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Religião - INDIA

Religião - INDIA

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Published by aquileshussain
A RELIGIÃO NA VIDA DO POVO INDIANO
A RELIGIÃO NA VIDA DO POVO INDIANO

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05/01/2013

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 para Hanuman Das
GeneralidadesO vedismo ou religião do Veda constitui o aspecto mais antigo sob o qual nos sãoapresentadas as formas religiosas na Índia. Os textos védicos, que são os primeirosmonumentos literários da Índia (e dos mais antigos da humanidade), proporcionamsimultaneamente o testemunho mais arcaico da religião a que se chama ora bramanismo, ora hinduísmo. Se houvesse que limitar as duas palavras, bramanismodeveria designar a religião das épocas antigas e confundir-se depois, em parte ou natotalidade, com o vedismo, enquanto o hinduísmo visaria mais a evolução religiosa noseu conjunto, quer a partir do Veda, quer após o período védico. A religião védica é aque os invasores arianos levaram consigo quando irromperam no Noroeste da Índia (oPanjâb, bacia do alto Indo), entre 2100 e 1500 antes da nossa era. O fundo remonta adados que se deixam caracterizar como «indo-iranianos».Voltamos a encontrá-los quando observamos o que, no Irão, é anterior à reforma deZoroastro e, ao mesmo tempo, homólogo aos fatos conhecidos na Índia «védica»: é acrença em certas noções fundamentais, numa dupla hierarquia divina -os daivas e osasuras; por outro lado, o culto do Fogo, os sacrifícios animais, os sacrifícios de soma.Mas, para além desta religião indo-iraniana, que não passou de uma etapa, existe um plano Indo-europeu.A religião Indo-europeia consistia numa rede de crenças já complexas, ao mesmo temponaturalistas, rituais e «sociais». Sob um deterrminado ângulo, estavam repartidas emfunções: uma propriamente religiosa, sacerdotal e jurídica, outra representativa do poder temporal e uma terceira de tipo econômico.Mas a religião védica só se explica numa medida muito reduzida por essa dupla herançaindo-iraniana ou indo-europeia. Em contacto com elementos autóctones ou pelo efeitode uma rápida evolução interna, as formas antigas foram enriquecidas ou alteradas.
 
Absorveram uma parte daquilo a que se pode chamar o hinduísmo «primitivo» -de quenada conhecemos, à parte precisamente os vestígios que se encontram na religião védicae esclarecem quando comparados com fatos atestados na Índia ulterior.Os TextosOs únicos monumentos da religião védica são textos, de data e inspiração variadas.Esses textos formam um conjunto excepcionalmente amplo e importante, embora o quese conservou até n6s represente apenas, segundo a tradição, urna pequena parte do queexistia na origem. Com efeito, essa literatura foi-nos transmitida repartida por escolas, aque a tradição chama «ramos», as quais começaram por ser em número de quatro, emvirtude da função quádrupla dos celebrantes, e depois cindiram-se noutros «ramos»devido aos ensinamentos particulares a que deu origem o desenvolvimento progressivoda prática religiosa e sua extensão através de toda a Índia. Ora, nem todas as escolas primitivas, nem todos os ramos secundários (nem a totalidade ou a integridade dostextos num mesmo ramo) chegaram até nós, muito longe disso.Os textos mais importantes e, de resto, os mais antigos são as quatro «compilações»(Samhita) que formam aquilo a que se chama “os quatro Vedas”. O termo veda, quesignifica «saber», também se emprega, num sentido amplo, para designar toda ou uma parte da literatura ulterior, fundada numa ou noutra das quatro Samhitâs.São: 1) O Rig-Veda ou «Veda das Estrofes», o documento das literaturas indianas maisantigo: reunião de cerca de mil hinos às divindades, que prefigura uma espécie deantologia obtida compilando as peças conservadas por velhas famílias sacerdotais; amaior parte desses hinos refere-se mais ou menos diretamente ao sacrifício de soma; noentanto, alguns têm urna relação muito reduzida ou mesmo nula com o culto;2) O Yajur-Veda ou «Veda das Fórmulas», que nos é transmitido em várias recensões:urnas combinam-se com as «fórmulas» que acompanham a liturgia dos elementos deum comentário em prosa -é aquilo a que se chama o Yajur Veda Negro-, enquantooutras apenas dão as fòrmulas e trata-se então do Yajur-Veda Branco;3) o Sâma-Veda ou «veda das Melodias» é urna coletânea de estrofes como o Rig-Veda,no qual, alias, essas estrofes se inspiram na quase totalidade, mas estão dispostas comvista à execução do cântico sagrado e comportam notações musicais;4) Finalmente, o Atharva-Veda é também uma compilação análoga ao Rig-Veda, masde caráter em parte mágico e em parte especulativo. A tradição fala com freqüência de«três Vedas» ou da «tripla ciência», porque considera implicitamente o Atharvaestranho à alta dignidade própria dos «três Vedas». Seguem-se, na ordem cronológica,os Brahmanas ou «Interpretações sobre o brama», comentários em prosa que explicamquer os ritos, quer as fórmulas que os acompanham. Há os ligados aos diferentes Vedase até dois ou mais de dois para todos os Vedas, exceto para o Atharva. Estes dois primeiros ramos da literatura védica formam aquilo a que se chama a çruti ou«revelação»; por outras palavras, passam por ser de origem divina, resultar de umacomunicação por «vidência» feita a determinados seres humanos privilegiados. A çruticomporta ainda textos mais breves, completamente naturais dos Brâhmanas, osÂranyakas ou «Tratados Florestais», próprios para serem recitados longe dasaglomerações, e os Upanishads ou «Concepções», que se envolvem no vivo dasespeculações.Os outros documentos do vedismo pertencem à smriti ou «tradição memorizada»: trata-se, em primeiro lugar, dos Sutras ou «Aforismos», isto é, textos redigidos num estilomuito hermético, destinados a ser aprendidos de cor pelos noviços liturgistas. Foicompilado um número elevado deles, para os diferentes «ramos», quer na ordem dascerimônias solenes, quer na ordem do ritual «doméstico»; outros ainda resumem
 
