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Pré modernismo

Pré modernismo

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Published by Érica Lima
Uma pesquisa sobre o movimento pré-moderno no Brasil, incluindo comentários sobre os autores mais importantes da época.
Uma pesquisa sobre o movimento pré-moderno no Brasil, incluindo comentários sobre os autores mais importantes da época.

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Pré-Modernismo (fim séc. XIX e início XX)
"Não há um só homem de coração bem formado que não se sintaconfrangido ao contemplar o doloroso quadro oferecido pelas sociedadesatuais com sua moral mercantil e egoísta"--Euclides da CunhaO Pré-Modernismo não pode ser considerado uma escola literária, mas sim um período literáriode transição do Realismo/Naturalismo para o Modernismo, pois não temos um grupo deautores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Narealidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa uma vasta produção literária queabrangeria as primeiras décadas do século XX. Aí vamos encontrar as mais variadastendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam aproduzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novoregionalismo, além deoutros mais preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmenteinovadoras, como o uso de linguagem mais próxima da falada e a focalização nos problemasreais do Brasil da época. A maioria de seus membros não se enquadra como Modernistas por não terem sobrevivido o suficiente para participar ou terem criticado o movimento; os maisfamosos pré-modernistas são Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, MonteiroLobato e Augusto dos Anjos.
Referências históricas
y
Guerra de Canudos
y
Ciclo do Cangaço
y
Milagres de Padre Cícero gerando clima de histeria fanático-religiosa
y
Ciclo da Borracha
y
Revolta da Chibata (1910)
y
Revolta da vacina
y
Greves gerais de operários (1917)
y
1ª Guerra Mundial
C
aracterísticas
Na prosa, Euclides da Cunha, Graça Aranha, Lima Barreto e Monteiro Lobato se posicionamdiante dos problemas sociais e culturais, criticando o Brasil arcaico e negando o academicismodominante. Na poesia, Augusto dos Anjos modifica o Simbolismo, injetando-lhe traçosexpressionistas e revelando uma visão escatológica (cenas de fim do mundo) da vida.Quanto às características, percebe-se um individualismo muito forte, ainda assim pode-sedestacar alguns pontos de aproximação desses autores.
y
ruptura com o passado, principalmente em Augusto dos Anjos que afronta a poesiaparnasiana ainda em vigor 
y
denúncia da realidade brasileira, mostrando o Brasil não oficial do sertão, dos caboclose dos subúrbios
y
regionalismo N e NE com Euclides; Vale do Paraíba e interior paulista com Lobato; EScom Graça Aranha e subúrbio carioca com Lima Barreto
y
tipos humanos marginalizados (sertanejo, nordestino, mulato, caipira, funcionáriopúblico)
y
apresentação crítica do real na ficção
 
Au
tores Pré-modernos
Augu
sto dos
A
njos (1884/1914)
F
ormou-se em direito, mas foi sempre professor de Literatura. Nervoso, misantropo e solitário,este possível ateu morreu de forte gripe antes de assumir um cargo que lhe daria maisrecursos, publicando apenas um único livro de poesias, Eu, mais tarde reeditado como Eu eoutras poesias. Sua obra é cientificista, profundamente pessimista. Sua visão da morte como ofim, o linguajar e os temas usados por muitos são considerados como sendo de mau gosto,mas caracterizam sua poesia como única na literatura brasileira.Trabalhou, assim como parnasianos e simbolistas, com sonetos e verso decassílabo. Suavisão de mundo e a interrogação do mistério da existência e do estar-no-mundo marcam estanova vertente poética. Há uma aflição pessoal demonstrada com intensidade dramática, alémdo pessimsmo. Constância da morte, desintegração e os vermes."A passagem dos séculos me assombra. / Para onde irá correndo minha sombra / Nessecavalo de eletricidade?! / Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem? / E parece-me umsonho a realidade."Eu, única obra de Augusto dos Anjos, reúne sua obra poética. De linguagem, o poetamostrauma obsessão com a morte simultânea a sua aversão a ela.
F
ala de si mesmo, da doença queo vitimou (tuberculose), da humanidade, dos sentimentos, do banal; tudo pessimismo,linguagem e técnica impecável. O vocabulário e as imagens poéticas, que incluem expressõescomo "escarra esta boca que te beija", levaram os críticos da época a considerá-lo um poeta demau gosto; não é verdade. Augusto dos Anjos em Eu demonstra uma visão de mundo como ade Machado que não se manifesta do mesmo modo sutil, mas é igualmente poderosa.Parnasiano na forma e simbolista nas imagens, Augusto dos Anjos é um pré-modernista emostra nesta obra por seu estilo único e inconfundível.Obra Principal:
y
Poesias - Eu (1912)
Versos Íntimos
 Vês! Ninguém assistiu ao formidávelEnterro de tua última quimera.Somente a Ingratidão ² esta pantera ²
F
oi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera!O homem, que, nesta terra miserável,Mora, entre feras, sente inevitávelNecessidade de também ser fera.Toma um fósforo. Acende teu cigarro!O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga,Escarra nessa boca que te beija!--Augusto dos Anjos
 
