Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
46Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Resumo Resenha Artigo Cientifico

Resumo Resenha Artigo Cientifico

Ratings: (0)|Views: 15,415|Likes:
Published by rwaa87

More info:

Published by: rwaa87 on Apr 02, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

08/20/2013

pdf

text

original

 
Diretrizes para elaboração de resumos,resenhas e artigos Científicos
Robinson Tenório
1
Uaçaí de Magalhães Lopes
2
ESUMO
O presente artigo apresenta e discute algumas diretrizes para a elaboração deresumos, resenhas e artigos científicos, especialmente no que se refere à estru-tura, forma e estilo. Espera-se que tais diretrizes contribuam para a elaboraçãode trabalhos acadêmicos e relatórios de pesquisa na forma de artigo científicopor estudantes de graduação e pó-graduação, que estão se iniciando na ativida-de de produção sistemática de conhecimento, e que necessitam de orientaçãopara o adequado registro e disseminação de seu trabalho simbólico.
Palavras-chaves
: Resumos – resenhas - artigos científicos.
1. I
NTRODUÇÃO
Nos últimos anos o número de artigos científicos publicados por brasileiroscresceu significativamente: “
19% entre 2004 e 2005: passou de 13.313 para15.777. Contudo, não foi suficiente para tirar o país da 17ª posição mundial. Aexplicação é clara: todos cresceram com o Brasil; alguns menos, como Rússia(5%), outros mais, como a China (29%) e a Índia (21%).” 
3
. Apesar de o núme-ro de artigos ser relativamente alto, ele não tem o reflexo esperado na geraçãode riquezas. Isso porque produção científica não se converte em produtos e ser-viços. Enquanto no Brasil a cada trinta artigos existe um registro de patentes,nos EEUU a cada artigo publicado há dois registros de patentes. A Unicamp (Uni-versidade de Campinas), em São Paulo, é a instituição com mais pedidos no país,tendo ultrapassado recentemente a Petrobrás.O aumento significativo de publicações nos últimos anos deve-se à rigidezque a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior) aplicou naavaliação dos cursos de mestrado e doutorado que obrigou os programas a cria-rem meios para a publicação dos trabalhos realizados pelos alunos: sem cobran-ça e sem avaliação, a tese ficava na prateleira.O presente artigo pretende discutir o artigo científico como resultado dotrabalho de pesquisa científica. Uma das dificuldades do estudante brasileiro é a
 
de redigir relatórios objetivos e consistentes dos trabalhos de pesquisa realiza-dos. Não queremos com isso dizer que se resolve o problema da produção cientí-fica apenas a partir dos modelos de artigos. São várias as aplicações de guias emodelos. Nosso pensamento sem eles estagnaria. Mas, o pensamento cristaliza-se também se transformamos os guias e modelos em camisas de força. Quandose trata do trabalho intelectual o cuidado deve ser redobrado. Qualquer tentativade enclausurar o pensamento, o entendimento, o estudo, a interpretação, a críti-ca, irá resvalar no oposto: na falta de criatividade. Se a linha de produção fecha-da já exauriu suas possibilidades produtivas na “indústria pesada”, na produçãode idéias, no aprendizado e principalmente na pesquisa essa lógica nunca deve-ria ter sido assumida como possibilidade.As diretrizes aqui apresentadas devem ser entendidas como um modelo di-dático e circunstancial. Didático porque uma resposta a solicitações de diversosalunos em cursos de graduação e pós-graduação no sentido de terem um modeloreferencial. Circunstancial porque acreditamos que muito em breve a nossa pró-pria prática docente irá suscitar novos modelos. Esse é o motivo pelo qual nãopretendemos substituir quaisquer outros modelos apresentados por outros pro-fessores, mas, tão somente, acrescentar as presentes diretrizes ao debate atualacerca do tema.
2. D
IRETRIZES
 
PARA
E
LABORAÇÃO
 
DE
ESUMOS
, S
ÍNTESES
 
E
S
INOPSES
Primeiramente devemos diferenciar aqui um resumo de estudo de um re-sumo acadêmico ou abstract
4
, que é um resumo feito pelo próprio autor e colo-cado nas primeiras páginas de um artigo, uma monografia, uma dissertação ouuma tese. Trataremos do abstract na discussão sobre o artigo científico, nas pró-ximas páginas. No momento trataremos do resumo como um instrumento de es-tudo e um auxiliar à leitura e compreensão de textos.Um resumo aplica-se sempre aos textos. Um resumo é uma apresentaçãosempre mais curta do conteúdo de um texto. Não é apropriado falar do resumodo pensamento de um autor. Deve-se falar ou escrever a síntese do pensamentode um autor. Devemos pedir um resumo de um texto como um todo e a síntesedo pensamento de um determinado autor contida em um determinado texto ouobra, assim é mais apropriado.Deve-se diferenciar a síntese de um resumo porque a síntese busca aapresentação do pensamento de um autor de forma lógica buscando partir dos
2
 
elementos mais simples do mesmo, criando as condições para a compreensão doessencial daquele pensamento. Ex.: podemos dizer sinteticamente que, o pensa-mento de Marx parte da mercadoria enquanto elemento mais representativo dasociedade capitalista e, por isso mesmo, rica em determinações. A partir dos ele-mentos constitutivos e contraditórios que compõem o fenômeno “mercadoria”, asaber, capital e trabalho, o referido autor demonstra a contradição fundamentalque explica a essência mesma das modernas sociedades capitalistas industriais.Com isso busca apanhar a realidade em suas múltiplas determinações. Essa éuma síntese das idéias econômicas de Marx contidas em “O Capital”, tomo I, vo-lume I.Uma síntese não é fácil de ser compreendida por não iniciados naquelepensamento, exatamente porque expõe em poucos conceitos o essencial de umadoutrina. O objetivo da síntese é trazer presente ao debate, rapidamente, o pen-samento daquele autor. É uma composição rápida dos elementos constitutivos deuma doutrina. Academicamente não é apropriado solicitar uma síntese de umtexto. Deve-se solicitar o resumo de um texto. É mais apropriado solicitar a sín-tese de uma doutrina ou do pensamento de determinado autor. Por outro lado,uma sinopse (do latim
Synopsis
: igual forma em grego
sym
, junto;
opsis,
vista:vista de conjunto) diferentemente da síntese, visa apresentar em conjunto umaobra ou uma doutrina. A síntese é a obra vista de baixo para cima, dos conceitosmais simples para os mais complexos. A sinopse é a obra vista de cima para bai-xo, é uma apresentação mais panorâmica do pensamento de determinado autor,ou uma visão de conjunto, de determinada doutrina. Senão vejamos: Freud apartir da análise do desenvolvimento da sexualidade infantil, notadamente de fi-lhos e filhas com os pais, sistematiza uma série de observações empíricas, àsquais denominou “Complexo de Édipo”, e, a partir da sexualidade como centrogerador, estabelece que esse complexo está na base de diversas neuroses quese manifestam na vida adulta, impedindo que os indivíduos se relacionem de for-ma plena e satisfatória nas diversas relações que experimentam durante a vida.A esse conjunto denominou psicanálise. Isso é uma síntese. Vejamos agora:Freud, fundador da psicanálise, realiza em sua obra uma análise das bases dasexualidade humana, além de criar as condições para a compreensão do incons-ciente através da análise dos sonhos. No conjunto de sua obra estabelece as ba-ses para o entendimento da angústia do homem moderno diante de sua própria
3

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->