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Fundamentos de Anatomia

Fundamentos de Anatomia

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11/17/2012

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Fundamentos de Anatomia(não dá para não saber)
 
Estes fundamentos, relacionados abaixo, devem ser entendidos (e fixadosna memória) por quem está interessado no estudo da Anatomia.Fundamento significa base, alicerce, apoio. Se você não fundar oufundamentar o seu conhecimento com um conhecimento prévio que servirácomo base, alicerce ou apoio a ele, você estará queimando uma etapa deseu estudo e, conseqüentemente, de sua formação.
 Fundamento 1 -
A porção externa do osso é a substância compacta ou lâmina cortical.A interna é formada pela substância esponjosa,um emaranhado de trabéculas quedelimitam espaços intercomunicantes preenchidos por medula óssea. Os canais ósseos,os seios paranasais e os alvéolos dentais, apesar de serem internos, são formados por substância compacta. Partes delgadas de alguns ossos são formadas apenas desubstância óssea compacta. O osso é organizado por meio de sua forma externa eestrutura interna para dar maior resistência com a mínima quantidade de material,mostrando ser muito apropriadamente adaptado à função mecânica. No osso esponjoso,a orientação trabecular é fortemente influenciada pelas forças mecânicas às quais o ossoestá sujeito. As trabéculas são dispostas de maneira orientada, formando trajetórias, paradesempenhar demandas funcionais; o mesmo acontece com o osso compacto através deseu espessamento e de sua orientação, para servir como local de concentração edissipação de forças.
Fundamento 2 -
O osso do ser vivente é dinâmico. Renova-se permanentemente pelaação de células de formação e de reabsorção, em um processo chamado remodelação,que perdura por toda a vida do indivíduo. Esta acentuada capacidade de remodelaçãoexige que o osso seja vascularizado e suprido por nervos. É claro que as células ósseas,os osteócitos, precisam receber cálcio e nutrição e por isso são vascularizadas. Oendósteo e a medula óssea também necessitam de sangue. Um pequeno vaso estásempre presente no interior de um osteônio (sistema haversiano) da cortical óssea ousobre as lamelas das trabéculas do osso esponjoso. De fato, artérias e veias (e nervosvasomotores e sensitivos que as acompanham) situam-se não apenas na superfície óssea(junto ao periósteo), mas também penetram no seu interior. Assim, ao se fraturar, umosso provoca hemorragia local, fundamental no processo de consolidação da fratura. Osvasos periostais podem penetrar no osso subjacente. Uma área sem periósteo estáameaçada de necrose. Se você examinar com cuidado um osso longo verá, além dosforames nutrícios, vários forames vasculares, principalmente nas epífises (nas áreas nãocobertas por cartilagem articular). A mandíbula também possui grande quantidade deforames vasculares, geralmente preenchidos por veias. 
Fundamento 3 -
A membrana de revestimento dos ossos chama-se periósteo. É fibrosa,elástica, de cor leitosa, mais espessa e menos aderente na criança que no adulto.Somente não cobre os ossos nas superfícies articulares. O periósteo é constituído por duas camadas, uma externa de tecido conjuntivo fibroso e outra interna com célulasosteoprogenitoras, portanto, com capacidade osteogênica, e responsável pelocrescimento do osso em diâmetro. Esta camada está firmemente fixada ao osso por 
 
fibras colágenas (fibras perfurantes, porque penetram no osso). As cavidades ósseas sãorevestidas por uma fina camada de tecido conjuntivo chamada endósteo. É o caso docanal medular e dos espaços intertrabeculares. Uma área sem periósteo está ameaçadade necrose. Na cirurgia tem-se que conservar o periósteo com sua rede periostal, quandose deseja uma regeneração óssea.
Fundamento 4 -
 No periósteo inserem-se tendões (o tendão é contínuo com o periósteo,mas algumas fibras tendíneas penetram no osso) e ligamentos. O tendão e o ligamento, bem como a aponeurose e a fáscia, são um tecido conjuntivo denso regular, no qual predominam as fibras colágenas. As fibras colágenas são compostas principalmente pela proteína colágeno.É um tecido fibroso, com fibroblastos entre os feixes de fibras. Não tem fibras elásticas(somente o ligamento das articulações tem um pouco).
Fundamento 5 -
O músculo geralmente ultrapassa uma articulação, produzindo nelamovimentos variados. Ao passar pela articulação o músculo estará preso, por suasextremidades, a pelo menos dois ossos (às vezes prende-se em cartilagem, ligamento,rafe, fáscia, pele ou membrana interóssea). Quando se contrai ele aproxima umaextremidade muscular da outra, modificando o ângulo da articulação. Uma dasextremidades é a que verdadeiramente se move (e com isso movimenta o osso no qualse insere) e a outra permanece fixa ou menos móvel. A extremidade fixa é conhecidacomo origem ou ponto fixo e a móvel como inserção ou ponto móvel.Em alguns movimentos do corpo, origem e inserção são permutáveis (pode haver inversão entre elas).Os músculos que se situam abaixo de seus pontos de inserção tendem a abaixar esselocal de inserção. Ex.: os músculos retos da cabeça originam-se abaixo da cabeça, nasduas primeiras vértebras cervicais e se inserem acima, na própria cabeça, e quandoagem, abaixam-na. Os retos anteriores, devido à sua posição, abaixam flexionando-a eos posteriores abaixam estendendo-a. O músculo esterno-hióideo, que fica abaixo de seu ponto de inserção (móvel), puxa esse ponto (osso hióide) para baixo. Depreende-se daíque o abaixador do ângulo da boca tem origem (e situa-se) abaixo do ângulo da boca. Éclaro! O músculo não é um halterofilista; não faz levantamento de peso. Em outras palavras, ele não se estica; apenas se contrai.Os músculos que se situam acima de seus pontos de inserção tendem a elevar esse localde inserção. Ex.: o músculo glúteo máximo, que se origina acima de sua área deinserção no fêmur, estende a coxa, elevando-a; o quadríceps femoral, que se situa quasetodo na coxa, insere-se na tíbia e estende a perna, elevando-a; o bíceps braquial,músculo do braço, insere-se mais abaixo, no antebraço, e sua função é flexioná-lo,elevando-o. O levantador do véu palatino tem origem no osso temporal, acima do palato; a sua extremidade inferior prende-se no palato, elevando-o.A mandíbula é elevada por músculos que estão acima dela. Aqueles que estão atrás deseus locais de inserção, a retraem. Ela desloca-se para frente por ação dos músculos queestão à frente de suas próprias áreas de inserção, tal como acontece também com o ossohióide pela ação do gênio-hióideo, que está à frente dele.O movimento de lateralidade da mandíbula é um pouco mais complicado. Não é como o bucinador que lateraliza o ângulo da boca ou como a escápula que se move medialmente pela ação do rombóide maior, que toma origem (e tem seu ventre) medialmente a ela. O
 