G
raça
A
ranha (1866/1931)
 Aluno de Tobias Barreto, Graça seguiu a carreira diplomática depois de ser juiz no Maranhão eno Espírito Santo. Participou ativamente do movimento modernista, como doutrinador.Colaborou na fundação da ABL (mesmo sem ter livro publicado) e da Semana de Arte Modernade 22, por isso sendo considerado por muitos um modernista, apesar de que sua única obra"modernista", A viagem maravilhosa, é feita em um estilo extremamente artificial.Obras principais:
y
Canaã (1902/romance)
y
Estética da Vida (1921/ensaio)
y
Espírito Moderno (1925/ensaio)
y
A Viagem Maravilhosa (1927/romance)
L
ima Barreto (1881/1922)
Nascido de pai português e mãe escrava, era mulato e pobre. Afilhado do Visconde do OuroPreto, Lima Barreto conseguiu estudar e ingressar aos 15 anos na Escola Politécnica. Lásofreu toda sorte de humilhações e preconceitos e, quando estava no 3º ano, teve de trabalhar e sustentar a família, pois o pai enlouquecera. Presta concurso para escriturário no Ministérioda Guerra, permanecendo nessa modesta função até aposentar-se.Socialista influenciado por autores russos, Lima Barreto vive intensamente as contradições doinício do século, torna-se alcoólatra e passa por profundas crises depressivas, sendo internadopor duas vezes. Em todos os seus romances, percebe-se traço autobiográfico, principalmenteatravés de personagens negros ou mestiços que sofrem preconceitos.Mostra um perfeito retrato do subúrbio carioca, criticando a miséria das favelas e dos cortiços.Posiciona-se contra o nacionalismo ufanista, a educação recebida pelas mulheres, voltada parao casamento, e a República com seu exagerado militarismo. Utiliza-se da alta sociedade paradesmacará-la, desmitificá-la em sua banalidade.Seus personagens são humildes funcionários públicos, alcoólatras e miseráveis. Sualinguagem é jornalística e até panfletária.Triste
F
im de Policarpo Quaresma é a obra que lhe garante notoriedade. Antes de falir, o editor Monteiro Lobato publica Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá e, pela primeira vez, Barreto ébem pago por algum original.Obras principais:
y
Romance:
o
Triste
F
im de Policarpo Quaresma (inicialmente publicado em folhetins - 1915)
o
Vida e Morte de M. J. Gonzaga e Sá (1919)
o
Clara dos Anjos (1948)
y
Conto:
o
História e Sonhos (1956)
y
Sátira Política e Literária:
o
Os Bruzundangas (1923)
o
Coisas do Reino do Jambon (1956)
y
Humorismo:
o
Aventuras do Dr. Bogoloff (1912)
y
Artigos e Crônicas:
o
 
F
eiras e Mafuás (1956)
o
Bagatelas (1956)
y
Crônicas sobre
F
olclore Urbano:

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eu so gay
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