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Adubação verde

Adubação verde

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07/08/2013

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11 - Rápida cobertura dosolo e grande produção demassa verde em curtoespaço de tempo;12 - Reciclagem de nutri-entes lixiviados em pro-fundidade;13 - Recuperação de solosde baixa fertilidade;14 - Redução da infestaçãode ervas daninhas, inci-dência de pragas e patóge-nos nas culturas;15 - Suprimento de maté-ria orgânica ao solo.01 - Aumento da capacida-de de armazenamento deágua no solo;02 - Controle de nematói-des fitoparasitos;03 - Descompactação,estruturação e aeração dosolo;04 - Diminuição de ampli-tude da variação térmicadiuturna do solo;05 - Fornecimento de ni-trogênio fixado direto daatmosfera;06 - Intensificação da ativi-dade biológica do solo;07 - Melhoria do aproveita-mento e eficiência dosadubos e corretivos;08 - Produção de fitomas-sa para formação da co-bertura morta;09 - Proteção de mudas -plantas contra o vento eradiação solar;10 - Proteção do solo con-tra os agentes da erosão eradiação solar;
Benefícios da adubação verde e cobertura vegetal
Adubação Verde
Nesta edição:O que é?Benefícios da aduba-ção verde e cobertu-RecomendaçõesSoloEstratégia na esco-lha de espécies e
Adubação Verde em ro-tação
Adubação verde emfaixasAdubação verde emconsórcio
Adubação verde em á-reas de pousio temporá-rio
Adubação verde emsucessãoCoquetel
Outubro - 2008
O que é?
O solo corrigido é indis-pensável para o sucessoda Adubação Verde e anecessidade de adubaçãomineral depende da análi-se do solo.A semente de boa qualidadeé o primeiro passo para ga-rantir o êxito de qualquerlavoura, assim como da Adu-bação Verde. O melhor forne-cedor será sempre um produ-tor de sementes registradono Ministério da Agricultura.A escolha da espécie doadubo verde, da épocado plantio, do espaça-mento e da densidade desemeadura dependem dosistema de produção dacultura e das condiçõesdo solo e clima.
Recomendações
lheita de grãos e extraçãode óleo comestível, podeser considerado um aduboverde, pois deixará bene-fício adicional um solomais fértil. O mesmo seaplica a colza, feijão decorda, feijões Mungo eadzuki, soja e otras cultu-ras consideradas agríco-las. Ademais, a prolifera-ção de diversas plantasespontâneas, depois in-corporadas, poderá trazerbenefícios à fertilidade.A Adubação Verde é umaprática agrícola milenar,cujo objetivo é melhorar acapacidade produtiva dosolo. Essa melhoria do soloé conseguida através da adi-ção de material orgânico nãodecomposto de plantas culti-vadas exclusivamente paraeste fim, que são manejadasantes de completarem o ci-clo vegetativo.A Adubação Verde pode serrealizada com diversas espé-cies vegetais, porém a prefe-rência pelas leguminosasestá consagrada por inúme-ras vantagens, dentre asquais, destaca-se a sua capa-cidade de fixar nitrogêniodireto da atmosfera porsimbiose.De modo mais amplo,pode-se dizer que a adu-bação verde restaura eintensifica um grandenúmero de processos devida, deixando o solomais fértil e mais saudá-vel para a cultura se-guinte. Sua ação é me-nos efêmera que de umaadubação química, po-rem requer repetiçãoperiódica, a fim de man-ter alto o patamar defertilidade de um solo.O girassol, por exemplo,embora seja plantadocomo cultura para co-
 
