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Teoria_da_contingência

Teoria_da_contingência

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1
A TEORIA DA CONTINGÊNCIA
A Teoria da Contingência enfatiza que não há nada de absoluto nasorganizações ou na teoria administrativa. Existe uma relação funcional entre ascondições do ambiente e as técnicas administrativas necessárias para o alcanceeficaz dos objetivos da organização. Tudo é relativo. Tudo depende. Dentro de umarelação funcional não há uma causalidade direta entre as variáveis independentes(variáveis ambientais) e dependentes (técnicas administrativas). Essa relaçãofuncional é do tipo
“se” “então”. O reconhecimento, diagnóstico e adaptação à
situação são fundamentais para a abordagem contingencial. Contudo, as relaçõesfuncionais entre as condições ambientais e as práticas administrativas precisam serconstantemente identificadas e ajustadas.
Origens da Teoria da Contingência
A Teoria da Contingência é também designada Escola Ambiental e surgiu apartir dos resultados de várias pesquisas. As pesquisas, cada qual isoladamente,pretendiam confirmar se as organizações mais eficazes seguiam os pressupostos daTeoria Clássica, como divisão do trabalho, amplitude de controle, hierarquia deautoridade etc. Os resultados conduziram a uma nova concepção de organização.Essas pesquisas verificaram que as condições sob a quais as empresas trabalham
são ditadas “de fora” delas, isto é, do seu ambiente externo. As contingências
externas oferecem oportunidades e imperativos ou restrições e ameaças queinfluenciam a estrutura organizacional e os processos internos das empresas. Porisso, não há um único e melhor jeito (the Best Way) de organizar. Tudo depende.
AçõesadministrativasCaracterísticassituacionaisResultadosorganizacionais
Resulta dasPara obter
 
 
2
1. Pesquisa de Chandler Sobre Estratégia e Estrutura
Chandler realizou uma investigação histórica com quatro grandes empresasamericanas
 –
a DuPont, a General Motors, a Standard Oil Co. (New Jersey) e aSears Roebuck
Co.
 –
Relacionou as
mudanças estruturais 
com a
estratégia de negócios 
, demonstrando como a sua
estrutura 
foi sendo continuamente adaptada eajustada à sua
estratégia 
 
mercadológica 
. A
estrutura organizacional 
corresponde àforma organizacional que ela assumiu para integrar seus recursos, enquanto a
estratégia 
corresponde ao plano global de alocação de recursos para atender àsdemandas do ambiente. A
alteração 
 
ambiental 
é o fator principal da
alteração da 
 
estrutura.
Ou seja, diferentes ambientes levam as empresas a adotar novasestratégias e as novas estratégias exigem diferentes estruturas organizacionais.Uma coisa conduz à outra.
2. Pesquisa de Emery e Trist sobre os Contextos Ambientais
Para se compreender o comportamento da organização é importanteconsiderar também seu relacionamento com o ambiente. A tarefa primária daadministração de uma organização como um todo é relacionar o sistema total com oseu ambiente externo e não apenas a regulação interna entre si.Emery e Trist procuraram identificar o processo e as reações que ocorrem noambiente como um todo, no intuito de classificar a natureza do ambiente quecircunda a organização e as conseqüências da natureza ambiental sobre a estruturada organização. Para eles, existem quatro tipos de
contexto ambiental 
e, para cadatipo, desenvolve-se um tipo de organização mais adequado.Os quatro tipos de contexto ambiental e suas características:
a) Ambiente tipo 1
 –
concorrência pura: meio plácido e randômico 
É o meio ambiente mais simples
e tranqüilo. Corresponde ao “
mercado clássico 
” dos economistas, no qual organizações puramente competitivas vendem
produtos homogêneos. Suas atividades crescem de maneira isolada dacausalidade ambiental.
b) Ambiente tipo
 –
concorrência monopolística: meio plácido e segmentado 
 
 
3
Corresponde ao modelo da “
competição imperfeita 
” dos economistas, no qual
os produtos e serviços oferecidos pelas organizações concorrentes sãodiferenciados. As empresas que dominam a tecnologia de um determinadoproduto ou região são representativas desse meio ambiente e a velocidade deresposta a cada variância ambiental, que ainda é pequena, torna-se vital para aorganização. Toda organização pode ter algum controle sobre o mercado, masnão pode afetar as outras organizações.
c) Ambiente tipo
 –
Oligopólio: ambiente perturbado e reativo 
Corresponde ao “mercado oligopólio” dos economistas, cuja característica
primária é o fato de que, como são poucas as organizações, as atividades de umaorganização causam repercussões adversas sobre as demais. Neste ambientedesenvolvem-se organizações do mesmo tamanho, tipo, objetivos, dispondo dasmesmas informações e pretendendo o mesmo mercado. As chances de cadaorganização são aumentadas na medida do seu conhecimento a respeito do meioambiente e da velocidade de suas ações seqüenciais. Como resultante, surgemas rivalidades, tornando necessário o conhecimento das reações dos rivais. Aspolíticas internas tornam-se importantes somente como guias para as decisõeslocais.
d) Ambiente tipo
 –
Monopólio: meio de campos turbulentos 
Esse ambiente caracteriza-se pela complexidade, turbulência e dinamicidade.Entretanto, esta dinamicidade não é causada somente pela presença de outrasorganizações, mas pelo complexo campo dinâmico de forças existente no próprioambiente. A variância dos componentes organizacional afeta o meio ambiente evice-versa criando um alto grau de incerteza para o sistema, levando-o a enfrentarsituações cada vez mais mutáveis e imprevisíveis. À medida que a turbulência doambiente organizacional aumenta, cresce a necessidade de funções eficazes delimites organizacionais para proteger a organização.

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