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Içami Tiba - Onze tipos de professor

Içami Tiba - Onze tipos de professor

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Published by Diogo Costa
Fragmento de Livro. Material da aula de 27/03
Fragmento de Livro. Material da aula de 27/03

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06/10/2013

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TIBA, Içami. Professores e alunos: os tipos mais comuns. In:
Ensinar Aprendendo: como superar os desafios dorelacionamento professor-aluno em tempos de globalização.
13 ed. São Paulo: Editora Gente, 1998. p. 59-69; 133-153.
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 ALUNOS E PROFESSORES:
OS TIPOS MAIS COMUNS
IcamiTiba
Quem atua no magistério há alguns anos certamente já cruzou com alguns tipos básicos de aluno. Mas existem, também,certos tipos de professor: com qual deles você se identifica? 
Qualquer adolescente que deseja aprender deverdade o faz com professores, sem professores ouapesar dos professores. Podemos observar isso nocotidiano das escolas: os alunos vão bem nas matériasque despertam seu interesse e tiram as piores notasnaquelas de que não gostam.Cada um tem critérios próprios para eleger o queirá estudar. De acordo com a forma como “pegam” e “produzem” a matéria, os alunos podem ser divididosem onze tipos:
1 ONZE TIPOS DE ALUNO1.1
 
Esponja:
é o aluno que absorve tudo. Anota emdetalhes o que o professor fala e estuda semfazer distinções. Come o que lhe põem à frente, oque não significa que aprendeu tudo.
1.2
 
Peneira:
utiliza uma peneira (filtro) paraselecionar a parte que irá aproveitar da matéria.Ouve tudo, mas anota só o que lhe interessa.Quer saber apenas o que cai na prova.
1.3
 
Funil:
parecido com o “esponja”, represa tudo oque o professor diz para repassar em casa maisdevagar, escolhendo o material a ser selecionadopara estudar. É como se precisasse deixar paradecidir depois, com mais calma.
1.4
 
Salteado:
aposta na sorte. Não é o “sorteado”.Como não sabe o que vai cair na prova, arrisca eestuda qualquer coisa, um capítulo, um trecho ouum tema escolhido ao acaso, na página quer abrirprimeiro.
1.5
 
Sorteado:
este aluno tem fé, acredita que vá cairtal ponto e estuda somente aquele. É como quem joga em determinado bicho porque sonhou comele. Tem sempre um palpite. Quanto maisconhecer o professor ou a matéria, mais chancesterá de ser “sorteado”.
1.6
 
Última horista:
um tipo tradicional que sóestuda na véspera da prova e faz trabalho escolarna fila de entrega. A maioria da sociedadebrasileira é “última-horista”.
1.7
 
 Ausente de corpo presente:
é o estudante queaproveita a aula para organizar a agenda, fazertarefas de outras disciplinas, desenhar, jogarbatalha naval com códigos substituindo a fala,para não incomodar o professor. Prestar atençãona aula, nunca, ainda que olhe eventualmentepara o professor.
1.8
 
Sintonia fina:
altamente desmotivado edesconcentrado, tem o radar ligado em sintoniafina para captar qualquer outro tema que nãoseja a aula.
1.9
 
 Autodidata:
não presta atenção na aula, faltamuito, não se mata de estudar nem se esforçapara realizar os trabalhos escolares. Na vésperada prova, pega o livro e se prepara sozinho. É oaluno autodidata, capaz de aprender por contaprópria, "apesar do professor".
1.10
 
Chupim:
é como o passarinho preto que bota seusovos para o tico-tico chocar e criar. Não prestaatenção nas aulas, não anota nada, nem livros tem,e na hora da prova cola de quem sabe. Seminteresse em aprender, entra nos grupos detrabalho escolar só para assinar o nome.
1.11
 
