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Formação de professores num cenário de incertezas

Formação de professores num cenário de incertezas

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Published by Filipa Albuquerque
Escola Superior de Teatro e Cinema Mestrado em Teatro e Comunidade

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NUM CENÁRIO DE INCERTEZA E MUDANÇA
Trabalho realizado no âmbito do seminário de Teatro e Comunidade II

Filipa Albuquerque

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NUM CENÁRIO DE INCERTEZA E MUDANÇA

Após o visionamento da inspiradora comunicação do professor Ken Robinson, recomeçámos algumas leituras, sobre o nosso sistema educativo e a formação de professores, que haviam ficado “arrumadas” em local acessível à esp
Escola Superior de Teatro e Cinema Mestrado em Teatro e Comunidade

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NUM CENÁRIO DE INCERTEZA E MUDANÇA
Trabalho realizado no âmbito do seminário de Teatro e Comunidade II

Filipa Albuquerque

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NUM CENÁRIO DE INCERTEZA E MUDANÇA

Após o visionamento da inspiradora comunicação do professor Ken Robinson, recomeçámos algumas leituras, sobre o nosso sistema educativo e a formação de professores, que haviam ficado “arrumadas” em local acessível à esp

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Published by: Filipa Albuquerque on Apr 02, 2010
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A FORMAÇÃO DE PROFESSORESNUM CENÁRIO DE INCERTEZA E MUDANÇA
Trabalho realizado no âmbito do seminário de Teatro e Comunidade II
Filipa Albuquerque
Escola Superior de Teatro e CinemaMestrado em Teatro e Comunidade
 
A FORMAÇÃO DE PROFESSORESNUM CENÁRIO DE INCERTEZA E MUDANÇA
Após o visionamento da inspiradora comunicação do professor Ken Robinson,recomeçámos algumas leituras, sobre o nosso sistema educativo e a formação de professores, que haviam ficado “arrumadas” em local acessível à espera de melhor oportunidade.Um dos textos que ficou sem uma leitura mais cuidada foi uma breve reflexão do professor Ruben Duarte de Freitas Cabral sobre a formação de professores, que apesar de não ter sidoescrita nos últimos anos, se revela tão actual. Aproveito, então, esta oportunidade para“desarrumar” este texto e fazer uma brevíssima reflexão sobre o seu conteúdo. Isto, sem prejuízo, de mais tarde virmos a acabar o trabalho que, entretanto começámos, sobre os professores e o relacionamento com o seu corpo. (Embora não no âmbito desteSeminário, enviar-lhe-emos este trabalho mais tarde, porque andamos entusiasmados comesta temática.) Neste nosso curto trabalho iremos começar por fazer uma breve síntese das ideias expostasno opúsculo de Ruben Duarte de Freitas Cabral, “A Formação de Professores e asEstruturas Educativas - o desafio da cooperação para o desenvolvimento e a excelência” ede seguida discutir essas mesmas ideias em diálogo com o autor.
1.
 Estamos em guerra num cenário de incertezas em que as tradicionais regras do jogodeixaram de funcionar (p. 5). Trata-se de um momento de viragem para uma nova era - “aIdade do Saber, quiçá mesmo Idade da Sabedoria” (p. 6). E há sinais exteriores visíveisdessa situação de instabilidade de situações, desde o colapso do comunismo às alteraçõesno mundo empresarial. E em Portugal, também não deixamos de sentir esse processo deviragem balizado, nomeadamente, entre a ilusão do império e a descoberta da Europa, dooptimismo ao pessimismo (pp. 7-8). Daí que se repita que estamos em guerra e que “a primeira grande batalha que travamos - de certo a mais importante - é a batalha daeducação” (p. 8). E parte-se de um dado inicial: é que “a escola tradicional não se coadunacom a formação de profissionais da aprendizagem” (p. 8), até porque parte de uma noçãodesajustada de mundo do trabalho, como um mundo “estável e prescrito” (p. 9). Assim, a
 
escola nova deve centrar-se no aprender e menos no ensinar, donde o professor deveráfuncionar mais como um treinador (coach) ou, diríamos, nós, um animador de grupos e umfacilitador da aprendizagem. A escola que deixa de ser apenas o espaço de transmissão deconhecimentos, mas que “tem a investigação como eixo central” (p. 11), e por isso, o professor é também um aprendiz, eliminando-se a dicotomia de origem empirista de na salade aula estão, de um lado os alunos que nada sabem, e, do outro, o professor que nada tem para aprender, pois que já tudo sabe. A necessidade de uma escola nova é tanto maior quando deparamos com os próprios objectivos da reforma do ensino (cf. p. 12). Peranteesses objectivos urge mudar a escola e tornar imperativa a formação de professores (p. 13).Por esse facto, a escola nova deve promover o pensamento crítico, mas encontra comoobstáculos o compêndio que reina e a autoridade do professor que valida o conhecimento,desvalorizando aquilo que se designa como “escola paralela”. Neste sentido, os professoresdevem ser “agentes de mudança” (p. 14) e a mudança deve insistir não no que é ensinado,mas no modo como é ensinado, valorizando-se menos os contdos e mais odesenvolvimento de capacidades. Donde a interrogação fundamental sobre a formação de professores. Daí que se enunciem cinco (quatro?) standards para uma instrução autêntica:1) pensamento complexo, 2) profundeza de conhecimento, 3) conexão ao mundo extra-escola, 4) conversação com substância (p. 15). Mas esta reflexão sobre a formação de professores parte ainda de outro pressuposto implícito que é puramente ilusório: o de que odomínio científico dos conteúdos é suficiente para ensinar (p. 18). Donde a necessidade de pensar a formação tendo em conta que há que estabelecer a utilização de tecnologiasmodernas na constituição de bancos de dados e programas de formação (p. 18), fazer olevantamento de recursos existentes (pp. 18-19), mobilizar a comunidade civil (p. 19),nomeadamente as autarquias locais. Mas também não são esquecidas, neste objectivo deuma escola nova, a melhoria das condões de trabalho dos professores (p.21), oreconhecimento das diferenças culturais e étnicas e o ensino individualizado (p. 22). E,fundamentalmente, e para além do apoio das estruturas educativas, conta-se com a auto-responsabilização do professor, o seu empenhamento e capacidade de resolver e ultrapassar situações (p. 23).
2.
Vivemos um tempo de profundas mudanças e cenários de incertezas relativas. As

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