Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
2Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Princípios de Bangalore de Conduta Judicial

Princípios de Bangalore de Conduta Judicial

Ratings: (0)|Views: 1,987|Likes:
Published by oeliasmoderno

More info:

Published by: oeliasmoderno on Apr 05, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, DOC, TXT or read online from Scribd
See More
See less

04/05/2010

pdf

text

original

 
PRINCÍPIOS DE BANGALORE DE CONDUTA JUDICIAL
Preâmbulo
CONSIDERANDO
que a Declaração Universal dos Direitos Humanos re-conhece como fundamental o princípio de que todos têm o direito emcompleta igualdade a um julgamento justo e blico por um tribunalindependente e imparcial, na determinação de direitos e de qualquer acusação penal.
CONSIDERANDO
que a Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticosgarante que todas as pessoas serão iguais perante as cortes e que nadeterminação de qualquer acusação criminal ou de direitos e obrigações emum processo todos terão o direito, sem nenhum adiamento injustificado, aum julgamento público e justo por um tribunal competente, independente eimparcial estabelecido pela lei
.CONSIDERANDO
que os princípios fundamentais retromencionados otambém reconhecidos ou refletidos nos instrumentos regionais sobredireitos humanos, na constituição nacional, estatutos,
common law
e emconvenções judiciais e tradições.
CONSIDERANDO
a importância de um Judiciário competente, independentee imparcial para a proteção dos direitos humanos, é dado ênfase ao fato deque a implementação de todos os outros direitos, ao final, depende acimade tudo de uma administração apropriada da Justiça.
CONSIDERANDO
que, para haver um Judiciário competente, independente eimparcial, é essencial que as cortes cumpram seu papel de defender oconstitucionalismo e a lei.
CONSIDERANDO
que a confiança do público no sistema judicial, na au-toridade moral e na integridade do Judiciário é de suma importância emuma sociedade democrática moderna
.CONSIDERANDO
ser essencial que juízes, individual e coletivamente,respeitem e honrem o cargo com uma confiança pública e esforcem-se emrealçar e manter a confiança no sistema judicial
.CONSIDERANDO
que a primeira responsabilidade pela promoção e ma-nutenção de altos padrões de conduta judicial permanece com o Judiciáriode cada país.
E CONSIDERANDO
que os Princípios sicos das Nações Unidas para aIndependência do Judiciário pretendem assegurar e promover a inde- pendência do Judiciário e são destinados primeiramente aos Estados
.OS SEGUINTES PRINCÍPIOS
 pretendem definir padrões para a conduta éticados juízes. Eles foram elaborados com o propósito de orientar os juízes e proporcionar ao Judiciário uma estrutura para regular a conduta judicial.Visam também ajudar membros do Executivo e do Legislativo, advogados e
 
do público em geral a ter um melhor entendimento e a apoiar o Judiciário.Esses princípios pressupõem que os juízes devem também responder por seus atos a instituições próprias, estabelecidas para manter os padrões judiciais, que o, por si s, independentes e imparciais, e que visamsuplementar e não derrogar as regras legais e de conduta existentes quelimitam o juiz.
Valor 1
INDEPENDÊNCIA
Princípio:
 A independência judicial é um pré-requisito do estado de Direito euma garantia fundamental de um julgamento justo. Um juiz,conseqüentemente, deverá apoiar e ser o exemplo daindependência judicial tanto no seu aspecto individual quanto noaspecto institucional 
Aplicação:
1.1 Um juiz deve exercer a função judicial de modo independente, com basena avaliação dos fatos e de acordo com um consciente entendimento da lei,livre de qualquer influência estranha, induções, pressões, ameaças ouinterferência, direta ou indireta de qualquer organização ou de qualquerrazão.1.2 Um juiz deverá ser independente com relação à sociedade em geral ecom relação às partes na disputa que terá de julgar.1.3 Um juiz não só deverá ser isento de conexões inapropriadas e influên-ciados ramos executivo e legislativo do governo, mas deve também parecerlivre delas, para um observador sensato.1.4 Ao desempenhar a função judicial, um juiz deverá fazê-lo de modoindependente dos colegas quanto à decisão que é obrigado a tomarindependentemente.1.5 Um juiz deve encorajar e garantir proteção para a exoneração dasobrigões judiciais de modo a manter e fortalecer a indepennciainstitucional e operacional do Judiciário.1.6 Um juiz deve exibir e promover altos padrões de conduta judicial deordem a reforçar a confiança do público no Judiciário, a qual é fundamentalpara manutenção da independência judicial.
Valor 2
IMPARCIALIDADE
Princípio:
 
 A imparcialidade é essencial para o apropriado cumprimento dosdeveres do cargo de juiz. Aplica-se não somente à decisão, mastambém ao processo de tomada de decisão
Aplicação:
2.1 Um juiz deve executar suas obrigações sem favorecimento, parcialidadeou preconceito.2.2 Um juiz deve se assegurar de que sua conduta, tanto na corte quantofora dela, mantém e intensifica a confiança do público, dos profissionaislegais e dos litigantes na imparcialidade do Judiciário.2.3 Um juiz deve, tanto quanto possível, conduzir-se de modo a minimizaras ocasiões em que será necessário ser desqualificado para ouvir ou decidircasos.2.4 Um juiz não deve intencionalmente, quando o procedimento é prévio oupoderia sê-lo, fazer qualquer comentário que possa razoavelmente serconsiderado como capaz de afetar o resultado de tal procedimento oudanificar a manifesta justiça do processo. Nem deve o juiz fazer qualquercomentário em público, ou de outra maneira, que possa afetar o julgamento justo de qualquer pessoa ou assunto.2.5 Um juiz deve considerar-se suspeito ou impedido de participar emqualquer caso em que não é habilitado a decidir o problema imparcialmenteou naqueles em que pode parecer a um observador sensato como não-habilitado a decidir imparcialmente. Tais procedimentos incluem, mas nãose limitam a exemplos em que:2.5.1 o juiz tem real parcialidade ou prejulgamento com respeito auma parte ou conhecimento pessoal dos fatos de prova contestados, rela-tivos aos outros;2.5.2 o juiz previamente atuou como advogado ou foi testemunhamaterial no caso em controvérsia;2.5.3 o juiz, ou um membro da família do juiz, tem um interesseeconômico no resultado do problema em debate;Na condição de que a desqualificação não será requerida se outro tribunalnão puder ser constituído para julgar o caso, ou devido a circunstânciasurgentes, a não-atuação processual pode conduzir a uma séria injustiça.
Valor 3
INTEGRIDADE
Princípio:
 A integridade é essencial para a apropriada desincumbência dosdeveres do ofício judicial 

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->