 Abelha:
é o aluno que trabalha faça chuva, façasol. Sempre tem o seu mel. Se se descuidar, os “ursinhos “vão roubar seu trabalho.Dificilmente um aluno se enquadra apenas em umacaracterística. São vários tipos funcionandosimultaneamente que, conforme o interesse do aluno pelamatéria ou pelo professor, podem ser ressaltados ouencobertos. A característica final do aluno deve ser tiradapela média da freqüência dos tipos usados.Mas qual é o tipo ideal? Cada um que penseconforme seus valores, pois eles têm embutidos diferentescritérios de valores pragmáticos e éticos.É importante que os professores conheçam essestipos para que os critérios de avaliação dos alunos sejamaperfeiçoados. Não tomando alhos por bugalhos, oprofessor pode separar o joio do trigo.
2. COMO O ALUNO APRENDE
Existem duas formas antagônicas. Uma forma é a “decoreba”, a memorização provisória. A outra é aintegração da informação, transformando-a emconhecimento. A “decoreba” é como memorizar um número detelefone:ouvimos o número e o repetimos até escrevê-loem algum lugar.Escrito, não se lembra mais dele. O problema équando também se esquece o lugar onde se escreveu.Quanto mais se usa o telefone, mais se memoriza onúmero. Se não se acionar a memória ocasionalmente,acaba também sendo esquecido. A simples repetição pode favorecer a memorização,mas nada é mais forte que a motivação emocional pararegistrar: basta uma vez para gravar de maneira indelévelna lembrança.
 A “decoreba” é um produto perecível e descartável, qual esponja que, ao ser apertada, fica livre dos líquidos. Da mesma forma, depois da prova, nada fica no cérebro.
Dicionário não se decora, pesquisa-se. Comoalgumas tabelas de jurássicos professores insistem que osalunos saibam na ponta da língua. Hoje não mais seprivilegia o acúmulo de informações, porque se pode teracesso a elas a qualquer momento. As informações sãopropriedade do povo, não privilégio de alguns. Portanto,mudou o paradigma do poder.Criar soluções significa brincar com osconhecimentos já integrados. Não se pode contar com “decorebas” porque é preciso lançar mão da sabedoria.Mesmo que não se encontrem novas soluções, paratransformar o conhecimento em sabedoria é precisopraticar.
Hoje, quem pode mais é aquele que sabe selecionar as informações de que precisa 
 
 
TIBA, Içami. Professores e alunos: os tipos mais comuns. In:
Ensinar Aprendendo: como superar os desafios dorelacionamento professor-aluno em tempos de globalização.
13 ed. São Paulo: Editora Gente, 1998. p. 59-69; 133-153.
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 para encontrar novas soluções para antigos  problemas.
Para entender uma novidade o aluno precisautilizar seus conhecimentos anteriores, baseados, porsua vez, em noções elementares. Se desde o início doprocesso o aluninho entendeu o que precisava aprender,não vai mais aceitar qualquer novidade sem entendê-la.Quando a aceita, já a integra, para aumentar suasabedoria.
3. POR QUE O CONHECIMENTO FICA
Cada pessoa tem uma facilidade específica parareter informações. Enquanto algumas se fixam naspalavras, outras guardam o movimento e são capazes derepeti-lo igualzinho depois. A dificuldade corriqueira de lembrar nomes poderepresentar falta de uso ou de interesse. Mesmo que segoste da pessoa, se se fica um tempo sem encontrá-la,pode-se esquecer sseu nome, mesmo que se recorde afisionomia. A melhor maneira de não esquecer o nomedo interlocutor é repeti-lo várias vezes durante aconversa. Ou então associá-lo a pessoas de mesmonome.Cada um precisa conhecer o método dememorização mais eficaz para si mesmo e utilizá-lo emseu benefício.Causas psicológicas e emocionais podem ou nãofacilitar a incorporação do conhecimento. O alunoaprende porque:
 
Gosta: tem uma ligação afetiva com oprofessor ou a matéria.
 
É pitoresco: lembra uma piada, uma música,um ritmo ou movimento.
 
É bizarro: envolve algo muito diferente.
 
É engraçado: o humor favorece opentendimento, pois relaxa o estado de tensãomental.
 
É musical: pela sonoridade, basta ouvir umavez que registra a musicalidade do tema.
 
É matemático: nada mais agradável quepoder transformar o tema em números para asua compreensão.
 
É colorido: o tema se destaca pela cor.
 
Odeia: o avesso de gostar também produzresultado eficaz.
 
Repete: a insistência colabora para imprimir oconhecimento.
 