Os adubos verdes aportamuma grande variedade desubstancias orgânicas aosolo, tal como os exudatosde raízes, a biomassa radi-cular e foliar, ou seja, muitacelulose, alguma, ácidosorgânicos e diversas subs-tâncias elaboradas, comoaminoácidos, fitormônios.Toda esta matéria orgânicaforma um poderoso ativadorda biologia do solo, que porsua vez melhora as condi-ções físicas, bem como reci-cla e disponibiliza os nutri-entes do solo. Um manejoda cobertura verde/mortaconserva melhor a umidadedo solo, intensificando aatividade biológica, ao mes-mo tempo em que aumentaa disponibilidade de diver-sos nutrientes, como nitro-gênio e o potássio,que ne-cessitam sobremaneira deumidade suficiente paraestarem disponíveis. Nãoobstante, vale destacar ostrês níveis nos quais os adu-bos verdes contribuem afertilidade do solo:
Química do solo:
-adição de C resultando emhúmus e maior CTC, menoracidez;-aumento do fósforo dispo-nível, pela ação combinadade micorrizas e exudatosdas raízes- adição de N ao sistema,pela fixação biológica.
Física do solo:
- estruturação e agregaçãodo solo;-capacidade de retenção deágua- Densidade aparente dosolo, medida do peso cor-respondente a um determi-nado volume (macro) porosi-dade, reflexo do grau deagregação de um solo;-Capacidade de infiltração,função direta da porosidadee da densidade aparentecondutividade elétrica.
Efeitos biológicos
:- Os adubos verdes apresen-tam efeitos positivos no con-trole preventivo de doençasradiculares e pragas de solo;- Também os nematóides sãoinibidos pela prática de adu-bação verde, se a espécieescolhida for antagônica aonematóide infestante.- A utilização de apenas umaespécie de adubação verde,repetidamente,pode criarproblemas por especializar apopulação.- Recomenda-se uma amplarotação (ciclo de rotação maislongo, mais espécie em rota-ção), variando-se os adubosverdes de verão e também osde inverno.- A prática de se utilizar co-quetéis com 5, 10 ou 15 es-pécies diferentes, permiteuma rotação mais estreita(ciclo de rotação mais curto,menos espécie em rotação)- Igualmente, o manejo dabiomassa de ervas invasoras,em rotação com adubos ver-des, permite estreitar a rota-ção de culturastanto, mais do que pré-estabelecer uma seqüência,o bom senso e o monitora-mento das condições dosolo, ao longo dos anos,serão fundamentais para oêxito de um sistema de rota-ção de culturas.As plantas de coberturapoderão ser implantadoscultivo singular ou associa-ções. Podemos fazer usoconsorcio de gramíneas +leguminosas, ou gramíneas+ crucíferas, ou ainda mistu-rar 2-3 ou mais espécies,que além de apresentaremum importante efeito melho-rador das característicasfísicas do solo (agregação,estruturação), produzemresíduo de relação C/N in-termediária, que favoreceráuma mineralização paulatinado nitrogênio, alem de pro-moverem ao longo dos anosO contínuo monitoramentoda áreas com rotação deculturas é fundamental parao próprio sucesso do siste-ma. Assim, as espécies aserem incluídas na rotaçãodeverão ser criteriosamenteselecionadas, de acordocom as condições ambien-tais e de cobertura do solo.Por exemplo, caso estejadefinido o plantio de umadeterminada leguminosa oucrucífera (planta de relaçãoC/N baixa e baixo teores delignina) em um determinadotalhão naquela estação,sendo que circunstanciascomo a ocorrência de secaem anos anteriores tenhamprejudicado a produção demassa seca de uma determi-nada gramínea, como a avei-a preta ou centeio, não seráindicado o cultivo de umaespécie cuja biomassas sejade fácil decomposição. Por-um maior equilíbrio e cumu-lo de carbono no perfil dosolo. No caso de cultivossingulares a decomposiçãoindividual, por ex. das legu-minosas, sofrerá maioresriscos de perdas de N, quan-do os resíduos de gramí-neas soa mesclados comresíduos de leguminosasnormalmente não há proble-mas com imobilização donitrogênio, e também a mi-neralização paulatina favore-cerá a disponibilidade eabsorção pelas plantas.Resultados de pesquisasexperiências de inúmerosagricultores das diferentesregiões produtoras brasilei-ras tem mostrado a superio-ridade de rendimento doscultivos quando conduzidosem plantio direto juntamen-te com a rotação de cultu-ras.
SoloEstratégia na escolha de espécies e rotação
Página 2
Volume 1, edição 1
Recomenda-seuma amplarotaçãovariando-se osadubos verdesde verão etambém os deinverno
 
