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A Noite Da Raposa Jack Higgins

A Noite Da Raposa Jack Higgins

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10/25/2011

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a noite da raposa jack higginsnão é todos os dias que um homemé enterrado quarenta anos após a sua morte.mas também nunca existiu nada de vulgarna vida de harry martineau.importante espião britânico,desapareceu durante a ii guerra mundiale só sarah drayton sabe porquê.apaixonou-se por ele na missãomais perigosa da sua carreira. e só agoraé que pode contar a espantosa verdade ...a história começa em abril de 1944.um americano ferido,conhecendo detalhadamente os planos do dia d,está em perigo de cair nas mãos dos nazis.com a vitória dos aliados em jogo,ele tem de ser encontrado.disfarçado de oficial das ss, martineaué em breve envolvidonum jogo mortal de bluff e contra-bluff,tendo como adversário nada menosque o marechal-de-campo rommel,a raposa do deserto! jersey. 1985capítulo umos romanos acreditavam que as almas dos defuntos ficavamperto das suas campas. era fácil de acreditar numa fria manhã demarço em que o céu estava tão escuro como se fosse quase noite.fiquei de pé na arcada de granito e observei o cemitério. aplaca dizia lgreja paroquial de st. brelade, e o local estavaapinhado de lápides e campas. aqui e ali, erguia-se uma cruz degranito. ao fundo, via-se um anjo alado; olhei para ele e nessemomento um trovão ressoou no horizonte e a chuva varreu abaía.abri o guarda-chuva e aventurei-me para fora do arco. aindano domingo anterior, em boston, eu nunca ouvira falar nas ilhasbritânicas do canal, ao largo da costa francesa, ou na ilha de jersey. agora era quinta-feira e cá estava eu, depois de viajaratravés de meio mundo, à procura da resposta final para algo queme ocupara três anos de vida.enquanto caminhava por entre as lápides em direcção à velhaigreja de granito, parando para olhar para a baía, ouvi vozes.voltei-me e vi dois homens com bonés de feltro acocorados sobum cipreste junto à parede do fundo. levantaram-se eafastaram-se, e reparei que levavam pás. fui até à parede e láestava umacampa acabada de abrir, coberta com uma lona impermeável.acho que nunca me senti tão excitado. era como se ela tivesseestado à minha espera.voltei-me e fui por entre as lápides até à entrada da igreja,
 
abri a porta e entrei. esperava encontrar um local de escuridãoe tristeza, mas as luzes estavam acesas e era verdadeiramentebelo; o tecto em abóbada era invulgar por ser de granito, e nãoexistiam quaisquer vestígios de vigas de madeira. caminhei emdirecção ao altar e fiquei de pé por um momento, olhando emredor, consciente da tranquilidade. ouviu-se o som de uma portaa abrir e depois a fechar. um homem aproximou-se.tinha o cabelo branco e os olhos de um azul muito pálido.envergava uma sotaina preta e trazia uma gabardina no braço. asua voz era seca e tinha um ligeiro toque irlandês.- posso ajudá-lo? o meu nome é cullen. cónego donaldcullen.apertei-lhe a mão. correspondeu com uma mão surpreendentementefirme.- alan stacey.- _ americano?- sou - disse eu. - _ a minha primeira visita a jersey. atéhá alguns dias atrás, nem sequer sabia que este sítio existia.como a maioria dos americanos, só ouvira falar em new jersey.sorriu e dirigimo-nos para a porta.- escolheu uma má altura do ano para a sua primeira visita. jersey pode ser um dos locais mais desejáveis à face da terra,mas em março geralmente não.- não tive muito por onde escolher - disse eu. - vimporque vai ser enterrada uma pessoa aqui hoje. harry martineau.começara a vestir a gabardina e þarou surpreendido.- _ verdade. s duas da tarde. e da família?- não exactamente, embora às vezes me sinta como se fosse.sou professor assistente de filosofia em harvard. nos últimostrês anos tenho estado a trabalhar numa biografia de martineau.- estou a ver. - abriu a porta e saímos para o adro.- sabe alguma coisa sobre ele? - perguntei.- muito pouco, para além da forma extraordinária comomorreu.- e as circunstâncias ainda mais extraordinárias dos seusúltimos ritos - disse eu. - afinal, cónego, não são muitas asvezes que se enterra um homem quarenta anos após a sua morte.o euno,þ,ow do cónego cullen ficava do outro lado da baíade st. brelade, próximo do hotel horizonte, onde eu estavaa noite da raposa 257hospedado. era pequeno e despretensioso, mas a sala de estar erasurpreendentemente grande, confortável e desarrumada. duasparedes estavam cobertas de livros. as janelas de correr davampara um terraço, para um pequeno jardim e para a baía por trás.ovento levantava a água do mar em ondas de crista branca e a chuvabatia nas janelas.o meu anfitrião veio da cozinha e p“s um tabuleiro numapequena mesa junto à lareira. serviu-me uma chávena de cháenquanto me sentava. o silêncio pesava entre nós. ergueu a suachávena e bebeu devagar, à espera.- tem uma casa muito confortável - disse eu.
 