Faz analogias: são lendas, parábolas e contoscom mensagens que facilitam a compreensãoe, conseqüentemente, o aprendizado.Quando o professor percebe que seus alunos têmgosto eclético para o aprendizado, pode usar diversostemperos para o mesmo prato. Como sempre há quemgoste, sempre haverá um aluno que aprenda. Aquitambém se nota como é importante que o professorconheça o conceito de inteligências múlltiplas, deGardner. Você, professor, lembra que tipo de aluno foi?
4. ONZE TIPOS FREQÜENTES DE PROFESSOR 
Mais do que fazer caricaturas, meu objetivo éapresentar algumas informações que o estimulem arefletir sobre atuação em classe e melhorar seudesempenho.Se está disposto a tornar suas aulas maisinteressantes, mas nem sabe por onde começar – o queserá que está faltando? ) - , faça este exercício. Pense nosprofessores que teve e procure classificá-los. Depois,analise com qual personagem a seguir você se identifica.Nada impede que você seja uma composição dasqualidades ou dos defeitos de dois ou mais tipos e aja demodo diferente em cada classe. Ainda que faça o gênero cruel ou bonzinho, não seiluda: os alunos (sobretudo os adolescentes) sempreencontrarão estratégias para enfrentá-lo.
4.1
 
Um aluno faz na média:
39 estudantes tiraramnota baixa na sua prova, mas você não se abalaporque um aluno obteve nota 8. Isso significa que,se um aluno teve nota boa, o problema é dosdemais que tiveram a mesma chance. Se sua aulafosse ruim, ninguém tiraria 8. Os 39 foram malporque não prestaram atenção. “Eu estoucumprindo minha função de ensinar, tanto que umaluno prestou atenção e se saiu bem. Esse tipo deprofessor tem uma grande vaidade pessoal: avaliaseu desempenho na classe em função do melhoraluno, e não na média dos estudantes. Se um dospresentes está interessado, valeu! A aula éinteressante.
De acordo com a Teoria Integração Relacional, o primeiro requisito para que o  professor consiga bons resultados é se conhecer bem. Pergunto: será que você já tentou avaliar-se segundo o olhar de seus alunos? 
 
Qualidades: poucas. Falta olhar para o própriodesempenho como professor. Quem tirou 8pode Ter estudado em outras fontes que nãovocê!
 
Defeitos: a grande maioria dos alunos nãoconsegue aprender nada.
 
Estratégia dos alunos: é difícil enganar essetipo de professor, mas os estudantes podemdesinteressar cada vez mais a matéria e disporde uma justificativa comovente: a classe todafoi mal. Os pais tornam-se mais tolerantes. Afinal seu filho está na média.
4.2
 
Superexigente
: até que não haja silêncioabsoluto, ele não inicia a aula. E enquanto passa amatéria o silêncio é tanto que dá para ouvir umamosca voando. Ameaçador, ele apavora seusalunos. Amarra seus corpos na carteira enquantoamordaça o cérebro. Transforma adolescentes emseres inanimados perante a autoridade em classe.E, desse modo, nega a condição máxima dainteração. Todo relacionamento humana éinterativo , inclusive o de professor e aluno. Énatural que os estudantes se manifestemocasionalmente, ainda mais se forem adolescentes.
Todo relacionamento humano é interativo,inclusive o de professor e aluno.
 
Qualidades: o silêncio é ótimo quando resultado interesse espontâneo do aluno em ouvir o
 
 
TIBA, Içami. Professores e alunos: os tipos mais comuns. In:
Ensinar Aprendendo: como superar os desafios dorelacionamento professor-aluno em tempos de globalização.
13 ed. São Paulo: Editora Gente, 1998. p. 59-69; 133-153.
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professor.. Facilita para quem quer prestaratenção.
 
Defeitos: como a aula não tem vida, aaprendizagem é tremendamenteprejudicada.
 
Estratégia dos alunos: embora seus olhosestejam fixos no professor, o pensamentoestá muito longe dali. O professor podeprender o corpo do aluno, jamais seuspensamentos.
4.3
 
Estrupador mental
: sua fala é como um rolocompressor que vai passando por cima de todosos alunos, independentemente de como seencontram naquele momento. Ele entra e sai daclasse falando ou escrevendo freneticamente, otema da matéria. Não dá espaço sequer para oaluno reagir.Os estudantes podem até conversar,mas ele continua falando. Não faz questão desilêncio absoluto,. Na verdade, esse tipo não ligapara classe. Egoísta, dá aula para si mesmo, parademonstrar os seus conhecimentos. E saisatisfeito, com a sensação que aula foi muitoboa. Cumpriu seu dever. Pouco se importa com ooutro.
 