 pterigóideo lateral aduz (e adianta) um dos lados, de tal modo que o outro lado éabduzido (move-se lateralmente).Todavia, essa regra não vale para todos os casos indistintamente. Há casos específicosque precisam ser tratados especificamente. Por exemplo, a mandíbula não é abaixada a poder de músculos que se situariam abaixo de seus pontos de inserção.
Fundamento 6 -
Como as superfícies articulares ósseas precisam deslizar e girar emmovimentação livre uma sobre a outra, elas são recobertas por cartilagemarticular(geralmente hialina). Além de diminuir o atrito e conseqüentemente o desgasteentre os ossos, a cartilagem facilita a movimentação por ser bem lisa e úmida. Outrafunção da cartilagem articular é absorver choques, uma vez que os ossos estão emconstante e mútua pressão. De fato, nos locais de maior pressão a cartilagem é maisespessa.Por serem avasculares, as cartilagens das articulações não sofrem inflamação e nemmetástase cancerosa. Sua nutrição vem do líquido sinovial e do plasma que transuda darede sanguínea intra-óssea e que atinge a sua parte profunda.A cartilagem hialina tem pouca capacidade regenerativa quando lesada. Neste sentido, afibrocartilagem leva vantagem devido à sua grande potencialidade de regeneração. Na ATM existe cartilagem hialina abaixo da camada superficial fibrosa com células que produzem tanto matriz cartilagínea quanto óssea. Portanto, a cartilagem articular é otecido avascular denso fibroso, e a cartilagem de crescimento, a cartilagem hialina, aqual ocasiona remodelamento ativo em resposta às pressões.Adaptando-se bem às faces articulares, o disco articular regulariza a discrepânciaanatômica existente entre elas, absorve choques e promove uma movimentação suave daATM. Apesar de ser fibroso e não-hialino, o disco articular não se regenera ou seremodela após sofrer danos.
Fundamento 7 – 
As comunicações existentes entre os vasos são chamadasanastomoses. Etimologicamente, esta palavra é de origem grega: ana, significa em partes, através e stoma, boca. Como o lume (abertura, boca) de um vaso se comunicacom o de outro, assim boca a boca, como em um beijo com bocas abertas, a palavraanastomose (arterial, venosa e linfática) fica bem entendida. Entre nervos, que não têmlume, as comunicações são chamadas conexões. Seria como um beijo de bocasfechadas. Os ramos anastomóticos constituem uma via acessória para a vascularização(anastomoses arteriais) ou para a drenagem (anastomoses venosas e linfáticas). Asanastomoses são particularmente importantes quando ocorre um bloqueio ou obstruçãodo vaso principal (que pode ser fisiológica ou patológica) e se estabelece umacirculação colateral. Como exemplos de interrupção fisiológica, temporária, são osdesvios do sangue para outro território que está precisando mais dele, devido àvasoconstrição arterial em um local estratégico e o desvio do sangue para um lado deuma articulação devido a exagerada contração muscular no outro lado.Se a obstrução patológica é abrupta e permanente, a área a ser suprida fica semvitalidade porque não há tempo de se estabelecer um circulação colateral. Esta seestabelece quando a obstrução é lenta e gradual, quando os vasos colaterais aumentamseu calibre e vasos neoformados a partir de capilares próximos e de vasos dos vasos(vasa vasorum) de artérias adjacentes. A circulação colateral é mais facilmenteestabelecida nos jovens do que nos velhos.

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