ensinamentos mais gerais, traçando o esboço de um direito civil e penal que saigradualmente da matriz das prescrições sacerdotais.A literatura termina com séries de textos, escritos ora em estilo de aforismo, ora em prosa corrente, eventualmente em versículos: completam o que se deve saber para ser um ritualista completo - tratados de métrica, de fonética, de astronomia, listas diversas etabelas das matérias metódicas, etc.O conjunto está redigido em sânscrito*, mas num sânscrito arcaico que contémnumerosas particularidades mais tarde perdidas. Os Hinos e as «fórmulas» em geral (oque se engloba sob a designação de mantra) são de um arcaísmo muito mais pronunciado que a prosa subseqüente. Mas, no conjunto, a cronologia interna não é fácilde estabelecer.*[Pronúncia das palavras sânscritas: u pronuncia-se como na nossa língua; c e j pronunciam-se respectivamente tch e dj; g tem sempre o som guê; P equivale ao som doich. Nesta tradução, utilizamos o Ç para representar o som X ou Sh.]Quanto à cronologia absoluta, também não é muito segura. A redação do Rig-Veda pode situar-se, por hipótese, nos séculos X ou XII antes da nossa era. Os últimos textosvédicos, ou seja, os «anexos» do Veda e os grandes Upanishads devem ser do século VIou V. Não obstante, a sua preparação remonta a muito mais atrás, e os tratados védicosisolados foram compilados mais tarde. A transmissão e mesmo a confecção foram oraisou, pelo menos, só comportaram a escrita a titulo de auxiliar. Ainda hoje os recitadoresque subsistem através da Índia conservam oralmente vastas porções do Veda, emcondições de uma exatidão surpreendente.As Crenças e a MitologiaA religião védica consiste, antes de mais, numa mitologia muito elaborada. Os deusesdo Veda, como os descreve principalmente o Rig-veda, são seres ativos que intervêmcom naturalidade nos assuntos humanos. Convenientemente invocados, gratificadoscom belas oferendas, são prestáveis, de contrário perigosos, e vários deles naturalmenteambivalentes. Enumeram-se em geral trinta e três, divididos, desde a Antiguidade, emdeuses terrestres, do «espaço intermédio» (atmosfera) e celestes. Uma divisão mais pertinente seria por funções-deuses soberanos, guerreiros e patronos da função«econômica» (agricultura, criação de gado e artesanato), mas isto apenas abarca urna pequena parte dos fatos. Na realidade, as atribuições são múltiplas, e o próprioformulário e exigências do panegírico contribuíram para as diversificar. Dotou-se adivindade que se celebrava num momento determinado de todas ou parte das funçõesaferentes aos outros deuses, pelo que a mitologia védica se tomou uma coisa confusa,mal decifrável à primeira vista. No fundo do panteão reside Dyaush Pitar, o Céu Pai, equivalente ao Júpiter romano,mas trata-se de uma figura muito pálida, como a deusa Terra ou o casal Céu-Terra,invocados com freqüência apesar disso. Mais perto, mas ainda recolhida, encontra-se afigura impressionante de Varuna, deus soberano, conservador das leis cósmicas emorais, espiador dos culpados, que amarra com os seus lacetes, possuidor de uma faceta perigosa, quase sinistra. Associam-lhe com freqüência outro soberano, Mitra, deus doscontratos e da majestade jurídica. Varuna e Mitra são os primeiros de entre os Âdityas,seqüência de sete ou oito entidades que passam por descendentes de Aditi, esboço vagode uma Deusa-Mãe.O papel proeminente está reservado a Indra, cujas proezas maravilhosas nos sãodescritas incessantemente: venceu multidões de inimigos humanos ou demoníacos,auxiliado por príncipes aliados. Num plano mais naturalista, matou, com o seu raio, odragão que bloqueava as águas, conquistou o Sol, libertou as auroras prisioneiras, etc. A

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Ryan Gabriel added this note
que coisa feiasssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss porque ta achando bonitoe´
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