Qualidades: esse professor sua matériaconforme a preparou e não se deixainfluenciar por atrasos, incidentes ou outrosmovimentos.
 
Defeitos: o rendimento é prejudicado.
 
Estratégia dos alunos: podem aproveitar aaula para estudar outras matérias, fazertrabalhos etc. Às vezes nem olham oprofessor. E, quando chega a prova,recorrem à “decoreba”.
4.4
 
Carrasco
: sempre exige mais do que ensinou.Nas mãos dele, a avaliação vira um chicote.Pergunta o rodapé das enciclopédias, a erratados jornais. Se durante o bimestre, deu exercíciosde dificuldade progressiva de 1 a 10, na provaele pede 15. Elabora questões de Física comtamanha dificuldade que é impossível resolvê-las.E não raro chega a afirmar “Dez é para Deus,oito para o professor, e para o aluno, só de seispara baixo.” Conta-se que o poderoso dono daMicrosoft, Bill Gates, teve um professor assim nauniversidade. Suas provas eram tão complexasque ele dizia aos alunos: “se um de vocês acertartudo, pedirei demissão do meu cargo deprofessor e serei seu empregado.” O futuro donoda gigante do campo da informática era um deseus alunos mais brilhantes. Bill Gates conseguiaresolver a a maioria da questões, mas não todas.Dizem, agora, que esse professor estáarrependido. Se tivesse sido menos exigente,provavelmente estaria trabalhando e ganhandorios de dinheiro
Se um aluno médio nem o texto estuda,como exigir dele os rodapés? O aluno não  precisa ser um especialista na matéria.Talvez o carrasco nem saiba os textos de outras matérias.
 
Qualidades: professor-carrasco exige omáximo do aluno, que, se tentar corresponder,poderá progredir muito, estimulado pelodesafio da separação.
 
Defeitos: corre o risco de criar nos estudantesum horror pela matéria.
 
Estratégia dos alunos: como a maioria não temmeios de aceitar o desafio, dá um jeito deburlar as normas. “Xeroca” o caderno domelhor aluno na véspera da prova ousimplesmente cola.
4.5
 
Tanto faz
: nada o atinge: se o aluno aprendeu,ótimo! Se não aprendeu, pouco importa.Independentemente do que fizer, seu salário serápago de qualquer jeito. O estudante entregou otrabalho? Bom! Se não entregou, é problema doaluno. Dá nota baixa e pronto. Meio anárquico edesorganizado, esse professor está ali, na frente daclasse, quase como uma formalidade. Não é deexigir muito em prova. Se o aluno se queixa, ele vêse dá para mexer em alguma coisa. Se nãoreclama, continua tudo como está. Esse tipoapresenta uma espécie de indiferença, uma daspiores posturas para qualquer empreendimento.Que dirá para a transmissão de conhecimentos? Opior de tudo é que os alunos não se sentemimportantes para o professor, e o estudanteprecisa sentir que é valorizado para se envolver noprocesso de aprendizado.
 
Qualidades: caso tenha alguma, com certeza émuito menor do que os defeitos.
 
Defeitos: raramente o aluno consegue aprenderalguma coisa com um professor assim. Atendência é que se passe a se acomodar com omínimo. Para ele, essa aula “tanto faz”.
 
Estratégia dos alunos: o professor entra naclasse, e os estudantes nem percebem apresença dele. Continuam o que faziam antes.
4.6
 
Crânio
: é um profundo conhecedor de suadisciplina, mas um péssimo comunicador. Sabetudo sobre a matéria, mas não consegue explicarnada. Por timidez, desorganização na formade se expressar ou falta de capacitação para opapel de professor, ele não consegue transmitirseus conhecimentos. Algo dificulta, paralisa outumultua a comunicação de seu saber. A grandemaioria não aprendeu a representação cênica dopapel de professor nem a se apresentar diante deuma “platéia” de estudantes.
É uma pérola dentro da ostra. Sabe muito,mas não tem facilidade para comunicar o que sabe.
 
Qualidades: são poucas, uma vez que ocorredesperdício de talento. As vantagens podemaparecer em tempos de vestibular: quando osalunos se põem a resolver exercícios quecaíram em várias provas e encontramdificuldades nas questões, em geral procuramesse tipo de professor, e o resultado costumaser produtivo. É que nessa ocasião o aluno estápronto para ouvir.

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