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prevenção e controle de infecção hospitalar

prevenção e controle de infecção hospitalar

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121121
I E S U SI E S U S
Identificando Fontes de Dados nos Sistemas deIdentificando Fontes de Dados nos Sistemas deInformações do SUS para a VigilânciaInformações do SUS para a VigilânciaEpidemiológica das Infecções HospitalaresEpidemiológica das Infecções Hospitalares
 Resumo
O trabalho analisa os Sistemas de Informações ativos do Sistema Único de Saúde (SUS) e suasregulamentações, buscando fontes de dados secundários para o preenchimento de um FormulárioMínimo de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares (FMVEIH). Ele é composto a partir deinstrumento já utilizado em estudo brasileiro desta área, e atualizado de acordo com a legislação queatualiza as diretrizes do Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) no Brasil. O FMVEIH é composto dos campos de identificação do paciente e de seus dados clínicos como: diagnósticos; datasde internação, saída ou óbito; procedimentos invasivos de risco para infecções hospitalares (IH); tiposde IH por topografia e microrganismos causadores; antibióticos usados, febre, infecção comunitária einformações complementares que são úteis na análise e classificação das infecções e sua origem. Entreos sistemas analisados, os melhores subsídios foram encontrados no Sistema de Gerenciamento Hospitalar (HosPUB); no Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS) e nas Portarias do Ministro da Saúdeque modificam ou complementam este último. Conclui-se que estes Sistemas são inaptos em fornecer osdados necessários ao preeenchimento completo do Formulário Mínimo proposto, mas fornecem camposque, incorporados a este Formulário, podem gerar compatibilizações e interfaces entre si. Isto se foremadotados os padrões definidos pela Rede Interagencial de Informações para Saúde (RIPSA), Systematized  Nomenclatures of Medicine (SNOMED) ou outros. A constatação justifica a necessidade da criação deum sistema de informações exclusivo para o PCIH, com característica modular, compatível com o futuro prontuário eletrônico do paciente e os Sistemas SIH-SUS e HosPUB, respectivamente. A validação dosindicadores e do sistema devem preceder sua concepção na forma eletrônica.
 Palavras-Chave
Sistemas de Informação; Vigilância Epidemiológica; Infecção Hospitalar.
 Summary
This study analyses the health information systems in use by the Brazilian Unified Health System (SUS)and their regulations, searching for sources of secondary data tocomplete a Minimum Form for the Epidemiological Surveillance of Hospital Infections (MFESHI). This form is composed of an instrument already used in a Brazilian study, and updated according to the legislation responsible for the norms of the Control Program of Hospital Infections (CPHI) in Brazil. The MFESHI is composed of fields designed  for the patient’s identification and clinical data, such as: diagnosis; hospitalization period; invasive procedures at risk for hospital infection; types of hospital infections by location and microorganismsinvolved; antibiotics prescribed; fever; community infection and complementary information useful for the analysis and classification of infections and their origin. Among the analyzed information systems, thebest inputs were found in the Hospital Management System (HosPUB); the Hospitalization InformationSystem (SIH-SUS) and in the Regulations of the Ministry of Health which modify or complement the SIH-SUS. It was concluded that these systems are not capable of providing the necessary data to complete theinformation required for the proposed Minimum Form. Nevertheless they provide fields, which if incorporated into this Form will be able to generate compatibility and interfaces among themselves - provided that the patterns defined by the Inter Agency Network of Information for Health Care (RIPSA),Systematized Nomenclatures of Medicine (SNOMED) or others standards are followed and adopted.Such evidence justifies the need for the development of a specific information system for the CPHI, withmodular characteristics compatible with not only the patient’s future electronic register, but also the SIH-SUS and HosPUB respectively. Validation of the indicators and the system should precede its development in electronic form.
 Key Words
 Information Systems; Epidemiologic Surveillance; Hospital Infection.
Endereço para correspondência: Departamento de Administração e Planejamento em Saúde - Escola Nacio-nal de Saúde Pública - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Rua Leopoldo Bulhões, 1480 - 7
o
andar. Manguinhos/ RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2643-5278.e-mail: sandrasu@ensp.fiocruz.br
Identifying Sources of Data in the Information Systems ofIdentifying Sources of Data in the Information Systems ofthe Brazilian Unified Health System for the Epidemiologicalthe Brazilian Unified Health System for the EpidemiologicalSurveillance of Hospital IntectionsSurveillance of Hospital Intections
Miguel de Murat VasconcellosMiguel de Murat Vasconcellos
Escola Nacional de Saúde Pública / Departamento de Administração e Planejamento em Saúde / FIOCRUZ
Sandra Suzana PradeSandra Suzana Prade
Escola Nacional de Saúde Pública / Departamento de Administração e Planejamento em Saúde / FIOCRUZ
Informe Epidemiológico do SUS 2001; 10(3) : 121-128.
 
