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Coordenação motora-Método para potenciar a finta (www.paulojorgepereira.blogspot.com)

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02/18/2013

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Paulo Jorge Moura Pereira
A importância da coordenaçãomotora em jogos desportivos colectivos(JDC) e em andebol em particular éindiscutível, pela variedade de movimentose constantes alterações que se manifestamna competição (instável e imprevista),nomeadamente ao nível dos diferentestipos de fintas (com ou sem bola) que seproduzem para resolver problemascaracterísticos de desportos cujofuncionamento implicam cooperação eoposição.“No contexto dos JDC, as acçõestécnico-tácticas individuais representamestratégias motoras singulares, produto dainterpretação pessoal que cada desportistafaz das diferentes acções do jogo, e onde seencontram intimamente interrelacionadoselementos do tipo condicional (forçarápida, resistência), coordenativo ecognitivo” (Peñas e Graña, 2001).No entanto, no dia a dia do treinoverifica-se a optimização das componentesreferidas anteriormente de forma separada,demonstrando dissonância quanto amodelos cognitivistas que perseguem aintegração dessas componentes na procurada especificidade e das necessidades reaisda competição.O quadro 1 mostra como podem serestruturadas as capacidades coordenativas.A proposta apresentada neste trabalho,assenta fundamentalmente na melhoria dascapacidades associadas à diferenciaçãocinestésica, ritmo, equilíbrio e orientaçãoespacial embora outros elementos possamestar interligados de acordo com o grau dedificuldade de cada exercício (reacção,combinação e transformação demovimentos).A melhoria da capacidade dediferenciação cinestésica, permitirá aoatleta o ordenamento adequado dos seusmovimentos parciais, permitindosequenciar e sincronizar as tarefas deforma mais precisa através da melhoria dapercepção do seu corpo, aumentando assima percepção constante das condiçõesespaciais, temporais e da força a aplicardurante a execução de um determinadogesto. A capacidade de ritmo relaciona-secom a habilidade para organizar acçõesmusculares em relação ao espaço e aotempo. A orientação espacial permitedeterminar e variar a posição e osmovimentos do corpo no espaço e notempo relativamente ao campo de acção(terreno de jogo, material fixo, …) e/ou aum objecto ou interveniente emmovimento (móbil, companheiros ouadversários,...) Por outro lado a capacidadede equilíbrio, consiste em manter o corpoem estado de equilíbrio ou recupera-loapós o movimento.
Quadro 1 – Estrutura das capacidades coordenativas(Meinel e Schnabel, 1987)
Coordenação motoraAndebol
Método ara otenciar
finta 
 
CapacidadedecontroloCapacidadedeadaptaçãoCombinação de movimentosDiferenciação cinestésicaRitmoOrientação espacialEquilíbrioReacçãoTransformação
 
Também segundo Antón et. al.(2000), a coordenação manifesta-se de trêsformas fundamentais: Capacidade decontrolo e reacção motora, Capacidade decombinação motora e Capacidade detransformação motora (corrigir durante aexecução).Alguns autores referem também amelhoria da eficiência dos movimentosdefinindo a coordenação como sendo ahabilidade para controlar múltiplosmovimentos musculares ordenados deforma a produzir tarefas com eficiênciamotora, sendo composta por factoresassociados à força, potência, capacidadepara acelerar e desacelerar e equilíbriodinâmico (Brown and Ferrigno, 2005)Tarefas motoras que exijam rápidasmudanças de direcção ou sentido, frontaise à retaguarda, laterais ou verticais,conduzem ao incremento da agilidade ecoordenação promovendo a velocidade eeficiência motora (Plisk, 2000).Frequentemente, assistimos em andebol aacções combinadas de fixação do parseguida de finta e drible enquanto o jogador fintador observa possibilidades decontinuidade (pivot que desmarca). Poroutro lado, existem estudos quedemonstram que neste tipo de acções, aagilidade é o factor mais determinante parapredizer o sucesso em desporto (Halberg,2001).Ávila (1998) referindo-se aosdeslocamentos específicos sem bola emandebol, define como capacidadesnecessárias as seguintes: Controlo demudanças de ritmo (acelerações, travagense arranques); controlo de mudanças dedirecção em ângulos diversos; domínio dediversas formas de deslocamento (frontais,laterais e atrás); Acções simultâneas edissociação segmentar; Combinação dehabilidades (giros, saltos, lançamentos);domínio em situações de contacto físico;combinação de todas as anteriores.Após esta breve análise conceptual,a presente proposta surge baseada na ideiade que o controlo motor associado àcapacidade de execução dos exercícios naescada de agilidade (“agility ladder”) podeproduzir um transfer positivo não só naaprendizagem como no aperfeiçoamentoda finta.Boyle (2003), refere a escada deagilidade como sendo um dos melhoresinstrumentos associados ao treinofuncional, podendo ser utilizada paratrabalhos musculares do tipo excêntrico,equilíbrio, coordenação e velocidade dosapoios promovendo benefícios de carácterneuro-muscular.
Fig.1 – Escada de agilidade
O material usado na construção doaparelho, deve possuir alguma rigidez paraque ao ser tocado, seja facilmenterecolocado, evitando assim sucessivasinterrupções. Em idades mais baixas, ounuma fase inicial com escalões maisavançados, deve substituir-se por umdesenho no solo. Por outro lado, deve tertamanhos adaptados à idade a que sedestina, considerando por exemplo atletasseniores, poderá ter dimensões que rondamos cinquenta por sessenta cm cadarectângulo, num total de seis a oito. Noentanto ela deve ser construída de formaque a sua dimensão possa ser modificadade acordo com os exercícios aplicados. Apossibilidade de alterar o tamanho dosrectângulos, permite que o sistema nervosocentral (SNC) não se adapte às dimensõesdo aparelho. É de grande importância,mesmo mantendo os exercícios, alterar adimensão dos rectângulos que constituem aescada (ainda que com pequenas variações)para que o atleta não se limite a reproduzirmecanicamente uma determinadasequência depois de aprendida. Asdimensões devem ser alteradas de formaaleatória dentro da mesma sessão ou entresessões sempre e quando os atletas jádominam a execução do exercício. Onúmero de exercícios a trabalhar na mesma
 
