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Historia Do Teatro Jorge Luiz Rodrigues

Historia Do Teatro Jorge Luiz Rodrigues

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03/04/2011

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Apostila de História Do Teatro
 
Autor: Jorge Luís Rodrigues
 
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Conceitos e metodologia: A figura do ator.
 “TEATRO” – Prédio em que, num palco, preparado para tanto, se recitam perante opúblico (platéia) textos dialogados; o gênero literário desses textos; em sentido maisamplo, a instituição inteira, integrada pelo autor, diretor de cena, atores, cenógrafos eoutros colaboradores. A arte dos atores e do diretor de cena não sobrevive àrepresentação; os textos ficam. No entanto, a literatura dramática não é um gênero, comooutros, da literatura em geral, pela indispensável presença e cooperação do público.Assim, o teatro é principalmente fenômeno social e, como tal, sujeito às leis e dialéticahistóricas. Por isso, não existe teatro em sentido absoluto, com normas permanentes, masvários teatros, muito diferentes, de diversas épocas e nações, quanto mais remotos, tantomenos operantes em períodos seguintes. O teatro chinês, riquíssimo, só existe para oocidente como parábola exótica, influindo ocasionalmente (
Voltaire, Brecht 
) no teatro dehoje. Do teatro indiano em sânscrito, de alto valor literário, os teatros ocidentais sórepresentam ocasionalmente a peça SAKUNTALA, de
Kalidasa
(sec. V), em versõesmodernizadas. Só o teatro grego influiu poderosamente no atual, graças a interpretaçõesvariadas ou, não raro, arbitrárias dos textos sobreviventes.“ O ator é considerado hoje, unanimamente, como o intérprete de um texto, numa cena ounuma tela. Essa concepção nos parece como sendo de intuição imediata mas, aocontrário, corresponde a uma maneira bem determinada de entender a realidade da arte. Éum resultado de um processo milenar através do qual a função do ator primeiro seidentificou e, depois, cada vez mais rigorosamente, se definiu no vasto mundo doespetáculo.”
G. Calendoli
 “ Hoje, o público tende a considerar todo espetáculo (teatral, cinematográfico outelevisivo) sobretudo como um entretenimento à sua disposição, criado para o seuconsumo; como alguma coisa que serve ao seu empenho e que é importante somente pelaatenção que alguém lhe poderá prestar... Isto é suficiente para imaginar a diferença entreo nosso modo de entender o espetáculo e aquele de outros povos, junto aos quaispreenchia uma função bem diferente. No entanto, sucede a cada um de nós, quasesempre, e de modo natural, considerar o nosso modo de conceber o espetáculo como oúnico possível, o único totalmente óbvio. E, assim, sem perceber, sobrepomos este modonatural de sentir, a cada outra experiência de espetáculo que nos ocorre conhecer. Efazemos isto com a postura de quem acredita possuir, devido à própria experiência, todosos instrumentos necessários para entender qualquer manifestação pública que pareça serde caráter espetacular
 A.. Magli
 Manifestações “espetaculares” nas chamadas sociedades “primitivas”.
 
 
“... junto à estas populações existem testemunhos de “lutas fictícias”, entre homens emulheres, com o objetivo de propiciar a colheita das bananas e do mel. Nelas, alguns“atores”, com ornamentos específicos (que provavelmente representam espíritosmaléficos), são vencidos ao final. Ações miméticas, com dança e recitação, ocorremdurante a iniciação dos jovens, com a revelação acústica do ser supremo, também atravésde “atores”. De outras ações miméticas participa toda a coletividade...” (entre os pigmeus– África equatorial)“ O campo ao aberto é preparado geralmente com material de ramos e cascas vegetais,para representar uma cabana ou um recinto que formam um cenário rudimentar. O lugarpreviamente escolhido é, geralmente, um lugar sacro, por tradição. A pintura e adecoração dos atores são minuciosíssimas e requerem, por vezes, o emprego de todo o diaanterior à “representação”. Esta é quase sempre noturna, sob as luzes de fachos, segurospelos demais. Os “atores” ricamente ornamentados com listras multicoloridas, chocalhos,ramos vegetais, com um casco relativamente complicado na cabeça, formam-a sós ou emgrupos – figuras de efeito sugestivo. ... Concorrem para o incremento das espéciestotêmicas; a dança mímica (que imita o atuar e o porte dos animais); as dançasindividuais que consistem numa série de intensas e rítmicas vibrações do corpo atéchegar à prostração; a música, monótona e insistente... finalmente, o clamor, às vezesimitativo dos versos animalescos, às vezes ritmicamente alternado, até chegar ao frenesi.”(entre tribos australianas)“ Estes mostram, através de representações burlescas, a posição ideal do homem liberado,dado inteiramente ao riso, ao descuido à alegria... Em tal condição, são levados a parodiare a desenvolver , em licenciosas burlas, todos os aspectos da vida. Isto é um outro sinalda instância sobrenatural deles.” (entre os bambara – Sudão – África)
 INÍCIO DO TEATRO NA GRÉCIA, A PROCISSÃO DIONISÍACA, AS ORIGENS DA TRAGÉDIA
 Que mistério preside a transformação de um ser humano em outro ser – homem,animal ou deus ? A arte de imitar começou onde e como ? Para Aristóteles (384 a 322AC) a mimese (arte de imitar) , é uma prerrogativa natural do homem. Ele conhece omundo, expressa-se, convive com a natureza e os outros homens, ama e odeia, através dogesto instintivo da imitação. Portanto, não há um momento determinado na história ou napsicologia humanas em que se possa precisar o surgimento do fenômeno da mimese: elanasce com a humanidade. A tradição atribui ao lendário
TÉSPIS
a invenção do ator.Conta-se que ele criou o ofício da representação ao assumir a figura de Dionísio (BACO),Deus do vinho. Com o passar do tempo, foi aprimorando sua arte, adequando-a às váriasregiões por onde passava. Transformava-se em outras divindades. Representava diversospapéis ao mesmo tempo. Vivia dezenas de vidas. As circunstâncias em que a lenda colocaa primeira representação cênica de Téspis foram propícias à aceitação imediata dopúblico (o povo das procissões dionisíacas). Ao declarar ser Dionísio, Téspis acreditavaestar encarnando um Deus, e os que participavam do culto também acreditavam. Paraisso concorriam os cantos da vítima imolada nos sacrifícios e do vinho, que provoca aembriaguez e o delírio. O sucesso de Téspis não impediu que Sólon (639 a 559 AC) ,governante de Atenas, o acusasse de impostor. Afinal era a primeira vez que um homemcomo qualquer outro se dizia Deus. Talvez o chefe da “polis” tivesse intuído uma das
 
