Aqueles que defenderam a aceitação moral da eutanásia,apresentaram como principais razões a seu favor, a misericórdia para compacientes que sofrem de doenças para as quais não há esperança e queprovocam grande sofrimento e, no caso da eutanásia voluntária, orespeito pela autonomia.A oposição religiosa oficial (por exemplo, da Igreja Católica Romana),no entanto, manteve-se inalterada, e a eutanásia activa continua a ser umcrime em todas as nações, à excepção da; Holanda, primeiro país domundo a exercer a eutanásia, mas só em 2000 é que foi legalizada,Bélgica e Suíça.Foram estabelecidas as condições de acordo com as quais osmédicos, e apenas os médicos, podem praticar a eutanásia: a decisão demorrer deve ser a decisão voluntária e reflectida de um pacienteinformado; tem de existir sofrimento físico ou mental consideradoinsuportável por aquele que sofre; não haver outra solução razoável(aceitável pelo paciente), consultando profissionais superiores.A eutanásia pode ser encarada de várias formas, forma voluntária ouum suicídio assistido, em que uma pessoa ajuda outra a acabar com asua vida (por exemplo, quando A obtém os medicamentos que irãopermitir a B que se suicide). Um exemplo deste caso é o de RamónSampedro, um espanhol, tetraplégico desde os 26 anos, que solicitou à justiça espanhola o direito de morrer, por não mais suportar viver.Ramón Sampedro permaneceu tetraplégico por 29 anos. A sua luta judicial demorou cinco anos. O direito à eutanásia activa voluntária nãolhe foi concedido, pois a lei espanhola caracterizaria este tipo de acçãocomo homicídio. Com o auxílio de amigos planejou a sua morte demaneira a não incriminar sua família ou os seus amigos. Em Novembro de1997, mudou-se de sua cidade, Porto do Son/Galícia-Espanha, para LaCoruña, 30 km distante. Tinha a assistência diária dos seus amigos,