I E S U SI E S U S
122122
IntroduçãoIntrodução
O Programa de Controle de InfecçãoHospitalar (PCIH) é obrigatório no Brasil,desde 1983. Sua existência em todos oshospitais brasileiros visa manter sobcontrole a iatrogenia conhecida comoinfecção hospitalar,
1-4
atuando como“assessor do dirigente hospitalar”. Tema função de diagnosticar e vigiar afreqüência e distribuição do fenômenoentre os hospitalizados e egressos; inter-vir, por diversos meios, na padronizaçãoda qualidade de condutas profissionaisinvasivas nos pacientes e na orientaçãoda escolha terapêutica; e, de maneirasistêmica, prevenir e controlar fontes eformas de transmissão de microor-ganismos entre clientes, trabalhadores eambiente, de modo a manter em alto nívela qualidade assistencial prestada.
5
No PCIH, dois blocos de dadosbásicos de informações são necessáriospara obter a análise da qualidadeassistencial: aqueles que se referem aosresultados assistenciais, detectados apartir da vigilância epidemiológica dospacientes hospitalizados e egressos, eoutro, que se refere às condições es-truturais e dos processos, disponibilidadedos recursos, do conhecimento e dahabilidade técnica para uma assistênciaproficiente e eficaz, pois, de acordo comDonabedian,
6,7
a avaliação não pode serestringir só a resultados.As informações geradas pelo PCIHdevem localizar quais procedimentos eprocessos assistenciais são de maior riscoe quais os pacientes mais suscetíveis deadquirir infecção hospitalar e revelar ograu de conhecimentos e habilidades dosoperacionalizadores da assistência emprevenir tal iatrogenia. Presta-se também,para apoiar decisões orientadas por sérieshistóricas de cada hospital, embasandopor um lado, o planejamento e a cons-trução do projeto institucional ou, poroutro, apontando a necessidade de inter-venções imediatas para debelar surtos ouepidemias.No presente trabalho, busca-se
identificar fontes de dados clínicos de pacientes hospitalizados nos diversosSistemas de Informações do SistemaÚnico de Saúde (SUS),
que possamsatisfazer a coleta de dados para avigilância epidemiológica das infecçõeshospitalares nos moldes propostos naPortaria GM-MS 2.616/98.
4
Justifica-setal investigação porque tanto esta Portariacomo as que a precedem indicam anecessidade de “informações sistemáticasserem fornecidas aos órgãos de saúde”,pelos hospitais. Mas inexiste tal sistemade informações ou vigilância para estaiatrogenia, em âmbito nacional.Os dados secundários são indica-tivos ou “pistas” para localizar e definiras infecções hospitalares. As fontes
5
são:a)o prontuário do paciente, compostodos dados pessoais, história pre-gressa, exame de internação ehipótese diagnóstica, prescrições,evoluções, resultados de exames esumário de alta com diagnóstico;b)os registros de intercorrênciascirúrgicas e anestésicas;c)a liberação de antimicrobianos emateriais para procedimentos inva-sivos na farmácia e almoxarifado;d)os sinais vitais do paciente internado;e)a reinternação de egresso ou consultade
 follow up
pós-hospitalar; ef)as solicitações de exames labora-toriais e de imagens com hipótese eresultado de infecção entre outros.A qualidade dos dados coletadosdepende da habilitação e treinamento dosprofissionais técnicos, cujo conhecimentoe adesão aos critérios e conceitos devemser validados, para garantir informaçõesconfiáveis. Com a geração de infor-mações sistemáticas, é possível comporrelatórios analíticos que revelam osproblemas prevalentes e relevantes, assimcomo demonstram, historicamente, osefeitos das intervenções em minimizá-losou não.A partir da constatação da inexis-tência de um sistema nacional de in-formações das infecções hospitalares ouseu controle, e a partir da Portaria GM-MS 2.616/98
4
, que considera a neces-sidade de sistematização dessas infor-
Informe Epidemiológicodo SUS
Identificando Fontes de Dados Hospitalares nos Sistemas de Informação do SUS
Inexiste umInexiste umsistema desistema deinformações parainformações paraa vigilânciaa vigilânciaepidemiológicaepidemiológicadas infecçõesdas infecçõeshospitalares noshospitalares nosmoldesmoldespropostos napropostos naPortaria GM-MSPortaria GM-MS2.616/98.2.616/98.
44
 
