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HAROLD ROBBINS,Titulo original Where Love Has Gone e Tradução de Maria de Lourdes Medeiros

HAROLD ROBBINS,Titulo original Where Love Has Gone e Tradução de Maria de Lourdes Medeiros

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04/01/2010

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ESTE LIVRO FOI digitalIZADO POR AMÉRICO AZEVEDO e Deolinda Fernandes. CASOESTEJA INTERESSADO EM OBTER MAIS OBRAS DESTE GÊNERO, CONTATE COMAMÉRICO AZEVEDO - RUA MANUEL FERREIRA PINTO, 530 - 4470-077 GUEIFÃES MAIA- TELEF.: 229607039 - 918175758A CHANTAGEMHAROLD ROBBINSTitulo original: "Where Love Has Gone"Tradução de Maria de Lourdes Medeiros1962 by Harald RobbinsA FINALIDADE DA LEI DO TRIBUNAL DE MENORES"Garantir a cada menor que se encontre sob a jurisdição do Tribunal de Menores os cuidados eorientação, de preferência na sua própria casa, que melhor possam servir o bem-estar espiritual,emocional, mental e físico do menor e os melhores interesses do Estado; preservar e fortalecer,sempre que possível, os laços familiares do menor, apenas o afastando da tutela dos pais quando oseu bem-estar e a segurança, ou proteção do público não possam ser salvaguardados sem esseafastamento; e, quando o menor é afastado da família, garantir-lhe uma tutela, cuidados e disciplina,tanto quanto possível, equivalentes àqueles que lhe deveriam ter sido dados pelos pais."Secção 502, capitulo 2, do Código do Bem-estar e das Instituições do Estado da Califórnia.ÍNDICEPrimeira ParteA História de Luke ─ Sexta-feira à noiteSegunda ParteA Parte do Livro acerca de NoraTerceira ParteA História de Luke ─ O fim-de-semanaQuarta ParteA Parte do Livro acerca de DaniQuinta ParteA História de Luke ─ O julgamentoPRIMEIRA PARTEA História de LukeSexta-feira à noiteEra um daqueles dias, feitos para quem nasceu para perder. De manhã, atirei com o meuemprego ao ar. à tarde, Maris bateu em cheio na bola e, quando as câmaras de televisão se puserama segui-lo pelo campo, as pessoas viram, de relance, as expressões nos rostos dos Reds deCincinnati e, de certa maneira, sentiram, que a série estava acabada, embora houvesse mais quatro jogos por jogar. E, nessa noite, o telefone tocou, arrancando-me à minha cama de insônia, ondeestava estendido a olhar para o teto cinzento - escuro, tentando ficar muito quieto, ao mesmo tempoque ouvia Elizabeth, que fingia dormir, na cama ao lado.1
 
A voz impessoal da telefonista da interurbana cantarolou num tom vazio. ─ Sr. Luke Carey, por favor. Tem uma chamada interurbana. ─ É o próprio ─ respondi.Entretanto, já Elizabeth tinha acendido a luz. Estava sentada na cama, com os longoscabelos louros a caírem-lhe pelos ombros nus. ─ Quem é? ─ tartamudeou em voz baixa.Tapei o bocal com a mão. ─ Não sei - disse rapidamente. ─ É uma chamada interurbana. ─ Se calhar é aquele emprego em Daytona ─ disse cheia de esperança. ─ Para onde tu escreveste.Uma voz de homem fez-se ouvir pelo telefone. Tinha um vago sotaque do Oeste. ─ Sr.Carey? ─ Sim. ─ O Sr. Luke Carey? ─ Exatamente ─ respondi. Estava a começar a ficar um bocado irritado. Se alguém achavaque isto tinha muita graça, eu não compartilhava da idéia. ─ Aqui fala o sargento Joe Flynn da Polícia de São Francisco. ─ O sotaque era, agora, aindamais evidente. ─ Tem uma filha chamada Danielle?Uma súbita sensação de medo comprimiu-me as entranhas. ─ Tenho, sim ─ respondi rapidamente. ─ Há algum problema? ─ Parece-me que sim ─ disse, lentamente. ─ Ela acaba de cometer um homicídio!As reações são qualquer coisa de cômico. Por momentos, quase larguei às gargalhadas.Tinha tido a visão do corpo de Danielle, mutilado, a sangrar, estendido, meio desfeito, numa estradasolitária. Mordi a língua para não dizer "Foi só isso?". Em voz alta, perguntei: ─ Ela está bem? ─ Está ótima ─ respondeu o sargento. ─ Posso falar com ela? ─ Só de manhã ─ respondeu. ─ Vai a caminho do Tribunal de Menores. ─ A mãe dela está por aí? ─ perguntei. ─ Posso falar com ela? ─ Não ─ disse. ─ Está lá em cima, no quarto, com um ataque de histerismo. Parece-me quemédico lhe está a dar uma injeção. ─ Está aí alguém com quem eu possa falar? ─ o Sr. Gordon vai a caminho do Tribunal de Menores com a sua filha. ─ Harris Gordon? ─ perguntei. ─ Isso mesmo ─ respondeu. ─ O advogado em pessoa. Foi ele que me pediu para lhetelefonar.Harris Gordon. O advogado. Era assim que o tratavam. Era o melhor de todos. E o maiscaro. Eu tinha obrigação de saber. Ele é que tinha representado Nora no nosso divórcio e tinha feitodo meu advogado um autêntico palhaço. Comecei a sentir-me melhor. Pelo menos Nora não estavaassim tão histérica, se ainda tinha pensado em o chamar.A voz do polícia tomou um tom curioso. ─ Não quer saber quem foi que a sua filha matou? ─ Da maneira como ele disse, parecia mais "montou". ─ Ainda nem consigo acreditar ─ respondi. ─ Como é que Danielle podia fazer mal aalguém. Ainda nem tem quinze anos. ─ Mas não há dúvida de que o matou ─ disse o homem, numa voz inexpressiva. ─ Quem? ─ perguntei.Tony Riccio ─ respondeu. A voz dele tomou um tom desagradável. ─ O amiguinho da suamulher. ─ Ela não é minha mulher ─ respondi. ─ Há onze anos que nos divorciamos. ─ Acertou-lhe no estômago com um daqueles cinzéis de escultor que a sua mulher tem noestúdio. Afiado como uma navalha. Rasgou-o como se fosse uma baioneta. Havia sangue por todo olado. Não creio que ele tivesse chegado a ouvir o que eu tinha dito. ─ Parece assim um daquelescasos em que o tipo andou a fazer-se com as duas e a miúda teve um ataque de ciúmes.Senti a náusea subir-me à garganta. Engoli com força para a empurrar novamente para baixo.2
 
