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Estudo Livro de Galatas

Estudo Livro de Galatas

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LIVRO DE GÁLATAS
Capítulos:
01
,
02
,
03
,
04
,
05
,
06 
Toda Bíblia
.
Quando o evangelho se espalhou pelo Império Romano e muitos não-judeus começarama aceitar Jesus como Salvador, logo surgiram discussões sobre a necessidade de os não- judeus seguirem as leis dos judeus, especialmente a lei que mandava que todo homemfosse circuncidado (#At 15.1-33). Essa mesma discussão apareceu nas igrejas que oapóstolo Paulo havia fundado na província romana da Galácia, que ficava numa regiãoque hoje faz parte da Turquia. Várias pessoas estavam dizendo àqueles cristãos que, para poderem ser aceitos por Deus, eles precisavam obedecer à Lei de Moisés.A Carta aos Gálatas é a resposta que Paulo dá a essa falsa doutrina. Com argumentosfortes e palavras às vezes chocantes, Paulo denuncia esse outro evangelho que estásendo anunciado e procura trazer de volta para a fé verdadeira aqueles que estão sedesviando do caminho certo. Ele fala da sua própria experiência cristã e defende a suaautoridade como apóstolo. Mostra também como, na reunião dos líderes cristãos emJerusalém, ele tinha recebido a aprovação deles para continuar a anunciar a mensagemde que a salvação depende somente da fé e não daquilo que a Lei de Moisés mandafazer. Em defesa da sua posição, Paulo cita o Antigo Testamento e fala da experiênciade Abraão, o pai do povo escolhido. Ele mostra que Abraão foi aceito por Deus não por causa das suas obras, mas porque teve fé em Deus. Na última parte da carta Paulo falada liberdade que têm as pessoas que crêem em Cristo e como essa liberdade se tornarealidade na vida cristã.Todos os cristãos de todos os tempos devem se lembrar sempre desta declaração doapóstolo: "Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso,continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente" (#Gl 5.1).Conteúdo 
 Introdução
 #Gl 1.1-5 
O verdadeiro evangelho
 #Gl 1.6-10 
 A missão e a mensagem de Paulo
 #Gl 1.11-2.21 
 A defesa do verdadeiro evangelho
 #Gl 3.1-4.31 
O evangelho e a vida cristã
 #Gl 5.1-6.10 
 Palavras finais e bênção
 #Gl 6.11-18 
 
Concluímos da carta que as igrejas da Galácia tinham sido invadidas poruma heresia que as colocara em perigo. Visto que Atos dos Apóstolos nãorelata nada sobre esse fato e tampouco temos outras fontes a respeito,dependemos da própria carta para descobrirmos as características dessaheresia. Certamente pessoas que representavam a lei mosaica se infiltraramnas igrejas da Galácia. Exigiam dos cristãos-gentios que estes obedecessemàs ordenanças da lei. Evidentemente encontraram ouvidos abertos, pois osgálatas estão começando a observar e comemorar dias, meses, épocas eanos prescritos pela lei (Gl 4.10). O cúmulo disso para Paulo é que cristãos-gentios estão sendo circuncidados (Gl 5.3). Paulo lhes explica que com issoestão se obrigando a obedecer a toda a lei mosaica, mas que isso os levaráao naufrágio, quando, na verdade, Cristo os libertou da lei. É certo que naigreja-mãe de Jerusalém havia pessoas que pensavam dessa forma sobre alei. Inúmeras vezes causaram dificuldades não só ao apóstolo Paulo (cf. At11). Será que essas pessoas, que denominamos judaizantes, teriamprocurado as igrejas fundadas por Paulo e as influenciado dessa forma? Dequalquer maneira, isso explicaria a veemência com que Paulo toma posiçãodiante do problema. Ele não consegue nem escrever palavras deagradecimento pelas igrejas da Galácia (cf. capítulo 1). Na história dainterpretação de Gálatas esse tem sido considerado via de regra o motivopara a carta.No nosso século, no entanto, essa posição tem sido questionada pormuitos. Hirsch, Lietzmann, Beyer e outros são da opinião de que osopositores de Paulo na Galácia só podem ter sido cristãos-gentios que seinfiltraram nas igrejas. O exagero sarcástico em Gálatas 5.1 só seriacompreensível para o caso de cristãos-gentios que se submeteram àcircuncisão. Também não poderíamos dizer de cristãos-judeus que nãoobservavam a lei (6.13). Mas não é exatamente isso que Paulo coloca comoargumento contra os judeus em Romanos 2.11-29? Certamente Paulo nãoconseguiu suportar o fato de que pessoas que tinham sido libertas por Jesus, agora estavam sendo novamente escravizadas por esses hereges.Portanto, é difícil aceitar os argumentos a favor dessa posição.Uma posição ligeiramente diferente sobre o motivo da carta é defendidapor Lütgert. Paulo estaria lutando contra duas frentes na Galácia. Por umlado ele tinha que defender o seu apostolado diante da propaganda
 
judaizante (1.1,11); por outro estava combatendo posições libertinas(5.13,16; 6.1,8). Não percebemos, no entanto, uma mudança de frente debatalha no decorrer da carta. O apóstolo desenvolve o seu tema comcoerência constrangedora do primeiro ao último capítulo dessa carta.Consideremos, por último, a posição de Schmithals. Ele crê que os falsosmestres da Galácia tenham sido cristãos-judeus gnósticos, pois Paulo nãoteria explicado a um judeu nascido no judaísmo que um circuncidado temde obedecer a toda a lei (5.3). Esse era exatamente o objetivo dosjudaizantes. Segundo Schmithals, no judaísmo houve alas que associavamfidelidade à lei com especulações gnósticas. Sobretudo as expressões´princípios elementares do mundoµ (4.3; NVI) e ´aqueles « princípioselementaresµ (4.9; NVI) seriam mais facilmente compreensíveis nessecontexto. Entretanto, não encontramos na carta outras exposiçõesrelacionadas ao gnosticismo. Por isso a posição de Schmithals nãoconseguiu se impor. As observações de A. Pohl vão além, quando diz que os cristãosjudaizantes atuantes na Galácia não pertenciam ao grupo judeu dos fariseusradicais.2 A carta não nos dá ponto de apoio algum para afirmarmos queesses judaizantes estavam obrigando os gálatas a obedecerem às ordenançasdos fariseus. Eles só queriam introduzir um ´pouquinhoµ da lei (Gl 5.9).Eles mesmos não observavam toda a lei (Gl 6.13), mas se restringiam aalguns aspectos fundamentais: a exigência da circuncisão (5.2s; 6.12s; cf.2.3s), a observância das festas judaicas (4.10) e provavelmente leiscerimoniais de alimentação (2.12). A escolha desses aspectos não eraaleatória. Com eles o judaísmo tinha mantido a sua identidade desde oexílio da Babilônia. Com eles também tinha tido um poder de atração todoespecial sobre pessoas que sofriam sob a desorientação geral e a depravaçãodos costumes. Defensores desse tipo de atitude em relação à lei judaicatinham grandes possibilidades de serem ouvidos nas igrejas cristão-gentiasda Galácia, pois se apresentavam com a afirmação de que esse´pouquinhoµ de observância da lei ajudaria os gálatas a serem povo deDeus no sentido pleno da palavra.É verdade que Paulo não precisa ensinar-lhes as conseqüências dacircuncisão, mas ele lembra as igrejas assim influenciadas disso (5.3).

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