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decisao_-_interdicao_do_novo_semiaberto_-_2009

decisao_-_interdicao_do_novo_semiaberto_-_2009

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03/30/2010

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ESTADO DE GOIÁSPODER JUDICIÁRIOCOMARCA DE GOIÂNIA4ª VARA CRIMINAL – EXECUÇÃO PENAL(
Gabinete da Corregedoria dos Presídios da Comarca de Goiânia 
)Referência: Pedido de Interdição do Presídio do “novo” Semiaberto
Requerente: Ministério Público Estadual
Requerido: Estado de Goiás
 
Decisão
Trata-se de ação de interdição do Presídio do Regime Semiaberto(conhecido como novo semiaberto)proposta pelo órgão de execução ministerial comassento neste Juízo e em desfavor do Estado de Goiás.Em síntese, alega-se superlotação na unidade prisional, cujacapacidade de lotação projetada para 230 ( duzentos e trinta) presos, extrapola,atualmente, o patamar de 341 (trezentos e quarenta e um). Insurge-se tambémquanto às más condições de salubridade/higiene do presídio.Ao final, pugna-se pela interdição do presídio, com a retirada de
 
todos os presos do regime semiaberto, autorizando-se àqueles que gozam do trabalhoexterno o cumprimento da pena em regime de prisão domiciliar, com comparecimento eapresentação semanal para monitoramento a cargo de equipes próprias designadaspela SUSEPE. Quanto àqueles não autorizados ao trabalho externo ou com restriçõesde saída em razão de pendências judiciais ou administrativas pede o remanejamentopara outras unidades do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia,preferencialmente para aquela conhecida como antigo semiaberto.Prosseguindo, requer-se a vedação da reutilização do presídiointerditado, enquanto não solucionados definitivamente os problemas estruturais,particularmente o sistema de esgoto e de iluminação da unidade, sugerindo que aSUSEP proceda à reforma da unidade em no máximo 90 (noventa) dias. Por fim,propugna-se pela fixação do limite máximo de ocupação no patamar de 230 (duzentose trinta) presos.Instrui-se o pedido com fotografias indicativas das mazelasdescritas.Notificada, a Secretaria de Segurança Pública apresentou parcasinformações, tendo, em síntese, fixado-se no levantamento de preliminar (falta deinteresse processual e conseqüente não cabimento do pedido de interdição, sobretudopor inadequação da via eleita), tocando, basicamente, o mérito - de onde se dessumemprejudiciais - no que tange à evidência de inconstitucionalidade do art. 66, VIII, daLEP (pugnando, assim, pela declaração incidental de sua inconstitucionalidade), anecessidade de preservação do princípio da Separação dos Poderes (socorrendo-se doprincípio da proporcionalidade e da razoabilidade, com enfoque na “reserva degoverno” e necessidade de manutenção na independência e harmonia dos poderes) e ainexistência de ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana (em decorrência de,na medida do possível e das inúmeras continncias próprias de um país em
 
desenvolvimento, o Estado, por sua Secretaria, estar desempenhando a contento o seupapel).Acompanha a resposta os documentos de fls. 43/48, com o fito decomprovar que medidas vêm sendo tomadas a respeito da situação.Foi realizada inspeção judicial (Termo às fls.), tendo órgão deexecução ministerial sido adrede comunicado.Em seguida, sobrevieram informações da SUSEPE e solicitação doCNJ (em atuação no mutirão carcerário da capital) acerca da problemática, comapresentação de proposta para o direcionamento de soluções.Os autos vieram na forma de conclusão.
Suficientemente examinados, decido.I – PRELIMINARES PROCESSUAIS
Assinalo que a propalada carência de ação, por impossibilidade jurídica do pedido – o que restou cabalmente visualizado, por inferência, pelo viésdefensivo - , suscitada em resposta, não merece guarida.Isto porque a alegação de que o Poder Executivo ostentadiscricionariedade para decidir as obras que deve realizar, não podendo haveringerência do Poder Judiciário, diz com a própria defesa de fundo do Estado e como

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