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RESUMO de Falencia

RESUMO de Falencia

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RESUMO PARA ESTUDO: FALÊNCIA ECONCORDATA
 
LEGISLAÇÃO:
Decreto-lei n° 7.661, de 21/06/45(Lei das Falências).
DEFINIÇÃO:
- é um processo de execução coletiva, em que todosos bens do falido são arrecadados para uma venda judicial forçada, com a distribuição proporcional doativo entre todos os credores.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
solvência
– é a qualidade de quem pode solver, isto é, pagar, liquidar, cumprir uma obrigação.
insolvência
– é o estado de pessoa que deve, mas não pode pagar sua dívida.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
CARACTERIZAÇÃO:
- impontualidade
(art. 1°) – faz presumir o estado deinsolvência.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Art. 1°. Considera-se falido o comerciante que, semrelevante razão de direito, não paga no vencimentoobrigação líquida constante de título que legitime aação executiva.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- prática, por parte do devedor, de um ato de falência
(art. 2°) – a impontualidade não é únicocritério, pois ainda que não exista nenhum título ematraso, poderá também ser requerida a falência docomerciante que pratique certos atos suspeitos, aosquais a doutrina dá o nome de "atos de falência".Art. 2°. Caracteriza-se, também, a falência, se ocomerciante:I - executado, não paga, não deposita a importância,ou não nomeia bens a penhora, dentro do prazo legal;II - procede a liquidação precipitada, ou lança mão demeios ruinosos ou fraudulentos para realizar  pagamentos;III - convoca credores e lhes propõe dilação, remissãode créditos ou cessão de bens;IV - realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar,com o fito de retardar pagamentos ou fraudar credores, negócio simulado, ou alienação de parte ouda totalidade do seu ativo a terceiro, credor ou não;V - transfere a terceiro o seu estabelecimento sem oconsentimento de todos os credores, salvo se ficar com bens suficientes para solver o seu passivo;VI - dá garantia real a algum credor sem ficar com bens livres e desembarcações equivalentes às suasdívidas, ou tenta essa prática, revelada a intenção por atos inequívocos;VII - ausenta-se sem deixar representante paraadministrar o negócio, habilitado com recursossuficientes para pagar os credores; abandona oestabelecimento; oculta-se ou tenta ocultar-se,deixando furtivamente o seu domínio.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
SUJEITO PASSIVO:
só pessoa jurídica; a pessoafísica é decretada a "insolvência civil".- comerciante.- o espólio do devedor comerciante (art. 3°, I).- o menor, com mais de 18 anos, que mantémestabelecimento comercial, com economia própria(art. 3°, II).- a mulher casada que, s/ autorização do marido,exerce o comércio por + de 6 m., fora do lar conjugal(art. 3°, III).- os que, embora expressamente proibidos, exercem ocomércio (art. 3º, IV)- devedor que cessou o exercício do comércio hámenos de 2 anos (art. 4°, VII).- sociedade irregular ou de fato. 
NÃO ESTÃO SUJEITOS:
- sociedades civis.
 
- empresas públicas ou de economia mista.- empresas sujeitas a regime especial parafuncionarem - intervenção e dissolução extrajudicial(setor financeiro - bancos, financeiras, seguradoras,cooperativas etc.). 
QUEM PODE REQUERER A FALÊNCIA DODEVEDOR:
- o devedor comerciante – "autofalência" (art. 8º).- o credor, comerciante ou não, devendo, porém, secomerciante, provar o exercício regular do comércio, por certidão da Junta Comercial (art. 9º, III).- o sócio ou acionista (art. 9°, II).- o cônjuge sobrevivente, pelos herdeiros do devedor ou pelo inventariante (art. 9º, I).- o credor com garantia real (penhor ou hipoteca), serenunciar a esta garantia, ou, querendo mantê-la, se provar que os bens gravados não chegam para asolução do seu crédito (art. 9º, III, "b").- o credor não domiciliado no Brasil, se prestar caução (art. 9º, III, "c"). 
REQUERIMENTO DE FALÊNCIA PELOCREDOR COM BASE NA IMPONTUALIDADEDO DEVEDOR:
deve o credor juntar título líquido ecerto, que legitime ação executiva, devidamente protestado; mesmo os títulos não sujeitos a protestoobrigatório devem ser protestados para finsfalimentares (protesto especial - art. 10).
REQUERIMENTO PELO DEVEDOR ("AUTOFALÊNCIA"):
o advogado precisa de poderes especiais expressos na procuração pararequerer a "autofalência".
JUÍZO COMPETENTE:
é o do local do principalestabelecimento* do devedor ou da casa filial deoutra situada fora do Brasil (art. 7º).* em regra, a sede estatutária da empresa, mas há julgados que entendem que além desta, também olocal onde o comércio é efetivamente exercido, ouonde se encontra a maioria dos bens, ou o parqueindustrial do devedor. 
UNIVERSALIDADE DO JUÍZO:
declarada afalência, ficam suspensas todas as ações e execuçõesindividuais dos credores sobre direitos e interessesrelativos à massa falida; o juízo da falência passaentão a ser o juízo universal, ou seja, o únicocompetente para conhecer e decidir todas as questõesde caráter econômico que envolvam o devedor falido(art. 7°, § 2º e 24). Portanto, todos os que estavammovendo ações individuais contra o falido, têm deabandoná-las e vir habilitar os respectivos créditos perante o juízo da falência.
* exceções:
- não suspende o andamento das execuções fiscais emcurso, nem impede o ajuizamento posterior de outras.- ações trabalhistas (face da competência privativa daJustiça do Trabalho) - o empregado deverá obter asentença do juiz do trabalho, reconhecendo os seusdireitos, para habilitar depois o seu crédito perante o juiz da falência.- não se suspendem as ações em que a massa falidafor autora ou litisconsorte, nem as ações e execuçõesiniciadas antes da falência referentes a títulos nãosujeitos a rateio e os que demandarem quantiailíquida, coisa certa, prestação ou abstenção de fato(arts. 7º, § 3º e 24, § 2º). 
ANTECIPAÇÃO DO VENCIMENTO DASDÍVIDAS:
a declaração da falência produz ovencimento antecipado de todas as dívidas do falido edo sócio solidário da sociedade falida (art. 25),mesmo aqueles que tenham títulos ainda nãovencidos, devem habilitar-se na falência. 
MASSA FALIDA:
é o acervo ativo e passivo de bens e interesses do falido, que passa a ser administrado e representado pelo síndico.
- ativa
– créditos e haveres.
- passiva
– débitos exigíveis pelos credores.
 SÍNDICO:
é o administrador da massa falida, sob adireção e superintendência do juiz, respondendo civile criminalmente pelos seus atos; é nomeado pelo juiz,sendo escolhido entre os maiores credores do falido,residentes no foro da falência, devendo ser pessoa dereconhecida idoneidade moral e financeira; não podeter exercido o mesmo cargo em outra falênciaencerrada a menos de 1 ano; tem honorários;ninguém é obrigado a aceitar o encargo; se trêscredores sucessivamente nomeados não aceitarem ocargo, poderá ser nomeado também um estranho(síndico dativo – art. 59 e seguintes).
 
