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Carl Rogers

Carl Rogers

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05/28/2013

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Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem
Trabalho de Psicologia da Educação do curso de Formação de Professores(Educão Artística) apresentado à Universidade o Judas Tadeu (2005), soborientação da Professora Zenáide Caciare Pereira. Sugiro, logo após essa leitura, quevocê visite o
 post 
sobre o meu TCC – “
“, no qual relato como essa teoria mudou minha prática pedagógica junto a alunos com necessidades educativas especiais.
 
INTRODUÇÃO
Estudar a teoria de Rogers é muito importante para o educador, pois esteperceberá, através dela, que há um grande trajeto a ser percorrido por todos. Umcaminho repleto de esperaa, conquistas, respeito, desafios, ousadia e,principalmente, muito trabalho.Sua teoria convida a todos a refletir sobre as mudanças necessárias e quedevem ser buscadas, tanto dentro como fora da sala de aula. Ela aponta para umaprofunda mudança no relacionamento entre professor e aluno, relacionamento essecapaz de provocar transformações intensas, tanto no comportamento de ambos comona busca dos saberes.Suas observações são instigantes e levam o professor a repensar a educação queé imposta atualmente (de cima para baixo, de acordo com o próximo plano político). Apesar de toda intransigência do sistema educacional, essa teoria pode, sim, serimplementada dentro da sala de aula.Os relatos das escolas que adotaram esta teoria vêem para comprovar a suaimportância para o futuro da educão. Escolas que romperam com a escolatradicional, enfrentaram as incertezas e ousaram, apesar do medo, construir a escolado futuro.
 
I – CARL ROGER E SUA TRAJETÓRIA DE VIDA 
 
Carl Rogers nasceu em 1902 em Chicago e aos 17 anos ingressou no campus deagronomia na Universidade de Wisconsin. Desistiu desse curso e matriculou-se nocurso de história. Ao findar o curso de licenciatura em história, matricula-se no Seminário daUnião Teológica em Nova Iorque. Após um ano no curso começa a freqüentar algumasaulas de psicologia na universidade. Encantado pelo curso de psicologia, abandona ateologia e transfere-se para a Teachers College da Universidade de Columbia parafreqüentar o curso de psicologia e psicopedagogia.Rogers começar a trabalhar como psicólogo no Instituto de AconselhamentoInfantil. Nesta época teve que lutar para não ter seu salário reduzido pela metade, visto que os psiquiatras não admitiam um psicólogo ganhar igual a eles. Adquire seu doutorado em 1928 no Theachers College.É convidado a ser professor pela Universidade de Ohio após ter publicado, em1938, seu primeiro livro, sobre
Tratamento Clínico da Criança Problema.
 
 
Passa a assumir a cadeira de psicologia na Universidade de Chicago e cria umnovo Centro de Aconselhamento. Em 1946 é eleito presidente da Associão Americana de Psicologia, aclamando, assim, o seu reconhecimento como profissional.Rogers assume o departamento da Ciências da Educão em 1957, nauniversidade de Wisconsin. Em 1971 dirige sua atenção especialmente para aEducação, com a proposta da pedagogia centrada no aluno. Faleceu em 1987. As idéias de Rogers sobre a educação são de fácil compreensão, já que suasobservações são frutos de uma vivência – dentro de seu próprio consultório – entreterapeuta e paciente. Rogers desenvolveu uma teoria aplicável em qualquer tipo derelacionamento, seja entre professor e aluno, seja entre pais e filhos, amigos oumesmo na vida profissional. Ao olhar uma pessoa como um todo a ser considerado, ele quebra o paradigmado relacionamento formal e cria um relacionamento interpessoal, transportando paraa educão esta convincia em busca de uma aprendizagem significativa equalitativa.Como terapeuta suas idéias foram revolucionárias. Entretanto, não demoroumuito para encontrar resistências entre os profissionais da mesma área. Rogerscomeça a ser criticado ao olhar para a pessoa em seu consultório não mais como umpaciente doente a ser curado, e sim como um cliente apto a aprender a conviver,independente de suas limitações.No campo da psicanálise ele desenvolveu a idéia da terapia centrada na pessoa.No campo da educão, aplicando as experiências do consultório, trabalhou aaprendizagem centrada na pessoa.Da mesma forma que dentro da psicanálise, no princípio, foi difícil entender ateoria rogeriana, na área da educação não foi diferente, ou seja, há resistência até hoje– vindo não só por parte do professor, mas também do aluno.Rogers passa a trabalhar com as pessoas de forma diferenciada dos outrospsicólogos e a combater rias tendências da ciência comportamental emdesenvolvimento em sua época. Também passa a questionar rios cientistasrenomados e conscientizar outros do perigo dessa ciência.Rogers considera a ciência comportamental uma forma de manipulação damente do ser humano, desrespeitando a liberdade de cada um, ignorando assim ossentimentos, desejos e aspirações. Alerta, também, para o perigo dessa ciência nasmãos dos detentores do poder, pois podem usá-la para conduzir o ser humano. A Ciência Comportamental desconsidera a natureza do homem em poder fazersuas próprias escolhas e se responsabilizar por elas, impondo sobre o indivíduo a vontade de poucos. Ela tira do homem a espontaneidade, a liberdade de ser o quequer ser, de traçar a sua trajetória de vida e ser responsável por ela – primorosos valores que ninguém gosta de perder, muito menos de ser manipulado de acordo comos interesses alheios.Rogers defende a idéia de mudaa de comportamento atras daaprendizagem significativa, pois sua experiência no consultório como terapeuta lhemostra que um aprendizado centrado no cliente é perene (provoca a transformaçãointerna do homem). ROGERS (1997) entende que:”Por aprendizagem significativaentendo aquela que provoca uma modificação, quer seja no comportamento doindivíduo, na orientação da ação futura que escolhe ou nas suas atitudes e na suapersonalidade”.Na psicoterapia a aprendizagem acontece com a vivência, com as experiências
 