- pois é - disse. - sinto-me muito bem aqui. sozinho,claro. a grande fraqueza de todos os seres humanos, professorstacey, é a de todos nós precisarmos de alguém. - pousou achávena. - passei três anos em jersey quando era rapaz e acabeipor gostar muito disto. quando me reformei, pareceu-me umaescolha óbvia.tirou um cachimbo e começou a enchê-lo de uma velha bolsade couro.- então - disse ele energicamente. - fale-me de martineau.- sabe alguma coisa sobre ele?- nunca tinha ouvido falar no homem até há alguns diasatrás, quando a minha boa amiga, a dr." drayton, me veio ver eme disse que o corpo vinha de barco de londres para ser enterradoaqui.- sabe como é que ele morreu? - perguntei.- num desastre de avião em 1945. em janeiro de 1945, maisexactamente. durante a ii guerra mundial, a raf possuía umaesquadrilha chamada enemy aircraft flight, que testava os aviõescapturados aos alemães para analisar a sua actuação. harrymartineau trabalhava para o ministério da guerra. foi dado comodesaparecido quando viajava como observador para a raf numarado 96, um avião de treino alemão. sempre se pensou quetivesse caído no mar, mas há duas semanas foi encontrado duranteumas escavações num terreno para construção num pântanode essex.- e martineau e o piloto ainda estavam lá dentro?- o que restava deles. por alguma razão, as autoridadesforam muito discretas em relação ao assunto. a notícia só mechegou no fim da semana passada. apanhei o primeiro avião queconsegui. - acenou com a cabeça. - diz que tem estado atrabalhar numa biografia dele. porque é que ele é tão especial?como lhe disse, eu nunca tinha sequer ouvido o nome dele antes.- nem o público em geral - disse eu. - mas nos anos 30era considerado uma das cabeças mais brilhantes e inovadoras noseu campo, que era a filosofia moral.- um estudo interessante - disse o cónego.- para um homem fascinante. nasceu em boston. o paidedicava-se à construção naval. rico, mas não exageradamente.a mãe, embora tenha nascido em nova iorque, era de ascendênciaalemã. - levantei-me e fui até à janela. olhei lá parafora, absorto em pensamentos. - martineau frequentou harvard,fez o doutoramento em heidelberga e foi bolseiro de rhodes emoxford. mais tarde, foi nomeado membro do trinity college etornou-se professor croxley de filosofia moral com trinta e oitoanos.- um feito notável - disse cullen.voltei-me.- mas o estranho é que era o género de homem que punhatudo em questão. virava todo o seu campo de actividade do avesso.depois, começou a guerra e o resto é silêncio.- silêncio?- oh, deixou oxford. isso sabemos. trabalhou para o governo,tal como lhe disse. muitos académicos fizeram isso. masa tragédia é que ele parece ter parado completamente com otrabalho académico após setembro de 1939. não existem mais

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