 ─ Eu conheço a minha filha, sargento ─ respondi. ─ Não sei porque é que ela o matou oumesmo se o matou, mas, se o fez, era capaz de apostar a minha vida em como não foi por isso. ─ Há mais de seis anos que o senhor não a vê ─ insistiu. ─ As crianças mudam muito emseis anos. Crescem. ─ Mas não para o crime ─ disse. ─ A Danielle não. ─ Desliguei antes que ele dissesse maisuma palavra e voltei para a cama.Elizabeth estava parada a olhar para mim, com os olhos azuis muito abertos. ─ Ouviste?Fez que sim com a cabeça. Saltou rapidamente da cama e enfiou o roupão. ─ Mas não possoacreditar. ─ Nem eu ─ disse com voz melancólica. ─ A Dani é uma criança. Tem catorze anos e meio.Elizabeth pegou-me na mão. ─ Vem até à cozinha. Vou fazer café.Fiquei sentado, como que perdido na neblina, até que ela me meteu na mão a chávena decafé quente. Era uma dessas ocasiões em que uma pessoa pensa em tudo e, no entanto, não pensaverdadeiramente em nada. Nada de que se possa lembrar, pelo menos. Talvez coisas pequenas.Talvez a primeira visita de uma garotinha ao jardim zoológico. Ou talvez os risos por causa do jatoque vinha do mar, em La Jolla. É uma vozinha fraca de criança. ─ É tão divertido viver num barco, papá! Porque é que a mamãe não vem para aqui viver num barco contigo, em vez de viver naquela casa grande e velha lá no alto da colina, em SãoFrancisco?Sentia uma espécie de sorriso dentro de mim quando me lembrava da maneira comoDanielle costumava dizer São Francisco ─ São Francisco. Nora costumava irritar-se com isso. Norafalava sempre tão bem. Nora fazia sempre tudo tão bem. Tudo aquilo que as pessoas podiam ver. No exterior, traz uma senhora. Nora Marguerite Cecelia Hayden. Corria-lhe nas veias o sangue orgulhoso dos senhoresespanhóis da antiga Califórnia, o quente sangue irlandês que lançara os trilhos dos caminhos-de-ferro do Oeste e a água gelada que circulava nas veias dos banqueiros da Nova Inglaterra,Misturando tudo, o resultado era uma senhora. Com riqueza, poder e terras. E uma estranha espéciede talento bravio que a erguia bem alto acima de todas as outras pessoas.Porque tudo aquilo em que Nora tocava, pedra, metal ou madeira, tomava uma forma, umavida própria. E tudo aquilo em que ela tocava, que, tivesse uma forma, uma vida própria, ficavadestruído. Eu sabia-o. Porque também sabia aquilo que ela me tinha feito. ─ Bebe o café enquanto está quente. Levantei os olhos. Elizabeth olhava fixamente paramim. Levei o café à boca. Sentia-lhe o calor penetrar no frio que era a minha barriga. ─ Obrigado.Ficou sentada à minha frente. ─ Estavas longe daqui. ─ Forcei o meu espírito a voltar para junto dela. ─ Estavas a pensar em Danielle?Acenei-lhe com a cabeça, silenciosamente, ao mesmo tempo que um sentimento de culpacrescia dentro de mim. Era outra coisa que a Nora tinha. Uma maneira de se instalar no nossoespírito e de pré-esvaziar pensamentos que deviam pertencer a outra pessoa. ─ O que é que vais fazer? ─ perguntou Elizabeth. ─ Não sei. Não sei o que vou fazer.A voz dela era quente e suave. ─ Pobre miúda. Não respondi. ─ Ao menos, a mãe está com ela.Tive um riso amargo. A Nora nunca estava com ninguém. Só consigo própria. ─ A Noraestá com um ataque de histeria. O médico estava a pô-la a dormir para o resto da noite.Elizabeth ficou a olhar para mim. ─ Quer dizer que a Danielle está sozinha? ─ O advogado delas acompanhou-a ao Tribunal de Menores ─ respondi.Elizabeth olhou para mim durante um momento, depois, pôs-se de pé e dirigiu-se aoarmário. Tirou outra chávena e pegou numa colher que estava a escorrer ao lado do lava-louça.3

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