O adubo verde é plantado du-rante uma estação inteira, co-brindo o solo por um períodode 4 a 6 meses. A adubaçãoverde em rotação permite asmaiores produções de biomas-sa e um forte abafamento daservas invasoras. Essa prática éindicada para preparo de planti-o de culturas perenes ou pararecuperar um solo muito degra-dado infestado de nematóidesou fortemente erodido oucompactado. Freqüentemen-te, a instalação do aduboverde requer a correção dosolo com fósforo, calcario e/ou pó de basalto, e no casodo preparo convencional dosolo, uma aração e gradagemcostumam ser necessárias. Aadubação em rotação podeser feita em diferentes épocado ano:- Primavera/ verão: geralmen-te são leguminosas, desta-cando-se as mucunas, o fei- jão de porco, o guandu, ascrotalárias, o labe-labe e ocaupi.- Outono/inverno: principaisespécies são a aveia-preta,azevém, nabo forrageiro,ervilhacas, tremoços, chicha-ro, serradela e gorgaminosas perenes em faixasfixas, que poderão ser utiliza-das na alimentação animal oudistribuídas na área de culti-vo comercial, com o objetivode fazer a cobertura do soloe economizar na adubaçãonitrogenada.Em regiões declivosas, é inte-Nessa modalidade, os adubosverdes são plantados emfaixas e o restante de áreapermanece cultivado com acultura comercial. As faixasdevem ser translocadas anu-almente, de modo a promo-ver a melhoria de toda a pro-priedade. Uma variação dessesistema é o plantio de legu-ressante o cultivo de milho oufeijão intercalados com faixasde leucena, que atua na reten-ção da enxurradas. Outros e-xemplos são: mandioca comfaixas de crotalária e guandu,milho e arroz de sequeiro comfaixas de leucena e guandu,trigo com faixas de tremoço ealgodão com faixas de soja.
Adubação Verde em rotaçãoAdubação verde em faixas
vendo a diminuição de áreaplantada. Esse sistema adap-ta-se principalmente às pe-quenas propriedade. A esco-lha do adubo verde deve sercriteriosa, para não havercompetição com a culturaprincipal. Entre os exemplosdesse tipo de adubação verdedestaca-se a cultura de mi-lho, que pela arquiteturafoliar favorável pode ser con-sorciada com o feijão-de-porco, o caupi e a mucuna-anã (nesses casos a semeadu-ra do milho pode ser coinci-dente com a dos adubos ver-des); com o guandu, o labe-labe e as mucunas cinzas epreta, neste caso recomenda-se a semeadura do adubos-verdes posteriormente á dacultura do milho.- Culturas perenes: assemelha-se à adubação verde consorcia-da com culturas anuais; poremexige alguns cuidados específi-cos , não devendo o aduboverde ser muito agressivo. Co-mo exemplo dessa modalidadepodemos citar pomares de ba-naneiras consorciadas comfeijão-de– porco, soja perene,sinatro, guandu, mucunas ecalopogônio; videiras com ervi-lha forrageira, chícharo, inigó-fera e amendoim rasteiro; maci-eiras e pessegueiros com tre-vos, tremoço, serradela, aveia,ervilhaca, mucuna, labe-labe ecrotalárias e leucenas; goiabei-ras, abacateiros e caquizeiroscom indigófera e mucunas.
Adubação verde em consórcio
O plantio se faz em consóciocom a cultura principal. Ape-sar de se temer a competiçãopor água e nutrientes, obser-va-se que a cultura principalse beneficia com a presençado adubo verde, seja peloacréscimo de algum nutrienteao solo, como o N no casodas leguminosas, ou peloabafamento de outras ervasinvasoras não benéficas nomomento e ainda pela prote-ção do solo. Para eliminar-sea competição por luz, o adu-bo verde deve ser de menorporte que a cultura principalou ser roçado/podado.- Culturas anuais: o aduboverde é semeado entrelinhada cultura principal, não ha-
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Volume 1, edição 1
A semente deboa qualidade éo primeiropasso paragarantir oêxito dequalquerlavoura
por apresentar um sistemaradicular bem desenvolvido euma elevada produção demassa, não só recuperandoas características do solo,como servindo para alimenta-Esse método pode ser viávelem área degradas ou em áreasque não estão incorporadasao processo produtivo. Espé-cies como guandu, a leucena ea indigófera sõ aconselháveisção animal. Em São Paulo e narecuperação de áreas degrada-das, vem sendo utilizadas amucuna-preta.
Adubação verde em áreas de pousio temporário

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