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Apostila de Direito Constitucional

Apostila de Direito Constitucional

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Published by: Rosinaldo Araújo Lima on May 03, 2008
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05/11/2013

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Denise Vargas 
 
ROTEIRO DA AULA 01I – NOÇÕES INTRODUTÓRIASII – CONCEITO E SENTIDOS DE CONSTITUIÇÃOIII – CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕESIV – AS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRASV – HIERARQUIA DE NORMASVI – SUCESSÃO DE CONSTITUIÇÕESVII – CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAISVIII – PODER CONSTITUINTE1 – NOÇÕES PRELIMINARES;2 - CONCEITO3 – ESPÉCIES4 – CARACTERÍSTICAS5 – TITULARIDADE E EXERCÍCIO6 – FORMAS DE EXPRESSÃO7 – NATUREZA JURÍDICA OU SUBSTÂNCIA8 – DO PODER CONSTITUINTE DE SEGUNDO GRAUa) Conceitob) Espéciesc) Poder Constituinte de Segundo Grau Revisord) Poder Constituinte de Segundo Grau Reformadore) Poder Constituinte de Segundo Grau Decorrente
1
 
 
Denise Vargas 
 
I NOÇÕES INTRODUTÓRIAS
 “
Não são apenas os indivíduos (ou particulares) que vivem subordinados anormas jurídicas. Igualmente o Estado e as demais instituições que exercem autoridade públicadevem obediência ao Direito (incluindo ao Direito que criam).
 
1
O
Estado
é uma pessoa jurídica de direito internacional público, composta poruma
base territorial
, uma
comunidade humana
estabelecida sob a base territorial e
umgoverno
não subordinado a qualquer autoridade exterior
2
.Sobre a base territorial (área terrestre, espaços hídricos e embarcações eaeronaves específicas) em que está estabelecido, o Estado que é um conceito jurídico-político depaís, exercita competências para atuar com autoridade (poder político), na busca do
bem comum
,realizando com exclusividade as funções de: gerir interesses públicos (
administrar
); criar normasgerais e abstratas para organizar a vida social (
legislar
) e interpretar as normas gerais e abstratasno caso concreto (
 julgar
).Na tarefa de legislar, o Estado cria, como forma de se auto-organizar, um
conjunto de normas e princípios que definem titularidade e exercício do Poder, aformação e manifestação da vontade política, os órgãos que comporão o Estado, direitose garantias mínimos dos cidadãos
, tudo isso, através da
C
ONSTITUIÇÃO
.O vocábulo
Constituição
significa composição, formação, compleição. No sentido jurídico quer referir-se à
estrutura
, à
formação
ou
composição
da
sociedade politicamenteorganizada
sob
um território
e comando de um
Poder soberano
, que se denomina
Estado.
E será a Constituição o objeto de estudo do Direito Constitucional.Essa unidade orgânica destinada a manter a estrutura política de um povo,visando ao seu bem comum, por intermédio do monopólio da coerção e da jurisdição no respectivoterritório, que é o Estado, assim como o ser humano nasce, se desenvolve e se extingue ao longodo tempo. Pode-se dizer, numa equiparação simbólica, que a
Certidão de Nascimento
de umEstado é a
Constituição
, estando nessa certidão o registro da existência de um Poder Político, adistribuição de competência, o exercício do Poder e seus limites, a forma de Estado (Federação,Confederação, Estado Unitário), a Forma de Governo (República ou Monarquia
3
), bem como osdireitos e garantias fundamentais da comunidade humana organizada sob a sua base territorial.
1
MIRANDA, Jorge.
Teoria do Estado e da Constituição.
Rio de Janeiro: Forense, 2002
.
2
 
Território, população e autoridade (governo soberano) são os três elementos do conceito jurídico depaís, que é Estado.
3
 
O assunto formas de Estado (Federação, Confederação, Estado Unitário); Formas de Governo(Monarquia, República) e Sistema de Governo (Presidencialista, Parlamentearista) será tratadoquando se iniciar o estudo do primeiro artigo da CF: “
A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel de Estados, Município e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e trem como funamentos 
[...]”.
2
 
 
Denise Vargas 
 
Todos os fatos interessantes para o desenvolvimento do Estado e seuamadurecimento são registrados nas modificações que o Legislativo realiza no texto daConstituição, através das
Emendas Constitucionais.
Quando o Estado se mostra fragilizado, as suas instituições enfraquecidas e severifica a necessidade de se modificar profundamente as suas bases, sob uma nova roupagem,novos direitos, o
Povo
, hodiernamente, nas sociedades democráticas, se organiza e realiza uma
revolução jurídica
, pondo fim a esse Estado, rompendo, por completo, com a ordem jurídicaantecedente e criando um
novo Estado,
sob novas bases jurídicas, através de uma
novaConstituição.
Portanto,
a cada nova Constituição
, tem-se
um novo Estado
. Verifica-se, porconseguinte, que o Estado Brasileiro de 1824 (Estado Unitário Monárquico) não é o mesmo Estadode 1891(Estado Federado Republicano) e este, por sua vez, não é o mesmo de 1934, e o de 1934não é o mesmo de 1937 (Estado Federado, mas ditatorial), pois a cada nova constituição brasileira,temos um novo Estado.Assim, a Constituição de 1946 deu nascimento a um outro Estado brasileiro, quenovamente se extinguiu e renasceu em 1967 (constituição alterada em 1969) e, por fim, o atualEstado brasileiro renasceu em 1988, quando o povo brasileiro, através de um movimentodenominado
diretas já,
deu início ao rompimento com a ordem jurídica antecedente e com oEstado ditatorial do regime militar, criando um
Estado Democrático
através da Nova Constituiçãode 1988, que teve até o presente momento algumas alterações para melhor adapta-las àsnecessidades sociais e institucionais com a criação de 45 (quarenta e cinco)
emendasconstitucionais.
Todo esse processo de criação de um Estado de uma Constituição, dos poderespolíticos e seus limites, das matérias tratadas no corpo da Constituição, do sistema hierárquicoentre as diversas normas existentes no Estado, serão objeto de estudo do
Direito Constitucional
,que pode ser definido como o ramo do
 “
Direito Público fundamental 
por referir-se diretamenteà organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e aoestabelecimento das bases da estrutura política” 
.
4
Embora o Direito seja uma ciência una que estabelece através de princípios enormas regras de convívio social, costuma-se dividi-lo em dois grandes ramos, para melhorcompreender seu funcionamento: Direito Público e Direito Privado. São objeto de estudo do direitopúblico: direito penal, direito processual, direito administrativo, direito urbanístico, direitoconstitucional. São parte do direito privado: direito civil, direito comercial.Diz-se, pois, que o Direito Constitucional é o ramo do direito público
fundamental
porque ele trata das
normas fundamentais,
que são a base, o alicerce, afundação, o sustentáculo do Estado e de todas as outras normas que constituam as partes doDireito Público ou Privado. Logo, o Direito Constitucional fixa as bases que servirão de sustentaçãopara todas as outras normas criadas no Estado (Emendas Constitucionais, Leis Complementares,
4
 
SILVA, José Afonso.
Curso de Direito Constitucional Positivo.
9ª ed. São Paulo: Malheiros, 1992, p.36.
3

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