faces desse complexo de personalidade que compõe a figura do ator, o qual, paraexpressar-se, busca em outras vidas a raiz da ação, violando o próprio ser para encarnaroutro. Apesar das acusações de Sólon, Téspis impôs-se como ator. Tornou-se figurapopular e querida nas cidades onde se exibia. Toda a Ática acabou por entregar-se aofascínio daquele que, “fingindo”, aproximava os homens dos deuses. A palavra tragédia,em grego, relaciona-se a bode – animal sacrificado no ritual dionisíaco – e também aovinho novo, recém extraído das parreiras. Conta-se que em Icário, burgo da Ática ondenasceu Téspis, Dionísio teria ensinado aos homens, pela primeira vez, o cultivo da vinha.Logo depois, um bode destruiu as parreiras, e foi castigado com a morte. Os homensarrancaram a pele do animal e sobre ela começaram a dançar e beber, até caíremdesmaiados. Os mais fortes permaneceram dançando e cantando até o raiar do dia,quando se atribuíram prêmios (a carne de bode e sua pele embebida em vinho) pelaresistência demonstrada. Segundo Ateneu (sec.III AC) a comédia e tragédia teriam suasraízes nesse momento, do qual se originaram primitivamente os rituais dionisíacos. Odelírio da embriaguez passou a ser frequente na vida dos antigos gregos. Tratava-se deum estado de exaltação, de “graça”, que merecia ser conquistado, permitindo odistanciamento do real e a penetração numa outra dimensão da realidade. As festas emhonra de Dionísio constituíam-se de danças, cantos, preces. Tinham caráter orgiástico enem por isso perdiam o cunho solene, mostrando o temor que os deuses inspiravam aoshomens. Às vezes os cantos tornavam-se nostálgicos, com uma lamentação pelosmomentos tristes da passagem de Dionísio pelo mundo mortal e seu posteriordesaparecimento. E, às vezes, eram melodias alegres, exuberantes, exprimindo uma quaseintimidade dos homens com aquele que lhes possibilitara chegar à exaltação. Um cortejoantecedia o momento culminante do sacrifício do bode, executado pelo sacerdote sobre oaltar. Ao iniciar-se a cerimônia, todos já se encontravam em certa excitação religiosa. Osacerdote matava o bode, partia-o e distribuía os pedaços ao público. O vinho corria entãofartamente, obrigatório como elemento do ritual. E a embriaguez aumentava oentusiasmo, o delírio místico. No primitivo cortejo dionisíaco tomou força oDITIRAMBO POPULAR – o canto feito de elementos alegres e tristes, que narrava osaspectos mais dolorosos e também os mais felizes da vida de Dionísio. Progressivamente,o côro ditirâmbico acabou se tornando trágico – e desse último se originou a tragédia:representação viva feita por atores (homens comuns), destinada a narrar os fatos queaconteceram apenas no plano místico, no mundo do ameaçador Olimpo. Inicialmente ocanto trágico nada tinha de prefixado. Era grande e apaixonado improviso popular, quecrescia ao mesmo tempo que a adoração ao Deus, o delírio e a embriaguez. Com o tempo,introduziu-se no ditirambo popular um primeiro projeto, constituído de textos líricossempre em versos. Algumas pessoas travestidas de sátiros (divindades campestres meiohomens, meio bodes) compunham um côro e cantavam num tom único, sem contrastesvocais. Progressivamente o côro foi-se dividindo em duas seções, cada uma das quaisperguntava e respondia à outra alternadamente. Esse diálogo, porém, ainda não tinhacaráter dramático. Coordenando as perguntas e respostas das duas seções corais havia umCORIFEU, que a princípio se destacava dos COREUTAS pelo fato de dançar e cantarcom mais desenvoltura. Com o tempo, passou a ter função mais definida, ligando-se aosoutros elementos que surgiam na estrutura da tragédia. Nas proximidades do côroapareceu o EXARCONTE , destinado a responder as perguntas dos próprios coreutas edos cantores como um todo. Conta a lenda que o advento do exarconte se relaciona a um

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