123123
I E S U SI E S U S
mações, além de determinar a constituiçãode Comissões de Controle de InfecçãoHospitalar para assessorar o dirigente dohospital, foi realizado inicialmente umestudo,
8
na tentativa de encontrar soluçõesalternativas.Neste estudo
8
preliminar, foramentão analisados os
sistemas de avaliaçãohospitalares
, já instituídos no SUS(Auditoria, Acreditação, InspeçõesSanitárias, etc). O objetivo era localizarindicadores ou itens de verificação quepudessem suprir uma avaliação damagnitude ou gravidade das infecçõeshospitalares ou de seu controle, dentrodos moldes propostos pela Portariaanteriormente referida. Concluiu-se haverinsuficiência e repetitividade dos indi-cadores na maioria dos sistemas e, parano máximo, avaliarem a regularidade deobtenção de um ou dois indicadores, semimportar os valores relativos e o sig-nificado destes.Em nenhum desses sistemas foiencontrado o dado sobre óbito associadocom infecção hospitalar.Mediante a insuficiência de dadosque pudessem compor uma fonte únicaou mesmo integrada de coleta de dadosou informações do controle de infecção,que satisfizesse as necessidades indicadasna legislação brasileira,
3,4,9
busca-seanalisar neste trabalho os
 sistemas deinformação do SUS 
. A tentativa é deintegrar um sistema secundário deinformações, compatível com a “vigilân-cia epidemiológica sistemática dasinfecções hospitalares”.
4
Nesta perspec-tiva propõe-se a valorizar todas aspossibilidades de dados já coletados ouinformações geradas com outras finali-dades, para compor tal sistema.Assim, objetiva-se identificarfonte(s) para a coleta de dados secun-dários nos Sistemas de Informações doSUS, capaz(es) de preencher um for-mulário mínimo de vigilância epide-miológica das infecções hospitalares(FMVEIH), composto com a finalidadede vigiar o fenômeno e avaliar osresultados qualitativos da assistênciahospitalar prestada.
Material e métodosMaterial e métodos
Para chegar aos dados secundáriosdesejados, realizou-se um
 screening 
(separação) e um estudo avaliativo, emduas etapas distintas.A primeira etapa consistiu emselecionar, dentre os sistemas de infor-mação ativos, quais os que se referiamao paciente hospitalizado ou contendodados da hospitalização pregressa, sendoesse o nosso critério inicial de inclusãodos sistemas no estudo. Desta maneira,participaram do
 screening 
o Sistema deInformações sobre Mortalidade (SIM),
10
o Sistema Nacional de Nascidos Vivos(SINASC),
10
o Sistema de InformaçõesHospitalares (SIH-SUS),
10
o SistemaAmbulatorial (SIA),
10
o Sistema deAtenção Básica (SIAB)
10
e o Sistema deGerenciamento Hospitalar (HosPUB).
11
Os sistemas que se enquadraramnos critérios pré-definidos (referentes àhospitalização) foram o SIH-SUS e oHosPUB, porque eram os únicos quecontinham dados referentes ao pacientehospitalizado, alvo de nosso interesse. Osdemais não participaram da avaliação.Depois que os sistemas de infor-mação foram selecionados por seremconsiderados aptos, a segunda etapa,referente à avaliação, busca identificarnestes sistemas os dados que possampreencher o FMVEIH (Figura 1).Dessa maneira, foram analisados oSIH-SUS e o HosPUB. O propósito desteestudo foi identificar os campos nosformulários desses sistemas que possamfornecer dados para o preenchimento deuma versão modificada da ficha devigilância epidemiológica das infecçõeshospitalares do Estudo Brasileiro daMagnitude das Infecções Hospitalares emHospitais Terciários
12
(Figura 1), queadotamos.Esta técnica de seleção de campospara preenchimento do FormulárioMínimo foi inspirada na meta-análise.
13
Julgamos importante esclareceralgumas características dos sistemasescolhidos, a seguir.
 volume 10, nº 3 julho/setembro 2001
Sandra Suzana Prade e Miguel de Murat Vasconcellos

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