sessão é variável (5 a 8). O número derepetições por exercício será de três a cincoe o tempo de repouso não deve ser inferiora um minuto. Os exercícios integrados comtarefas técnico-tácticas devem ter umtempo de recuperação superior (± 2minutos) e menor número de repetições (2a 3) por exercício. A execução destesexercícios envolve maioritariamentecontracções do tipo excêntrico, pelo quedevem ser respeitados os tempos derepouso, para evitar um grau de fadigaindutor de descontrolo motor.
 
Embora não possua dadoscientíficos que justifiquem a utilizaçãodestes exercícios para beneficiar a eficáciada finta, julgo poder afirmar que amelhoria do controlo dos apoios após umtrabalho prolongado e sistemático é umfacto observável em atletas quedemonstram dificuldades em coordenar autilização dos apoios para fintar ou paraencadear com outras tarefas. Seriainteressante levar a efeito um estudo queajudasse a perceber a influência demétodos deste género não só na melhoriadas tarefas que o compõem como tambémda possível transferência para o jogo.
Fig.2 – Exercício 1Exercício 1 - Inicio com os apoios paralelos, saltar para oprimeiro rectângulo com os apoios unidos, seguidamente afastaros apoios e colocá-los ao lado do mesmo rectângulo. Repetir asequência anterior no rectângulo seguinte.Fig.3 – Exercício 2Exercício 2 - Inicio com os apoios paralelos, saltar para oprimeiro rectângulo com um dos apoios (esquerdo por exemplo).Seguidamente, colocá-los ao lado do mesmo rectângulo pararepetir a mesma sequência agora com o apoio contrário dentrodo segundo rectângulo (direito).
Os exercícios 1 e 2 podem serintrodutórios tendo como propósito umaactivação específica para os exercíciosseguintes.O exercício 3 mostra uma formamais complexa, dado que o executantedeve fazer meia pirueta em progressãolateral até ao final da escada e sempre queestá voltado para o colaborador, faz duplopasse. O passe do colaborador deve ocorrerimediatamente antes do contacto dosapoios (momentos 3, 5 e 7) para que este jáseja efectuado com posse de bola. Paraalém da componente cognitiva aumentada,uma vez que a introdução do passeaumenta a quantidade de estímulos a“controlar”, este exercício pode melhoraros níveis de propriocepção (sensaçõesrecebidas pelo SNC provenientes dosmúsculos articulações e tendões) daarticulação tíbiotársica favorecendonomeadamente a prevenção de lesão(entorse). Embora todos os exercíciospropostos possam cumprir os objectivosreferidos anteriormente, o facto do atletater que fazer meias piruetas sucessivas,provoca maior instabilidade aosmovimentos, aumentando assim adificuldade para que o equilíbrio sejareadquirido. Como alternativa ao passe,
2761 1335457989
10
227661 1335445788

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