.Nesses processos dinâmicos confirmam-se relações que se tornamconstitutivas do desenvolvimento das pessoas presentes em cada situa-ção. O professor, sem dúvida, ocupa um lugar particular nesse contex-to. Como organizador e diretor das atividades escolares, está sempre naposição de confirmar o aluno como sujeito, devolvendo-lhe seu valorcomo pessoa e como aprendiz. É o "outro social" essencial para o desen-volvimento intelectual, afetivo, social e de todas as outras dimensões easpectos que integram o aluno como ser humano. No entanto, tambémo aluno devolve ao professor mensagens importantes que o constitueme que lhe permitem aprender e imprimir mudanças em seu processo dedesenvolvimento profissional e pessoal.Pretende-se, neste capítulo, com foco na perspectiva histórico-cultural, considerar a dinâmica das interações professor x aluno comoprincípio balizador dos processos de aprendizagem e desenvolvimento.No espaço da alteridade como contexto para desenvolvimento, ressalta-mos o papel e o valor das trocas e negociações no espaço da sala de aula,evidenciando o trânsito de significações que se tornam canais ímparesde constituição da personalidade tanto de alunos como de professores.
6
 
O OUTRO NO DESENVOLVIMENTO HMANO
O ESPAÇO RELACIONAL
Desde que chegamos ao mundo estamos implicados com o outro sociale é por sua ação que, iniciando a vida, temos a possibilidade de sobre-vivência. Humanizamos-nos nas relações sociais e com a cultura e nassuas múltiplas significações e implicações históricas. Nas relações es-tabelecidas transformamos e somos transformados continuamente emum processo que não deixa de acontecer enquanto existimos.É também no contato com o outro social que vamos nos reco-nhecendo e nos constituindo como pessoa neste mundo. Precisamosdo outro para perceber quem somos e formarmos uma imagem de nósmesmos. Essa construção também inicia-se tempranamente e prolonga-seno percurso da existência, na qual vamos encontrando pessoas e vivendoexperiências. A todo momento aparecem dúvidas e inúmeras questões sãolevantadas a respeito de quem somos e para que existimos.Diferentes filósofos e teóricos procuram a origem da existênciae sua finalidade. São identificadas ou propostas diferentes gêneses,variadas finalidades e, assim, vertentes explicativas sobre o ser humanoe sua constituição. Mesmo que sob diferentes ângulos de análise, seriadifícil encontrar uma proposta teórica que exclua o contexto social comoparticipante ativo da construção de pessoas. Falar de pessoas é, portanto,falar de seus relacionamentos nos diversos espaços relacionais: família,comunidade, associações, instituições, tendo sempre como pano defundo valores, crenças e ideologias que se presentificam na cultura com-partilhada. Compreender quem somos, por que e para que percorremosa existência sempre nos leva ao encontro do "outro". O pensar, o agir e osentir sobre si mesmo perpassam o pensar e o agir a partir da relação como outro. Tornamos-nos pessoas na perspectiva da alteridade.Dentre as tentativas de conceituações a respeito desse "fazer-sepessoa", Laing (1986, p. 90) trabalha com o conceito de identidadee, segundo ele, "a primeira identidade social da pessoa é conferidapelos demais. Aprendemos a ser quem nos dizem que somos". Para eleidentidade define-se como:
CAPÍTULO 6 - ALÉM DE PROFESSOR E DE ALUNO: A ALTERIDADE NOS PROCESSOS..
aquilo pelo qual a pessoa se sente a mesma neste lugar, nestemomento, como naquele momento e naquele lugar, no passadoe no futuro, é aquilo pelo qual se identifica. Tenho a impressãode que a maioria das pessoas tende a achar que são os mesmosseres contínuos desde o nascimento até a morte (p. 82).Na sua explanação Laing ressalta as complicações que podem advirquando mais de um "outro" devolve à pessoa diferentes e conflitantesidentificações pessoais. Nessa realidade conflituosa explica-se a ocorrên-cia de patologias da personalidade. O conceito de "identidade comple-mentar" sugere significar "aquela função de relações pessoais pelas quaiso outro se realiza ou completa o self: uma pessoa pode complementaroutra em diferentes sentidos. Essa função é biologicamente determina-da em um nível e, no outro extremo, é uma questão de opção altamentepessoal. A complementaridade é mais ou menos formalizada, cultural-mente condicionada e muitas vezes discutida sob o cabeçalho de
role
(p. 78 e 79). O
role
significa a função ou papel que cada um assumesocialmente, indicando uma delimitação de espaços vivenciais.Vemos, nessa abordagem de Laing, alguns problemas. O primeirodeles é conceber a pessoa como fixa e imutável e em processos de desen-volvimento contínuos; o segundo é a idéia de unilateralidade das rela-ções e um terceiro é a circunscrição de papéis sociais fixos, delimitadose predeterminados.Mesmo considerando a identidade como "um conceito de refe-renciação que circunscreve a realidade a quadros de referência (Guatarie Rolnik, 1986, p. 68), não seria adequado identificar a construção dosujeito a respeito de si mesmo, de forma unilateral e determinada unica-mente pelo "outro". Devemos considerar que, para dizer quem somos,não apenas temos em mente aquilo que nos comunicam sobre nós, masexiste uma interpretação da própria pessoa que integra as diferentes de-voluções que recebe, o que a faz participar ativamente da construção daprópria identidade. Não é, portanto, aceitável a idéia do assujeitamento e

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