obrigações
(art. 63)
:
- representar a massa falida em juízo;- dar a maior publicidade possível à sentençadeclaratória;- enviar comunicado aos credores que constem dacontabilidade do falido;- arrecadar bens, livros, documentos e tê-los sob suaguarda;- prestar informações aos interessados (horário emque o falido estará a disposição - pelo menos 1 hora por dia);- verificar os créditos;- elaborar relatórios;- organizar o "quadro geral de credores";- promover a liquidação, vendendo os bens da massa(feita por leilão ou através da venda de melhor oferta)e distribuindo o produto entre os credores;- nomear gerente para continuação do negócio;- manter livros próprios de receitas e despesas damassa;- receber e analisar correspondência do falido;- designar perito contador;- averiguar a existência de crime falimentar (arts. 186a 199);- cobrar dívidas;- prestar conta da administração da massa etc.* o pagamento dos honorários do síndico será feitodepois de julgadas as suas contas - arbitramento pelo juiz. Se houver "
concordata suspensiva
", sãoreduzidas a metade. 
ARRECADAÇÃO:
- após prestar compromisso, o síndico deve arrecadar os livros e os bens do falido, convidando este e oCurador Fiscal de Massas Falidas a acompanhar adiligência.- a arrecadação equivale a uma penhora global detodos os bens do falido; o que for arrecadado éinventariado e avaliado, ficando o síndico comodepositário.- no caso de imóveis, devem ser juntadas asrespectivas certidões.- se forem encontrados apenas bens de valor irrisório,ou se nada for encontrado, deve o síndico comunicar o fato imediatamente ao juiz.- se houver sócio solidário, de responsabilidadeilimitada, o síndico arrecadará também os bens particulares do mesmo, levando um inventário emseparado (art. 71).- se entre os arrecadados houver bens de fácildeterioração ou cuja guarda seja difícil, perigosa oumuito onerosa, deve o síndico representar ao juizsobre a necessidade de serem os mesmos vendidosimediatamente na forma prescrita no art. 73.- não podem ser arrecadados os bens impenhoráveis,como os previstos no art. 649 do CPC; contudo, podem ser arrecadados os livros, máquinas, utensíliose instrumentos necessários ou úteis ao exercício da profissão do falido, que não forem de módico valor (art. 41, § único); não podem ser arrecadados os bensdotais e os particulares da mulher e dos filhos dodevedor (art. 42), nem os já penhorados emexecuções fiscais e os de família.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Art. 649. São absolutamente impenhoráveis:I - os bens inalienáveis e os declarados, por atovoluntário, não sujeitos à execução;II - as provisões de alimento e de combustível,necessárias à manutenção do devedor e de sua famíliadurante um mês;III - o anel nupcial e os retratos de família;IV - os vencimentos dos magistrados, dos professorese dos funcionários públicos, o soldo e os salários,salvo para pagamento de prestação alimentícia;V - os equipamentos dos militares;VI - os livros, as máquinas, os utensílios e osinstrumentos, necessários ou úteis ao exercício dequalquer profissão;VII - as pensões, as tenças ou os montepios, percebidos dos cofres públicos, ou de institutos de previdência, bem como os provenientes deliberalidade de terceiro, quando destinados aosustento do devedor ou da sua família;

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