do dia a dia. Ao deparar com os problemas do cotidiano, o indivíduo conscientiza-seda necessidade de adaptação a sua nova realidade e a seus conflitos. Essa étransformadora, pois exige da pessoa uma mudança de atitude ao solucioná-lo.Neste tipo de terapia o relacionamento entre cliente e terapeuta tem que sertransparente e real. Caso seja um relacionamento de fachada, o cliente não confiaráno profissional à sua frente, e conseqüentemente, não haverá uma aprendizagemconsciente definitiva e transformadora.
 
II
- A APRENDIZAGEM CENTRADA NA PESSOA 
 
Dessa mesma forma deve acontecer, também, na educação. Umrelacionamento interpessoal, afetuoso e de interesse de ambos, professor e aluno, juntos, caminhando para o aprendizado significativo. Um aprendendo com o outro,todos os dias. Essa humildade por parte do professor o levará a um relacionamentoautêntico e transparente com o educando. A autenticidade será a principal ferramentado educador que conduzirá o aluno à aprendizagem significava.Rogers combate a aprendizagem do tipo “tarefas”, que só utiliza as operaçõesmentais, não considerando o indivíduo como um todo. Esse tipo de aprendizado éesquecido com o tempo, pois não tem relevância com os sentimentos, as emoções esensações do educando, e não provoca uma curiosidade que leve o indivíduo aaprofundar mais e mais.Para Rogers, ensinar é mais que transmitir conhecimento – é despertar acuriosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiarem si mesmo e dar um novo passo em busca de mais. É educar para a vida e paranovos relacionamentos. A sobrevivência é um estímulo ao aprendizado, desde que o conhecimentotransmitido seja imutável. Quando uma pessoa vive em um ambiente hostil e nesseexistem novas situações constantemente, do que adianta o conhecimento transmitidopor seus ancestrais? Ainda mais hoje, no mundo globalizado, tudo se transformamuito rápido, inclusive o conhecimento científico. Nada é garantido, nem mesmo oconhecimento de hoje. O que se sabe profundamente hoje poderá, daqui a dez anos,ser considerado errado.Uma pessoa instruída é capaz de se adaptar às mudanças que ocorrem durantea sua vida (a aprendizagem é contínua). A vida é um processo de mudança – tudo aoseu redor é questionável e tudo se mistura. Por isso, não existe aquele que sabe eaquele que ensina, todos sabem alguma coisa e todos aprendem alguma coisa comalguém. É nesse contexto que Rogers vai expor a sua teoria.O professor passa a ser considerado um facilitador da aprendizagem, não maisaquele que transmite conhecimento, e sim aquele que auxilia os educandos a aprendera viver como indivíduos em processo de transformação. O educando é instado a buscar o seu próprio conhecimento, consciente de sua constante transformação.O facilitador se reconhece como um material de apoio humano para oeducando. Enquanto um bom professor é um estrategista da educação, ele usa o seutempo planejando o currículo escolar, suas aulas e o faz muito bem. O facilitador, porsua vez, cria condições de interação pessoal com os educandos, prepara o ambientepsicologicamente favorável para recebê-los, proporciona aos alunos material depesquisa, instiga a curiosidade que é inerente ao ser humano para promover aaprendizagem significativa. O que um facilitador ensina aos educandos é buscar o seu

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